5.6.07

Sericaia e Migas



A princípio mal recebida pela Migas, a Sericaia agora é sistematicamente lambida e tolerada até este ponto. Só que a Migas gosta da ração da Sericaia e a Sericaia da ração da Migas!

4.6.07

Os jovens e o correio


Já sabia que os jovens usam actualmente os meios de comunicação mais virtuais, tipo SMS e emails. Não estava, no entanto, preparada para o que acabo de descobrir. Criei para os meus alunos de 10º ano de Alemão o modelo que incluo para produzirem o suposto postal escrito por uma família alemã de visita à nossa cidade. A surpresa foi a quantidade de perguntas: "Onde é que escrevo?", "Para que são estas linhas?", etc. E verificar depois que alguns dos alunos tinham usado as linhas para escrever o texto!

3.6.07

No DN de ontem

"'Stress' e Luz Nocturna causam poligamia
No seu habitat natural, os pombos são monogâmicos. Mas, em Lisboa, o stress da cidade e a luz nocturna baralha-os" |queriam dizer 'baralham-nos'|, "e passam a ser poligâmicos, trocando de parceiros(as) diversas vezes."

Será que isto se pega aos humanos?

1.6.07

O Dia


das minhas netas!

31.5.07

Volta, Cícero!

"Quousque tandem, Endemol, abuteris patientia nostra?"

(Citação de Cícero, cuja paciência se tinha esgotado com Catilina)

30.5.07

Passarinho morto

Apareceu um passarinho morto no meu jardim. Este facto, só por si, fez-me lembrar a minha amiga J., que chora "por cada pulga que morre em sua casa".
O pássaro tinha umas penas amarelas, portanto não devia ser um dos muitos pardalitos que saltitam na rua.
Deve ter sido apanhado por um gato, que mo trouxe tipo presente e me obrigou a fazer-lhe o funeral no depósito do lixo.
Ora eu gosto muito de gatos, mas também aprecio a vida das aves, especialmente das que vivem em liberdade. Tudo isto me faz pensar naquele dia em que, segundo o profeta, "o lobo habitará com o cordeiro, o leopardo deitar-se-á junto do cabrito, o vitelo e o leão pastarão juntos; até uma criança pequena os conduzirá."

29.5.07

Dia dos Vizinhos


(imagem de bellymun)

Vizinhos? Vizinhos era o que tínhamos na minha infância. Aqueles de cujos quintais vinham as peras e as ameixas e a quem íamos levar as nossas uvas. Vizinhos eram a Crisalinha, filha da Virgininha; a Licinha, filha da Elisinha; a Nelinha, a Nini e a Leninha, filhas da senhora dos correios. Com elas, eu a e a minha irmã corríamos a rua, preparávamos jantarinhos numa fogueira no nosso quintal ou no de uma delas. Vizinhos eram esses que nos levavam a uma semana de férias na sua casa alugada na Póvoa de Varzim, durante o mês de Setembro. Vizinhos eram esses, que só muitos anos mais tarde soubémos que sofreram também por se darem com os Protestantes.
Vizinhos eram os de Guimarãos da minha infância.

28.5.07

Fraldas que bordei

para a minha quarta neta.

25.5.07

Ainda sobre o tema de ontem

O professor Fernando Charrua afirma ter sido delatado por um colega seu e amigo de há 15 anos, com quem tinha muitas afinidades. Como se costuma dizer, com um amigo assim, venham lá os inimigos!
Uma ou outra vez na minha vida também eu já me senti traída por amigos, ou melhor, por "amigas". Conheço o sabor amargo da confiança atraiçoada. Posso imaginar o que sente o colega Fernando.
Como é que alguém atraiçoa um amigo, contando o que ele disse ou até aumentando e mentindo, como é que consegue fazer isso, com que secretos interesses o fará? Será capaz de voltar a olhar o atraiçoado nos olhos? Ou ver-se ao espelho?

24.5.07

Ressurgimento

Lei da Rolha:

(imagem de Allthingsbeautiful)

22.5.07

Ainda a Suíça


Há quem considere que passar um fim de semana na Suíça é coisa de gente fina. Eu diria que é mais de gente "low-cost"...
Fui à Suíça em parte para o baptizado de uma sobrinha-neta.
Ao chegarmos à igreja, não deixei de notar a ironia de estar na pátria de Zwingli e onde Calvino fundou a sua igreja e eu ter que ir a uma igreja católica!
O baptizado ocorreu no final da missa das 11. Quando chegámos, as pessoas saíam: entre vinte e trinta, quase todos idosos, tão poucos para uma igreja tão grande.
A cerimónia foi muito interessante, pese embora o facto de eu entender pouco do dialecto suiço-alemão. Em Portugal nunca assisti a um baptizado com tanto tempo dedicado à criança e à sua família.
Na casa da nossa família, uma mistura de nacionalidades e línguas: português, suiço-alemão, finlandês, italiano. Família internacional.
Na Suíça aprendi mais uma coisinha ou duas: que os beijos têm que ser aos três de cada vez; que o futebol, lá como cá, dá confusão: uma batalha campal no centro da cidade por causa de um jogo entre o Basel e o FC Luzern, que este último perdeu...

Switzerland! Suisse! Schweiz!

O país mais bonito da Europa!


Luzern

21.5.07

Onde...

é que eu passei este fim de semana?

18.5.07

Num hospital lisboeta

A funcionária, de bata branca, está sentada à secretária, à frente de um computador. Tem folhas brancas e canetas diante de si. Um ar de simpática eficiência.
A paciente entra, olha para o seu sorriso e dirige-se-lhe, indagando da forma de realizar as análises que tem marcadas. Resposta pronta e eficiente:
"Como já tem as análises marcadas, basta sentar-se e aguardar que a chamem."
A paciente senta-se junto de outros pacientes e aguarda. Chamam para os mais variados lugares do hospital, mas não para os guichets de análises. Vários outros pacientes dirigem-se às filas e esperam. A paciente aguarda pacientemente uma meia hora, como lhe foi indicado.
Ninguém chama a paciente, que se torna impaciente e se dirige ao guichet e pergunta o que há-de fazer para realizar as análises.
"É colocar-se numa das filas", respondem-lhe.
Ah! Afinal ninguém a chamaria, se não se colocasse na fila para se inscrever!
Cerca de uma hora depois, a paciente sai do hospital, feitas as análises. A funcionária continua sorridente e com ar eficiente sentada à secretária. Nem uma vez tocou no computador, não escreveu nada nas folhas, não fez rigorosamente nada, a não ser desinformar.

A paciente fui eu hoje, num hospital público em Lisboa.

17.5.07

A casinha das fotocópias

Uma coisa interessante que tenho notado nas várias escolas por onde tenho passado é o interesse manifestado pelas funcionárias que trabalham com as fotocopiadoras em expôr nas paredes as mais variadas fotografias de animais. Na minha actual escola, a D. J. não foge à regra e as suas paredes estão repletas de fotos dos animais do pessoal da escola. Está lá a Migas e, a partir de hoje, estas fotografias da Sericaia:

16.5.07

Mais Arte

na minha escola:

15.5.07

Arte na minha escola

A minha escola sempre teve uma forte dedicação às artes, que tentamos que não desapareça com os novos tempos. Aqui vêem alguns exemplos:


Painéis pintados por alunos


Na Sala de Fotografia, parte do alfabeto

14.5.07

Apresento-vos

o novo bebé da casa:


Depois da Migas, a Sericaia!

13.5.07

Dia das Mães

Os filhos são o que de melhor podemos ter na vida!

(Eu e a minha filha mais velha)

(Prenda do meu filho num Dia da Mãe há muitos anos)

(Prenda da minha filha mais nova num Dia da Mãe há muitos anos)

10.5.07

Carteiros



Ao contrário dos carteiros açorianos, os nossos são uma desgraça. Não só não nos conhecem de lado nenhum, já que o nosso correio vai passear não se sabe aonde e o dos nossos vizinhos acaba sempre na nossa caixa, também não sabem ler! A nossa caixa está devidamente identificada com número, letra, andar, etc, e nome da família! Será por isso que há cada semana um carteiro novo na área: quando descobrem que eles não sabem ler, despedem-nos...
Há alguns anos, dois ou três, esteve colocada na nossa zona uma belíssima carteira, que em breve conhecia toda a gente, sabia ler e tudo, e chegou a entender o parentesco que a nossa casa tinha com a da minha irmã, umas ruas mais à frente. Se a encontrava, por exemplo, perto da minha escola, dizia-me: "Tenho lá uma encomenda para si! Está em casa amanhã a partir de que hora?" Ou: "Não precisa de ir aos correios levantar a carta registada que não pude deixar em sua casa. Amanhã volto a trazê-la."
Era tão boa a nossa carteira! Terá sido promovida a Chefe dos Correios de Portugal?

9.5.07

Estado Inquilino

Foi notícia ontem: o Estado, que sabe legislar para os outros, coloca-se a si mesmo fora das leis que cria. Se já é mau ser devedor ao Estado, imaginem o que será ser credor!

8.5.07

A Rádio Nova Antena foi muito generosa com este humilde espaço, onde alinhavo umas ideias acerca do meu quotidiano. Obrigada!

6.5.07

Dia da Mãe



Uso esta gravura que comprei hoje à minha sobrinha na Feirinha do Jardim da Estrela para dar um abraço a todas as mães que aqui passarem e que considerem ser este o seu dia.

He's Got the Whole World in His Hands!

Melhor do que o anúncio da EDP:

5.5.07

Documento que recebi no meu email

>
>
>
> Divulgação obrigatória nos termos do DL 01/501 do Sec. V(a/c) (Decreto de Péricles).
>
> Se concorda com o teor desta carta, divulgue-a. Faça a sua parte!!!
>
> CARTA ABERTA AO ENGENHEIRO
>
> JOSÉ SÓCRATES
>
> Esta é a terceira carta que lhe dirijo. As duas primeiras motivadas por um convite que formulou mas não honrou, ficaram descortesmente sem resposta. A forma escolhida para a presente é obviamente retórica e assenta NUM DIREITO QUE O SENHOR AINDA NÃO ELIMINOU: o de manifestar publicamente indignação perante a mentira e as opções injustas e erradas da governação.
>
> Por acção e omissão, o Senhor deu uma boa achega à ideia, que ultimamente ganhou forma na sociedade portuguesa, segundo a qual os funcionários públicos seriam os responsáveis primeiros pelo descalabro das contas do Estado e pelos malefícios da nossa economia. Sendo a administração pública a própria imagem do Estado junto do cidadão comum, é quase masoquista o seu comportamento.
>
> Desminta, se puder, o que passo a afirmar:
>
> 1.º Do Statics in Focus n.º 41/2004, produzido pelo departamento oficial de estatísticas da União Europeia, retira-se que a despesa portuguesa com os salários e benefícios sociais dos funcionários públicos é inferior à mesma despesa média dos restantes países da Zona Euro.
>
> 2.º Outra publicação da Comissão Europeia, L´Emploi en Europe 2003 , permite comparar a percentagem dos empregados do Estado em relação à totalidade dos empregados de cada país da Europa dos 12. E o que vemos? Que em média nessa Europa 25,6 por cento dos empregados são empregados do Estado , enquanto em Portugal essa percentagem é de apenas 18 por cento. Ou seja, a mais baixa dos 12 países , com excepção da Espanha.
>
> As ricas Dinamarca e Suécia têm quase o dobro, respectivamente 32 e 32,6 por cento. Se fosse directa a relação entre o peso da administração pública e o défice, como estaria o défice destes dois países?
>
> 3º. Um dos slogans mais usados é do peso das despesas da saúde. A insuspeita OCDE diz que na Europa dos 15 o gasto médio por habitante é de 1458. Em Portugal esse gasto é . 758. Todos os restantes países, com excepção da Grécia, gastam mais que nós. A França 2730, a Austria 2139, a Irlanda 1688, a Finlândia 1539, a Dinamarca 1799, etc.
>
> Com o anterior não pretendo dizer que a administração pública é um poço de virtudes. Não é. Presta serviços que não justificam o dinheiro que consome. Particularmente na saúde, na educação e na justiça. É um santuário de burocracia, de ineficiência e de ineficácia. Mas infelizmente os mesmos paradigmas são transferíveis para o sector privado. Donde a questão não reside no maniqueísmo em que o Senhor e o seu ministro das Finanças caíram, lançando um perigoso anátema sobre o funcionalismo público. A questão reside em corrigir o que está mal, seja público, seja privado. A questão reside em fazer escolhas acertadas. O Senhor optou pelas piores . De entre muitas razões que o espaço não permite, deixe-me que lhe aponte duas:
>
> 1.º Sobre o sistema de reformas dos funcionários públicos têm-se dito barbaridades . Como é sabido, a taxa social sobre os salários cifra-se em 34,75 por cento (11 por cento pagos pelo trabalhador, 23,75 por cento pagos pelo patr> ão ).
>
> OS FUNCIONÁRIOS PÚBLICOS PAGAM OS SEUS 11 POR CENTO! .
>
> Mas O SEU PATRÃO ESTADO NÃO ENTREGA MENSALMENTE À CAIXA GERAL DE APOSENTAÇÕES, COMO LHE COMPETIA E EXIGE AOS DEMAIS EMPREGADORES, os seus 23,75 por cento. E é assim que as "transferências" orçamentais assumem perante a opinião pública não esclarecida o odioso de serem formas de sugar os dinheiros públicos.
>
> Por outro lado, todos os funcionários públicos que entraram ao serviço em Setembro de 1993 já verão a sua reforma ser calculada segundo os critérios aplicados aos restantes portugueses. Estamos a falar de quase metade dos activos. E o sistema estabilizará nessa base em pouco mais de uma década.
>
> Mas o seu pior erro, Senhor Engenheiro, foi ter escolhido para artífice das iniquidades que subjazem á sua política o ministro Campos e Cunha, que não teve pruridos políticos, morais ou éticos por acumular aos seus 7.000 Euros de salário, os 8.000 de uma reforma conseguida aos 49 anos de idade e com 6 anos de serviço. E com a agravante de a obscena decisão legal que a suporta ter origem numa proposta de um colégio de que o próprio fazia parte.
>
> 2.º Quando escolheu aumentar os impostos, viu o défice e ignorou a economia. Foi ao arrepio do que se passa na Europa. A Finlândia dos seus encantos , baixou-os em 4 pontos percentuais, a Suécia em 3,3 e a Alemanha em 3,2.
>
> 3º Por outro lado, fala em austeridade de cátedra, e é apologista juntamente com o presidente da Câmara Municipal de Viana do Castelo, da implosão de uma torre ( Prédio Coutinho ) onde vivem mais de 300 pessoas. Quanto vão custar essas indemnizações, mais a indemnização milionária que pede o arquitecto que a construiu, além do derrube em si?
>
> 4º Por que não defende V. Exa a mesma implosão de uma outra torre, na Covilhã ( ver ' Correio da Manhã ' de 17/10/2005 ) , em tempos defendida pela Câmara, e que agora já não vai abaixo? Será porque o autor do projecto é o Arquitecto Fernando Pinto de Sousa, por acaso pai do Senhor Engenheiro, Primeiro Ministro deste país?
>
> * Por que não optou por cobrar os 3,2 mil milhões de Euros que as empresas privadas devem à Segurança Social ?
> * Por que não pôs em prática um plano para fazer a execução das dívidas fiscais pendentes nos tribunais Tributários e que somam 20 mil milhões de Euros ?
> * Por que não actuou do lado dos benefícios fiscais que em 2004 significaram 1.000 milhões de Euros ?
> * Por que não modificou o quadro legal que permite aos bancos, que duplicaram lucros em época recessiva, pagar apenas 13 por cento de impostos ?
> * Por que não renovou a famigerada Reserva Fiscal de Investimento que permitiu à PT não pagar impostos pelos prejuízos que teve no Brasil, o que, por junto, representará cerca de 6.500 milhões de Euros de receita perdida ?
>
> A Verdade e a Coragem foram atributos que Vossa Excelência invocou para se diferenciar dos seus opositores.
>
> QUANDO SUBIU OS IMPOSTOS, QUE PERANTE MILHÕES DE PORTUGUESES GARANTIU QUE NÃO SUBIRIA ,
>
> FICÁMOS TODOS ESCLARECIDOS SOBRE A SUA VERDADE.
>
> QUANDO ELEGEU OS DESEMPREGADOS , OS REFORMADOS E OS FUNCIONÁRIOS PÚBLICOS COMO PRINCIPAIS INSTRUMENTOS DE COMBATE AO DÉFICE,
>
> PERCEBEMOS DE QUE TEOR É A SUA CORAGEM.
>
> Santana Castilho (Professor Ensino Superior)

4.5.07

Rádio

Se virem os comentários de ontem, vão descobrir que o meu blog vai ser comentado na rádio Nova Antena, na próxima 3ª feira, pelas 8:30 e 16:30. Fico entre o vaidoso e o apreensivo: será que continuarei imperturbável caso digam bem ou mal do meu blog?

2.5.07

Fé em tempo de mudança

"Faith is the art of holding on to things your reason has once accepted in spite of your changing moods."
C. S. Lewis

1.5.07

Conversas

Converso com a minha neta Maria, quase a fazer anos.
Eu: "Maria, quantos anos fazes?"
Ela: "Terês."
Eu: "E que queres para os teus anos?"
Ela: "Uma bicicaleta!"
Já tem uma, que acabou de lhe ser oferecida.
Eu: "E que mais queres para os teus anos?"
Ela: "Um burro!"

Um burro?! Na evidente impossibilidade de manter um burro já não digo a pão-de-ló, mas na varanda exígua da casa dela, pensei noutras modalidades. Um livro! Na livraria, muitas vacas, muitas ovelhas, muitos cavalos, mas nada de burros. Passo por uma lojinha de prendas e pergunto à empregada: "Tem um burro?" E ei-lo sobre o balcão, mesmo à minha frente:



Um burro de peluche, que, pressionado na pata dianteira esquerda, zurra a bom zurrar. Espero bem cumprir o desejo da minha neta, no seu muito próximo aniversário.
Ah! Não lhe digam nada acerca deste burro! É surpresa!

30.4.07

Vida

Entrou em vigor na semana passada a lei que legaliza o aborto em Portugal.
A partir de agora, as nossas mães passam a ter, por força da lei, o poder supremo de decisão sobre a continuação das nossas vidas, no seu início.
Será que os nossos filhos virão a ter o poder de decisão sobre o final das nossas vidas?

29.4.07

Diário de Notícias

O DN descobriu os blogs de profs. Podem ver isso aqui.
De facto, os blogs escritos por professores são tão variados como aqueles que são escritos por médicos, ou por enfermeiros, ou por bancários. É verdade que muitos mantêm-se fiéis ao tema sete dias por semana. Outros, como o meu, abordam a escola e a educação como abordam os restantes aspectos da sua vida. Conheço já e visito assiduamente a maior parte dos blogs mencionados no artigo. E não diria que a tónica principal seja a das lamúrias.

28.4.07


De forma completamente imerecida, ao meu blog foi concedida a subida honra dos Thinking Blogger Awards.
E agora tenho que escolher cinco outros blogs que me fazem pensar, ou emocionar. A minha primeira reacção foi a de escolher dentro da família. Depois, pensei que seria demasiado indecoroso. Assim, passo a palavra a estes cinco, por variadas razões:

At Your Disposal - Blog escrito por uma portuguesa em língua inglesa, alguém cujo passado se cruzou com o meu, sem nunca nos termos conhecido. O blog dos portugueses na Diáspora.

Ilustrana - A concessão à família. O espaço da arte.

Meus Rapazainhes - O blog missionário, a guarda avançada, quem vai por nós. Uma família além-mar.

The Dream Will Become True - A palavra à Esperança, o blog da luta contra a infertilidade. Alguém que me ensina a perseverar.

Mais Dia Menos Dia - Babyblog? Blog de prof? Tudo isso e muito mais, por alguém que sabe realmente escrever.

Aos que não mencionei, não fiquem tristes! A minha vontade era colar aqui a minha lista de favoritos. Parabéns a todos!

27.4.07

O pardal


(Foto de Xtec.es)

O pardalito saltitou no passeio, afastando-se de mim e sacudindo as asas. Uma pena fora do sítio provocava certamente um certo mal-estar. Se eu pudesse, pegar-lhe-ia cuidadosamente e alisaria a pena esvoaçante. Mas não. Os pardais portugueses têm medo de humanos e, provavelmente, têm razões de sobra para isso.
Em tempos, num jardim em Viena, eu, o meu marido e um grupo amigos deslumbrámo-nos com os pardalitos que saltitavam junto de nós, à espera de apanhar as migalhas do nosso lanche. Não mostravam receio e quase nos pousavam no colo.
Porque será que os nossos pardais são tão esquivos?

26.4.07

Suicídio

Segundo um estudo hoje apresentado no noticiário da hora do almoço na SIC, cresce a taxa de suicídio em Portugal. Mais no sul que no norte. Entre outros factores, suicida-se menos quem atribui importância à religião.
"Heaven Can Wait" era já o título de um filme dos anos 60 ou 70. Crer que há um céu que espera por nós e um Deus justo juiz ajuda-nos a manter-nos aqui por baixo.

25.4.07

25 de Abril de 1974



Esta fotografia (retocada) foi tirada no próprio dia 25 de Abril. Não nos deixaram ir trabalhar, por isso pude andar a tirar fotografias ao meu marido e filha única na altura, com pouco mais de um ano.
Vivemos aquele dia muito ansiado com muita ansiedade também. O pão esgotou-se, dada a corrida aos víveres, e acabámos o dia em casa de uns amigos, mais um dos meus irmãos e sua mulher, a comer o presunto que eles tinham trazido da terra. Sem pão.

24.4.07

A Migas


anda com cara de caso. Será que comeu a osga?

23.4.07

A Quem Pense Vir Visitar-Me


(Foto de Enresinados)

A minha casa está invadida por uma OSGA! Ao regressar a casa esta noite, eis que descubro na parede da marquise, mesmo ao pé da janela entreaberta, uma osga igualzinha à da foto. Fiquei petrificada e hesitante entre duas possíveis atitudes: o indisfarçável nojo que semelhante bicho me traz (até o nome, OSGA!!) e a equivalente vontade de despejar uma bomba de insecticida em cima dele, e uma atitude 'verde' como o dito animal, um reconhecimento de que a osguinha até nem me faz mal e também tem direito à vida.
Por consciência ou por preguiça, venceu a segunda. Neste momento, amigos, se não gostam de OSGAS, não me venham visitar, a menos que a Migas a encontre e dê cabo dela.

22.4.07

Mudança de Visual

Que acham do novo aspecto?
Estava um pouco cansada do anterior...

21.4.07

Teatro

Tenho vindo a participar em várias Acções de Promoção dos Manuais a serem escolhidos para o próximo ano lectivo. Esta semana participei de uma promovida pela Texto Editores, que, no final, nos presenteou com uma sessão de teatro da Companhia Teatral do Chiado em "As Obras Completas de Shakespeare em 97 Minutos". Espectáculo bem imaginado, representado apenas por três actores que fazem de tudo para 'ir buscar' (literalmente) e provocar o público. Rir de princípio ao fim. De tal forma que algumas das colegas que me acompanharam confessavam ao outro dia já não se lembrarem da última vez que tinham gargalhado como neste espectáculo. Estranho um pouco semelhante afirmação! Será que a minha vida é assim tão divertida que não preciso de teatro para rir?

20.4.07

Aula de Substituição

Chamam-me mais uma vez para dar aula de substituição a uma turma do 8º ano. Disciplina: Educação Física. Convém lembrar que eu dou Inglês e Alemão ao Secundário.
A funcionária mete-me na mão o Plano de Aula que o colega deixou:

Sumário: Ginástica de aparelhos, etc.
Material: Mini-trampolim. etc
Objectivos: Libertação do líquido sinovial. Activação do sistema cardio-respiratório.
Preparação psicológica para a actividade. etc. etc

E assim segue em 3 páginas.
Pois. Percebo disto à farta.
Vou até ao Pavilhão Gimno-Desportivo, o que me leva uns bons 10 minutos, já que se situa nos fundos da escola. Chove abundantemente. Procuro e encontro os alunos. Eles vão calçar sapatilhas para entrar nos ginásios. Eu não posso entrar, não vim equipada. (O equipamento de uma prof de línguas é algo muito diferente.) Fico à porta do Ginásio a vê-los a jogar à bola.
No fim dizem-me: "A aula foi fixe, setora. Oxalá o nosso prof volte a faltar p'ra semana!"

19.4.07

Tribos juvenis


(Foto de www.n-a-u.org)

Ele entrou na minha aula das 8, vestido e penteado a rigor: O cabelo rapado nos lados da cabeça, deixando apenas umas farripas laterais e uma crista, uma senhora crista, vertical ao longo de cerca de 20 cm de altura! Vestia totalmente de negro, roupa de cabedal sobre mangas compridas na Primavera quente.
Os colegas olharam-no entre o espanto e o riso. Podem imaginar o efeito causado na reunião de pais a que assistiu ao fim da tarde desse dia, com a respectiva mãe...
Estou certa de que na rua muita gente se afasta com medo dele. No entanto, os olhos azuis do T. mostram a sua bonomia: excelente rapaz e bom aluno, impossível não se gostar dele.
As aparências...

18.4.07

Um professor como qualquer outro


(imagem de Sic-online)

Liviu Librescu era professor. De origem romena e judaica, cidadão israelita, tinha escapado vivo aos campos de concentração nazis. Aos 87 anos era ainda professor na Virginia Tech. Com o seu próprio corpo barrou a porta ao assassino, enquanto incentivava os seus alunos a saltarem pela janela. Pagou com a vida. Um herói dos tempos modernos.
Não sei o que faria se a minha sala de aula, os meus alunos, fossem ameaçados desta maneira. Talvez o instinto de protecção sobressaísse e eu também tivesse que me tornar vítima da violência gratuita. Não sei. Nem quero saber.

16.4.07

Hotel Rwanda


(Poster do filme)


(Os verdadeiros Paul Rusesabagina e esposa Tatiana)

Vi ontem este filme na RTP pela primeira vez e deu-me muito que pensar: na facilidade com que o ódio absurdo surge e frutifica, no heroísmo de um homem só, na incapacidade que nós, o resto do mundo, tem de intervir quando é necessário.
Fez-me pensar também na nossa responsabilidade como povos colonizadores em relação ao que deixámos nas terras a que chamámos nossas. Como no Ruanda, os conflitos étnicos do presente têm tudo a ver com a forma como o colonizador tirou partido da existência de povos diferentes obrigados ao convívio e das consequentes rivalidades. Isto, é claro, não releva as culpas dos próprios povos que lutam pelo poder, como em "Hotel Ruanda".

15.4.07



Era ainda escuro. A cidade dormia.
Um carro e logo outro e outro convergiam para o ponto alto, no meio da cidade, como que obedecendo a um convite secreto ou seguindo um percurso pré-estabelecido. As pessoas emergiram de dentro dos carros, enfrentando o frio da madrugada de domingo. Um punhado juntou-se, olhou para leste, onde a claridade surgia e começou a cantar:

"Eis morto o Salvador
Na sepultura
Mas com poder, vigor
Ressuscitou!

Da sepultura saíu
Com triunfo e glória ressurgiu!
Ressurgiu vencendo a morte e seu poder
Pode agora a todos vida conceder!
Ressurgiu! Ressurgiu!
Aleluia! Ressurgiu!"

O sol nasceu, embora por trás de espessas núvens. O grupo, pequeno mas formado por gente de várias nacionalidades, terminou a reunião e cumprimentou-se:

"Jesus Cristo ressuscitou!"
"Verdadeiramente Ele ressuscitou!"

Aconteceu há uma semana, no domingo de Páscoa, e eu estava lá.

14.4.07

11.4.07

Interrupção

De novo atraiçoada pela revolução tecnológica...

8.4.07

Ele Vive!


The Empty Tomb, The Brick Testament

O Senhor ressuscitou! Ele está vivo!

7.4.07

Aniversário



A blogosfera celebra por esta altura o seu 10º aniversário e, hoje, eu, apenas menos oito. Não cheguei logo no início, como é próprio da lentidão de uma avozinha, mas acho que ainda vim a tempo.
Parabéns para nós!

4.4.07

Jesus Of The Scars



If we have never sought, we seek Thee now;
Thine eyes burn through the dark, our only stars;
We must have sight of thorn marks upon thy brow,
We must have Thee, O Jesus of the scars...

The other gods were strong, but Thou wast weak;
They rode, but Thou didst stumble to a throne,
But to our wounds, only God's wounds can speak
And not a god has wounds, but Thou alone.

James Shillito

3.4.07

Santos

Costumo frequentar alguns blogs assumidamente católicos, especialmente o do Confessor que muito estimo. Não será demais interpelá-lo sobre este tema.
Já em tempos aqui falei da minha perplexidade quando à canonização na Igreja Católica. Vem isto agora a propósito do intuito de beatificar a irmã Lúcia e especialmente o antigo papa.
Minhas perguntas:
1. Não é verdade que a Bíblia nos incita a todos a sermos santos? Por exemplo, I Pedro 1:15.
2. Assim sendo, por que razão uns são considerados santos e dignos de adoração em altar? Esta última parte é que já não encontro na Bíblia.
3. Para ascender a essa categoria, o antigo papa precisa de já ter morrido. Não se pode ser reconhecidamente santo em vida? No Novo Testamento, todos os cristãos são chamados santos.
4. Para ascender a essa categoria, o antigo papa precisa de realizar um milagre depois de morto. Porque não ainda vivo? No Novo Testamento, todos os cristãos são chamados santos, certamente que a maioria dos quais nunca tendo realizado qualquer milagre.
5. A minha velha questão: e como se pode pedir um milagre a quem não é considerado santo?

2.4.07

Escolas

A ministra quer retirar dividendos das escolas, colocando-as ao serviço da comunidade através do aluguer para casamentos, baptizados, quiçá funerais...
Segue-se uma imagem recebida hoje por e-mail:

1.4.07

Mês da Páscoa


A Cruz marca a subida, mas é vencida pela Vida da folhagem primaveril.

30.3.07

Resposta

Tirei a foto anterior no mesmo sítio onde tirei esta:

Primavera no Portinho da Arrábida

28.3.07

"Caminhos de Deus"

Esta amiga fez-me recordar este poema, que lhe dedico.

Senhor, sei que do alto vês melhor,
quanto mais se sobe maior a visão;
Teus olhos abrangem a eternidade:
contemplam o sol em sua imensidade,
vêem o verme a se arrastar no chão.

Para que então ficar gritando ao mundo:
olha o que tenho, o que sei, que sou?
Se lá do alto vês o mundo todo,
Tu sabes, Senhor, onde eu estou.

Tu sabes porque vim ao mundo,
tens uma missão para mim.
Nada mais falta que submissão,
dizer - Ordena. Abrir o coração.
Ouvir a ordem e obedecer assim:

Sem importar a obra que a mim couber,
ou o lugar em que meu campo esteja,
Pode ser obscura minha atuação,
o que importa é Tua aprovação,
ser tudo aquilo que queres que eu seja.

Talvez não tenha a sorte das estrelas
que belas cintilam, dando inspiração.
Talvez meu campo seja o mais mesquinho;
que me importa, se me tornar caminho
por onde passe a Tua compaixão?

Foram caminhos os servos do passado,
através da História um traço de luz:
Abraão, Moisés, José, Rute, Davi,
Jonas, Ester foram no tempo aqui
apenas caminhos em direcção da cruz.

Os que vieram depois também são caminhos
por onde a graça de Jesus passou
em busca do oprimido e do aflito,
caminhos que se fundem no infinito
no Único Caminho que um dia me salvou.

Agora, Senhor, a minha prece:
eu quero a graça de participar,
se não posso ser um caminho brilhante,
faze-me atalho na serra distante
mas onde o mundo veja Teu amor passar.

Usa-me, Senhor, durante todo o tempo,
para que no dia em que voltar ao céu,
possa dizer-Te, com um sorriso doce:
- Nada fiz, nada juntei, eu nada trouxe,
na terra fui apenas um caminho Teu.

Myrtes Mathias

27.3.07

Peripécias informáticas

Sempre confessei não entender nada de computadores, a não ser o essencial para fazer os trabalhos para a escola, incluindo a avaliação no Excel, (mas só numa página iniciada por uma das minhas filhas), navegar na net e manter este blog. Quando me falam de bytes e megabytes, falam-me chinês.
Pois este fim de semana, uma 'pen' marada avariou-me o Word. Resultado: posso navegar e ver blogs, posso lidar com fotografias, mas textos é que nada.
Para cúmulo do azar, há pouco e de repente, o teclado deixou de funcionar. Fui ver lá atrás e um fio estava caído. Ao tentar re-inserir o fio, não só o teclado se recusava a escrever, mas o rato também paralisou.
O computador ficou congelado várias horas, nem para trás, nem para a frente, recusando-se até a desligar, até que, fazendo o 'reset', voltou à vida! Teclado, rato, etc. O suficiente para estar aqui a escrever estas linhas.
Para a reposição do Word, aguardo a visita de um amigo, o T.P.
Tempos modernos!

26.3.07

Escola

O pai de uma aluna agride a mãe e esta anda a fugir com a filha, levando-a sistematicamente tarde à escola.
A mãe de um aluno declara que receia que o filho se esteja a tornar bi-sexual como o pai.
A mãe de um aluno passa o dia a vigiar o filho da vedação da escola, por recear que ele não coma, ou seja atacado por outros.
Trata-se de miúdos entre os 16 e os 18 anos.
Perante este panorama, muito bons são os alunos!

25.3.07

200 anos da abolição da escravatura na Grã-Bretanha


"Tão grande dor em tão pouco espaço", referia William Wilberforce no seu discurso no Parlamento que introduzia a luta contra a escravatura. Podem ler mais sobre isso no DN de hoje e aqui.
Wilberforce é um dos meus heróis. Ele foi contra tudo e contra todos, numa época em que um escravo mal valia o chão que pisava. Ele possuia uma condição social que lhe permitia ter ficado no seu canto. Sem ele, quem seria hoje livre?
Precisamos de pensar nas nossas escravaturas do nosso tempo: por exemplo, a escravatura sexual de mulheres e crianças em todo o mundo, mesmo no nosso.

2 anos de Migas


22.3.07

Nocturno

Costumo ler alguns baby-blogs onde os respectivos pais falam das noites mal dormidas. Aliás, hoje o meu próprio filho se queixa do mesmo mal!
Conversava há pouco com uma funcionária da minha escola, perguntando-lhe pela sua velha mãe, à beira da morte. E ela respondeu-me:
"Está mal. Hoje não dormi nem um minuto!"
Fiquei a pensar nos pais que perdem noites com os filhos e nos filhos que perdem noites com os pais. Na justiça poética que isto encerra.
Que feliz é esta velha senhora por ter uma filha que perde noites à sua cabeceira!

21.3.07

Dia Mundial da Poesia

Hoje uma colega celebrava o dia distribuindo a todos um poema. Segue o que me coube a mim:

FAZ-ME O FAVOR

Faz-me o favor de não dizer
absolutamente nada!
Supor o que dirá
Tua boca velada
É ouvir-te já.

É ouvir-te melhor
Do que o dirias.
O que és não vem à flor
Das caras e dos dias.

Tu és melhor - muito melhor!
Do que tu. Não digas nada. Sê
Alma do corpo nu
Que do espelho se vê.

Mário Cesariny

"Primavera" de Edna de Araraquara


Descobri esta pintora 'naif' de nacionalidade brasileira mas radicada em Portugal nas paredes do consultório do meu oftalmologista e fiquei encantada.
É com esta beleza que desejo a todos uma esplêndida Primavera.

20.3.07

Citação

"Um aluno que insulta e agride um professor na sala de aula deve ser punido com prisão".
Xavier Urras, psicólogo, pedagogo, terapeuta espanhol no "DN Magazine"

19.3.07

Dia do Pai


A todos os pais da família.

18.3.07

Feiras e romarias

A capacidade que os portugueses têm de converter tudo em grandes romarias está evidente em cada cantinho do nosso país. Umas vezes a motivação é religiosa, noutras pode ser política.
Agora até a televisão despoleta a coisa, como podem ler no DN de hoje, a propósito do regresso da criança raptada a casa dos pais, contra a opinião de todos os técnicos.
Uma grande feira no exterior, comes e bebes, gente de todo o lado e até foguetes! Viva a festa!