3.9.06

As minhas netas lindas


A mais nova seguindo a mais velha.

2.9.06

"Bòjinha, ponha a muca!"

Tradução: "Avozinha, põe a música!"
A minha neta M., dois anos e pouco, ainda tem alguns problemas com o verbo pôr/'ponhar'.
Há uns largos meses atrás, ela nunca se calava e no seu discurso ininterrupto apareciam de vez em quando umas palavras entendíveis. Agora já se entende tudo o que diz, frases longas com uma gaguez ocasional quando não lhe sai logo a palavra que quer usar. Já não precisa de deitar cá para fora a série de sons sem nexo de há tempos atrás, em que eu lhe dizia: "M., falaste em chinês, diz agora isso em português!"
Subitamente, há dias, no meio do discurso que nunca pára, sai-se com um regresso ao discurso em "chinês" e ri-se à gargalhada perante o meu ar de incompreensão. Está a gozar!
Uma gozona, esta miúda!

1.9.06

Setembro

Um dos meses de que gosto muito, do calor que passa a calorzinho, das cores quentes, do regresso a casa, ao trabalho. Deixo-vos "September", de Andrew Criss:

31.8.06

Hoje

não escrevo nada. Como preparação para o mês de Setembro, leiam isto.

30.8.06

Still Katrina

Aqui o testemunho de uma sobrevivente.

Pai mágico

No dia em que o meu próprio pai faria 98 anos se estivesse ainda deste lado da eternidade, pergunto a quem souber: Que é feito do super-pai das três meninas? Desapareceu da blogosfera ou é azelhice minha para encontrá-lo?

29.8.06

Um ano depois de Katrina


Uma velha sobrevivente negra para um jornalista:
"Não, não podem imaginar o que passei. Tinham que estar no meu corpo, tinham que estar dentro da minha alma."

27.8.06

Grafologia

Sempre achei muito interessante a grafologia, que não parece ser nenhuma arte de adivinhação como a astrologia e outras que tais.
Fui aqui e saiu-me isto. Quem me conhece que diga se é certo ou não.

"A inclinação de sua letra mostra que você parece ser uma pessoa equilibrada, educada. Mas é um pouco “fria” com quem acaba de conhecer. A ligação de sua letra revela organização, raciocínio lógico e razoável capacidade de adaptação. A direção de sua letra indica controle, constância e organização, especialmente nas tarefas cotidianas. A pressão que usa ao escrever sinaliza estabilidade e equilíbrio. As áreas valorizadas na sua escrita destacam controle emocional, tolerância, um certo imediatismo e tendência ao comodismo. A forma de sua letra demonstra sinceridade, capacidade de adaptação, espontaneidade; sensualidade."

26.8.06

Campo

Estou de volta, de mais um segmento de férias, aqui.

Onde estive?

19.8.06

A Migas


e o Almeida Garrett.

18.8.06

Badajoz

Badajoz ficou na nossa memória colectiva como o sítio onde se iam comprar caramelos. Esquecemos os massacres da Guerra Civil da geração anterior à nossa.
Agora é a Maternidade onde nasce um português por dia. Ainda bem. Até bem recentemente era apenas a clínica onde morrem muitos fetos portugueses.

17.8.06

A Migas


também queria ir de férias.

16.8.06

Em Aveiras


também (bem) se descansa.

12.8.06

Citação

"Estou tão fraco que não posso trabalhar. Não consigo ler a minha Bíblia; nem sequer orar. Posso apenas ficar quieto nos braços de Deus como uma criança e confiar."
Hudson Taylor

11.8.06

"A Arte de Ensinar" de Karen Katafias


Ilustração de R. W. Alley

10.8.06

Testes

Fui atrás desta amiga e descobri isto:
You Are: 30% Dog, 70% Cat

You and cats have a lot in common.
You're both smart and in charge - with a good amount of attitude.
However, you do have a very playful side that occasionally comes out!

100% gato daria melhor comigo, não?

9.8.06

Caça

Não sou fanática da PETA, mas sempre detestei a caça no que tem de sanguinário e cruel para os pobres animais selvagens.
No entanto, estes dias tenho-me dedicado insistentemente à caça de traças e suas larvas na minha despensa. Tudo começou com uma farinha que se estragou e espalhou traças, numa altura em que as minhas vertigens não me permitiram dar cabo delas como era necessário. Há semanas, antes de sair de férias, fizémos uma limpeza geral à despensa. Pensávamos nós: esquecemos uma prateleira secundária, que só tinha latas e sacos de plástico. Pois foi esse o ninho alternativo para os bicharocos.
Nas minhas caçadas acompanha-me a Migas, que descobre onde esvoaçam as traças e lhes dá guerra sem quartel. Enfim: quem não tem cão, caça com gato!

8.8.06

Intervalo nas férias



Após uns dias no paraíso de Água de Madeiros, pinhal com mar ao fundo.

28.7.06

Vou andando


por uns dias. Deixo-vos
"Salt, Air and Breeze" de Diane Romanello. Boas férias.

27.7.06

Exames

Ocupo os meus últimos dias de trabalho com os exames de equivalência à frequência de Inglês do 11º ano. E esbarro em mais uma incongruência das leis que os regem.
Há dois programas diferentes em exame, o da velha reforma e o da nova, embora o nível de conhecimentos a testar seja o mesmo e as provas equivalentes. Pois bem: os alunos da antiga reforma só vão à prova oral se tiverem 7 na escrita, enquanto os da nova reforma vão todos obrigatoriamente à oral. Os da antiga reforma fazem 10/20 minutos de oral, os da nova, 25. Na antiga reforma, o peso da escrita/oral é 50/50%. Na nova, a escrita vale 70% e a oral 30%.
Consequência: fazemos oral na nova reforma a um aluno que vai com 2 valores e que para passar precisaria de obter 27 na oral! É impossível, mas teve que fazer a oral e nós que o sujeitar a isso.
Quem faz as leis?

26.7.06

Dia dos Avós


Hoje é o nosso dia! Vivam as nossas netas!

24.7.06

Enquanto não vou de férias


alegrem-se aqui com as "Beach Babes", de Paul Greenwood.

23.7.06

Festa no céu


Na mesma igreja, cinco décadas depois de os respectivos avôs terem sido pastor e pastoreado e grandes amigos, a nossa sobrinha uniu o seu destino ao agora também nosso sobrinho. Se lá no céu houver notícia da terra, que grande festa!
Aos noivos desejo o "afago de Jesus" em cada dia da sua nova vida.

20.7.06

Parabéns por quatro anos de casamento!


"No dia 20 de Julho
vou pentear o meu cabelo p'ra trás:
Abraço o futuro à minha frente
Naquela menina de rosto sorridente.

No dia 20 de Julho
Vou vestir o meu fato às risquinhas
Arrisco tudo na jovem de branco:
Ela colorirá o resto das nossas vidinhas.

No dia 20 de Julho
digo adeus ao meu pai e à minha mãe.
Peço ao Senhor que nos dê a bênção
De um dia vir a ser pai e ela mãe também."

(...)

A Bíblia


O casal de noivos recebeu uma Bíblia do avô, como prenda de casamento. Era uma bela Bíblia grande e com uma boa encadernação: escreveram uma nota de agradecimento ao avô e colocaram-na na estante.
De vez em quando o avô perguntava se estavam a gostar da Bíblia. Envergonhados, davam uma resposta evasiva e a coisa passava. Cansados de tantas perguntas do avô, um belo dia resolveram pegar na Bíblia, tirar-lhe o pó e, talvez, ler algumas páginas. Qual não foi o seu espanto quando algo caiu e esse algo era uma nota de $20. Em breve verificaram que cada início dos 66 livros da Bíblia continha uma nota igual...
Talvez tivessem passado necessidades, com este dinheiro dentro da Bíblia...
A história não nos diz se o casal começou a descobrir todos os outros tesouros que a Bíblia contém.
Este artigo diz-nos ainda que apenas 13% dos americanos afirma ler a Bíblia diariamente. Ainda bem que não perguntaram aos portugueses... Ler a Bíblia em Portugal "não é ilegal como no Laos. Não leva a multas ou prisão como no Vietnam. Um exemplar não custa o salário de uma semana como nas Filipinas."
Leiam a Bíblia.
(Na foto, as três Bíblias que mais utilizo. A de cima uso-a diariamente há mais de 35 anos).

19.7.06

Raul Cortez


Nos tempos em que eu via telenovelas, este era um grande senhor. E eu via telenovelas, todas brasileiras, no tempo em que valia a pena vê-las. Vi a Gabriela, o Casarão, O Roque Santeiro, A Guerra dos Sexos, etc.
Raul Cortez foi um desses grandes actores brasileiros. Os meus respeitos.

18.7.06

No Comments

O Partido do Amor Fraternal acaba de ser legalizado na Holanda. Os seus princípios são os seguintes, segundo o DN de hoje:
- A idade de consentimento para uma relação sexual deve baixar dos 16 para os 12 anos.
- A televisão deve poder exibir pornografia a qualquer hora.
- Os jovens de 16 anos devem poder exercer a prostituição.
- A nudez deve ser livre.
- A instituição do casamento deve ser abolida.
- A cidadania deve ser completa aos 12 anos, o que inclui ter relações sexuais, votar, jogar, viver sozinho, ou usar drogas leves.
- As escolas religiosas devem ser proibidas.
- A morte de animais deve ser criminalizada, mesmo que para alimentação.
- Abolição do senado.

17.7.06

Na escola

É normal que nos demos melhor com este ou esta colega e não tenhamos tanta empatia por outro ou outra. Na escola, somos muitas vezes colocados em grupos de trabalho nos quais mal conhecemos os colegas ou, para algumas pessoas, que nem as possam ver! Às vezes, surgem colegas que se recusam a trabalhar com outros. Não é o meu caso, que me esforço por funcionar bem com toda a gente.
Há tempos, colocaram-me assim numa equipa de trabalho com duas colegas que mal conhecia. Pois foi precisamente nesse dia que recebi uma má notícia, que me fez desatar a chorar junto delas. Não posso descrever os esforços que fizeram para me consolar! E desde esse dia em diante, há sempre uma preocupação delas por mim, um olhar de simpatia e uma palavra doce.
Agradeço a Deus por todos os colegas que tem colocado no meu caminho, mesmo aqueles que não conheço tão bem.

16.7.06

400 anos de Rembrandt


Confesso que Rembrandt não é o meu pintor preferido, com os seus retratos escuros. Mas fica aqui a minha homenagem, com este "Jesus Jovem" do famoso pintor holandês.

15.7.06

História VI

Era um jovem casal comum, vivendo numa zona comum e numa época comum. A mulher engravidou de gémeos, sempre sinal de bênção divina. O parto foi complicado: quando um dos rapazes parecia pronto a nascer, recolheu e acabou por ser o outro a sair primeiro. Felizes e saudáveis, cresceram rapidamente. Como em muitas outras famílias, o pai acabou por demonstrar uma certa preferência pelo rapaz mais aventureiro e machão, que o acompanhava na caça e no trabalho. A mãe inclinava-se mais para o mais meigo e dócil, que ficava junto dela nos afazeres domésticos.
Ora como se sabe, este tipo de comportamento parental só pode gerar rivalidades e conflitos estre os irmãos. Foi exatamente o que aconteceu no caso destes gémeos, que chamaremos de João e Emílio.
Com o crescimento, a rivalidade intensificou-se, especialmente quando a própria mãe ajudou o João a enganar o pai e a prejudicar o Emílio no testamento.
Os irmãos deram início a hostilidades nunca inteiramente resolvidas, apesar de algumas aproximações posteriores. As suas famílias continuaram durante séculos a inimizade iniciada com os gémeos.
Uma das razões que ainda hoje dá origem a conflitos no Médio Oriente.

14.7.06

Parabéns!


Faz hoje cinco anos que casou a minha filha S., a primeira a casar, embora a última a nascer. E que turbilhão de sentimentos isso veio trazer à minha vida! E de trabalhos, e de compras, e de coisas de última hora, e de lacinhos e rolinhos e prendinhas para arranjar na noite anterior! Nem sei como sobrevivi...
No ano seguinte, o filho. Mas os rapazes dão muito menos trabalho, que não menos emoções...
No ano passado, outra noiva, desta vez a minha filha R. E de novo os rolinhos, os lacinhos, o vestido, o véu, o restaurante, a ementa...
Dentro de dias, com outra calma para a minha parte, é o meu irmão e cunhada que casam a primeira filha, a A.I. Ih ih ih...

13.7.06

Fertilidade

A minha nora teve um aborto espontâneo há um ano, a minha filha R. há um mês. A minha filha S. lutou um bom tempo contra a infertilidade. O que eu faria para estar antes eu no vosso lugar.
Na minha vez, eu mesma tive ainda pior, uma mola hidatiforme, que em 1974 deu direito a um mês de internamento (e tinha uma filha pequenina) na Maternidade de Sta. Bárbara, onde as visitas não podiam entrar e os colchões eram feitos de rolhas de cortiça. Eu era a número 34 e foi aí que tive verdadeiro acesso à condição humana no feminino.
Mas eu pensava que nada disso ia acontecer com a geração que me segue, que seriam só facilidades.
Mais uma lição que precisava de aprender.

12.7.06

HIV

Ontem. RPT. Reportagem sobre uma campanha contra a sida no Algarve. Não tendo visto o início, não percebi bem quem era a senhora loura que parecia tentar mobilizar as hostes naquela praia. Ou para aquela câmara.
A senhora conta à reporter que tinha encontrado um casal idoso que se recusara a receber os preservativos, por "serem honestos". A senhora loura: "E sabem se o vosso dentista e o vosso cabeleireiro são honestos?"
E com este argumento de peso, o casal foi para casa cheio de preservativos. Será que os vão usar quando forem ao dentista ou ao cabeleireiro?

10.7.06

Rescaldo

de um dia inteiro com uma e parcial com duas netas: cabeça a andar à roda, joelho feito num oito, casa numa batalha campal e o coração bem cheio.

9.7.06

Acabou

não acabou?
Ufa!

8.7.06

O avôzinho


lê uma história às netinhas.

7.7.06

Dianne Romanello, "Summer of Dreams"


No entardecer de um dia quente de Verão como hoje, eu e o convalescente avôzinho sentamo-nos nestas cadeiras a apreciar o pôr-do-sol sobre o mar.

6.7.06

Na cama das meninas



a menina Migas!

5.7.06

Numa rua de Lisboa

uma videira em pleno passeio

e na videira, uvas!

4.7.06

De novo


O avozinho foi hoje novamente operado à vista. Correu tudo bem. Aguardamos o evoluir da situação. Obrigados a todos os que se lembraram e, já agora, também aos que se esqueceram!

3.7.06

Sabemos que cativámos uma neta

quando ela deixa o pai e a mãe para vir para o nosso colo.

2.7.06

Citação de domingo

Quero ser "um ramo que se estende por sobre o muro" e dá sombra e frutos para o lado de cá e para o lado do vizinho.

30.6.06

Homenagem


Faz hoje dois anos que partiu a minha amiga e colega MC. Coisa estranha esta, a de ter cada vez mais gente do outro lado. E gente mais nova que eu.
A MC foi minha colega no Externato Acrópole, onde nos tornámos amigas: lembro-me por exemplo de uma época em que íamos ver filmes de terror à tarde, antes de voltar para as aulas às 6!
Quando o Externato fechou, foi ela que garantiu emprego noutro colégio a vários de nós, a quem inclusivamente a tinha gravemente prejudicado. Sempre a admirei por isso.
Lembro-me de a ir visitar na cama, onde passou nove meses para ter o seu único filho.
Lembro-me de quando adoeceu e de como detestava falar disso.
Uma vez ligou-me e perguntou: "Sabes de onde estou a falar? Da Alemanha!" E eu, estupidamente: "Que inveja!" Ela estava lá a tentar um tratamento novo para o cancro que a consumia.
Há dois anos liguei-lhe em Maio, no dia dos anos. Que estava tudo bem. Mais uns tratamentos e ia andando.
A notícia da sua morte apanhou-me assim completamente desprevenida, um mês e pouco depois, no dia de anos de outra das colegas-amigas e após uma vitória de Portugal no Europeu de futebol. Liguei a esta outra colega-amiga a avisá-la e a dar-lhe os parabéns pelo aniversário, andava ela a celebrar no meio do intenso ruído das ruas de Lisboa. A ironia da vida.
A imagem que acompanha este post é a de um cartãozinho que lhe dei algures durante a sua doença e que ela trazia sempre na carteira.
MC: quanta coisa deixei para falar contigo! Até sempre!

29.6.06

Viva "A Bola"!

Atrevo-me a reproduzir este artigo, com uma vénia ao blog de onde o tirei.

Crónica d' A Bola

«Jogo pelos professores»

Os professores andam em pé de guerra. Como os professores são normalmente distantes uns dos outros, os seus pés de guerra andam por aí semeados como pés de salsa, espalhados pelo País. De norte a sul.

Os professores estão descontentes. Com a vida que lhes corre mal, porque ninguém os valoriza; com os colegas, que só se interessam por resolver a sua vidinha; com os alunos, que os desconsideram e maltratam; e, acima de tudo, com o Governo da nação, que os desvaloriza, os desautoriza e os desmoraliza.

Nunca fui um estudante fácil e sabia, que um professor desautorizado era um homem (ou uma mulher) morto na escola. Não quero dizer fisicamente mas profissionalmente. Como sempre fui bom observador, conhecia de ginjeira os professores fortes e os professores fracos. Os fortes resolviam, por si próprios, a questão. Alguns pela autoridade natural do seu saber e da sua atitude, outros de forma menos académica. Os fracos eram defendidos pelos reitores. Ir à sala de um reitor era, já por si, um terrível castigo. Mas bem me lembro que professores fracos e fortes, bons e nem por isso, se protegiam, se defendiam e se reforçavam na sua autoridade comum.

Já nesse tempo se percebia que tinha de ser assim, porque, se não fosse, os pais comiam-nos vivos e davam-nos, já mastigados, aos filhos relapsos. E isso a escola não consentia.
Os pais, dito assim de forma perigosamente genérica, sempre foram entidades pouco fiáveis em matéria de juízo sobre os seus filhos e, por isso, sobre quem deles cuida, ensina e faz crescer.

Os pais sempre foram o pavor dos professores de natação, dos técnicos do futebol jovem, dos animadores das corridas de rua. Os pais, em casa, acham os filhos umas pestes; mas na escola, no campo desportivo, no patamar da casa do vizinho, acham os filhos virtuosos e sábios. Os pais são, individualmente, insuportáveis e, colectivamente, uma maldição.

Claro que há pais... e pais. E vocês sabem que não me refiro aos pais a sério, que são capazes de manter a distância e o bom senso. Falo dos outros, dos pais e das mães que acham sempre que os seus filhos deviam ser os capitães da equipa e deviam jogar sempre no lugar dos outros filhos. O trágico disto tudo é que são precisamente esses pais os que, na escola, se acham verdadeiramente capazes de fazer a avaliação, o julgamento sumário dos professores dos seus filhos, achando que eles só servem para fazer atrasar os seus Einsteinzinhos.

Por isso eu aqui me declaro a favor dos professores. Quero jogar na equipa deles contra a equipa dos pais e ganhar o desafio da vida real e do futuro deste país contra o desafio virtual dos pedagogos de alcatifa.»

vserpa@abola.pt
A Bola, 3 de Junho de 2006

Vitor Serpa, director do Jornal A Bola, alia-se aos professores.

28.6.06

Parabéns, Netinha!


Como este primeiro ano da tua vida passou depressa para esta tua avozinha! Impossível esquecer os sentimentos do dia em que Deus te colocou neste mundo e nas nossas vidas. Como as tuas avós se abraçaram em lágrimas ao saber que estavas finalmente sã e salva entre nós.
Uma vida longa e muito abençoada te deseja esta avozinha.

27.6.06

Amigos



Quando um amigo se casa, a sua mulher passa a ser obrigatoriamente nossa amiga? A resposta é não. Mas se ela nos conquista com os seus olhos brilhantes, a sua voz doce e o seu abraço caloroso, então, sim, ela passa a ser nossa amiga.
Neste caso, os amigos estiveram em Paris e pensaram em nós.

26.6.06

Desenho


Como não sei desenhar, só assim por interposta pessoa posso apresentar o blog da minha sobrinha A., que tão bem desenha a vida.

25.6.06

Citação de domingo

"Abriram (a porta), viram e pasmaram".
(Perante a graça de Deus)

23.6.06

Verão

O que gosto no Verão:
- as noites quentes: andar na rua sem casaco
- as sombras nos jardins
- a frescura da água
- tomar banho de água fria ao chegar a casa num dia de calor
- as saladas
- as sardinhadas
- os bebés só com uma pecinha de roupa
- andar (quase) descalça

O que detesto no Verão:
- o calor acima dos 29 graus
- a minha casa insuportavelmente quente
- a ausência de brisa
- os fogos
- não conseguir adormecer prontamente
- andar de carro (sem ar condicionado)
- ruas sem sombras
- a praia com mais de 30 graus

É mais aquilo que não gosto que aquilo que gosto. Por isso, aprecio tanto a Primavera!

22.6.06

Sonho

Esta noite voltei em sonhos à infância dos meus filhos. A propósito da netinha J., entrei na sala e quem brincava no chão era a S., sua mãe! Logo a seguir, encontrei os outros dois, que se encondiam debaixo da mesa. Revivi as características de cada um na infância, a forma de falar e de brincar. Não me perguntem como era, porque tudo isso ficou no sonho.
Dou graças a Deus que me permite voltar a viver tudo isso através das netinhas.
"O Senhor te abençoe durante todos os dias da tua vida e vejas os filhos dos teus filhos." (Salmo 128)

21.6.06

Bem-vindo, Verão!


On the Summer Wind, de Jane Ooster Scott

20.6.06

No Comments


"A Educação? Sim, estou a ver perfeitamente! Deixem a Ministra trabalhar!"

(Fotografia do DN)

19.6.06

Vertigo


é assim que me tenho sentido nestes últimos dias.

18.6.06

"Why me, Lord?"


"Feliz aquele que Tu escolhes" (Salmo 65:5).
Ouçam esta música.

17.6.06

A minha netinha M.

(25 meses) senta-se ao computador cá de casa, pega no rato e habilmente vai abrindo o que lhe interessa. O primeiro é sempre o Internet Explorer. A seguir, quer ver fotografias e reclama: "Movas! Movas!"
Vou buscar as poucas fotos de noivas que temos no computador: a mamã dela, as tias, eu própria. Esgotamo-las rapidamente e ela continua a reclamar: "Movas!"

16.6.06

Balanço das aulas de substituição

Última aula de substituição deste ano lectivo: correu bem, os alunos já tinham 'bazado'...

Positivo nas aulas de substituição:
- Os alunos estiveram 'presos', logo, não se mataram à pancada cá fora.
- Os funcionários estiveram mais sossegados
- Tive oportunidade de travar conhecimento com muitos alunos da escola, que de outro modo não conheceria
- Não me consigo lembrar de mais nada

Negativo nas aulas de substituição:
- Os alunos estiveram 'presos', logo, não tiveram oportunidade de extravasar as suas energias quando não tiveram aula e, em alguns casos, tentaram 'matar-se' lá dentro...
- Os funcionários andaram numa roda viva a controlar cada prof que faltasse para chamar os substitutos
- Muitos alunos não tiveram ostensivamente prazer nenhum em me conhecer
- Aumentou muito o número de participações disciplinares dos alunos, neste caso, provocado por aulas de substituição (felizmente, não foi o meu caso, mas pouco faltou!)
- Aumentou muito a ansiedade dos profs: Será que sou chamado? Para que turma será que vou? Como serão esses alunos?
- Os profs começaram a escolher os dias de substituição quando tinham que faltar.

Na minha escola, estamos a tentar desenvolver projectos de ocupação dos alunos nessas horas, espaços para onde eles possam ser encaminhados e fazer algo de produtivo e/ou interessante. Esbarramos sempre com a falta disso mesmo, do espaço, que já não abunda para as aulas regulares.

15.6.06

A propósito de futebol

Hoje, ao desfolhar o Diário de Notícias, deparo-me com este poster alusivo à época:


Pois bem: o Luís Boa-Morte foi meu aluno, há uns bons anos atrás. Na altura, ele era um dos 'meninos' das escolas do Sporting e havia um acordo entre o Sporting e o Externato Acrópole, onde eu era prof.
Recordo do Luís que era muito vivaço, muito esperto e tinha jeito para a língua inglesa.
Pelos vistos, essas qualidades continuam a valer-lhe.

14.6.06

Hoje


como sempre, sou professora.

Marchas


Sempre achei muita graça a esta tradição lisboeta. Um dia ainda hei-de pagar para passar a noite toda na avenida, sentadinha na bancada principal.
Os moçoilos e as moçoilas são muito giros e aguentam-se bem. Mas será que não dava para escolher alguns, pelo menos alguns, que não fossem tão, mas tão desafinados?

13.6.06

Planeta futebol

Ontem, venho a casa num rápido intervalo para almoçar antes de voltar para a escola às 2. Tento comer e ver as notícias. Em vão. Na RTP, as notícias só começaram às 13h 22. Na TVI às 13h 27. Na Sic às 13h 37.

12.6.06

Dietrich Bonhoeffer


Comemora-se este ano o centenário do nascimento deste cristão do séc. XX, exemplo de coragem e de quem vive segundo o que crê. Admiro muito Bonhoeffer. Teólogo, pastor, professor, exerceu a sua acção na Alemanha, em Inglaterra, nos EUA. Morreu enforcado aos 39 anos, vítima do nazismo, por ter levado a fé às suas últimas consequências.

10.6.06

Último dia de aulas II

Foi ontem o meu último dia de aulas deste ano lectivo. ( Podem ficar descansados, ainda vou trabalhar muito na escola até em fins de Julho entrar em férias. Esta nota é para os que todos os anos me repetem: Já estás de férias?)
Foi também ontem o último dia em que dei aulas do 12º ano. Isto, porque na minha escola não haverá mais nem Inglês, nem Alemão no 12º ano, com grande pena minha, diga-se de passagem. Foi sempre o nível que gostei mais de dar.
Recordo o ano em que o 12º ano foi criado e da confusão que surgiu, quando, ao ser publicado o programa só aí para Dezembro ou Janeiro (nessa época era assim), eu descobri que tinha na mesma turma alunos de dois níveis e dois programas diferentes. E lá dei a volta ao texto, como sempre tenho dado, de cada vez que se me depara uma situação complicada.
Pelas leis de há 2 ou 3 anos atrás, teria sido ontem o meu último dia de aulas, já que estou a atingir os 36 anos de serviço. Tenho que continuar, está visto, a dar muitas voltas ao texto, a digerir uma nova reforma no secundário, a gramar algumas pastilhas com que nos vão brindando, mas sobretudo a conhecer e a dar a volta a alunos novos.

9.6.06

Último dia de aulas

Os alunos entram animados: simultaneamente ansiosos por partir e já saudosos de uma vida que termina. A minha turma é de Alemão do 12º ano. Trocam mensagens e lágrimas furtivas num caderninho que a minha colega de Português preparou para cada um. Maravilho-me: cada um dos seus 28 alunos desta turma recebeu um caderno para troca de mensagens de despedida. Na primeira página, um poema escrito por um poeta com o primeiro nome (ou semelhante) do aluno ou aluna. Logo, 28 poemas diferentes! Vou lendo os poemas e aproveito uma frase de cada um para escrever a minha mensagem de despedida a estes alunos. Estive com eles apenas dois anos. Mas vão ficar as saudades!

8.6.06

Adenda à História Anterior

Os anjos alegram-se por nós (Lucas 15:8-10).

7.6.06

História V

Não era rica, a Marta. Trabalhava numa loja, morava num prédio dos subúrbios e levava uma vidinha casa-trabalho-casa. Também não tinha grandes vaidades. Como jóias, apenas um fio de ouro herdado da avó e da mãe, que guardava como relíquia, mas que pouco valor financeiro representava. Uma vez, tinha-o até mandado avaliar ao ourives e ficara altamente ofendida pelo baixo e desdenhoso valor que lhe atribuiu. Não seria ela, portanto, a candidata ideal a um assalto. Mas, ou porque alguém soubesse que havia ouro em sua casa, ou porque os assaltantes estivesses desesperados por completo, um dia aconteceu.
Ao entrar em casa, no fim de um dia de trabalho, estava tudo voltado do avesso: gavetas, estantes, armários, com as pobres tralhas espalhadas pelo chão.
O coração saltou-lhe à boca, quando se lembrou do seu magro fio de ouro. Viu no sítio do costume e nada. Foi para a escada e alarmou a vizinhança toda. Correu tudo em casa e nada. Desceu de novo as escadas, subiu-as, nada. Foi buscar uma vassoura e começou a varrer os degraus. No último lance, caída e meio escondida na poeira, a sua preciosidade! O ladrão deve ter ouvido passos na escada, fugiu e deixou cair o fio.
Louca de alegria, Marta volta a incomodar a vizinhança, que a olha com algum desdém. Vai de andar em andar, de porta em porta, a mostrar o precioso fio. "Venham comigo", diz ela, "venham a minha casa tomar qualquer coisa!"
Desconfiados com tanta alegria, os vizinhos vão subindo um a um, já que uma comidinha grátis nunca se recusa.
Rapidamente, Marta manda vir comida, bebida, bolos e abre aquela garrafa de whisky guardada para uma ocasião especial. Reina a alegria.
E sobre uma almofadinha de veludo azul, no centro da mesa, o velho fio de ouro dos antepassados.

6.6.06

Escravatura



As nossas avós lutaram pelo direito a votar, as nossas mães pelo direito a trabalhar fora. A minha geração bateu-se pela igualdade de direitos e oportunidades.
De repente, hoje as mulheres vivem completamente tiranizadas pela obrigação de serem saudáveis, belas e jovens a vida inteira.
Como viemos aqui parar?

5.6.06

O meu lanche preferido


de preferência, em duplicado.

4.6.06

De regresso

desta vez não do Portinho da Arrábida, mas deste outro paraíso, perto de Sintra.

3.6.06

Mês dos Genros


Este é o mês dos meus genros, já que hoje faz anos um deles, e o outro daqui por uma semana. Damo-nos bem, eu, os meus genros e a minha nora. Dois deles já eu conhecia antes de se tornarem candidatos à nossa família.
Aqui ficam os parabéns para eles com esta sugestiva imagem!

2.6.06

Ainda o Dia da Criança


Passei parte do dia de ontem com a minha netinha J. Para a M. comprei este livrinho para se ir preparando...

1.6.06

Dia da Criança


Aproveito esta obra de Jessie Wilcox Smith para homenagear todas as crianças, especialmente as minhas netinhas.

31.5.06

Da educação


Aproveito este 'boneco' do DN de ontem para comentar o debate da RTP sobre a violência nas escolas. O meu aplauso para a professora Fátima Bonifácio, que, sendo professora universitária, não vive nestes ambientes, mas que tão bem os caracterizou.
Só um reparo: as situações mostradas não são tão raras como se quis fazer crer.
É preciso devolver a dignidade aos professores. É preciso que a sociedade acorde para a gravíssima permissividade com que estamos a educar as nosas crianças, que permite que um miúdo frequente, por exemplo, a escola o ano inteiro sem levar o material essencial e logo sem entender nada do que se anda a tratar, que falte desalmadamente sem que nada lhe aconteça, que tenha 'negas' a uma série de disciplinas e chegue ao fim do ano e passe.

30.5.06

Palmatoadas

"completa-se cem anos"
Notícias Sábado de 16/5/06, "Trivialidades" pág. 8

29.5.06

Sempre a educação

A Oprah voltou-se agora para as escolas americanas e para a quantidade enorme de alunos que as abandona por falta de ambição.
Não posso deixar de ver o enorme paralelismo com as nossas escolas.
Aliada a Bill Gates e outros famosos, a Oprah aponta experiências em que se mostra que é possível fazer diferente, com base em tónicas como a exigência, o interesse pessoal pelos alunos, o apoio incondicional dos professores, o envolvimento dos pais. Num caso, um director de uma escola foi até ao ponto de retirar de casa de uma aluna o único aparelho de TV, porque a mãe não conseguia tirar a filha da frente dele, em vez de fazer os TPCs!
Também precisamos de levar a educação mais a sério como país.