Filho para pais: "Vocês viram as chaves do meu carro? Não as deixei cá?"
Pai: "Mas que cabeça têm estes jovens! Nunca sabem onde deixam as coisas!"
Uns dias depois...
Pai para mãe: "Viste as chaves do Fiat?"
7.12.06
6.12.06
Será possível?
Soube hoje que o governo se prepara não só para deixar de pagar a pequena quantia (cerca de 80 e tal euros) que era dada aos Orientadores de Estágio nas escolas, mas ainda ameaça obrigá-los a devolver o que lhes pagou como justa compensação do trabalho que desempenharam este ano e que tinha previamente acordado com eles.
Tudo começou quando os estagiários, no ano lectivo anterior a este, deixaram de leccionar turmas e passaram a ser meros observadores da vida escolar. Tudo para não lhes pagarem.
Agora o ataque vai às últimas consequências.
Escola de qualidade? Que é isso?
Tudo começou quando os estagiários, no ano lectivo anterior a este, deixaram de leccionar turmas e passaram a ser meros observadores da vida escolar. Tudo para não lhes pagarem.
Agora o ataque vai às últimas consequências.
Escola de qualidade? Que é isso?
5.12.06
A 1ª!
Foi publicada hoje na minha escola a lista de ordenação de professores segundo o seu tempo de serviço total. E, espantem-se, sou a primeira da lista! Não a mais velha, convém acrescentar, mas a que tem mais tempo de serviço.
4.12.06
Deficiência
Numa reportagem da "Sociedade Civil" (RPT2), a propósito do Dia do Deficiente ou lá como se chamou, encontro repentinamento o meu antigo aluno P.B., empregado ao abrigo da lei sobre a deficiência.
O P.B. não tem um braço, que perdeu quando, em bebé, foi atropelado num passeio, dentro do seu carrinho. Foi meu aluno no 9º ano nos Salesianos. Encontrava-o muitas vezes no autocarro e o que havia de especial nele era não haver nada de especial! Ele corria, jogava a bola, escrevia e era um miúdo alegre como qualquer outro. Gostei muito de o rever hoje na TV, já homem, trabalhador e com um sorriso igualmente feliz.
O P.B. não tem um braço, que perdeu quando, em bebé, foi atropelado num passeio, dentro do seu carrinho. Foi meu aluno no 9º ano nos Salesianos. Encontrava-o muitas vezes no autocarro e o que havia de especial nele era não haver nada de especial! Ele corria, jogava a bola, escrevia e era um miúdo alegre como qualquer outro. Gostei muito de o rever hoje na TV, já homem, trabalhador e com um sorriso igualmente feliz.
3.12.06
Juventude
Trazem os jornais de hoje ecos de um estudo ampliado sobre os jovens em Portugal: que saem cada vez mais tarde de casa, que são cada vez mais dependentes dos pais, que se tornam cada vez mais tarde pais por sua própria vez. Pode -se dizer que os pais da minha geração sofrem cada vez mais da "síndrome do ninho cheio".
Não foi o que sucedeu connosco. Os nossos filhos foram saindo rapidamente de casa, mais cedo até do que imaginaríamos. São todos independentes. E vão fazendo de nós avós cada vez mais ricos. Que sorte que tivémos! Assim, de vez em quando até nos podemos dar ao luxo de sofrer da "síndrome do ninho vazio"!
Não foi o que sucedeu connosco. Os nossos filhos foram saindo rapidamente de casa, mais cedo até do que imaginaríamos. São todos independentes. E vão fazendo de nós avós cada vez mais ricos. Que sorte que tivémos! Assim, de vez em quando até nos podemos dar ao luxo de sofrer da "síndrome do ninho vazio"!
2.12.06
Padarias

(Padaria Caprichosa no Bairro Azul, Lisboa)
As velhas padarias como as conhecemos até há bem pouco tempo estão a desaparecer. Essa fotografada aí em cima já nem é bem representativa de uma padaria a sério. Pois que boa tradicional padaria vende sumos?
Quando falo em padaria, falo daquelas de balcão de mármore e calendário na parede, que abriam às 7 e fechavam às 13h45, para voltarem a abrir entre as 17h30 e as 18h45. Que fechavam ao domingo. Aquelas que só vendiam pão e nada mais. Como a da minha rua, que serviu de serviço informativo da zona a gerações de senhoras mais ou menos (des)ocupadas. Tendo adoecido a velha Padeira, foi sendo (mal) substituída por várias outras senhoras, que não aguentaram o impacto do bairro. Fechou. Ao que parece, definitivamente.
Resta-nos agora comprar o pão nos Hipers, nos Lugares ou nos Cafés. Mas o pão já não é o mesmo.
1.12.06
Dezembro
Dizia uma canção antiga que Dezembro é o mês em que os bebés devem nascer. E não digo isto só porque eu nasci em Dezembro, mas também porque é o mês que se convencionou atribuir ao nascimento de Jesus. Assinalo aqui o início desta época, pedindo a todos os que me lêem: Não passem este Natal sem Jesus!
30.11.06
Reunião Geral de Escola
Já conhecia as célebres RGAs dos anos 60 e 70, tanto na Faculdade, como no colégio onde dei aulas aquando do 25 de Abril. Agora RGE, foi a minha primeira ontem.
Trata-se de tomar uma decisão que possa pressionar as autoridades escolares a fazer algo pela normalização da escola. Explico: de um quadro habitual de 40 e tal funcionários, a nossa escola chega a estar a funcionar apenas com 8...
Ou melhor: não funciona. Esses poucos andam a correr de pavilhão em pavilhão, não há quem limpe as salas, para atender telefones, alunos, professores e encarregados de educação é uma epopeia. Com os efeitos que se imaginam sobre os pobres resistentes, que juram que enlouquecem.
A Drel sugere que se feche o bar, como já se fechou o Centro de Recursos. Acresce o problema da abertura recente do Pavilhão Gimno-Desportivo, que só ele precisa de dois funcionários.
Vamos ver as cenas dos capítulos que se seguem.
Trata-se de tomar uma decisão que possa pressionar as autoridades escolares a fazer algo pela normalização da escola. Explico: de um quadro habitual de 40 e tal funcionários, a nossa escola chega a estar a funcionar apenas com 8...
Ou melhor: não funciona. Esses poucos andam a correr de pavilhão em pavilhão, não há quem limpe as salas, para atender telefones, alunos, professores e encarregados de educação é uma epopeia. Com os efeitos que se imaginam sobre os pobres resistentes, que juram que enlouquecem.
A Drel sugere que se feche o bar, como já se fechou o Centro de Recursos. Acresce o problema da abertura recente do Pavilhão Gimno-Desportivo, que só ele precisa de dois funcionários.
Vamos ver as cenas dos capítulos que se seguem.
29.11.06
Fumo
Tornou-se finalmente proibido fumar na minha escola. Ponto final.
Este ano, com os novos profs fumadores,a coisa tinha-se tornado impossível: se às 8 da manhã já se entrava numa núvem densa na sala de profs, no intervalo das 10 todo o pavilhão era uma névoa.
Posta em prática a decisão drástica, observamos a prevaricação de alguns que se debruçam da janela para como que fumar às escondidas, perante o olhar de desaprovação não dos não-fumadores, mas dos fumadores que não se atrevem.
De facto, é injusto criar a ideia que fumar é fixe e crescido quando se é adolescente, para se ser atraiçoado quando se é adulto!
Podem finalmente voltar à sala de profs aqueles mais alérgicos ao tabaco que andaram proscritos estes anos todos.
Este ano, com os novos profs fumadores,a coisa tinha-se tornado impossível: se às 8 da manhã já se entrava numa núvem densa na sala de profs, no intervalo das 10 todo o pavilhão era uma névoa.
Posta em prática a decisão drástica, observamos a prevaricação de alguns que se debruçam da janela para como que fumar às escondidas, perante o olhar de desaprovação não dos não-fumadores, mas dos fumadores que não se atrevem.
De facto, é injusto criar a ideia que fumar é fixe e crescido quando se é adolescente, para se ser atraiçoado quando se é adulto!
Podem finalmente voltar à sala de profs aqueles mais alérgicos ao tabaco que andaram proscritos estes anos todos.
26.11.06
Nicolinas
Fiz o liceu em Guimarães, lugar cheio de tradição e história. Ser estudante do Liceu nessa década de 60 era uma honra. Especialmente entre o mês de Novembro, Dezembro, por causa das Nicolinas, a grande festa dos alunos do liceu.
A coisa começava com o Cortejo do Pinheiro, à noite, muito tarde, sempre acompanhado dos bombos. Aliás, os bombos nunca se calavam nesses dias.
Havia a Roubalheira, noite em que os estudantes percorriam os estendais e quintais da cidade, e tudo o que apanhassem aparecia ao outro dia de manhã, vestido na estátua da praça principal!
Era ainda o Pregão, discurso efectuado por um estudante nas diversas zonas da cidade, na época cheio de mais ou menos subtis piadas políticas e sociais.
Culminava com o desfile das Maçãzinhas, em que os garbosos rapazes ofereciam maçãs às meninas (estudantes) nas janelas do Toural, em troca de pequenas prendas.
Reminiscências medievais tinham estas festas em honra de S. Nicolau, patrono dos estudantes. E ainda hoje eu adoraria voltar lá para assistir!
A coisa começava com o Cortejo do Pinheiro, à noite, muito tarde, sempre acompanhado dos bombos. Aliás, os bombos nunca se calavam nesses dias.
Havia a Roubalheira, noite em que os estudantes percorriam os estendais e quintais da cidade, e tudo o que apanhassem aparecia ao outro dia de manhã, vestido na estátua da praça principal!
Era ainda o Pregão, discurso efectuado por um estudante nas diversas zonas da cidade, na época cheio de mais ou menos subtis piadas políticas e sociais.
Culminava com o desfile das Maçãzinhas, em que os garbosos rapazes ofereciam maçãs às meninas (estudantes) nas janelas do Toural, em troca de pequenas prendas.
Reminiscências medievais tinham estas festas em honra de S. Nicolau, patrono dos estudantes. E ainda hoje eu adoraria voltar lá para assistir!
25.11.06
Cenas da escola
Filme
Dois alunos pediram-me para actuar num filmezinho que estão a fazer para a disciplina de Geografia, tipo entrevista a uma emigrante portuguesa na Alemanha. Entrei bem no papel e acho que eles gostaram da minha representação. Meti-me na pele da minha cunhada M., incluindo palavras em alemão e tudo.
Como é possível?
Nos testes de Inglês nível 6 (10º ano) permito aos alunos a utilização de dicionários. No último teste, diz-me um deles, com o dicionário Português-Inglês na mão: "O dicionário não tem a palavra 'fez'!" E o mais grave é que, logo a seguir, outro não encontrava a palavra 'parece'!
Como é possível?
A minha turma de Iniciação de Alemão foi enriquecida esta semana por uma nova aluna. Na sua primeira aula, correcção do teste anteriormente feito, vou perguntando o significado de várias palavras e é ela que me responde. Pergunto: "S., já tinhas estudado Alemão antes?" Responde: "Não! É que estive a passar o caderno do T.!"
Dois alunos pediram-me para actuar num filmezinho que estão a fazer para a disciplina de Geografia, tipo entrevista a uma emigrante portuguesa na Alemanha. Entrei bem no papel e acho que eles gostaram da minha representação. Meti-me na pele da minha cunhada M., incluindo palavras em alemão e tudo.
Como é possível?
Nos testes de Inglês nível 6 (10º ano) permito aos alunos a utilização de dicionários. No último teste, diz-me um deles, com o dicionário Português-Inglês na mão: "O dicionário não tem a palavra 'fez'!" E o mais grave é que, logo a seguir, outro não encontrava a palavra 'parece'!
Como é possível?
A minha turma de Iniciação de Alemão foi enriquecida esta semana por uma nova aluna. Na sua primeira aula, correcção do teste anteriormente feito, vou perguntando o significado de várias palavras e é ela que me responde. Pergunto: "S., já tinhas estudado Alemão antes?" Responde: "Não! É que estive a passar o caderno do T.!"
24.11.06
Parabéns!
23.11.06
Acção de Graças
22.11.06
Marta
21.11.06
Manias
Muito instada, recordo uma mania que já passei à descendência até à terceira geração: lambemos as tampas dos iogurtes.
A Caixa que Mudou o Mundo

Eu tinha 8 anos quando a televisão chegou à cidade de Viseu, onde eu morava. Era uma caixinha quadrada, mostrando imagens pouco nítidas a preto e branco, na montra de uma loja da Rua do Comércio. Em frente à montra, todas as noites, uma pequena multidão observava, maravilhada.
Aos domingos, havia um café e uma outra casa que recebiam os miúdos que nós éramos e nos permitiam ver o Programa Infantil e os palhaços. Havia uma menina de tranças que nunca mais esqueci.
Passaram muitos anos até que a televisão chegasse a nossa casa e mudasse realmente a nossa vida. Isso só viria a acontecer de uma forma generalizada para todo o povo português no início da década de 70.
20.11.06
35 anos depois
19.11.06
18.11.06
My Technorati
Há meses (anos?) que não me dava um acesso de super-ego e não ia ver ao Technorati quem me mencionava. Fui hoje. E... grande espanto! Sou referida, pelo menos nos links, por muita gente que eu nem sequer sabia que existia. O meu ego ficou mesmo lá em cima.
E foi assim que descobri que ainda em Agosto fui desafiada aqui para mostrar as minhas manias.
Mas não é o que tenho vindo sempre a manifestar?
E foi assim que descobri que ainda em Agosto fui desafiada aqui para mostrar as minhas manias.
Mas não é o que tenho vindo sempre a manifestar?
16.11.06
Mundo da Moda
Triste, esta notícia de hoje.
É inacreditável o mundo que criámos para as nossas adolescentes, que se matam literalmente à fome para ser famosas. Esta modelo foi 'descoberta' aos 13 anos. Isto não é trabalho escravo infantil?
E que dizer dos pais que se guerreiam para que os seus filhos possam fazer um "casting" para uma telenovela?
É inacreditável o mundo que criámos para as nossas adolescentes, que se matam literalmente à fome para ser famosas. Esta modelo foi 'descoberta' aos 13 anos. Isto não é trabalho escravo infantil?
E que dizer dos pais que se guerreiam para que os seus filhos possam fazer um "casting" para uma telenovela?
14.11.06
O valor de uma testemunha
"Quem viu estas coisas é que as conta e tem a certeza do que afirma. Ele sabe que diz a verdade, para que também vocês acreditem".
João 19:35
João 19:35
13.11.06
Coisas

Apanho-me cada vez mais sentimentalmente ligada aos objectos com que convivo. Agora, chegou a hora de trocar esta mesa por uma maior, já que a família está para aumentar e não cabíamos todos nela.
Oferecê-mo-la a uma pessoa amiga, mas uma certa tristeza bateu quando a desarmámos.
Quantos anos de almoços e jantares sobre esta mesa? Quantos amigos recebemos? Quantas confidências escutámos? Quantas vezes a família se afirmou, disciplinou, conversou, riu e chorou a esta mesa? Quantas festas de aniversário das crianças? Quantos natais para a família alargada?
Esperamos que a sua (maior) substituta continue a desempenhar o mesmo papel, sobretudo com a mais recente geração. E que esta continue a crescer!
12.11.06
História VII
Para as pessoas que viviam ou trabalhavam na zona do Chiado, ele era o Louco: desgrenhado, semi-nu, tapado apenas por um velho cobertor nojento, corria toda a zona, assustando as jovens incautas com grandes brados e uivos. Dormia nas traseiras da Estação do Rossio, numa enxerga pior que uma pocilga.
Um dia, o Mestre surgiu na Rua Almeida Garrett: uma tertúlia em breve nasceu à sua volta, quase sempre na esplanada da Brasileira. Os intelectuais e os jovens candidatos a intelectuais enxameavam em roda do que parecia ser o Mestre da moda.
Mas um dia o Louco surgiu e interpelou o Mestre. Ou seria o Mestre que interpelou o Louco? Não se sabe bem o que se passou entre eles, apenas que o contacto foi estabelecido.
Uns dias depois, o Mestre ocupava como de costume a sua cadeira na esplanada da Brasileira e, a seu lado, lavado, penteado, normalmente vestido, calmamente conversando, estava alguém que dificilmente poderíamos idenficar como o Louco. Mas era ele!
O espanto e o temor atingiu toda a população da zona, que vivia ou trabalhava no Chiado: que teria o Mestre feito ao Louco para que ele assim tanto fosse modificado?
O espanto e o temor foram dando lugar à ira: Que fizeram com o nosso Louco? Afinal, qualquer cidade tem direito a conservar as suas figuras típicas, ou não?
Mas em breve, o Mestre foi-se, tal como tinha aparecido: de um dia para o outro. No seu lugar, na tertúlia da Brasileira, marca agora pontos o ex-Louco, o Sábio.
Um dia, o Mestre surgiu na Rua Almeida Garrett: uma tertúlia em breve nasceu à sua volta, quase sempre na esplanada da Brasileira. Os intelectuais e os jovens candidatos a intelectuais enxameavam em roda do que parecia ser o Mestre da moda.
Mas um dia o Louco surgiu e interpelou o Mestre. Ou seria o Mestre que interpelou o Louco? Não se sabe bem o que se passou entre eles, apenas que o contacto foi estabelecido.
Uns dias depois, o Mestre ocupava como de costume a sua cadeira na esplanada da Brasileira e, a seu lado, lavado, penteado, normalmente vestido, calmamente conversando, estava alguém que dificilmente poderíamos idenficar como o Louco. Mas era ele!
O espanto e o temor atingiu toda a população da zona, que vivia ou trabalhava no Chiado: que teria o Mestre feito ao Louco para que ele assim tanto fosse modificado?
O espanto e o temor foram dando lugar à ira: Que fizeram com o nosso Louco? Afinal, qualquer cidade tem direito a conservar as suas figuras típicas, ou não?
Mas em breve, o Mestre foi-se, tal como tinha aparecido: de um dia para o outro. No seu lugar, na tertúlia da Brasileira, marca agora pontos o ex-Louco, o Sábio.
11.11.06
A senhora da secretaria
Há na minha escola uma senhora que costuma fazer a verificação das faltas dos profs e respectivas justificações: trata-se da D. A.
Quando há dias me disseram que a D. A. me pedia para ir falar com ela à secretaria, estremeci por dentro: Não querem lá ver que me marcaram alguma falta que não dei?
Mas não, era só para me entregar um novo cartão da ADSE.
Ontem, estava à minha espera à saída da última aula. Tinha andado a pôr em ordem o meu registo biográfico e perguntou-me se eu tinha sido prof no Externato Acropóle, em Lisboa, na zona do Camões. Respondi afirmativamente, ao que ela, toda sorrisos:
"Eu fui sua aluna!"
E ainda se lembrava dos meus cabelos compridíssimos, dos meus oculinhos e da gravidez da minha primeira filha!
Foi no Externato, ao tempo Leal Conselheiro e Novo Rumo, que conheceu o namorado (também meu aluno), com quem ainda está casada.
Tudo isso no ano lectivo 1972/73...
Quando há dias me disseram que a D. A. me pedia para ir falar com ela à secretaria, estremeci por dentro: Não querem lá ver que me marcaram alguma falta que não dei?
Mas não, era só para me entregar um novo cartão da ADSE.
Ontem, estava à minha espera à saída da última aula. Tinha andado a pôr em ordem o meu registo biográfico e perguntou-me se eu tinha sido prof no Externato Acropóle, em Lisboa, na zona do Camões. Respondi afirmativamente, ao que ela, toda sorrisos:
"Eu fui sua aluna!"
E ainda se lembrava dos meus cabelos compridíssimos, dos meus oculinhos e da gravidez da minha primeira filha!
Foi no Externato, ao tempo Leal Conselheiro e Novo Rumo, que conheceu o namorado (também meu aluno), com quem ainda está casada.
Tudo isso no ano lectivo 1972/73...
10.11.06
A propósito de Ted Haggard
Ainda sobre o que a Voz escreveu ontem.
Quando, há 20 e tal anos, se deu o escândalo americano de vários tele-evangelistas envolvidos em fraudes e sexo, fiquei muito triste, envergonhada e desiludida. Foi o meu pastor à altura que me trouxe de volta ao essencial: a nossa fé não está nos outros cristãos, mas no Deus feito homem - Jesus Cristo.
Hoje, já nem pestanejo ao ler sobre o que se passou. Lamento muito, sim, por ele, mas mais ainda pela sua família. E pela sua igreja.
Virtudes da maturidade.
Quando, há 20 e tal anos, se deu o escândalo americano de vários tele-evangelistas envolvidos em fraudes e sexo, fiquei muito triste, envergonhada e desiludida. Foi o meu pastor à altura que me trouxe de volta ao essencial: a nossa fé não está nos outros cristãos, mas no Deus feito homem - Jesus Cristo.
Hoje, já nem pestanejo ao ler sobre o que se passou. Lamento muito, sim, por ele, mas mais ainda pela sua família. E pela sua igreja.
Virtudes da maturidade.
9.11.06
35 anos depois
8.11.06
35 anos depois
7.11.06
35 anos depois
6.11.06
Tradições de Novembro
O recente Halloween foi mais uma ocasião para pôr alguns pais (evangélicos) em transe, pela insistência dos filhos em mascarar-se de bruxa ou de fantasma e participar na festa da escola. Nada de novo, já sofri com isso pelo carnaval, quando os meus filhos eram pequenos.
Este ano, tinha acabado de traduzir (a pedido) um folheto contra o Halloween, quando me vi de repente, na escola, a ajudar uma colega a pendurar uma faixa que dizia "Happy Halloween"...
Fiquei a pensar que isto do Halloween tem, de facto, um paralelo na nossa cultura: não é coincidência ir-se aos cemitérios no dia 1 de Novembro e, em muito da província e não só, as crianças andarem na rua a pedir "Pão por Deus": "Pão por Deus / Fiel de Deus / Bolinho no saco / Andai com Deus". Penso que, de uma forma geral, a entrada na escuridão do outono faz-nos pensar mais na morte e nos que se foram.
Os evangélicos têm pavor destas festividades, por as atribuirem a Satanás. Até ficamos um pouco embaraçados quando verificamos que C. S. Lewis usa e abusa de feiticeiros e duendes e magia.
Esta minha amiga lamenta que não tenhamos importado antes a tradição da Acção de Graças. Mas nós temos uma celebração de colheitas e mais ou menos na mesma altura da dos americanos. É o S. Martinho, com a alegria pela produção da base alimentar tradicional portuguesa: o vinho e as castanhas.
Precisamos é de saber a quem os agradecemos.
Este ano, tinha acabado de traduzir (a pedido) um folheto contra o Halloween, quando me vi de repente, na escola, a ajudar uma colega a pendurar uma faixa que dizia "Happy Halloween"...
Fiquei a pensar que isto do Halloween tem, de facto, um paralelo na nossa cultura: não é coincidência ir-se aos cemitérios no dia 1 de Novembro e, em muito da província e não só, as crianças andarem na rua a pedir "Pão por Deus": "Pão por Deus / Fiel de Deus / Bolinho no saco / Andai com Deus". Penso que, de uma forma geral, a entrada na escuridão do outono faz-nos pensar mais na morte e nos que se foram.
Os evangélicos têm pavor destas festividades, por as atribuirem a Satanás. Até ficamos um pouco embaraçados quando verificamos que C. S. Lewis usa e abusa de feiticeiros e duendes e magia.
Esta minha amiga lamenta que não tenhamos importado antes a tradição da Acção de Graças. Mas nós temos uma celebração de colheitas e mais ou menos na mesma altura da dos americanos. É o S. Martinho, com a alegria pela produção da base alimentar tradicional portuguesa: o vinho e as castanhas.
Precisamos é de saber a quem os agradecemos.
5.11.06
4.11.06
Regresso
Após uns dias difíceis em que o meu fiel computador me deixou ficar mal e passou uns dias internado na Vobis, eis-me de volta, cheia de ânimo para estas lides, mas (helas) mais uma vez perdida a minha lista de favoritos! Quem me manda não perceber nada destas modernices e não ter-me ainda alistado no "blogline" ou lá o que é?!
Amigos: deixem-me aqui um comentariozinho para eu poder recuperar todos os vossos preciosos endereços, 'tá bem?
Amigos: deixem-me aqui um comentariozinho para eu poder recuperar todos os vossos preciosos endereços, 'tá bem?
31.10.06
25.10.06
24.10.06
O irmão Fernando e a Bíblia
O irmão Fernando é um senhor da minha igreja, já com certa idade, que acaba de se retirar para um Lar. A história verdadeira do seu encontro com a Bíblia contou-a ele várias vezes aqui em casa e na igreja. Passo a trasmiti-la.
O jovem Fernando trabalhava nas obras e levava uma vida um tanto ou quanto airada. Um dia o patrão diz-lhe que vão começar a trabalhar numa igreja protestante (minha actual igreja baptista em Queluz), que estava em construção. O jovem Fernando ficou apavorado, porque não queria nada com os protestantes e fez tudo para o patrão inverter a marcha da carrinha que os levava. O patrão assim fez, mas não deixou de lhe dizer: "Ó Fernando, não sabia que tinhas tanto medo dos protestantes!"
O que ele foi dizer...
Desafiado na sua honra de macho, fez o patrão voltar imediatamente atrás, rumo à tal igreja. Meio amedrontado, iniciou o trabalho.
Lá encontrou um rapazinho curioso que andava a ver os trabalhos (e que mais tarde veio a tornar-se pastor). Foi a este que o jovem Fernando perguntou:
"Quem é que é o padre aqui da igreja?"
"Não temos padre,temos um pastor".
"Pastor?! E vocês são por acaso cabras para terem um pastor?" perguntou o Fernando, do alto da sua experiência campesina transmontana.
"E que faz o pastor?" perguntou ao rapazinho.
"Ensina-nos a Bíblia", respondeu este.
Quando ouviu falar na Bíblia, diz o irmão Fernando, acendeu-se-lhe uma fome por possuir e ler uma, que nem tinha explicação. Indagando como podia comprá-la, o rapazinho respondeu-lhe que fosse lá no domingo seguinte falar com o pastor, que ele certamente lhe arranjaria uma.
Durante três semanas, o Fernando não pode voltar à igreja. A obra já tinha sido concluída e não surgiu ocasião para isso. Até ao dia em que se decidiu a lá voltar, num domingo de manhã.
O pastor pregava e o que dizia era exactamente o retrato da sua vida, achou o Fernando. Era dele que se tratava.
"Alguns dizem que não roubam, nem matam, mas com o seu estilo de vida estão a roubar e a matar a sua própria família!"
Nestas palavras o jovem Fernando reconheceu a sua vida, os seus problemas com o álcool e as palavras de tristeza da sua mãe.
Foi nesse dia que o Fernando recebeu a sua primeira Bíblia e começou uma nova vida com Cristo.
E nós somos disso testemunhas.
O jovem Fernando trabalhava nas obras e levava uma vida um tanto ou quanto airada. Um dia o patrão diz-lhe que vão começar a trabalhar numa igreja protestante (minha actual igreja baptista em Queluz), que estava em construção. O jovem Fernando ficou apavorado, porque não queria nada com os protestantes e fez tudo para o patrão inverter a marcha da carrinha que os levava. O patrão assim fez, mas não deixou de lhe dizer: "Ó Fernando, não sabia que tinhas tanto medo dos protestantes!"
O que ele foi dizer...
Desafiado na sua honra de macho, fez o patrão voltar imediatamente atrás, rumo à tal igreja. Meio amedrontado, iniciou o trabalho.
Lá encontrou um rapazinho curioso que andava a ver os trabalhos (e que mais tarde veio a tornar-se pastor). Foi a este que o jovem Fernando perguntou:
"Quem é que é o padre aqui da igreja?"
"Não temos padre,temos um pastor".
"Pastor?! E vocês são por acaso cabras para terem um pastor?" perguntou o Fernando, do alto da sua experiência campesina transmontana.
"E que faz o pastor?" perguntou ao rapazinho.
"Ensina-nos a Bíblia", respondeu este.
Quando ouviu falar na Bíblia, diz o irmão Fernando, acendeu-se-lhe uma fome por possuir e ler uma, que nem tinha explicação. Indagando como podia comprá-la, o rapazinho respondeu-lhe que fosse lá no domingo seguinte falar com o pastor, que ele certamente lhe arranjaria uma.
Durante três semanas, o Fernando não pode voltar à igreja. A obra já tinha sido concluída e não surgiu ocasião para isso. Até ao dia em que se decidiu a lá voltar, num domingo de manhã.
O pastor pregava e o que dizia era exactamente o retrato da sua vida, achou o Fernando. Era dele que se tratava.
"Alguns dizem que não roubam, nem matam, mas com o seu estilo de vida estão a roubar e a matar a sua própria família!"
Nestas palavras o jovem Fernando reconheceu a sua vida, os seus problemas com o álcool e as palavras de tristeza da sua mãe.
Foi nesse dia que o Fernando recebeu a sua primeira Bíblia e começou uma nova vida com Cristo.
E nós somos disso testemunhas.
23.10.06
Cena de um (provável) Futuro Próximo
Médico ginecologista durante ecografia: "Muitos parabéns, minha senhora! Está grávida de 7 semanas e 2 dias, tem aqui um embrião cheio de vitalidade e cá está o seu coraçãozinho a bater! A data prevista para o parto é 15 de Setembro."
Paciente: "Como, doutor? Grávida? Mas eu não quero estar grávida! Não agora!"
Médico: "Ah sim? Não há problema, minha senhora. Eliminaremos o intruso assim que a senhora o desejar. Pode marcar lá fora com a minha assistente."
Paciente: "Como, doutor? Grávida? Mas eu não quero estar grávida! Não agora!"
Médico: "Ah sim? Não há problema, minha senhora. Eliminaremos o intruso assim que a senhora o desejar. Pode marcar lá fora com a minha assistente."
22.10.06
Ranking das escolas
A minha escola ficou com num triste 413º lugar. Enfim, há pior!
Pior seria ainda o lugar se a ministra não tem, em boa altura, decidido dispensar dos exames os alunos dos cursos tecnológicos, nomeadamente, os meus no anos passado. Os resultados deles viriam quase com certeza fazer baixar ainda mais a fasquia. A despeito de todos os meus esforços. É que, com as leis que nos regem, os alunos que têm boas notas no 10º e 11º anos, já pouco precisam de fazer para passar o 12º.
Pior seria ainda o lugar se a ministra não tem, em boa altura, decidido dispensar dos exames os alunos dos cursos tecnológicos, nomeadamente, os meus no anos passado. Os resultados deles viriam quase com certeza fazer baixar ainda mais a fasquia. A despeito de todos os meus esforços. É que, com as leis que nos regem, os alunos que têm boas notas no 10º e 11º anos, já pouco precisam de fazer para passar o 12º.
Aborto
Já aqui tenho mencionado a minha oposição a que alguém não dê hipótese a que outro viva. Mas, enfim, se insistirem muito comigo poderei concordar que eu própria teria dificuldade de condenar uma mulher que abortou, se o co-responsável não fosse igualmente incriminado.
Mas parece que a proposta de alteração de lei não trata simplesmente de descriminalizar; outro governante nosso, neste caso o ministro da saúde, oferece os bons serviços dos hospitais públicos para o efeito. Agora, limito-me a transcrever (e, em parte, a aplaudir) João Miguel Tavares no DN de sábado:
"Qual é, então, a solução?
Ouço uma velha pergunta: e as mulheres que não têm posses para abortar? Convém esclarecer à partida que a desempregada sem tostão que transporta cinco filhos em cada braço faz parte da mitologia da interrpção voluntária da gravidez. É evidente que ela existe - mas é uma gota de água no oceano da classe média. O que há a fazer, portanto, é descriminalizar o aborto até às dez semanas e deixar o Estado fora do assunto. Quem tem dinheiro que vá a clínicas privadas, e quem não tem que procure soluções junto da sociedade civil. Se os movimentos pró-escolha lutaram durante tantos anos pelo direito da mulher interromper a gravidez, agora que dêem o passo de organizar-se para abrir os bolsos e patrocinar os que não têm posses. Numa Europa profundamente envelhecida, compete ao Estado apoiar quem quer ter filhos. Não pagar a opção de não os ter."
Mas parece que a proposta de alteração de lei não trata simplesmente de descriminalizar; outro governante nosso, neste caso o ministro da saúde, oferece os bons serviços dos hospitais públicos para o efeito. Agora, limito-me a transcrever (e, em parte, a aplaudir) João Miguel Tavares no DN de sábado:
"Qual é, então, a solução?
Ouço uma velha pergunta: e as mulheres que não têm posses para abortar? Convém esclarecer à partida que a desempregada sem tostão que transporta cinco filhos em cada braço faz parte da mitologia da interrpção voluntária da gravidez. É evidente que ela existe - mas é uma gota de água no oceano da classe média. O que há a fazer, portanto, é descriminalizar o aborto até às dez semanas e deixar o Estado fora do assunto. Quem tem dinheiro que vá a clínicas privadas, e quem não tem que procure soluções junto da sociedade civil. Se os movimentos pró-escolha lutaram durante tantos anos pelo direito da mulher interromper a gravidez, agora que dêem o passo de organizar-se para abrir os bolsos e patrocinar os que não têm posses. Numa Europa profundamente envelhecida, compete ao Estado apoiar quem quer ter filhos. Não pagar a opção de não os ter."
Educação
"Ou entram no barco, ou arriscam afogar-se", foi o ultimato aos profesores do inefável secretário de estado adjunto da educação, Jorge Pedreira.
Os nossos governantes não são muito bons em metáforas. De facto, estamos todos é numa banheira, de onde V. Exas tiraram a tampa do ralo!
Os nossos governantes não são muito bons em metáforas. De facto, estamos todos é numa banheira, de onde V. Exas tiraram a tampa do ralo!
Fim de Semana
De regresso de outro fim de semana fora de caso, vejo-me com diversos temas para comentar, quase como o professor Marcelo...
19.10.06
País da Treta
Esta noite fiquei acordada até às 2 a ouvir na Renascença as pessoas que telefonavam a dizer o que lhes vinha à cabeça sobre os professores. É estranho! Não vejo apontarem os horários dos juízes, os honorários dos médicos, as faltas dos enfermeiros e todos estes têm estado recentemente em greve.
País da Treta
Sócrates diz que os professores não podem todos chegar a generais. Isso prova que ele não entendeu mesmo nada do assunto. A educação não é uma cadeia de comando, nem uma hierarquia. Cada professor é tão responsável pelos seus alunos no seu primeiro dia de trabalho, como o é no fim da carreira.
País da Treta
Num dia anunciam-nos o fim da crise. No seguinte, os aumentos da electricidade, das SCUT, das rendas, do IRS...
18.10.06
Um Grande Português

(imagem de www.ibcosmopolita.ubbi.com.br)
Fui à página dos Grandes Portugueses (concurso da RTP) e fui vendo vários dos sugeridos. Sem desprimor para Camões e Saramagos, D. Afonsos e D. Joões, procurei este Grande Português retratado acima: João Ferreira de Almeida. Não constava.
Agora já consta: fui eu que o acrescentei à lista.
João Ferreira de Almeida foi o Grande Português que, no séc. XVII, traduziu a Bíblia para a nossa língua. Não era católico e, claro, sofreu as correspondentes perseguições. Viveu e trabalhou grande parte da sua vida no estrangeiro.
O Círculo de Leitores e a Assírio e Alvim vão fazer o lançamento de uma reedição da 'sua' Bíblia em versão ilustrada e oito volumes. Nas livrarias a partir de 24 de Novembro.
17.10.06
Gémeos

A minha irmã fazia anos nesse dia 17 e tinha-me 'pedido' que os gémeos nascessem no seu dia. Na véspera, domingo, fomos à noite a casa dela tomar um chazinho e comer umas fatias de bolo. Comentei: "Não tens sorte nenhuma! Não vão nascer no teu dia, que eu ainda estou óptima!"
Nessa noite acordei às 3 com as águas rebentadas e um princípio de dores. Levantei-me, aprontei a mala, acordei o marido e a filhota (quase 5 anos) e lá fomos. Ainda passámos por casa da minha cunhada, que ia assistir, e chegámos à Clínica Cabral Sacadura.
Às 5 e 30 nascia o primeiro (o rapaz) e um quarto de hora depois a miúda. Estava a família completa!
A minha irmã saiu cedo nesse dia para fazer análises e foi a última a saber que eles tinham nascido, afinal, no seu dia!
Parabéns, filhos, e parabéns, mana!
(Foi há 29 anos!)
16.10.06
Amanhã faço greve
já não tanto pelas ratoeiras que me aguardam nos últimos anos de serviço, mas mais por vocês, minhas filhas!
15.10.06
Portinho da Arrábida

Como aqui (2/5/05), acabo de voltar de mais um retiro de casais da minha igreja neste cantinho do paraíso. Só que desta vez, a foto é mesmo minha. E o deslumbramento também.
12.10.06
Beta-Blogger
Desculpem lá o desabafo, amigos que aderiram a este 'modernismo', mas considero-o uma inconveniência: ora me deixa entrar e ver os blogs que me convidaram, ora me confunde com outra peesoa e deixa ou não aceder ao blog (conforme lhe dá na veneta), ora me deixa comentar como Avozinha, ora sugere outros nomes, ora tenho que comentar como anónimo, ora não me deixa comentar coisa nenhuma!
Lá terei que passar a visitar só os antigos...
Lá terei que passar a visitar só os antigos...
10.10.06
9.10.06
Esta tarde
8.10.06
6.10.06
"Senhora Dona Ministra, Case Comigo"

Senhora Dona Ministra: que vai responder ao jovem colega? Diz ele que, apesar dos seus 9 anos de experiência, não está colocado este ano.
A sua juventude e bom aspecto prometem dias felizes. A senhora ministra terá que o sustentar todos os anos em que ele ficar novamente de fora. Terá que o esconder dos Encarregados de Educação que o quiserem 'avaliar' com muita força. Para além disso, terá levá-lo à escola no seu carro prioritário para ele nunca faltar e poder progredir na carreira. Terá também que o consolar quando, apesar de todos os esforços, ele nunca chegar a professor titular.
Enfim, terá o prazer de conhecer de perto o que significa ser professor em Portugal, no século XXI.
5.10.06
4.10.06
3.10.06
2.10.06
Expo Saúde

Esteve a funcionar na Amadora neste fim de semana, pertinho da minha casa, promovida pela Associação Internacional de Temperança. Fui lá com a minha irmã. Mediram-nos tudo: do peso e altura ao colesterol, à glicémia, à capacidade respiratória e sei lá que mais. Ouvimos (arrastadas) uma palestra sobre doenças cardio-vasculares, estivemos uma hora numa bicha para fazer um teste à visão, submetemo-nos a massagens que me deram uma enorme dor de cabeça.
À saída, um solícito colaborador pergunta: "Então as senhoras gostaram? Estava tudo bem?"
Respondo para horror da minha irmã: "Olhe, disseram-nos que estávamos umas raparigas novas. Não deixámos foi de ser toxicodependentes!"
(Nota: E é verdade; tanto ela como eu tomamos medicamentos para a nossa vida toda!)
1.10.06
Dia do Idoso

(Pintura de Simon Donikian)
Quando se é jovem, pensa-se normalmente que os idosos são um género de pessoa diferente, como se uns nascessem para ser eternamente jovens e outros nascessem já velhos.
É exactamente ao envelhecer que descobrimos a inevitabilidade da velhice, se tivermos a sorte de lá chegar. Assim sendo, preparo-me alegremente para engrossar as fileiras deste contingente, mais ano menos ano, não sabendo embora o que me espera.
Gostaria de vir a ser uma idosa alegre e bem disposta, mantendo todas as capacidades mentais e as mínimas físicas, daquelas que tentam sempre ler o seu tempo, porque é o nosso tempo até morrer.
30.9.06
A Maria

A minha neta Maria, com dois anos, passou a sua primeira noite fora, longe dos pais, precisamente na casa destes orgulhosos avozinhos. Orgulhosos pela confiança demonstrada por ela à saída dos pais, pela facilidade com que adormeceu na nossa cama para ser depois transportada para a sua, pela alegria com que nos saudou pela manhã depois de uma bela noite de sono. Ocasionalmente perguntou pelo papá e pela mamã, mas como lhe tinha sido dita a verdade, aceitou muito bem a repetição dessa mesma verdade.
E agora, que voltou para a sua casa, já temos saudades...
(Na foto, um pouco de Canal Panda no intervalo de muitas brincadeiras).
29.9.06
28.9.06
27.9.06
Da educação
Ainda acerca o meu 'post' anterior, volto à carga à educação em Portugal. Quer-se apenas conseguir sucesso pelo mais baixo preço. Lamento informar, senhora ministra, mas não há almoços grátis.
Para haver sucesso é preciso haver seriedade. As leis que permitem que um aluno transite de ano para ano com negativa são uma forma certeira de conseguir que ele vá ter completo insucesso lá mais para a frente.
Uma aluna como a M. que mencionei ontem estárá provavelmente a sentir-se totalmente perdida na aula de Inglês: não entenderá nada do que digo, não perceberá as palavras que vão sendo escritas no quadro, ficará perplexa a olhar para o primeiro texto do manual. E o mais grave é que não será a única. Ela, porque veio do estrangeiro, outros, a quem foi permitido matricularem-se no nível 6 quando não chegaram a fazer o 5, o 4, o 3, o 2 ou até o 1.
Assim é impossível!
Para haver sucesso é preciso haver seriedade. As leis que permitem que um aluno transite de ano para ano com negativa são uma forma certeira de conseguir que ele vá ter completo insucesso lá mais para a frente.
Uma aluna como a M. que mencionei ontem estárá provavelmente a sentir-se totalmente perdida na aula de Inglês: não entenderá nada do que digo, não perceberá as palavras que vão sendo escritas no quadro, ficará perplexa a olhar para o primeiro texto do manual. E o mais grave é que não será a única. Ela, porque veio do estrangeiro, outros, a quem foi permitido matricularem-se no nível 6 quando não chegaram a fazer o 5, o 4, o 3, o 2 ou até o 1.
Assim é impossível!
26.9.06
A minha aluna M.
10º ano, Inglês, nível 6. Vou iniciando as habituais revisões gramaticais e observando a forma como os alunos reagem a elas. Dou de caras com a M., 15 anos, acabadinha de chegar da Guiné Bissau. Calada, envergonhada, copia tudo o que escrevo no quadro e tenta laboriosamente cumprir as tarefas que proponho. Todos os alunos vão à vez ao quadro, escrever a sua parte. Chega a vez da M. Tenta arranjar uma desculpa para não ir. Vou ao lugar dela e ajudo-a a chegar ao que é suposto escrever no quadro. Levanta-se e vai. Primeira grande barreira: o quadro é de material sintético e escreve-se nele com um marcador que a M. não sabe abrir. Os colegas riem e dão-lhes sugestões: "Tira a tampa! É uma caneta!" A M. não consegue. Socorro-a rapidamente e ela cumpre satisfatoriamente a sua incumbência.
No fim, fico a falar com ela: que na Guiné só teve dois anos de língua inglesa. Ora dois de Inglês em Portugal podem ser uma desgraça; como serão na Guiné? Como vai enfrentar o nível 6, se já não aguenta as revisões de nível 3/4 que estou a fazer? Proponho-lhe trocar de língua, para Francês que já teve, ou iniciar Alemão. Responde-me que quer aprender Inglês. Que mais posso fazer? Fica, M., vamos à batalha!
No fim, fico a falar com ela: que na Guiné só teve dois anos de língua inglesa. Ora dois de Inglês em Portugal podem ser uma desgraça; como serão na Guiné? Como vai enfrentar o nível 6, se já não aguenta as revisões de nível 3/4 que estou a fazer? Proponho-lhe trocar de língua, para Francês que já teve, ou iniciar Alemão. Responde-me que quer aprender Inglês. Que mais posso fazer? Fica, M., vamos à batalha!
25.9.06
24.9.06
Citação do fim de semana
"Quando observo o que Deus está a fazer na vida de outras pessoas, descubro com surpresa o que Ele também está a fazer na minha vida."
23.9.06
Citação
"Os sucessos ou os insucessos dos nossos empreendimentos não são a medida da vontade de Deus".
Joaquim Rogério
(ontem na minha igreja)
Joaquim Rogério
(ontem na minha igreja)
22.9.06
21.9.06
Alemão Iniciação
Já há muitos anos que não dava a iniciação da língua. Comecei hoje: Guten Tag / Eins, zwei, drei / Auf Wiedersehen. Muito engraçada a reacção dos alunos à nova sonoridade do discurso que sai da cassete áudio, à pronúncia que acham difícil, à surpresa perante palavras com 15 letras! O embaraço pela minha exigência de todos dizermos os números em coro...
E de novo a paixão pelo ensino no seu estado mais puro: ensinar algo novo a quem não sabe rigorosamente nada!
E de novo a paixão pelo ensino no seu estado mais puro: ensinar algo novo a quem não sabe rigorosamente nada!
20.9.06
1º dia de aulas
Ontem foi o meu primeiro dia de aulas a sério deste ano, o primeiro do meu 37º ano de serviço. Ao chegar à escola às 8 da manhã, a funcionária tem um recado para mim: tenho aula de substituição às 10! Enfim: o que eu mais detesto nas novas coordenadas nas escolas 'ataca-me' no primeiro dia de escola, quando ainda ninguém tem sequer essas aulas marcadas no horário (e eu também não).
Correu tudo bem: era um 11º ano de Alemão, poucos alunos a chegar às pinguinhas, ainda não conhecem a professora deles, mas ela tinha deixado a planificação da aula e não houve problemas. Foi mais uma amena conversa com os alunos.
Correu tudo bem: era um 11º ano de Alemão, poucos alunos a chegar às pinguinhas, ainda não conhecem a professora deles, mas ela tinha deixado a planificação da aula e não houve problemas. Foi mais uma amena conversa com os alunos.
19.9.06
17.9.06
16.9.06
Regresso à escola

Infelizmente, a minha escola dos subúrbios não tem nada a ver com esta nos carvalhais, pintada por Criss Pagani; no entanto a imagem representa bem esta época de fim de verão, início de outono, em que as árvores vão mudando de cor e perdendo as folhas que estalam debaixo dos nossos pés, o friozinho surge, o sol irrompe na minha sala, dourado, ao entardecer e a vida está a recomeçar.
É uma época de que gosto muito.
15.9.06
14.9.06
Cabo Verde

Acabei de receber este livro escrito pela minha amiga Aida e li-o de um fôlego só. Trata-se de uma homenagem que a autora faz ao seu pai, já com 91 anos, escrito em linguagem ingénua e cheia de "sôdade".
A Aida, sua irmã Fernanda, também a Graça e sua mãe D. Teresinha passaram algum tempo connosco, na minha juventude. Também o seu pai e um dos irmãos passaram um tempinho lá em casa. Recordo bem as discussões que travávamos com a Aida, eu e a minha irmã, acerca da posição da janela durante a noite. O casamento da Fernanda, de nossa casa. As lições de moralidade da D. Teresinha, se alguém perdia o comboio...
Com esta família aprendemos a conviver de perto com a diferença de cultura mas a igualdade de coração, num tempo em que havia muito poucos cabo-verdianos em Portugal.
Por isso, ao ler o livro, eu, que nunca estive em Cabo Verde, pareço reconhecer a casa que ela tão bem descreve, o Liceu do Mindelo, a Baía das Gatas.
Transcrevo uma passagem do livro:
"O marido ganhava para o sustento da casa, mas a mulher acompanhava de perto as necessidades diárias do lar.
Por isso, soltava-se muitas vezes a impaciência de D. Teresinha e de imediato e ainda bem, a sabedoria, o sangue frio à mistura com um pouco de bom-humor apimentado do marido que tentava através da música que ele próprio cantarolava, serenar os ânimos.
Ô Tirisinha dnher d'Angola já cabá"
Aida, um abraço à Cabo Verde!
"Vuzinha"
13.9.06
DN de ontem
"O actor Brad Pitt afirmou que não irá casar com Angelina Jolie até que sejam levantadas as restrições sobre quem pode ou não casar" no seu país. Não sabemos a quem se refere o famoso actor, sequer se o Manel quer casar com a Maria, se o Bobby com a Fifi ou o Tareco com a Tareca. Só sabemos é que quem paga as favas da militância de Brad é a pobre Angelina! Se é que alguma vez ela quererá casar com ele!
12.9.06
RTP, Prós e Contras de ontem
Mário Soares lança uma acusação comum a Bush e aos "conversos islâmicos": eles falam com Deus!
Provavelmente, Soares tem razão: todos devíamos mais era ouvir Deus.
Provavelmente, Soares tem razão: todos devíamos mais era ouvir Deus.
11.9.06
No Comments
"Quando o dia rompeu, íamos a atravessar New Jersey disparados, com a grande núvem da metrópole nova-iorquina a erguer-se diante de nós, ao longe, no horizonte nevado. Dean levava uma camisola enrolada à volta das orelhas para se agasalhar. Disse que éramos um grupo de árabes que íamos mandar Nova Iorque pelos ares."
"PELA ESTRADA FORA" ("On the Road"), Jack Kerouac, 1957.
"PELA ESTRADA FORA" ("On the Road"), Jack Kerouac, 1957.
7.9.06
Pai mágico
Andava eu com tantas saudades das aventuras e desventuras deste falso 'pai', aqui desmascarado. Apenas uma tradução (parca e pobre) de um bom blog estrangeiro, roubando algumas das fotos, e nem sempre as melhores. Caro 'pai': se por aqui passares, "get a life"! Ah, as meninas estão florescentes aqui.
6.9.06
Revelação
Obtida a autorização das respectivas mães, eis-me aqui a desvendar os nomes das minhas netinhas. Tcham tcham tcham!
A M. é a Maria, a J. é a Joana e a próxima M. é a Marta!
A M. é a Maria, a J. é a Joana e a próxima M. é a Marta!
5.9.06
A terceira neta
Muitos dos que me lêem já sabem que vou ter uma outra netinha, querendo Deus, em Novembro. O problema é que vai chamar-se M. Ora já a mana dela é M. Quero dizer: o nome não é o mesmo, mas começa pela mesma inicial.
Assim sendo, aceito sugestões de como me referirei a elas no futuro. Se M1 / M2, ou talvez Maior / Menor ou ainda, imitando esta mãe, Maius / Minus!
Assim sendo, aceito sugestões de como me referirei a elas no futuro. Se M1 / M2, ou talvez Maior / Menor ou ainda, imitando esta mãe, Maius / Minus!
4.9.06
Saramago

Acabei de ler este livro, de que gostei muito. Saramago sabe mesmo prender-nos à leitura. Destaco:
"O que penso é que já estamos mortos, estamos cegos porque estamos mortos, ou então, se preferes que diga isto de outra maneira, estamos mortos porque estamos cegos." "Penso que não cegámos, penso que estamos cegos, Cegos que vêem, Cegos que, vendo, não vêem."
Embora Saramago se professe ateu, não posso deixar de estabelecer o paralelismo com a cegueira espiritual e a morte mencionadas na Bíblia, quando diz:
"Estando nós mortos, por causa das nossas culpas, Deus deu-nos a vida por meio de Cristo Jesus." "Levanta-te, tu que dormes, ressuscita, tu que estás morto, e a luz de Cristo brilhará sobre ti."
3.9.06
2.9.06
"Bòjinha, ponha a muca!"
Tradução: "Avozinha, põe a música!"
A minha neta M., dois anos e pouco, ainda tem alguns problemas com o verbo pôr/'ponhar'.
Há uns largos meses atrás, ela nunca se calava e no seu discurso ininterrupto apareciam de vez em quando umas palavras entendíveis. Agora já se entende tudo o que diz, frases longas com uma gaguez ocasional quando não lhe sai logo a palavra que quer usar. Já não precisa de deitar cá para fora a série de sons sem nexo de há tempos atrás, em que eu lhe dizia: "M., falaste em chinês, diz agora isso em português!"
Subitamente, há dias, no meio do discurso que nunca pára, sai-se com um regresso ao discurso em "chinês" e ri-se à gargalhada perante o meu ar de incompreensão. Está a gozar!
Uma gozona, esta miúda!
A minha neta M., dois anos e pouco, ainda tem alguns problemas com o verbo pôr/'ponhar'.
Há uns largos meses atrás, ela nunca se calava e no seu discurso ininterrupto apareciam de vez em quando umas palavras entendíveis. Agora já se entende tudo o que diz, frases longas com uma gaguez ocasional quando não lhe sai logo a palavra que quer usar. Já não precisa de deitar cá para fora a série de sons sem nexo de há tempos atrás, em que eu lhe dizia: "M., falaste em chinês, diz agora isso em português!"
Subitamente, há dias, no meio do discurso que nunca pára, sai-se com um regresso ao discurso em "chinês" e ri-se à gargalhada perante o meu ar de incompreensão. Está a gozar!
Uma gozona, esta miúda!
1.9.06
Setembro
30.8.06
Pai mágico
No dia em que o meu próprio pai faria 98 anos se estivesse ainda deste lado da eternidade, pergunto a quem souber: Que é feito do super-pai das três meninas? Desapareceu da blogosfera ou é azelhice minha para encontrá-lo?
29.8.06
Um ano depois de Katrina
27.8.06
Grafologia
Sempre achei muito interessante a grafologia, que não parece ser nenhuma arte de adivinhação como a astrologia e outras que tais.
Fui aqui e saiu-me isto. Quem me conhece que diga se é certo ou não.
"A inclinação de sua letra mostra que você parece ser uma pessoa equilibrada, educada. Mas é um pouco “fria” com quem acaba de conhecer. A ligação de sua letra revela organização, raciocínio lógico e razoável capacidade de adaptação. A direção de sua letra indica controle, constância e organização, especialmente nas tarefas cotidianas. A pressão que usa ao escrever sinaliza estabilidade e equilíbrio. As áreas valorizadas na sua escrita destacam controle emocional, tolerância, um certo imediatismo e tendência ao comodismo. A forma de sua letra demonstra sinceridade, capacidade de adaptação, espontaneidade; sensualidade."
Fui aqui e saiu-me isto. Quem me conhece que diga se é certo ou não.
"A inclinação de sua letra mostra que você parece ser uma pessoa equilibrada, educada. Mas é um pouco “fria” com quem acaba de conhecer. A ligação de sua letra revela organização, raciocínio lógico e razoável capacidade de adaptação. A direção de sua letra indica controle, constância e organização, especialmente nas tarefas cotidianas. A pressão que usa ao escrever sinaliza estabilidade e equilíbrio. As áreas valorizadas na sua escrita destacam controle emocional, tolerância, um certo imediatismo e tendência ao comodismo. A forma de sua letra demonstra sinceridade, capacidade de adaptação, espontaneidade; sensualidade."
26.8.06
19.8.06
18.8.06
Badajoz
Badajoz ficou na nossa memória colectiva como o sítio onde se iam comprar caramelos. Esquecemos os massacres da Guerra Civil da geração anterior à nossa.
Agora é a Maternidade onde nasce um português por dia. Ainda bem. Até bem recentemente era apenas a clínica onde morrem muitos fetos portugueses.
Agora é a Maternidade onde nasce um português por dia. Ainda bem. Até bem recentemente era apenas a clínica onde morrem muitos fetos portugueses.
17.8.06
16.8.06
12.8.06
Citação
"Estou tão fraco que não posso trabalhar. Não consigo ler a minha Bíblia; nem sequer orar. Posso apenas ficar quieto nos braços de Deus como uma criança e confiar."
Hudson Taylor
Hudson Taylor
10.8.06
Testes
Fui atrás desta amiga e descobri isto:
100% gato daria melhor comigo, não?
| You Are: 30% Dog, 70% Cat |
![]() You and cats have a lot in common. You're both smart and in charge - with a good amount of attitude. However, you do have a very playful side that occasionally comes out! |
100% gato daria melhor comigo, não?
9.8.06
Caça
Não sou fanática da PETA, mas sempre detestei a caça no que tem de sanguinário e cruel para os pobres animais selvagens.
No entanto, estes dias tenho-me dedicado insistentemente à caça de traças e suas larvas na minha despensa. Tudo começou com uma farinha que se estragou e espalhou traças, numa altura em que as minhas vertigens não me permitiram dar cabo delas como era necessário. Há semanas, antes de sair de férias, fizémos uma limpeza geral à despensa. Pensávamos nós: esquecemos uma prateleira secundária, que só tinha latas e sacos de plástico. Pois foi esse o ninho alternativo para os bicharocos.
Nas minhas caçadas acompanha-me a Migas, que descobre onde esvoaçam as traças e lhes dá guerra sem quartel. Enfim: quem não tem cão, caça com gato!
No entanto, estes dias tenho-me dedicado insistentemente à caça de traças e suas larvas na minha despensa. Tudo começou com uma farinha que se estragou e espalhou traças, numa altura em que as minhas vertigens não me permitiram dar cabo delas como era necessário. Há semanas, antes de sair de férias, fizémos uma limpeza geral à despensa. Pensávamos nós: esquecemos uma prateleira secundária, que só tinha latas e sacos de plástico. Pois foi esse o ninho alternativo para os bicharocos.
Nas minhas caçadas acompanha-me a Migas, que descobre onde esvoaçam as traças e lhes dá guerra sem quartel. Enfim: quem não tem cão, caça com gato!
8.8.06
Subscrever:
Mensagens (Atom)

































