11.8.07

Férias



Dois dias na Ericeira

10.8.07

Alice

Há dias, sentada à máquina de costura a fazer um véu e uma colchinha para a cama da Rebeca, lembrei-me da D. Alice.
Quando eu era criança, e éramos seis lá em casa, a minha mãe não dava conta do recado de toda a costura, e à quintas-feiras lá vinha a D. Alice, que se sentava à máquina e costurava e remendava e provava em nós. Levantava-se apenas para se sentar à mesa do almoço e ainda estou a ver o seu vulto forte inclinado para a máquina de costura.
Era uma senhora da igreja e nós apreciávamos bastante a sua vinda lá a casa. Vivia sozinha com um velho pai e um irmão deficiente mental, que, para gáudio dos miúdos, dava gargalhadas a despropósito na igreja e que ela tentava, envergonhada, fazer calar a todo custo.
Não sei o que foi feito desta família. Quando eu tinha quase 10 anos, mudámos de Viseu para Guimarães e perdemos-lhe o rasto. Mas lembrei-me dela há dias.

9.8.07

Joaquim


(imagem da eco às 20 semanas)

Já aqui se comentou, mas agora afirmo eu: o/a nosso/a quinto neto/a vai ser o primeiro rapaz, o Joaquim. Para já, é suposto vir a nascer no dia de anos da Avozinha, em Dezembro...
Vai ser chamado de Joaquim em honra a seu bisavô, meu pai. Se no céu se souber desta notícia, como ele estará feliz!

6.8.07

A Sericaia


Vai recuperando: não dobra o joelho, como se vê na foto, mas caminha coxeando apenas ligeiramente e corre como uma seta apoiada em 3 ou nas 4 patas.

Em 37 anos de serviço como professora

foi a primeira vez que escrevi à Ministra da Educação.
A reclamar do Concurso de Professores Titulares.

5.8.07

Silly Season


(Andrew Criss, 'Sunday at the Beach')

Não sei bem porque chamam ao verão a estação parva. Talvez por causa de tanto calor, ou porque a blogosfera fica deserta. Eu continuo por cá, já que, nos dias que passei no Porto, tinha sempre Net à disposição...
Em todo o caso, ou o Site Meter está louco, ou eu continuo a ter audiência!
Boa estação para quem está e para quem já partiu!

3.8.07

Manta


Sobre a alcofa da Rebeca, a mantinha que acabei de fazer para ela.

2.8.07

Missionários e Talibans

Há coisas que acontecem neste mundo que nos dão mesmo vontade de o abandonar à sua sorte. Estou, é claro, a falar do rapto dos missionários evangélicos sul-coreanos pelos talibans e seu consecutivo assassinato. Poder-se-ia dizer: "Quem lhes mandou ir evangelizar para um país daqueles?" O mais dramático é que não se tratava de evangelização pura e dura, mas sim de uma missão médica para ajudar sobretudo as crianças do Afganistão. Naquele grupo de pessoas eu vejo tantos dos meus amigos que teriam sido igualmente capazes de deixar tudo e partir em missão. Aliás, vários conheço eu em missões equivalentes em vários pontos do globo. Estes são, por isso e por várias razões, meus irmãos.
Não há muito que possamos fazer. Anda por aí uma petição para a sua libertação. Não sei se os talibans a lêem, mas em todo o caso, vocês têm a oportunidade de assinar a petição aqui.

31.7.07

Concurso de Professores Titulares

Não Provida.
Por 1 (um) ponto.
Depois de uma guerra de nervos, etapa após etapa.
Vou reclamar.

Porto






O que gosto no Porto:
- o rio
- o mar
- o centro antigo e bem cuidado
- o cheiro do ar (magnífico!)
- a frescura no verão
- Serralves
- a gentileza das pessoas na rua
- as ruas muito mais limpas (de restos de cão) do que na zona de Lisboa
- algumas (poucas) memórias da infância
- a família (filha, genro, neta)

O que não gosto no Porto:
- as casas velhas e abandonadas (também há muitas em Lisboa, mas aqui é demais)
- o sotaque (embora a minha mãe pronunciasse 'cáma' até ao fim da vida)
- as asneiras que se ouvem em todo o lado por miúdos e graúdos
- a diferença entre os muito ricos e os muito mais pobres (onde anda a classe média?)
- as passadeiras (uns tracinhos pintados nas ruas que nem condutores nem peões sabem para que servem)
- a rivalidade que tantos alimentam em relação a Lisboa
Como vêem, o balanço é positivo!


30.7.07

Maternidade

No seu quarto de puérpera, a minha filha partilhava o espaço com mais 3 mães e respectivos bebés. À frente dela, uma jovem mãe: 16 aninhos, mais precisamente. A visitá-la, um casal na casa dos 40 e um miúdo adolescente, de 'fones' nos ouvidos. A jovem mãe chama a enfermeira para lhe colocar o bebé no colo, que ela está ainda agarrada ao soro. A enfermeira chega e diz: "Tantos acompanhantes e ninguém é capaz de pegar na criança?" Volta-se para o senhor e diz: "É o senhor o pai?" Ele nega, aflito. A senhora, meio envergonhada, aponta para o rapazito: "É ele, é ele!" O rapaz encolhe-se ainda mais por trás da sua música, crista no ar.

Hoje, no 'solário' para onde a Rebeca foi transferida, de novo um casalinho com um bebé. A mãe dele explicará depois como foi surpreendida pela gravidez da namorada do seu filho, que ainda tem só 15 anos. Este pai é já muito mais comprometido: não tirando nunca o boné da cabeça, pega no filho com um à-vontade surpreendente!

E eu comento: se os avós não deitarem a mão, que será destas crianças?

29.7.07

Interessante

como o nascimento desta neta, talvez por ser a primeira filha da minha primeira filha, me faz reviver tudo o que se passou em volta do dia em que fui mãe pela primeira vez: são os espirros da bebé, a amamentação, as outras mães no quarto, tudo me recorda aquele dia. Excepto o calor, que a minha filha nasceu em Novembro!

28.7.07

Hospital de S. João

Nada a dizer sobre os cuidados médicos antes, durante e após o parto.
Agora quanto às condições, já é outra história. A nossa neta nasceu às 8h40 e mãe e filha ficaram na box de partos a recuperar até perto das onze e tal, quando nos disseram que iria ser transferida para o piso de Obstetrícia. Claro que entre dizê-lo e fazê-lo passou bem mais que uma hora. Finalmente lá vêm a empurrar a cama com a puérpera (a minha filha) e a recém-nascida, a caminho do piso. Chegados lá, participam que vai ter que ficar no corredor, porque não há lugar nos quartos. No corredor? Perguntamos incrédulos. E foi lá mesmo que ficou ela, mais duas outras recém-mães, com os bebés junto delas. Numa maca estreita, num corredor cheio de correntes de ar, com gente a passar a toda a hora, a falar e a acender as luzes. Evidente que foi impossível dormir. Só no dia seguinte pelas 15 horas, quando o chefe de serviço declarou impossível que elas ali continuassem é que todas as mães passaram para quartos.
Afinal, no Ministério da Saúde é como no da Educação: é só inaugurações e discursos e areia para os olhos do pessoal. As condições continuam a ser deploráveis.
Só me interrogo quantas camas estão no Hospital de S. João atribuídas a abortantes voluntárias...

27.7.07

Nasceu a Rebeca!


Como presente especial para os avós, a Rebeca entrou neste mundo no Dia dos Avós, ontem, pelas 20h40, pesando 3 kg 602 e medindo 52 cm. Como vêem, a manga já está curta...
Dizem que se parece com o papá e, é claro, é linda!

26.7.07

Dia dos Avós


(Pintura de Ginger Lecher)

Encontrei isto algures na Net:

AVÓS SÃO O MÁXIMO!


Perguntaram a uma menina de nove anos o que ela gostaria de ser quando crescesse. Ela respondeu:
- Eu gostaria de ser avó!
Ao ser interrogada sobre o porquê dessa idéia, ela completou:
- Porque os avós escutam, compreendem.
E, além do mais, a família se reúne inteirinha na casa deles.
E a menina continuou:
- Uma avó é uma mulher velhinha que não tem filhos.
Ela gosta dos filhos dos outros.
Um avô leva os meninos para passear e conversa com eles sobre pescaria e outros assuntos parecidos.


Os avós não fazem nada, e por isso podem ficar mais tempo com a gente.
Como eles são velhinhos, não conseguem rolar pelo chão ou correr.
Mas não faz mal. Nos levam ao shopping e nos deixam olhar as vitrines até cansar.
Na casa deles tem sempre um vidro com balas e uma lata cheia de suspiros.
Eles contam histórias de nosso pai ou nossa mãe quando eram pequenos, histórias de uns livros bem velhos com umas figuras lindas.


Passeiam conosco mostrando as flores, ensinando seus nomes, fazendo-nos sentir seu perfume.
Avós nunca dizem "depressa, já pra cama" ou "se não fizer logo vai ficar de castigo".
Quase todos usam óculos e eu já vi uns tirando os dentes e as gengivas.
Quando a gente faz uma pergunta, os avós não dizem:
"menino, não vê que estou ocupado?"
Eles param, pensam e respondem de um jeito que a gente entende.
Os avós sabem um bocado de coisas.


Eles não falam com a gente como se nós fôssemos bobos.
Nem se referem a nós com expressões tipo "que gracinha!", como fazem algumas visitas.
O colo dos avós é quente e fofinho, bom de a gente sentar quando está triste.
Todo mundo deveria tentar ter um avô ou uma avó, porque são os únicos adultos que têm tempo para nós.


Desconheço a autoria

25.7.07

Ai que bom!


(www.portugal.net)

Estar no Porto só com 24 graus!

24.7.07

Vem aí o Choque Tecnológico!

Com pompa e circunstância, Sócrates anunciou a chegada do choque tecnológico às escolas até 2010. Um computador por 2 alunos em cada sala de aula com ligação à Internet, quadros interactivos em todas as salas, etc. Acho óptimo.
Mas será que vai continuar a chover nas minhas salas de aula? Vamos continuar a ter aulas em salas geladas no inverno? As mesas e as cadeiras vão continuar coxas e estragadas? Vamos continuar a ter estores que não descem nem sobem? E o número de funcionários? Vai ser o mesmo? Vamos continuar a ter que decidir se abrimos a biblioteca ou o bar?

23.7.07

Revistas Desactualizadas

Nem sempre leio as revistas que vêm com os jornais no fim de semana indicado. Meto-as num cestinho e vou lendo quando tenho tempo e pachorra. Isto às vezes tem um efeito engraçado. Por exemplo, peguei ontem numa revista de Maio. Para além das sacrossantas referências ao Dia da Mãe, encontro assanhada a discussão sobre o Maior Português, se devia ou não ter sido o Salazar. Interessante, já que ninguém se preocupa mais com isso. As notícias são assim: acendem-se como chamas, incendeiam tudo e todos e desvanecem-se, para ninguém mais se preocupar com o assunto.
Moral: preocupamo-nos, por vezes, demais com banalidades.

22.7.07

Sericaia


Não estou assim tão mal, pois não?

21.7.07

8 meses!


A Marta faz hoje 8 meses e veio festejá-los dormindo pela primeira vez em casa destes avós! Bem, entre as 3 e as 5 não houve grande sono para ninguém, mas o que é isso comparado com a alegria de sermos os primeiros a dar-lhe os parabéns?

20.7.07

Tempo de Chorar e Tempo de Rir

Como diz o Livro Sagrado (Eclesiastes 3), há tempo para tudo à face da terra. Sempre defendi que devemos rir quando é altura de rir, pese embora que possamos vir a ter que chorar depois. Agora é tempo de chorar. A alegria de há dias transformou-se em lágrimas pela perda do nosso 6º neto.
Mas choramos com um sorriso no rosto, sabendo que Deus tem o melhor para nós, embora possamos não o compreender de momento.

18.7.07

Sericaia


Aqui está ela, ainda com ar meio infeliz, mas em franca recuperação. O dr. Mestre gostou de ver a forma como ela já posiciona a pata e temos esperança de que venha a recuperar totalmente.
Ela já quer andar e seguir a Migas, mas para já tem que estar calminha e usar o capacete!

17.7.07

O meu saco de verão




De face dupla, em 'patchwork', com temas escolhidos por mim. Não, não fui eu quem o fiz. Foi a minha prendada cunhada M.

16.7.07

Saídas da Maria

Tenho que começar por explicar que em casa costumo usar roupa que esteve na moda há uns anitos. Neste caso, ontem vesti uma saia de cetim, rodada, que me serviu de farpela no início dos anos 90, como madrinha de um casamento...
Estava na cozinha a fazer o almoço quando a Maria entrou, me mirou de alto a baixo e disse:
- Avozinha, quero ir vestir a minha saia de bailarina como tu!

15.7.07

O aborto, enfim!

Não gosto de falar deste tema, que me consumiu vários posts em Fevereiro. Como na altura eu receava, o aborto foi liberalizado em Portugal a partir de hoje. E a custo zero. Ou melhor: pagamos todos, mesmo aqueles que são visceralmente contra, como eu. As crianças por nascer podem agora ser mortas livremente até às 10 semanas, dependendo da vontade da sua mãe.
Por muito que me custe, provavelmente o custo zero até é um bem, já que poderá estragar o negócio de quem quer viver à custa da morte alheia, em clínicas privadas.

14.7.07

Mês das Bodas


(Desenho de Ana Oliveira- www.ilustrana.blogspot.com)

Todos os meus filhos casaram em Julho. Assim, hoje a S. e o N. fazem 6 anos de casados, no dia 20 é a vez da A.R. e do T. fazerem 5 e no dia 30 a R. e o A. farão 2. Num tempo em que o casamento parece estar definitivamente fora de moda, é um feito!
Aqui ficam desde já os meus parabéns aos casalinhos e que Deus continue a fazer de vocês famílias formidáveis!

13.7.07

Boletim Médico da Sericaia

A Sericaia foi hoje operada, os ossos partidos foram reconduzidos por meio de dois ferros e o dr. Mestre que a operou, um verdadeiro mestre na arte veterinária, espera que ela consiga a recuperação da função da pata.
Para já, a pobrezinha sofre as dores do pós-operatório. Esperemos que amanhã esteja melhor.

12.7.07

Tempo

Porque é que as duas horas de uma vigilância a um exame se arrastam tanto e o Natal chega cada vez mais cedo?
Porque é que custam tanto 5 minutos na bicha errada do supermercado, quando o tempo ao telefone com um amigo voa?
Porque é que nunca mais nos chamam no médico e as férias correm velozes?
Porque é que uma gravidez dura tantas semanas e os bebés crescem tão depressa?

11.7.07

Gatos e acidentes


A gata Migas sempre teve um fraquinho pela acrobacia e eu um relacionado pavor por deixá-la aceder às janelas e varanda. Mas não foi com ela que o receado aconteceu, foi com a bebé Sericaia.
Ou melhor: ontem à noite a Sericaia estava desaparecida e foi finalmente encontrada no jardim, com uma pata partida. Conclusão: caíu da varanda, o equivalente a um 2º andar.
Corrida para as urgências veterinárias à meia-noite, Raios X à gata toda e concluímos pelas 2 da matina que a Sericaia até tinha tido sorte, já que 'só' tem a pata posterior direita partida. Os órgãos internos encontram-se bem. Colocada a pata em talas de que rapidamente reduziu o tamanho esfregando-se pelo chão, espera agora a cirurgia que se realizará na 6ª feira de manhã.
E como eu queria fazer o tempo andar para trás e fechar a varanda a tempo!

10.7.07

Lavores


Fui ao Ikea e comprei a colcha acima fotografada. Um pouco estreita, mas dá para a minha cama. Só que o comprimento era mesmo excessivo! Descosi o remate da ponta, cortei um pedação, voltei a coser o remate. Com o pedaço, fiz as duas almofadas para substituir algumas velhas que tinha. Tudo num fim de tarde, entre as 6 e as 9.
Agora, a minha cama está muito mais colorida!

9.7.07

No jardim

Fui regar o meu jardim. O vento, como de costume, tinha trazido lixo. Um saco de plástico esvoaçava entre as plantas. Apanhei-o e fui colocando o restante lixo dentro dele: outros sacos, folhas velhas, etc. Por fim, levei tudo para o contentor. No exacto momento em que vou colocar o saco preto no lixo, saltam-me à vista as letras que o decoram:
"O Senhor é o meu pastor, nada me faltará."
Voltei para casa mais rica.

8.7.07

Como

é que a minha filha tem um blog e eu não sabia?

7.7.07

London, 7th July 2005

'I had a pal bumped off by a Chink once. Throat cut horrible, it was, from ear to ear.'
'Good gracious!' said the Clutterbuck governess; 'was that in the Boxer rising?'
'No', said Philbrick cheerfully.' 'Saturday night in the Edgware Road. Might have happened to any of us.'
'What did the gentleman say?' asked the children.
'Never you mind, my dears. Run and have some more of the green cake.'
They ran off obediently, but the little boy was later heard whispering to his sister as she knelt at her prayers, 'cut horribly from ear to ear', so that until quite late in her life Miss Clutterbuck would feel a little faint when she saw a bus that was going to the Edgware Road.

Evelyn Waugh, DECLINE AND FALL

6.7.07

Super-avozinhos!


Tenho bem a noção que estamos a viver um abençoado momento único na história da nossa família, este em que todos os nossos três filhos esperam filhos. Dentro de dias chegará a Rebeca, da nossa filha Rute; em Dezembro, um ou uma do nosso filho Tiago; em Fevereiro, outro ou outra da nossa filha Sara. Não, não nos importamos nada que sejam todos meninas! A cegonha do boneco traz tudo em azul, só porque não encontrei cores neutras na net...
Meninos: para quando os gémeos???

5.7.07

Os setores de TIC

Com o advento do choque tecnológico do Sócrates, tornou-se obrigatório ter no 10º ano a disciplina de Tecnologias da Informação e Comunicação. Daí a invasão da escola dos setores de TIC, normalmente muitos e muito jovens, pouco experientes e até por vezes pouco profissionais. Há dias, ao entrar na escola, quase esbarro com um destes jovens colegas e quando me volto para ele para o cumprimentar, noto que tem uma pistola apontada para mim. Na T-shirt, entenda-se! Eu até aprecio a irreverência...
Não sei muito bem o que vai acontecer a estes colegas, normalmente contratados e pagos a recibo verde, já que acabou aparentemente o choque tecnológico e os 10º anos vão deixar todos de ter TIC...
Por estranho que pareça, é agora que vão dar um portátil a todos os alunos do 10º ano!

4.7.07

Moodle

Hoje tive a minha primeira sessão de formação desta plataforma de ensino / aprendizagem através da Internet. Foi giro e deu para começar a aprender umas coisas. O saber não ocupa lugar.

3.7.07

Tal mãe


tal filha adoptiva.

2.7.07

Blog addicted?

62%How Addicted to Blogging Are You?

Mingle2 - Online Dating



O que nem é nada mau, numa altura em que ando sem ideias...

28.6.07

2 Anos!



É com esta imagem de dois meninos tão curiosos com a joaninha que pousou no dedão do pé da menina que eu hoje dou os parabéns à minha netinha Joana! Muito traquina e faladora, sempre pronta para a brincadeira, enriqueceste em muito a nossa família. E como agradecemos a Deus a tua existência! Parabéns, Joana!

27.6.07

Objectivo


alcançado!

26.6.07

Faculdade

A Cultura Medieval também me deu muito trabalho na Faculdade. Era uma cadeira de 2º ano, cujo catedrático se reformou logo no início do ano. Era conhecido como só passando na oral as meninas que fossem vestidas de azul. E assim iam todas vestidas...
Não tive o prazer ou o desprazer de ter que me vestir de azul: tive que fazer a cadeira com a assistente, A.M.B. Das aulas dela, recordo bem a Ordem de S. Bento. Passámos o ano na pesquisa de umas cenas na Brotéria, que transcrevíamos para umas fichas compradas obrigatoriamente numa papelaria da rua do Ouro. Um trabalho que, para nós, não fazia sentido absolutamente nenhum, mas que deve ter-lhe servido que nem ginjas para o seu mestrado ou doutoramento ou fosse o que fosse.
No exame final, duas horas com uma única pergunta: "A iconografia gótica". (Ela nunca tinha falado em semelhante coisa!)
Ora eu não sabia bem o que era iconografia, e muito menos gótica! Enquanto os meus colegas iam desistindo um após o outro, ou entregavam a prova em branco, eu decidi pensar naquilo (pouco) que sabia sobre cada um dos termos e inventar. E fartei-me de escrever...
Devo ter sido das raras que escreveu qualquer coisa, por isso, fui das poucas admitidas à oral. E, até lá, tive tempo de pesquisar e aprender o que era a iconografia gótica. Na oral, perante o convite da professora "Quer redimir-se da escrita?", simplesmente desbobinei...

25.6.07

Na escola

Como no ano passado, voltamos a viver a incongruência dos alunos admitidos à oral do exame de Equivalência à Frequência de Inglês do 11º ano.
Esta tarde, eu estava na escola a olhar para a pauta e a ver a miséria das classificações, todas de 7 valores para baixo, descendo cada degrau até aos 0 valores. Não é surpreendente, porque só vão a exame os alunos que reprovam na frequência normal, ou que não tiveram aulas.
Uma aluna está embaraçada à frente da pauta, sem perceber nada daquilo. Pergunto: "Posso explicar?" Ela, aceita, agradecida. A miúda tem na pauta a classificação de 1 valor. Vai à oral. Todos vão. Olha-me surpresa, quando lhe digo que a prova oral obrigatória só vale 30%, enquanto a prova escrita vale 70%. Portanto, para passar, precisaria de ter 30 valores no exame oral...
"Não vale a pena lá ir", nota ela, pelo óbvio. Óbvio para todos, menos para quem faz as leis...

24.6.07

Cat Lover Blog Award




Já havia um Dog Lover Blog Award. Agora invento eu este concurso para quem gosta de gatos. Posso, não posso?
A ideia é apresentar os nossos bichanos e escolher mais cinco Cat Lovers para levar a coisa por diante.
Assim, sendo, apresento-vos a Migas (2 anos) e a Sericaia (2 meses), ambas alentejanas, como os nomes indicam. Considerada a mais nova no início pela mais velha como uma inimiga a abater à força de bufadelas, agora já dormem juntas. Objectivo conseguido.

Passo o Cat Lover Blog Award para:
- Alecrim
- Ilustrações
- Mukankala
- Quem Quer Vai
- Planalto

Aguardo os desenvolvimentos.

22.6.07

Maria

Há tempos, a minha neta mais velha, três anos, teve que imprevistamente vir almoçar cá em casa. Garantida a sopinha de legumes, o melhor que lhe conseguimos arranjar à pressa foram umas salsichas de lata com batatas fritas de pacote, algo que não lhe é permitido comer com frequência. Adorou!
Agora, sempre que almoça cá, a pergunta é sacramental: "Avó, o almoço é salsichas?"

21.6.07

20.6.07

"Galeria Viva de Testemunhos"


Marcelo Rebelo de Sousa acaba de lançar uma obra evocativa da vida do Padre Manuel Antunes, como se podia ler no DN de ontem.
Como já mencionei anteriormente, fui aluna deste distinto professor na Faculdade de Letras da Universidade Clássica de Lisboa. Com ele fiz a cadeira de Cultura Clássica, com ele me debati com o conceito da "Paideia", com ele li alguma coisa de Toynbee, com ele enfrentei uma temida prova oral. O humilde 10 que me coube no exame faz-me agora assumir por inteiro o comentário que ele fez numa qualquer ocasião: "Meu Deus! Meu Deus! Que injusto sou... devia reprovar todos, tão ignorantes."

19.6.07

Summer Rain


(by Bumble)

Ao contrário provavelmente da maioria das pessoas, não desgosto deste tempo. Não é que não preferisse o sol a brilhar, mas qualquer coisa é melhor que o calor acima dos 30 graus. Além disso, plantei umas mudas de sebe no meu jardinzito que estavam mesmo precisadas desta chuvinha.
Não alinho nada com as teorias das calamidades que nos esperam, que o tempo já não é como era, que o aquecimento global isto e aquilo e o deserto à nossa espera. "Isto desde que o homem foi à lua"...
Lembro-me bem de fazer os meus exames de final do curso do liceu em Junho com uma chuvinha em tudo igual a esta. E que até sabe bem...

18.6.07

Uma gata





que não me deixa ver testes...

17.6.07

O Segredo das Gatas


Acho que já descobri porque é que a Migas gosta da comida da Sericaia e vice-versa. Basta olhar para os respectivos pacotes. A gata grande é cinzenta e a pequena amarela.

16.6.07

Os gatos não gostam de chuva


(Cumprimentos à autora!)

Mas gostam de estar no nosso colo, nos dias de chuva. Mesmo que seja quase quase Verão.

15.6.07

School's Out!


(de Pam Johnson)

É com certa nostalgia que fecho a porta da sala de aulas pela última vez este ano lectivo. Olho os rostos à minha frente, perguntando-me a mim própria quais deles estarão cá à minha espera no próximo ano, matriculados no 11º ano. Os que vão chumbar afirmam ostensivamente que vão mudar de escola, porque "esta não presta". Recordo-lhes que são os alunos quem, primariamente, faz a escola. E que quanto mais exigirem, mais os professores darão...
Mas é assim mesmo. A nostalgia é só minha, que eles querem é que eu despache a avaliação o mais rápido possível para se considerarem em férias.

As minhas férias porém ainda estão a mais de um mês de distância. Seguem-se reuniões, avaliações, matrículas, exames, elaboração de turmas. Pouco tempo para tanta coisa!

13.6.07

Cultura

Mostro aos meus alunos do 10º ano o mapa dos States para eles localizarem os estados e cidades mencionados nos textos. Rapidamente vão percorrendo o mapa, acrescentando ao nome da cidade o da respectiva equipa da NBA: LA Lakers, Miami Heat, San Antonio Spurs, Cleveland Cavaliers, Memphis Grizzlies, Portland Blazers, Phoenix Suns...
Para minha surpresa, é a minha vez de aprender com eles!

11.6.07

10.6.07

O Coração Servo de Deus



A nossa igreja despediu-se hoje deste casal, Keith e Barbara Hodges, que regressam a 'casa' ao País de Gales. "Casa é para onde Deus nos envia".
Um grande coração viveu e trabalhou connosco.

7.6.07

Injustiças no Concurso para Professores Titulares

O próprio concurso se baseia na injustiça geral de julgar um professor pelos últimos 7 anos de carreira, quando ele tem pelo menos 20... E julgá-lo com base em actos que nunca foram obrigação de um docente! Julgá-lo pelo passado, sem o avisar que o que está a viver vai ser alvo de julgamento.
Vários factores considero particularmente injustos:

> Este concurso faz tábua rasa da diferença que existe em se ter 20 ou 36 anos de serviço.

> A senhora ministra surgiu na TV a anunciar a 'benesse' de só "contarem os 5 melhores anos" na assiduidade, entre os 7 em julgamento. Mas ninguém lhe explicou que a totalidade dos 7 seria sempre muito mais justa que apenas os 5 melhores! Pelo menos, os "5 melhores" deveriam contar como média sobre a totalidade dos 7.

> Um colega esteve requisitado um ano escolar destes, a organizar uma competição desportiva a nível internacional. Tão bem exerceu o cargo que recebeu um louvor a nível nacional. Pois bem: um ano de requisição conta menos do que se tivesse estado simplesmente a dar as suas aulinhas...

> Um colega foi Director de Instalações, tratando de tudo para a construção, conclusão e funcionamento do Pavilhão Gimno-Desportivo. Pois bem: isso não dá pontos, foi ultrapassado pelos colegas que se dedicaram a ser Directores de Turma...


> Pedi em sucessivos anos lectivos que me fossem atribuídas Direcções de Turma. Não me foram concedidas, porque a escola seguia a política de usar essas horas para completar horários aos profs mais jovens, acabados de colocar na escola. Agora fazem-me uma falta....

> Foi anunciado que abririam vagas de titulares para um terço dos professores de cada escola: a minha escola tem quase 190 professores e abriram apenas 20 vagas!

6.6.07

Concurso de Professores Titulares

Surpreendem-se e amofinam-se alguns profs mais jovens com a 'sede' com que nós, colegas menos jovens, 'vamos ao pote' deste concurso, após termos abertamente discordado da divisão da carreira em duas e mesmo, alguns de nós, termos declarado que não queríamos seguir uma carreira de cargos e chefias.
Encaixo-me perfeitamente nesta imagem.
Nunca fui carreirista, nem gostei de exercer cargos de gestão ou de vigilância do trabalho alheio. Gosto de ensinar e também aprecio o contacto com os pais dos alunos. Apenas. Logo, não pretendia ser titular.
Só que, com o decorrer do tempo, eu e muitos outros como eu, fomos ficando cada vez mais na ignorância do que vai acontecer a quem, podendo aceder a titular, não o fizer. Ninguém sabe ou ninguém diz. Mas as surpresas neste ministério não têm sido das melhores e, por isso, toda a gente que pode está a concorrer para titular. Por receio das consequências. Embora também haja o receio das consequências para os titulares...
Eu própria acabei de o fazer, apesar de correr o sério risco de ser excluída por falta de pontos. E, mais uma vez, não sei, nem ninguém me sabe dizer o que me vai acontecer nessa situação.

5.6.07

Sericaia e Migas



A princípio mal recebida pela Migas, a Sericaia agora é sistematicamente lambida e tolerada até este ponto. Só que a Migas gosta da ração da Sericaia e a Sericaia da ração da Migas!

4.6.07

Os jovens e o correio


Já sabia que os jovens usam actualmente os meios de comunicação mais virtuais, tipo SMS e emails. Não estava, no entanto, preparada para o que acabo de descobrir. Criei para os meus alunos de 10º ano de Alemão o modelo que incluo para produzirem o suposto postal escrito por uma família alemã de visita à nossa cidade. A surpresa foi a quantidade de perguntas: "Onde é que escrevo?", "Para que são estas linhas?", etc. E verificar depois que alguns dos alunos tinham usado as linhas para escrever o texto!

3.6.07

No DN de ontem

"'Stress' e Luz Nocturna causam poligamia
No seu habitat natural, os pombos são monogâmicos. Mas, em Lisboa, o stress da cidade e a luz nocturna baralha-os" |queriam dizer 'baralham-nos'|, "e passam a ser poligâmicos, trocando de parceiros(as) diversas vezes."

Será que isto se pega aos humanos?

1.6.07

O Dia


das minhas netas!

31.5.07

Volta, Cícero!

"Quousque tandem, Endemol, abuteris patientia nostra?"

(Citação de Cícero, cuja paciência se tinha esgotado com Catilina)

30.5.07

Passarinho morto

Apareceu um passarinho morto no meu jardim. Este facto, só por si, fez-me lembrar a minha amiga J., que chora "por cada pulga que morre em sua casa".
O pássaro tinha umas penas amarelas, portanto não devia ser um dos muitos pardalitos que saltitam na rua.
Deve ter sido apanhado por um gato, que mo trouxe tipo presente e me obrigou a fazer-lhe o funeral no depósito do lixo.
Ora eu gosto muito de gatos, mas também aprecio a vida das aves, especialmente das que vivem em liberdade. Tudo isto me faz pensar naquele dia em que, segundo o profeta, "o lobo habitará com o cordeiro, o leopardo deitar-se-á junto do cabrito, o vitelo e o leão pastarão juntos; até uma criança pequena os conduzirá."

29.5.07

Dia dos Vizinhos


(imagem de bellymun)

Vizinhos? Vizinhos era o que tínhamos na minha infância. Aqueles de cujos quintais vinham as peras e as ameixas e a quem íamos levar as nossas uvas. Vizinhos eram a Crisalinha, filha da Virgininha; a Licinha, filha da Elisinha; a Nelinha, a Nini e a Leninha, filhas da senhora dos correios. Com elas, eu a e a minha irmã corríamos a rua, preparávamos jantarinhos numa fogueira no nosso quintal ou no de uma delas. Vizinhos eram esses que nos levavam a uma semana de férias na sua casa alugada na Póvoa de Varzim, durante o mês de Setembro. Vizinhos eram esses, que só muitos anos mais tarde soubémos que sofreram também por se darem com os Protestantes.
Vizinhos eram os de Guimarãos da minha infância.

28.5.07

Fraldas que bordei

para a minha quarta neta.

25.5.07

Ainda sobre o tema de ontem

O professor Fernando Charrua afirma ter sido delatado por um colega seu e amigo de há 15 anos, com quem tinha muitas afinidades. Como se costuma dizer, com um amigo assim, venham lá os inimigos!
Uma ou outra vez na minha vida também eu já me senti traída por amigos, ou melhor, por "amigas". Conheço o sabor amargo da confiança atraiçoada. Posso imaginar o que sente o colega Fernando.
Como é que alguém atraiçoa um amigo, contando o que ele disse ou até aumentando e mentindo, como é que consegue fazer isso, com que secretos interesses o fará? Será capaz de voltar a olhar o atraiçoado nos olhos? Ou ver-se ao espelho?

24.5.07

Ressurgimento

Lei da Rolha:

(imagem de Allthingsbeautiful)

22.5.07

Ainda a Suíça


Há quem considere que passar um fim de semana na Suíça é coisa de gente fina. Eu diria que é mais de gente "low-cost"...
Fui à Suíça em parte para o baptizado de uma sobrinha-neta.
Ao chegarmos à igreja, não deixei de notar a ironia de estar na pátria de Zwingli e onde Calvino fundou a sua igreja e eu ter que ir a uma igreja católica!
O baptizado ocorreu no final da missa das 11. Quando chegámos, as pessoas saíam: entre vinte e trinta, quase todos idosos, tão poucos para uma igreja tão grande.
A cerimónia foi muito interessante, pese embora o facto de eu entender pouco do dialecto suiço-alemão. Em Portugal nunca assisti a um baptizado com tanto tempo dedicado à criança e à sua família.
Na casa da nossa família, uma mistura de nacionalidades e línguas: português, suiço-alemão, finlandês, italiano. Família internacional.
Na Suíça aprendi mais uma coisinha ou duas: que os beijos têm que ser aos três de cada vez; que o futebol, lá como cá, dá confusão: uma batalha campal no centro da cidade por causa de um jogo entre o Basel e o FC Luzern, que este último perdeu...

Switzerland! Suisse! Schweiz!

O país mais bonito da Europa!


Luzern

21.5.07

Onde...

é que eu passei este fim de semana?

18.5.07

Num hospital lisboeta

A funcionária, de bata branca, está sentada à secretária, à frente de um computador. Tem folhas brancas e canetas diante de si. Um ar de simpática eficiência.
A paciente entra, olha para o seu sorriso e dirige-se-lhe, indagando da forma de realizar as análises que tem marcadas. Resposta pronta e eficiente:
"Como já tem as análises marcadas, basta sentar-se e aguardar que a chamem."
A paciente senta-se junto de outros pacientes e aguarda. Chamam para os mais variados lugares do hospital, mas não para os guichets de análises. Vários outros pacientes dirigem-se às filas e esperam. A paciente aguarda pacientemente uma meia hora, como lhe foi indicado.
Ninguém chama a paciente, que se torna impaciente e se dirige ao guichet e pergunta o que há-de fazer para realizar as análises.
"É colocar-se numa das filas", respondem-lhe.
Ah! Afinal ninguém a chamaria, se não se colocasse na fila para se inscrever!
Cerca de uma hora depois, a paciente sai do hospital, feitas as análises. A funcionária continua sorridente e com ar eficiente sentada à secretária. Nem uma vez tocou no computador, não escreveu nada nas folhas, não fez rigorosamente nada, a não ser desinformar.

A paciente fui eu hoje, num hospital público em Lisboa.

17.5.07

A casinha das fotocópias

Uma coisa interessante que tenho notado nas várias escolas por onde tenho passado é o interesse manifestado pelas funcionárias que trabalham com as fotocopiadoras em expôr nas paredes as mais variadas fotografias de animais. Na minha actual escola, a D. J. não foge à regra e as suas paredes estão repletas de fotos dos animais do pessoal da escola. Está lá a Migas e, a partir de hoje, estas fotografias da Sericaia:

16.5.07

Mais Arte

na minha escola: