24.5.10

A Spring Rain


de Tate Hamilton

20.5.10

Hoje


aqui em casa.

19.5.10

Summer Breeze


(de Susan Stewart)
Dedico esta pintura a todos os meus leitores que adoram o verão.

18.5.10

Perante a lei, os pares homossexuais poderão vir a ser considerados equivalentes aos casais heterossexuais, mas são estes últimos que constroem o nosso futuro comum.

17.5.10

Numa aula...


Também podemos receber a visita da bebé da nossa aluna...
(imagem da bebé alterada)

15.5.10

Numa aula...


pode acontecer muita coisa: até encontrarmos uma borboleta firmemente 'plantada' na base do monitor do computador na secretária do prof. Com o precioso auxílio do (caro) telemóvel de um aluno, fixámos o momento para o futuro.
Alguém sabe o nome desta bicharoca?

12.5.10

Bem-vindo, Caleb!


Que o Senhor te abençoe e te guarde. Que o Senhor faça resplandecer o Seu rosto sobre ti e tenha misericórdia de ti. Que o Senhor sobre ti levante o Seu rosto e te dê a paz.

9.5.10

Dia das Mães


Hoje é Dia das Mães no mundo protestante / evangélico.
Aqui fica a minha homenagem a todas as mães que se escondem por trás dos seus filhos.

8.5.10

Gmail


Como muita gente, tenho uma conta no gmail. Há tempos, a brincar com as suas definições, acabei por adoptar um aspecto diferente do habitual, um chamado "árvore", como se vê nas fotos acima. Mas só num dia de trovoada é que notei as particularidades desta Árvore, quando se viam raios em volta das minhas mensagens. Como podem ver em cima, o aspecto de um dia de sol é diferente de quando chove. É muito engraçado! E corresponde realmente ao tempo que faz!

6.5.10

Querido Caleb:


Vivemos entre a ansiedade de te conhecer e o desejo que aproveites bem os últimos dias de ventre materno que te restam. Como o tempo cá fora está instável, fiz-te este casaquinho de malha para te aconchegar. As tuas manas não acreditavam que tinha sido esta avozinha a fazer o casaco, pensavam que só a avó T. é que era capaz de tais façanhas...
Em todo o caso, os 4 avós te aguardam com todo o amor.
Um bom nascimento te deseja a
Avozinha

5.5.10

Caminha de gata?


Não! Gata na caminha de netos!

4.5.10

100 Anos


Ela nasceu no dia 4 de Maio de 1910, numa família modesta de Matosinhos. Chamaram-lhe Ana. Infância sem notícia: uma de 3 irmãos, perdeu o pai cedo, fez a 3ª classe e puseram-na a aprender costura. E que bem que aprendeu! Isso deu-lhe para a vida toda!
Já era jovem quando entrou na Igreja Baptista de Matosinhos, onde conheceu o Senhor que seria o seu para toda a vida. Em breve quis aprender música e foi aluna do Seminário Teológico do Porto, que na altura funcionava no Tabernáculo Baptista, ainda hoje situado na Boavista. As viagens de eléctrico da Boavista para Matosinhos, ou a pé, quando os tostões escasseavam, começou a ser feita com o jovem seminarista Joaquim, oriundo de Viseu, que ia prestar serviço na igreja de Matosinhos. O namoro pegou e veio a dar em casamento, ela já nos 30.
O início da vida em comum foi no Alentejo, em Chança, onde o jovem pastor iniciava o seu pastorado. Foi-lhe muito difícil a adaptação a uma terra remota, onde nem sequer havia casas de banho! Foi lá que deu à luz o seu primeiro filho, o Joel.
Seguiram-se terras, igrejas e filhos: Gouveia e o Fernando; Guarda e os restantes quatro: Silas, Samuel, Eunice e Rute. Viseu, Guimarães, Lisboa estiveram ainda no seu percurso. Num tempo em que apresentar o Evangelho era o caminho seguro para uma vida muito difícil, com perseguição e muito pouco dinheiro.
Quando os filhos começam a casar e a sair de casa, a sua saúde já é bastante débil. Ainda teve tempo de conhecer três dos onze netos que viria a ter.
Aos 65 anos de idade e de forma abrupta, deixou-nos, como nos pode deixar uma mãe: surpreendidos, magoados, atordoados, mas na esperança do reencontro. Como o nosso pai escreveu na sua sepultura:
"Até logo com Jesus, mamã!"

3.5.10

6 Anos, Maria!


Recordo cada pormenor do dia em que nos transformaste em avós, do dia que te fui espreitar na tua caminha transparente e eras o bebé mais lindo que eu já tinha visto!
Estes anos foram já uma vida para nós, em que tudo se tornou diferente: a família cresceu, a mesa dos almoços barulhentos alongou-se, as caminhas e cadeiras de bebé multiplicaram-se, os nossos braços tiveram que se alargar, os nossos corações incharam de orgulho e alegria.
E foi assim que a nossa vida chegou a netos. Parabéns neste teu aniversário, Maria e que Deus caminhe contigo em cada dia.

1.5.10

Erros Históricos


Há muito que venho falando aos meus alunos de Alemão sobre o erro que Kennedy cometeu em Berlim, ao querer identificar-se com os berlinenses. Ao dizer "ich bin ein Berliner", acabou por dizer que era, sim, uma bola de Berlim... Por saboroso que fosse...
Foi, no entanto, só agora que vi esse erro claramente identificado na net. Aqui vai o excerto, em inglês, para se entender melhor...

29.4.10

Na escola

Uma aula, hoje em dia, já não é o que era dantes. As coisas mais inacreditáveis podem acontecer. Hoje, a minha aluna P.,que foi mãe há 5 meses, ela própria tendo feito há dias 17 anos, pediu-me para levar a bebé para a nossa aula, já que a seguir tinha que ir com ela à enfermeira que as segue. Tudo bem. A bebé esteve sossegadíssima, acabou por adormecer. Teve um efeito interessante nos colegas, que habitualmente implicam com a P. e vice-versa: sentaram-se todos em roda da mãe e da filha, não falaram muito alto, seguiram todos os seus movimentos.
Mas o mais surpreendente foi quando um dos rapazes, 19 anos, aproveitando a presença da bebé, me diz que também tem uma filha de 3 anos na Guiné. Ninguém na escola sabia de tal. A criança ainda pequena terá sido levada pela mãe para a casa da família do rapaz, uma semana antes de ele vir para Portugal, ao encontro da família que cá estava. O intuito seria, talvez, impedi-lo de partir. Não o conseguindo, a dita mãe deixou a bebé entrega a uma prima do rapaz, com quem ainda hoje vive.
Agora, ele anda a tratar dos documentos para a trazer para cá.
Fiquei de boca aberta, porque o rapaz é ainda um miúdo!

27.4.10

Redes Sociais

Há tempos inscrevi-me em tudo o que eram redes sociais: ele foi o Hi5, foi o Facebook (o único a quem sou fiel), ele foi o Twitter. Neste, escrevi uma coisa, já nem sei o quê, e esqueci tudo sobre ele: minha identidade, palavra-passe, tudo. Por que motivo será que continuo a receber no email
"Patty Qualquer Coisa is following you."
"Ron Outra Coisa is following you."
What?

26.4.10

Saídas dos Netos

Eu (ralhando com a neta, que acabava de verter o leite com chocolate no chão e no sapato dela): -Estás a ver? Não bebeste o leite todo e agora entornaste-o no chão!
Marta (3 anos, erguendo uma sobrancelha): -Qual é o proculema?

25.4.10

25 de Abril


Esta é a madrugada que eu esperava
O dia inicial inteiro e limpo
Onde emergimos da noite e do silêncio
E livres habitamos a substância do tempo.

Sophia de Mello Breyner Andresen

23.4.10

Pôr do Sol


de Primavera?

20.4.10

Por que razão

não se pode ter telefone, TV e internet sem pagar um balúrdio?
Por que razão essas 3 coisas ficam mais baratas num pacote?
Por que razão as diferentes companhias oferecem pacotes semelhantes, com preços semelhantes, mas com as diferenças suficientes para termos que tirar um curso sobre elas?
Enfim: depois de um longo estudo, optámos pelo Meo Qualquer Coisa. Agora o trabalho de cancelar as outras.
A ver se valeu a pena.

17.4.10

Vulcões e outras Interrupções


"Nunca pensei que um vulcãozinho na Islândia nos impedisse de voltar a casa", ou algo semelhante, disse Cavaco Silva, ainda na República Checa.
Todos nós lemos nos livros de História que um vulcão num ou noutro ponto do globo já produziu até mudanças climáticas irreversíveis. No entanto, assentamos as nossas vidas nos pressupostos tecnológicos, afirmando ao vento o que faremos amanhã e depois. Esquecemo-nos de dizer "se Deus o permitir..."
Um vulcãozinho como este Eyjafyahllajokull chega para nos lembrar que a nossa vida é como um vapor que se eleva e logo desaparece.
Deus: estamos (e queremos estar) nas Tuas mãos.

16.4.10

Aposentação ou Reforma?

Vou-me reformar (ou aposentar?).
A palavra 'aposentação' tem um ar mais nobre e é assim que as leis e Caixa da dita falam.
Reforma tem adquirido um ar reles nos nossos tempos. Falamos dos bancos dos reformados nos jardins, dos bairros onde só moram reformados, os lares de reformados. Bem, posso sempre lembrar-me dos áureos tempos da Reforma do séc. XVI.
Uma boa parte dos meus colegas professores anseiam pelo dia em que possam fazer o que eu fiz há umas semanas: "meter os papéis". Cedi finalmente à pressão da alteração das leis da aposentação de cada vez que me aproximo dela e estou a viver com algum gozo os meses que antecedem o adeus à escola, ao completar 40 anos de ensino. Há muitas coisas na profissão que continuo a fazer com muito gosto e de que vou ter muitas saudades. Há que dar lugar aos novos.
Que as coisas se alterem para muito melhor, é o que desejo à escola, aos alunos, aos profs.

15.4.10

O que dizemos

quando alguém reconhecidamente não religioso nos diz que orou por nós?

12.4.10

O Tio Padre

Isto aconteceu no início dos anos 60 do século passado, quando o meu pai, pastor 'protestante', iniciava uma missão na cidade de Guimarães, enfrentando feroz oposição, se bem que alguma simpatia dos sectores ditos 'progressistas', mais conotados com o reviralho, como já contei aqui.
Acontece que a minha mãe tinha um primo direito padre, que morava no Porto e dava aulas num colégio. Nessa época, a distância psicológica entre Guimarães e o Porto era de centenas de quilómetros: o que se aceitava e fazia no Porto pouco tinha a ver com o que se achava decente e se praticava em Guimarães.
Um padre vir visitar um pastor protestante e andar pela rua em amena cavaqueira a seu lado foi tão estranho para os olhos vimaranenses da década de 60 como se um extraterrestre se passeasse pelo Rossio à hora de ponta!
Foi, na verdade, uma espécie de vingança perante o resto da população que tantas vezes nos tinha segregado: até nós éramos amigos de um sr. padre!

10.4.10

Adopção

Enche as manchetes de hoje o caso da criança russa de 7 anos devolvida pela mãe adoptiva americana, após 6 meses de convívio com um 'filho' que ela agora acusa de psicopata em potencial. O miúdo foi metido num avião sozinho, com uma carta na mão a anunciar a devolução. Escândalo tal, que os russos pensam em cancelar as adopções por parte de americanos.
Ainda esta semana foi dito que nos últimos 3 anos, 70 crianças em processo de adopção foram devolvidas em Portugal. Imagino que não deve ser fácil receber em casa não um recém-nascido, mas uma criança sofrida de 3, 4, ou mais anos. Mas devolvê-la porque não se dá com os 'primos' ou tem medo do cão da família, como li esta semana no DN, brada aos céus.
Curioso que, ainda esta semana, falava com uma amiga que é vizinha de uma família com 4 crianças, das quais só uma é filha natural, sendo portanto os outros 3 adoptados. Dizia-me ela que a mãe comentava há dias acerca do mais novo, que ele ainda tem problemas comportamentais, porque "ainda não está totalmente adaptado à nossa família".
Ainda bem que há tantos casos tão felizes!

7.4.10

E hoje


5 anos de blog!

5.4.10

E hoje




é a vez da nossa Sericaia fazer anos. 3!

4.4.10

Uma Páscoa de Vida


desejo a quem passar por aqui.

2.4.10

Uma Páscoa de Paz


desejo a todos.

25.3.10

Preparando a minha Reunião de Direcção de Turma

Tudo para uma reunião de Conselho de Turma é hoje preparado ao computador. Numa turma profissional, como é o meu caso, ainda mais. Todas as informações essenciais são partilhadas pelos meus colegas através de email. Todos os documentos estão, para já, em formato digital.
Hoje, quando tinha o email aberto para enviar uma mensagem importante a uma colega, a imagem do monitor congelou. É a actualização do anti-vírus, pensei. Esperei. Nada. O sinal do rato desapareceu. Decidi desligar o computador e voltar a ligar. Ligou, apitou e ficou tudo preto. Cego. Repeti o processo meia dúzia de vezes. Na mesma. Desespero. E agora? Que faço?
Levar o computador para o técnico, esperar semanas, pagar balúrdio, ai.
Chega o genro A. Esventra o bicho, mexe em qualquer sítio misterioso e a imagem volta ao monitor. Milagrosamente. Pelo menos, para a minha ignorância.
Muito gratos, A., muito gratos. Salvaste-nos o dia!

5 anos de Migas!


23.3.10

Leitura


Terminei a leitura desta biografia romanceada do Apóstolo Paulo. Recomendo vivamente.

22.3.10

À espera


Como muitos sabem, aguardamos a chegada do nosso 8º neto, que vai chamar-se Caleb. Deverá nascer em Maio, mas pode acontecer ter que nascer antes disso. Pelo sim, pelo não, já lhe bordei as tradicionais fraldas, como tenho feito para todos. Estamos ansiosos por conhecer-te, Caleb, mas não tenhas pressa!

21.3.10

Keith Hodges ("The Welsh Hurricane")


Quase 3 anos depois, o Pastor Keith pregou hoje na nossa igreja sobre "Jesus, Esperança em tempo de crise". Falou-nos com a mesma determinação, energia e humor dos velhos tempos. Estava muito feliz por estar no "melhor lugar do mundo" (pelos vistos, viver em Portugal é muito melhor que no seu natural País de Gales...) e deixou-nos de lágrima ao canto do olho. Prometeu voltar. Até breve, Pastor Keith!

20.3.10

Chega hoje a Primavera!


"Spring Blossoms" de Cathleen Luiz

19.3.10

Aos pais da minha família


Nem sempre é da mãe a mão que embala o berço.
Com muitas saudades da mão que também me embalou.

18.3.10

Eu detesto futebol, mas...


filho é filho. E a música é boa.

14.3.10

Irena Sendler morreu

Sabem quem era?

INJUSTIÇA
Nem sempre quem merece é que leva o prémio...





Irena Sendler




Uma senhora de 98 anos chamada Irena acabou de falecer.

Durante a 2ª Guerra Mundial, Irena conseguiu uma autorização para trabalhar no Gueto de Varsóvia, como especialista de canalizações.

Mas os seus planos iam mais além... Sabia quais eram os planos dos nazis relativamente aos judeus (sendo alemã!)


Irena trazia meninos escondidos no fundo da sua caixa de ferramentas e levava um saco de sarapilheira, na parte de trás da sua camioneta (para crianças de maior tamanho). Também levava na parte de trás da camioneta, um cão a quem ensinara a ladrar aos soldados nazis quando entrava e saia do Gueto.
Claro que os soldados não queriam nada com o cão e o ladrar deste encobriria qualquer ruido que os meninos pudessem fazer.
Enquanto conseguiu manter este trabalho, conseguiu retirar e salvar cerca de 2500 crianças.

Por fim os nazis apanharam-na e partiram-lhe ambas as pernas e os braços e prenderam-na brutalmente.

Irena mantinha um registo com o nome de todas as crianças que conseguiu retirar do Gueto, que guardava num frasco de vidro enterrado debaixo de uma arvore no seu jardim.
Depois de terminada a guerra tentou localizar os pais que tivessem sobrevivido e reunir a familia. A maioria tinha sido levada para aa camaras de gás. Para aqueles que tinham perdido os pais ajudou a encontrar casas de acolhimento ou pais adoptivos.
No ano passado foi proposta para receber o Prémio Nobel da Paz... mas não foi seleccionada. quem o recebeu foi Al Gore por uns diapositivos sobre o Aquecimento Global

Não permitamos que alguma vez, esta Senhora seja esquecida!!







I
n MEMORIAM - 63 YEARS LATER
In Memoriam - 63 anos depois


(enviado por email)

10.3.10

Primavera?


Comprei o jacinto minúsculo no Lidl. Em poucos dias floresceu de tal forma, que a haste já nem consegue sustentar o peso da flor.

9.3.10

O gato


estava fechado numa loja de fotocópias, à noite, num centro comercial. Mas estava bem disposto.

8.3.10

Dia da Mulher?

Não me diz absolutamente nada. E isso é muito bom.

Marinha Grande


Resquícios de um glorioso passado industrial.

4.3.10

Lisboa


Ao passar hoje pelo Largo de S. Domingos, deparei com este monumento que não conhecia. Não foram só judeus que morreram no Largo de S. Domingos às mãos da Inquisição, irmãos nossos de tendência protestante também foram parar às fogueiras. Recordar o passado pode ser uma forma de evitar o futuro.

1.3.10

Mesmo a propósito do post anterior

Hoje, imprimi, nas minhas atribuições no Centro de Recursos da escola, um trabalho de um aluno de 8º ano, que terminava assim:

"Kum este trabalho aprendi kumu os numeru são formados."

28.2.10

Hoje

disseram-me que eu dizia isto. Não me lembro de o ter dito desta forma, mas agora passo a dizer:

Os nosso alunos que completam o secundário sabem cada vez menos. Um dia destes, vamos levá-los ao ensino superior com o seguinte recado: "Tomem-nos lá! Eles mal sabem ler, mas mandaram-nos trazê-los..."

25.2.10

Na escola

Ela faltou hoje à minha aula. Fui dar com ela, várias horas depois, sentada num sofá, à espera de ser atendida na Direcção da Escola. Sentei-me ao lado dela e apenas foi necessário perguntar por que motivo tinha faltado para as lágrimas rebentarem: 16 anos, mãe, bebé de 3 meses, família grande e complicada, a própria mãe ausente, a escola cheia de tarefas que já deviam ter sido feitas há mais tempo, depressão pós-parto, a ementa completa.
Ouvi, falei, consolei, limpei lágrimas, fi-la prometer que vai à médica amanhã mesmo, deixei-a um pouco mais calma.
No final da reunião que eu tinha a seguir, voltei a encontrá-la, muito melhor, a brincar com colegas. Ainda bem. Por hoje.

24.2.10

Viva a Tecnologia!

Até agora, ia-se ao Centro de Saúde e esperavam-se duas horitas que um funcionário rabugento nos chamasse ao guichet para marcar consulta para o médico de família. Em opção, ia-se de madrugada, tentando que sobrasse uma consultazinha no apertado dia do nosso doutor.
Agora, bastam uns cliques no site do Ministério da Saúde e a consulta está marcada. Maravilha!

22.2.10

Indignação

O médico especialista atendeu o doente num hospital público, pô-lo ao corrente da sua enfermidade e indicou-lhe três possibilidades de tratamento, todas com iguais hipóteses de sucesso, mas com diferentes percentagens de sequelas. O tratamento mais suave e, portanto, com menos sequelas, só há no privado, informou. Mencionou o hospital e os colegas que poderiam tratar do caso. Instado a indicar uma quantia, referiu-se a cerca de 15.000€.
O doente veio para casa pensar no caso e foi à internet. Em breve descobriu que o tratamento se realiza em dois hospitais públicos de Lisboa, sem encargos, portanto.
Como é que um médico especialista num hospital público desconhece em que hospitais públicos se efectua um tratamento essencial na sua especialidade, mas sabe tudo sobre um privado?

20.2.10

O PS

ainda não escolheu candidato à Presidência e já conta com dois...

10.2.10

9.2.10

"Nasceu"


"A força da sua mão é comovente. Agarra-se ao meu indicador. O desenho fino dos seus dedos e da sua mão inteira é apenas suficiente para cobrir metade do meu indicador. Talvez como veludo, a palma da sua mão é morna e suave.
Lentamente, acorda. Começa a mexer os braços. Leva as mãos à cara. Passa os punhos redondos, magros, pequenos pelo nariz, pelos lábios, pelas faces, pelos olhos fechados. Faz a expressão de uma pessoa grande que não tem vontade de acordar, mas que tem de acordar e que culpa o tempo, os outros ou o destino por ter de acordar.
Levanto-o da cama de ferro onde a enfermeira o trouxe. Sustenho o seu corpo sobre as minhas duas mãos abertas. As suas costas pousadas sobre as palmas das minhas mãos. E os meus dedos seguram-lhe a nuca, o peso da cabeça. E sinto os seus cabelos, talvez como veludo, a fazerem-me festas nos dedos. E existe um instante especial: ele abre os olhos, passa esse instante e volta a fechá-los.
Depois, em tentativas, abre e fecha os olhos, passam instantes, passam outros instantes, e abre e fecha os olhos até deixá-los apenas abertos. Digo-lhe palavras e ele olha muito sério para a minha voz.
Olhamo-nos. Uso um toque delicado para sentir a ponta dos seus lábios, os seus futuros lábios, os seus futuros beijos pousam na ponta do meu dedo. Aproximo-o do meu peito.
Nasceu há pouco mais de duas semanas. Acreditamos que é lindo. Nasceu com 3 quilos e 550 gramas. Correu tudo bem Estamos tão felizes. Olhamos para ele, emocionamo-nos e sentimos vontade de agradecer a alguém."

José Luís Peixoto, in JL

8.2.10

De José Luís Peixoto



"Elas sabem todos os segredos da paciência. Têm certezas dentro de um mundo que não podem partilhar com ninguém. Aceitam cada injustiça e cada contrariedade porque conhecem o preço de cada alegria. Conhecem o valor de cada palavra e do instante em que se diz cada palavra.
Elas estão preparadas para não existirem porque sabem que serão atravessadas por um vulcão. Através dos seus corpos, um vulcão. Terão os olhos fechados no momento em que quiserem assistir a planícies de explosões até ao horizonte. Ficarão paradas, de boca aberta e, mesmo que o mundo inteiro grite, esse será sempre um grito de silêncio, sempre menos que do que um sussurro, menos do que um murmúrio perante o incêndio de sangue, as chamas e as brasas do sangue, perante a vida.
Elas têm raízes de árvores cravadas no ventre. Ramos estendem-se para o futuro que ninguém conhecerá, mas que existe, existe porque são elas que o carregam dentro de si durante nove meses, durante o tempo necessário, a distância necessária, o sofrimento necessário.
Uma sala cheia de mulheres grávidas a esperar. Os seus corpos existem como montanhas. Os seus olhos são poços à noite, são galáxias, são constelações de impossibilidades e de certezas límpidas. Os seus olhos são caminhos, estradas que poderiam continuar para sempre, destinos perpétuos. Os seus olhos são segredos simples e infinitos. às vezes, os seus corpos desaparecem como montanhas.
Esta sala cheia de mulheres grávidas a esperar é o centro exacto do mundo."

in JL

5.2.10

Eu e a Educação Física

Quem me conhece, sabe que este título não joga bem com a minha pessoa. No entanto, eu gostava muito da disciplina de Ginástica, como se chamava no meu tempo. Nós, meninas, tínhamos que usar um tipo de calção-saia, mais uma camisola a que hoje eu chamaria "T-shirt", com o emblema da Mocidade Portuguesa pespegado em cima do peito e umas sapatilhas, tudo branco. Com os seus proverbiais jeito para a costura e falta de dinheiro, a minha mãe fez-me uma bela saia-calça com pregas, muito superior em beleza e elegância ao modelo adoptado. Nada a fazer: teve que refazê-la segundo o padrão.
Tínhamos uma professora de Ginástica: uma senhora aloirada nos seus 40s, que ia para as aulas de saia travada e sapatilhas.
O que fazíamos? Às vezes, ginástica: braços esticados para os lados, dedos das mãos nos pés, sem encolher as pernas, essas coisas.
Numa época, toda a turma jogava ao mata e isso era fantástico! Na maior parte das vezes, a prof ia dividindo a turma em grupos, conforme achava que eram os nossos pontos fortes: um grupo privilegiado ia para as danças folclóricas; o seguinte na ordem das capacidades físicas, ia fazer voley; ainda outro, para o basket. As que sobravam, era uma turma feminina, ficavam sentadas nas bordas do ginásio, a ver as outras e a conversar.
Eu acabava nos dias de sorte a jogar basket, uma das últimas a serem escolhidas. Ou sentada a ver as outras.
Admira que nunca me vejam entrar num ginásio?

1.2.10

"Good Housekeeping"


Fiquem-se com a capa desta Revista de Fevereiro de 1920. Arte de Jessie Willcox-Smith.

29.1.10

J. D. Salinger no outro lado da vida


Dei esta obra a alunos de Inglês do 12º ano durante alguns anos. Acho que eles nunca chegaram a apreciar muito o Salinger, mas eu, sim, fui apreciando. E quando tive a oportunidade de visitar New York, não me falhou tentar encontrar alguns dos lugares por ele mencionados em "The Catcher in the Rye".

25.1.10

Pôr do Sol de Janeiro


Promessa de sol ou de chuva?