4.10.06

Dia do Animal


A nossa Migas, vista pelo meu irmão J.O.

3.10.06

Impressionante!

Viram o Canto do Jó hoje?

Marta

Já falta pouco para a Marta nascer. Por isso bordei estas fraldas para ela:

2.10.06

Expo Saúde


Esteve a funcionar na Amadora neste fim de semana, pertinho da minha casa, promovida pela Associação Internacional de Temperança. Fui lá com a minha irmã. Mediram-nos tudo: do peso e altura ao colesterol, à glicémia, à capacidade respiratória e sei lá que mais. Ouvimos (arrastadas) uma palestra sobre doenças cardio-vasculares, estivemos uma hora numa bicha para fazer um teste à visão, submetemo-nos a massagens que me deram uma enorme dor de cabeça.
À saída, um solícito colaborador pergunta: "Então as senhoras gostaram? Estava tudo bem?"
Respondo para horror da minha irmã: "Olhe, disseram-nos que estávamos umas raparigas novas. Não deixámos foi de ser toxicodependentes!"
(Nota: E é verdade; tanto ela como eu tomamos medicamentos para a nossa vida toda!)

1.10.06

Dia do Idoso


(Pintura de Simon Donikian)
Quando se é jovem, pensa-se normalmente que os idosos são um género de pessoa diferente, como se uns nascessem para ser eternamente jovens e outros nascessem já velhos.
É exactamente ao envelhecer que descobrimos a inevitabilidade da velhice, se tivermos a sorte de lá chegar. Assim sendo, preparo-me alegremente para engrossar as fileiras deste contingente, mais ano menos ano, não sabendo embora o que me espera.
Gostaria de vir a ser uma idosa alegre e bem disposta, mantendo todas as capacidades mentais e as mínimas físicas, daquelas que tentam sempre ler o seu tempo, porque é o nosso tempo até morrer.

30.9.06

A Maria


A minha neta Maria, com dois anos, passou a sua primeira noite fora, longe dos pais, precisamente na casa destes orgulhosos avozinhos. Orgulhosos pela confiança demonstrada por ela à saída dos pais, pela facilidade com que adormeceu na nossa cama para ser depois transportada para a sua, pela alegria com que nos saudou pela manhã depois de uma bela noite de sono. Ocasionalmente perguntou pelo papá e pela mamã, mas como lhe tinha sido dita a verdade, aceitou muito bem a repetição dessa mesma verdade.
E agora, que voltou para a sua casa, já temos saudades...
(Na foto, um pouco de Canal Panda no intervalo de muitas brincadeiras).

27.9.06

Da educação

Ainda acerca o meu 'post' anterior, volto à carga à educação em Portugal. Quer-se apenas conseguir sucesso pelo mais baixo preço. Lamento informar, senhora ministra, mas não há almoços grátis.
Para haver sucesso é preciso haver seriedade. As leis que permitem que um aluno transite de ano para ano com negativa são uma forma certeira de conseguir que ele vá ter completo insucesso lá mais para a frente.
Uma aluna como a M. que mencionei ontem estárá provavelmente a sentir-se totalmente perdida na aula de Inglês: não entenderá nada do que digo, não perceberá as palavras que vão sendo escritas no quadro, ficará perplexa a olhar para o primeiro texto do manual. E o mais grave é que não será a única. Ela, porque veio do estrangeiro, outros, a quem foi permitido matricularem-se no nível 6 quando não chegaram a fazer o 5, o 4, o 3, o 2 ou até o 1.
Assim é impossível!

26.9.06

A minha aluna M.

10º ano, Inglês, nível 6. Vou iniciando as habituais revisões gramaticais e observando a forma como os alunos reagem a elas. Dou de caras com a M., 15 anos, acabadinha de chegar da Guiné Bissau. Calada, envergonhada, copia tudo o que escrevo no quadro e tenta laboriosamente cumprir as tarefas que proponho. Todos os alunos vão à vez ao quadro, escrever a sua parte. Chega a vez da M. Tenta arranjar uma desculpa para não ir. Vou ao lugar dela e ajudo-a a chegar ao que é suposto escrever no quadro. Levanta-se e vai. Primeira grande barreira: o quadro é de material sintético e escreve-se nele com um marcador que a M. não sabe abrir. Os colegas riem e dão-lhes sugestões: "Tira a tampa! É uma caneta!" A M. não consegue. Socorro-a rapidamente e ela cumpre satisfatoriamente a sua incumbência.
No fim, fico a falar com ela: que na Guiné só teve dois anos de língua inglesa. Ora dois de Inglês em Portugal podem ser uma desgraça; como serão na Guiné? Como vai enfrentar o nível 6, se já não aguenta as revisões de nível 3/4 que estou a fazer? Proponho-lhe trocar de língua, para Francês que já teve, ou iniciar Alemão. Responde-me que quer aprender Inglês. Que mais posso fazer? Fica, M., vamos à batalha!

25.9.06

Sempre



a nossa Migas!

24.9.06

Citação do fim de semana

"Quando observo o que Deus está a fazer na vida de outras pessoas, descubro com surpresa o que Ele também está a fazer na minha vida."

23.9.06

Citação

"Os sucessos ou os insucessos dos nossos empreendimentos não são a medida da vontade de Deus".
Joaquim Rogério
(ontem na minha igreja)

22.9.06

Outono

É com este belíssimo quadro de Mary Cassatt, "Autumn", que dou as boas vindas ao Outono:

21.9.06

Alemão Iniciação

Já há muitos anos que não dava a iniciação da língua. Comecei hoje: Guten Tag / Eins, zwei, drei / Auf Wiedersehen. Muito engraçada a reacção dos alunos à nova sonoridade do discurso que sai da cassete áudio, à pronúncia que acham difícil, à surpresa perante palavras com 15 letras! O embaraço pela minha exigência de todos dizermos os números em coro...
E de novo a paixão pelo ensino no seu estado mais puro: ensinar algo novo a quem não sabe rigorosamente nada!

20.9.06

1º dia de aulas

Ontem foi o meu primeiro dia de aulas a sério deste ano, o primeiro do meu 37º ano de serviço. Ao chegar à escola às 8 da manhã, a funcionária tem um recado para mim: tenho aula de substituição às 10! Enfim: o que eu mais detesto nas novas coordenadas nas escolas 'ataca-me' no primeiro dia de escola, quando ainda ninguém tem sequer essas aulas marcadas no horário (e eu também não).
Correu tudo bem: era um 11º ano de Alemão, poucos alunos a chegar às pinguinhas, ainda não conhecem a professora deles, mas ela tinha deixado a planificação da aula e não houve problemas. Foi mais uma amena conversa com os alunos.

19.9.06

35 anos de casados!


Dedico esta pintura de Eva Armisen ao meu marido, companheiro de décadas.

17.9.06

A Palavra


Esta é a minha Bíblia mais usada, com iluminura de Mena W.
Isaías 40.

16.9.06

Regresso à escola


Infelizmente, a minha escola dos subúrbios não tem nada a ver com esta nos carvalhais, pintada por Criss Pagani; no entanto a imagem representa bem esta época de fim de verão, início de outono, em que as árvores vão mudando de cor e perdendo as folhas que estalam debaixo dos nossos pés, o friozinho surge, o sol irrompe na minha sala, dourado, ao entardecer e a vida está a recomeçar.
É uma época de que gosto muito.

15.9.06

14.9.06

Cabo Verde



Acabei de receber este livro escrito pela minha amiga Aida e li-o de um fôlego só. Trata-se de uma homenagem que a autora faz ao seu pai, já com 91 anos, escrito em linguagem ingénua e cheia de "sôdade".
A Aida, sua irmã Fernanda, também a Graça e sua mãe D. Teresinha passaram algum tempo connosco, na minha juventude. Também o seu pai e um dos irmãos passaram um tempinho lá em casa. Recordo bem as discussões que travávamos com a Aida, eu e a minha irmã, acerca da posição da janela durante a noite. O casamento da Fernanda, de nossa casa. As lições de moralidade da D. Teresinha, se alguém perdia o comboio...
Com esta família aprendemos a conviver de perto com a diferença de cultura mas a igualdade de coração, num tempo em que havia muito poucos cabo-verdianos em Portugal.
Por isso, ao ler o livro, eu, que nunca estive em Cabo Verde, pareço reconhecer a casa que ela tão bem descreve, o Liceu do Mindelo, a Baía das Gatas.
Transcrevo uma passagem do livro:
"O marido ganhava para o sustento da casa, mas a mulher acompanhava de perto as necessidades diárias do lar.
Por isso, soltava-se muitas vezes a impaciência de D. Teresinha e de imediato e ainda bem, a sabedoria, o sangue frio à mistura com um pouco de bom-humor apimentado do marido que tentava através da música que ele próprio cantarolava, serenar os ânimos.
Ô Tirisinha dnher d'Angola já cabá"

Aida, um abraço à Cabo Verde!
"Vuzinha"

13.9.06

DN de ontem

"O actor Brad Pitt afirmou que não irá casar com Angelina Jolie até que sejam levantadas as restrições sobre quem pode ou não casar" no seu país. Não sabemos a quem se refere o famoso actor, sequer se o Manel quer casar com a Maria, se o Bobby com a Fifi ou o Tareco com a Tareca. Só sabemos é que quem paga as favas da militância de Brad é a pobre Angelina! Se é que alguma vez ela quererá casar com ele!

12.9.06

RTP, Prós e Contras de ontem

Mário Soares lança uma acusação comum a Bush e aos "conversos islâmicos": eles falam com Deus!
Provavelmente, Soares tem razão: todos devíamos mais era ouvir Deus.

11.9.06

WE WILL NEVER FORGET

No Comments

"Quando o dia rompeu, íamos a atravessar New Jersey disparados, com a grande núvem da metrópole nova-iorquina a erguer-se diante de nós, ao longe, no horizonte nevado. Dean levava uma camisola enrolada à volta das orelhas para se agasalhar. Disse que éramos um grupo de árabes que íamos mandar Nova Iorque pelos ares."
"PELA ESTRADA FORA" ("On the Road"), Jack Kerouac, 1957.

7.9.06

Pai mágico

Andava eu com tantas saudades das aventuras e desventuras deste falso 'pai', aqui desmascarado. Apenas uma tradução (parca e pobre) de um bom blog estrangeiro, roubando algumas das fotos, e nem sempre as melhores. Caro 'pai': se por aqui passares, "get a life"! Ah, as meninas estão florescentes aqui.

6.9.06

Revelação

Obtida a autorização das respectivas mães, eis-me aqui a desvendar os nomes das minhas netinhas. Tcham tcham tcham!
A M. é a Maria, a J. é a Joana e a próxima M. é a Marta!

5.9.06

A terceira neta

Muitos dos que me lêem já sabem que vou ter uma outra netinha, querendo Deus, em Novembro. O problema é que vai chamar-se M. Ora já a mana dela é M. Quero dizer: o nome não é o mesmo, mas começa pela mesma inicial.
Assim sendo, aceito sugestões de como me referirei a elas no futuro. Se M1 / M2, ou talvez Maior / Menor ou ainda, imitando esta mãe, Maius / Minus!

4.9.06

Saramago



Acabei de ler este livro, de que gostei muito. Saramago sabe mesmo prender-nos à leitura. Destaco:
"O que penso é que já estamos mortos, estamos cegos porque estamos mortos, ou então, se preferes que diga isto de outra maneira, estamos mortos porque estamos cegos." "Penso que não cegámos, penso que estamos cegos, Cegos que vêem, Cegos que, vendo, não vêem."

Embora Saramago se professe ateu, não posso deixar de estabelecer o paralelismo com a cegueira espiritual e a morte mencionadas na Bíblia, quando diz:
"Estando nós mortos, por causa das nossas culpas, Deus deu-nos a vida por meio de Cristo Jesus." "Levanta-te, tu que dormes, ressuscita, tu que estás morto, e a luz de Cristo brilhará sobre ti."

3.9.06

As minhas netas lindas


A mais nova seguindo a mais velha.

2.9.06

"Bòjinha, ponha a muca!"

Tradução: "Avozinha, põe a música!"
A minha neta M., dois anos e pouco, ainda tem alguns problemas com o verbo pôr/'ponhar'.
Há uns largos meses atrás, ela nunca se calava e no seu discurso ininterrupto apareciam de vez em quando umas palavras entendíveis. Agora já se entende tudo o que diz, frases longas com uma gaguez ocasional quando não lhe sai logo a palavra que quer usar. Já não precisa de deitar cá para fora a série de sons sem nexo de há tempos atrás, em que eu lhe dizia: "M., falaste em chinês, diz agora isso em português!"
Subitamente, há dias, no meio do discurso que nunca pára, sai-se com um regresso ao discurso em "chinês" e ri-se à gargalhada perante o meu ar de incompreensão. Está a gozar!
Uma gozona, esta miúda!

1.9.06

Setembro

Um dos meses de que gosto muito, do calor que passa a calorzinho, das cores quentes, do regresso a casa, ao trabalho. Deixo-vos "September", de Andrew Criss:

31.8.06

Hoje

não escrevo nada. Como preparação para o mês de Setembro, leiam isto.

30.8.06

Still Katrina

Aqui o testemunho de uma sobrevivente.

Pai mágico

No dia em que o meu próprio pai faria 98 anos se estivesse ainda deste lado da eternidade, pergunto a quem souber: Que é feito do super-pai das três meninas? Desapareceu da blogosfera ou é azelhice minha para encontrá-lo?

29.8.06

Um ano depois de Katrina


Uma velha sobrevivente negra para um jornalista:
"Não, não podem imaginar o que passei. Tinham que estar no meu corpo, tinham que estar dentro da minha alma."

27.8.06

Grafologia

Sempre achei muito interessante a grafologia, que não parece ser nenhuma arte de adivinhação como a astrologia e outras que tais.
Fui aqui e saiu-me isto. Quem me conhece que diga se é certo ou não.

"A inclinação de sua letra mostra que você parece ser uma pessoa equilibrada, educada. Mas é um pouco “fria” com quem acaba de conhecer. A ligação de sua letra revela organização, raciocínio lógico e razoável capacidade de adaptação. A direção de sua letra indica controle, constância e organização, especialmente nas tarefas cotidianas. A pressão que usa ao escrever sinaliza estabilidade e equilíbrio. As áreas valorizadas na sua escrita destacam controle emocional, tolerância, um certo imediatismo e tendência ao comodismo. A forma de sua letra demonstra sinceridade, capacidade de adaptação, espontaneidade; sensualidade."

26.8.06

Campo

Estou de volta, de mais um segmento de férias, aqui.

Onde estive?

19.8.06

A Migas


e o Almeida Garrett.

18.8.06

Badajoz

Badajoz ficou na nossa memória colectiva como o sítio onde se iam comprar caramelos. Esquecemos os massacres da Guerra Civil da geração anterior à nossa.
Agora é a Maternidade onde nasce um português por dia. Ainda bem. Até bem recentemente era apenas a clínica onde morrem muitos fetos portugueses.

17.8.06

A Migas


também queria ir de férias.

16.8.06

Em Aveiras


também (bem) se descansa.

12.8.06

Citação

"Estou tão fraco que não posso trabalhar. Não consigo ler a minha Bíblia; nem sequer orar. Posso apenas ficar quieto nos braços de Deus como uma criança e confiar."
Hudson Taylor

11.8.06

"A Arte de Ensinar" de Karen Katafias


Ilustração de R. W. Alley

10.8.06

Testes

Fui atrás desta amiga e descobri isto:
You Are: 30% Dog, 70% Cat

You and cats have a lot in common.
You're both smart and in charge - with a good amount of attitude.
However, you do have a very playful side that occasionally comes out!

100% gato daria melhor comigo, não?

9.8.06

Caça

Não sou fanática da PETA, mas sempre detestei a caça no que tem de sanguinário e cruel para os pobres animais selvagens.
No entanto, estes dias tenho-me dedicado insistentemente à caça de traças e suas larvas na minha despensa. Tudo começou com uma farinha que se estragou e espalhou traças, numa altura em que as minhas vertigens não me permitiram dar cabo delas como era necessário. Há semanas, antes de sair de férias, fizémos uma limpeza geral à despensa. Pensávamos nós: esquecemos uma prateleira secundária, que só tinha latas e sacos de plástico. Pois foi esse o ninho alternativo para os bicharocos.
Nas minhas caçadas acompanha-me a Migas, que descobre onde esvoaçam as traças e lhes dá guerra sem quartel. Enfim: quem não tem cão, caça com gato!

8.8.06

Intervalo nas férias



Após uns dias no paraíso de Água de Madeiros, pinhal com mar ao fundo.

28.7.06

Vou andando


por uns dias. Deixo-vos
"Salt, Air and Breeze" de Diane Romanello. Boas férias.

27.7.06

Exames

Ocupo os meus últimos dias de trabalho com os exames de equivalência à frequência de Inglês do 11º ano. E esbarro em mais uma incongruência das leis que os regem.
Há dois programas diferentes em exame, o da velha reforma e o da nova, embora o nível de conhecimentos a testar seja o mesmo e as provas equivalentes. Pois bem: os alunos da antiga reforma só vão à prova oral se tiverem 7 na escrita, enquanto os da nova reforma vão todos obrigatoriamente à oral. Os da antiga reforma fazem 10/20 minutos de oral, os da nova, 25. Na antiga reforma, o peso da escrita/oral é 50/50%. Na nova, a escrita vale 70% e a oral 30%.
Consequência: fazemos oral na nova reforma a um aluno que vai com 2 valores e que para passar precisaria de obter 27 na oral! É impossível, mas teve que fazer a oral e nós que o sujeitar a isso.
Quem faz as leis?

26.7.06

Dia dos Avós


Hoje é o nosso dia! Vivam as nossas netas!

24.7.06

Enquanto não vou de férias


alegrem-se aqui com as "Beach Babes", de Paul Greenwood.

23.7.06

Festa no céu


Na mesma igreja, cinco décadas depois de os respectivos avôs terem sido pastor e pastoreado e grandes amigos, a nossa sobrinha uniu o seu destino ao agora também nosso sobrinho. Se lá no céu houver notícia da terra, que grande festa!
Aos noivos desejo o "afago de Jesus" em cada dia da sua nova vida.

20.7.06

Parabéns por quatro anos de casamento!


"No dia 20 de Julho
vou pentear o meu cabelo p'ra trás:
Abraço o futuro à minha frente
Naquela menina de rosto sorridente.

No dia 20 de Julho
Vou vestir o meu fato às risquinhas
Arrisco tudo na jovem de branco:
Ela colorirá o resto das nossas vidinhas.

No dia 20 de Julho
digo adeus ao meu pai e à minha mãe.
Peço ao Senhor que nos dê a bênção
De um dia vir a ser pai e ela mãe também."

(...)

A Bíblia


O casal de noivos recebeu uma Bíblia do avô, como prenda de casamento. Era uma bela Bíblia grande e com uma boa encadernação: escreveram uma nota de agradecimento ao avô e colocaram-na na estante.
De vez em quando o avô perguntava se estavam a gostar da Bíblia. Envergonhados, davam uma resposta evasiva e a coisa passava. Cansados de tantas perguntas do avô, um belo dia resolveram pegar na Bíblia, tirar-lhe o pó e, talvez, ler algumas páginas. Qual não foi o seu espanto quando algo caiu e esse algo era uma nota de $20. Em breve verificaram que cada início dos 66 livros da Bíblia continha uma nota igual...
Talvez tivessem passado necessidades, com este dinheiro dentro da Bíblia...
A história não nos diz se o casal começou a descobrir todos os outros tesouros que a Bíblia contém.
Este artigo diz-nos ainda que apenas 13% dos americanos afirma ler a Bíblia diariamente. Ainda bem que não perguntaram aos portugueses... Ler a Bíblia em Portugal "não é ilegal como no Laos. Não leva a multas ou prisão como no Vietnam. Um exemplar não custa o salário de uma semana como nas Filipinas."
Leiam a Bíblia.
(Na foto, as três Bíblias que mais utilizo. A de cima uso-a diariamente há mais de 35 anos).

19.7.06

Raul Cortez


Nos tempos em que eu via telenovelas, este era um grande senhor. E eu via telenovelas, todas brasileiras, no tempo em que valia a pena vê-las. Vi a Gabriela, o Casarão, O Roque Santeiro, A Guerra dos Sexos, etc.
Raul Cortez foi um desses grandes actores brasileiros. Os meus respeitos.

18.7.06

No Comments

O Partido do Amor Fraternal acaba de ser legalizado na Holanda. Os seus princípios são os seguintes, segundo o DN de hoje:
- A idade de consentimento para uma relação sexual deve baixar dos 16 para os 12 anos.
- A televisão deve poder exibir pornografia a qualquer hora.
- Os jovens de 16 anos devem poder exercer a prostituição.
- A nudez deve ser livre.
- A instituição do casamento deve ser abolida.
- A cidadania deve ser completa aos 12 anos, o que inclui ter relações sexuais, votar, jogar, viver sozinho, ou usar drogas leves.
- As escolas religiosas devem ser proibidas.
- A morte de animais deve ser criminalizada, mesmo que para alimentação.
- Abolição do senado.

17.7.06

Na escola

É normal que nos demos melhor com este ou esta colega e não tenhamos tanta empatia por outro ou outra. Na escola, somos muitas vezes colocados em grupos de trabalho nos quais mal conhecemos os colegas ou, para algumas pessoas, que nem as possam ver! Às vezes, surgem colegas que se recusam a trabalhar com outros. Não é o meu caso, que me esforço por funcionar bem com toda a gente.
Há tempos, colocaram-me assim numa equipa de trabalho com duas colegas que mal conhecia. Pois foi precisamente nesse dia que recebi uma má notícia, que me fez desatar a chorar junto delas. Não posso descrever os esforços que fizeram para me consolar! E desde esse dia em diante, há sempre uma preocupação delas por mim, um olhar de simpatia e uma palavra doce.
Agradeço a Deus por todos os colegas que tem colocado no meu caminho, mesmo aqueles que não conheço tão bem.

16.7.06

400 anos de Rembrandt


Confesso que Rembrandt não é o meu pintor preferido, com os seus retratos escuros. Mas fica aqui a minha homenagem, com este "Jesus Jovem" do famoso pintor holandês.

15.7.06

História VI

Era um jovem casal comum, vivendo numa zona comum e numa época comum. A mulher engravidou de gémeos, sempre sinal de bênção divina. O parto foi complicado: quando um dos rapazes parecia pronto a nascer, recolheu e acabou por ser o outro a sair primeiro. Felizes e saudáveis, cresceram rapidamente. Como em muitas outras famílias, o pai acabou por demonstrar uma certa preferência pelo rapaz mais aventureiro e machão, que o acompanhava na caça e no trabalho. A mãe inclinava-se mais para o mais meigo e dócil, que ficava junto dela nos afazeres domésticos.
Ora como se sabe, este tipo de comportamento parental só pode gerar rivalidades e conflitos estre os irmãos. Foi exatamente o que aconteceu no caso destes gémeos, que chamaremos de João e Emílio.
Com o crescimento, a rivalidade intensificou-se, especialmente quando a própria mãe ajudou o João a enganar o pai e a prejudicar o Emílio no testamento.
Os irmãos deram início a hostilidades nunca inteiramente resolvidas, apesar de algumas aproximações posteriores. As suas famílias continuaram durante séculos a inimizade iniciada com os gémeos.
Uma das razões que ainda hoje dá origem a conflitos no Médio Oriente.

14.7.06

Parabéns!


Faz hoje cinco anos que casou a minha filha S., a primeira a casar, embora a última a nascer. E que turbilhão de sentimentos isso veio trazer à minha vida! E de trabalhos, e de compras, e de coisas de última hora, e de lacinhos e rolinhos e prendinhas para arranjar na noite anterior! Nem sei como sobrevivi...
No ano seguinte, o filho. Mas os rapazes dão muito menos trabalho, que não menos emoções...
No ano passado, outra noiva, desta vez a minha filha R. E de novo os rolinhos, os lacinhos, o vestido, o véu, o restaurante, a ementa...
Dentro de dias, com outra calma para a minha parte, é o meu irmão e cunhada que casam a primeira filha, a A.I. Ih ih ih...

13.7.06

Fertilidade

A minha nora teve um aborto espontâneo há um ano, a minha filha R. há um mês. A minha filha S. lutou um bom tempo contra a infertilidade. O que eu faria para estar antes eu no vosso lugar.
Na minha vez, eu mesma tive ainda pior, uma mola hidatiforme, que em 1974 deu direito a um mês de internamento (e tinha uma filha pequenina) na Maternidade de Sta. Bárbara, onde as visitas não podiam entrar e os colchões eram feitos de rolhas de cortiça. Eu era a número 34 e foi aí que tive verdadeiro acesso à condição humana no feminino.
Mas eu pensava que nada disso ia acontecer com a geração que me segue, que seriam só facilidades.
Mais uma lição que precisava de aprender.

12.7.06

HIV

Ontem. RPT. Reportagem sobre uma campanha contra a sida no Algarve. Não tendo visto o início, não percebi bem quem era a senhora loura que parecia tentar mobilizar as hostes naquela praia. Ou para aquela câmara.
A senhora conta à reporter que tinha encontrado um casal idoso que se recusara a receber os preservativos, por "serem honestos". A senhora loura: "E sabem se o vosso dentista e o vosso cabeleireiro são honestos?"
E com este argumento de peso, o casal foi para casa cheio de preservativos. Será que os vão usar quando forem ao dentista ou ao cabeleireiro?

10.7.06

Rescaldo

de um dia inteiro com uma e parcial com duas netas: cabeça a andar à roda, joelho feito num oito, casa numa batalha campal e o coração bem cheio.

9.7.06

Acabou

não acabou?
Ufa!

8.7.06

O avôzinho


lê uma história às netinhas.

7.7.06

Dianne Romanello, "Summer of Dreams"


No entardecer de um dia quente de Verão como hoje, eu e o convalescente avôzinho sentamo-nos nestas cadeiras a apreciar o pôr-do-sol sobre o mar.

6.7.06

Na cama das meninas



a menina Migas!

5.7.06

Numa rua de Lisboa

uma videira em pleno passeio

e na videira, uvas!

4.7.06

De novo


O avozinho foi hoje novamente operado à vista. Correu tudo bem. Aguardamos o evoluir da situação. Obrigados a todos os que se lembraram e, já agora, também aos que se esqueceram!

3.7.06

Sabemos que cativámos uma neta

quando ela deixa o pai e a mãe para vir para o nosso colo.

2.7.06

Citação de domingo

Quero ser "um ramo que se estende por sobre o muro" e dá sombra e frutos para o lado de cá e para o lado do vizinho.

30.6.06

Homenagem


Faz hoje dois anos que partiu a minha amiga e colega MC. Coisa estranha esta, a de ter cada vez mais gente do outro lado. E gente mais nova que eu.
A MC foi minha colega no Externato Acrópole, onde nos tornámos amigas: lembro-me por exemplo de uma época em que íamos ver filmes de terror à tarde, antes de voltar para as aulas às 6!
Quando o Externato fechou, foi ela que garantiu emprego noutro colégio a vários de nós, a quem inclusivamente a tinha gravemente prejudicado. Sempre a admirei por isso.
Lembro-me de a ir visitar na cama, onde passou nove meses para ter o seu único filho.
Lembro-me de quando adoeceu e de como detestava falar disso.
Uma vez ligou-me e perguntou: "Sabes de onde estou a falar? Da Alemanha!" E eu, estupidamente: "Que inveja!" Ela estava lá a tentar um tratamento novo para o cancro que a consumia.
Há dois anos liguei-lhe em Maio, no dia dos anos. Que estava tudo bem. Mais uns tratamentos e ia andando.
A notícia da sua morte apanhou-me assim completamente desprevenida, um mês e pouco depois, no dia de anos de outra das colegas-amigas e após uma vitória de Portugal no Europeu de futebol. Liguei a esta outra colega-amiga a avisá-la e a dar-lhe os parabéns pelo aniversário, andava ela a celebrar no meio do intenso ruído das ruas de Lisboa. A ironia da vida.
A imagem que acompanha este post é a de um cartãozinho que lhe dei algures durante a sua doença e que ela trazia sempre na carteira.
MC: quanta coisa deixei para falar contigo! Até sempre!

29.6.06

Viva "A Bola"!

Atrevo-me a reproduzir este artigo, com uma vénia ao blog de onde o tirei.

Crónica d' A Bola

«Jogo pelos professores»

Os professores andam em pé de guerra. Como os professores são normalmente distantes uns dos outros, os seus pés de guerra andam por aí semeados como pés de salsa, espalhados pelo País. De norte a sul.

Os professores estão descontentes. Com a vida que lhes corre mal, porque ninguém os valoriza; com os colegas, que só se interessam por resolver a sua vidinha; com os alunos, que os desconsideram e maltratam; e, acima de tudo, com o Governo da nação, que os desvaloriza, os desautoriza e os desmoraliza.

Nunca fui um estudante fácil e sabia, que um professor desautorizado era um homem (ou uma mulher) morto na escola. Não quero dizer fisicamente mas profissionalmente. Como sempre fui bom observador, conhecia de ginjeira os professores fortes e os professores fracos. Os fortes resolviam, por si próprios, a questão. Alguns pela autoridade natural do seu saber e da sua atitude, outros de forma menos académica. Os fracos eram defendidos pelos reitores. Ir à sala de um reitor era, já por si, um terrível castigo. Mas bem me lembro que professores fracos e fortes, bons e nem por isso, se protegiam, se defendiam e se reforçavam na sua autoridade comum.

Já nesse tempo se percebia que tinha de ser assim, porque, se não fosse, os pais comiam-nos vivos e davam-nos, já mastigados, aos filhos relapsos. E isso a escola não consentia.
Os pais, dito assim de forma perigosamente genérica, sempre foram entidades pouco fiáveis em matéria de juízo sobre os seus filhos e, por isso, sobre quem deles cuida, ensina e faz crescer.

Os pais sempre foram o pavor dos professores de natação, dos técnicos do futebol jovem, dos animadores das corridas de rua. Os pais, em casa, acham os filhos umas pestes; mas na escola, no campo desportivo, no patamar da casa do vizinho, acham os filhos virtuosos e sábios. Os pais são, individualmente, insuportáveis e, colectivamente, uma maldição.

Claro que há pais... e pais. E vocês sabem que não me refiro aos pais a sério, que são capazes de manter a distância e o bom senso. Falo dos outros, dos pais e das mães que acham sempre que os seus filhos deviam ser os capitães da equipa e deviam jogar sempre no lugar dos outros filhos. O trágico disto tudo é que são precisamente esses pais os que, na escola, se acham verdadeiramente capazes de fazer a avaliação, o julgamento sumário dos professores dos seus filhos, achando que eles só servem para fazer atrasar os seus Einsteinzinhos.

Por isso eu aqui me declaro a favor dos professores. Quero jogar na equipa deles contra a equipa dos pais e ganhar o desafio da vida real e do futuro deste país contra o desafio virtual dos pedagogos de alcatifa.»

vserpa@abola.pt
A Bola, 3 de Junho de 2006

Vitor Serpa, director do Jornal A Bola, alia-se aos professores.

28.6.06

Parabéns, Netinha!


Como este primeiro ano da tua vida passou depressa para esta tua avozinha! Impossível esquecer os sentimentos do dia em que Deus te colocou neste mundo e nas nossas vidas. Como as tuas avós se abraçaram em lágrimas ao saber que estavas finalmente sã e salva entre nós.
Uma vida longa e muito abençoada te deseja esta avozinha.

27.6.06

Amigos



Quando um amigo se casa, a sua mulher passa a ser obrigatoriamente nossa amiga? A resposta é não. Mas se ela nos conquista com os seus olhos brilhantes, a sua voz doce e o seu abraço caloroso, então, sim, ela passa a ser nossa amiga.
Neste caso, os amigos estiveram em Paris e pensaram em nós.

26.6.06

Desenho


Como não sei desenhar, só assim por interposta pessoa posso apresentar o blog da minha sobrinha A., que tão bem desenha a vida.

25.6.06

Citação de domingo

"Abriram (a porta), viram e pasmaram".
(Perante a graça de Deus)

23.6.06

Verão

O que gosto no Verão:
- as noites quentes: andar na rua sem casaco
- as sombras nos jardins
- a frescura da água
- tomar banho de água fria ao chegar a casa num dia de calor
- as saladas
- as sardinhadas
- os bebés só com uma pecinha de roupa
- andar (quase) descalça

O que detesto no Verão:
- o calor acima dos 29 graus
- a minha casa insuportavelmente quente
- a ausência de brisa
- os fogos
- não conseguir adormecer prontamente
- andar de carro (sem ar condicionado)
- ruas sem sombras
- a praia com mais de 30 graus

É mais aquilo que não gosto que aquilo que gosto. Por isso, aprecio tanto a Primavera!