21.4.11

"Golgotha"


de Robert Liddicoat

11.4.11

A Crise e o Futuro

Este texto foi escrito no pós II Guerra Mundial pela escritora inglesa Dorothy Sayers no seu ensaio "Why Work". Parece estranhamente um retrato fiel da nossa sociedade, de que talvez tenhamos que nos vir a despedir num futuro próximo...


"Lembram-se – já vai sendo difícil recordar – de como as coisas eram antes da guerra? As meias baratas que comprávamos e deitávamos fora para poupar o trabalho do conserto? Os carros de que nos desfazíamos todos os anos para andarmos na última moda de design do motor e de desenho aerodinâmico? O pão e ossos e pedaços de gordura que enchiam os caixotes do lixo – não só dos ricos, também dos pobres? As garrafas vazias que até o homem do lixo se recusava a levar, porque os fabricantes achavam mais barato fazer novas que lavar as velhas? As montanhas de latas vazias que ninguém achava que valesse a pena aproveitar, enferrujando e cheirando mal nos monturos de lixo? A comida que era queimada ou enterrada, porque não compensava distribuí-la? A terra sufocada e empobrecida com cardos, porque não compensava pagar para cultivá-la? Os lenços de tecido usados para trapos de pintura e pegas de cafeteira? As luzes eléctricas deixadas acesas, porque dava muito trabalho apagá-las? As ervilhas frescas que deixávamos de debulhar e trocávamos por qualquer coisa em lata? O papel que obstruía as prateleiras, jazia nos parques pelo joelho e enchia os assentos dos comboios? Os ganchos de cabelo espalhados e louça em cacos, os pequenos enfeites de aço, madeira, borracha, vidro e lata que comprámos, para preencher meia hora livre na loja da moda e que logo esquecemos? Os anúncios implorando, exortando, lisonjeando, ameaçando e obrigando a saciar-nos com coisas que não queríamos, em nome da mania das grandezas, da ociosidade e do “sex appeal”? E a feroz escalada internacional para encontrar em nações indefesas e atrasadas um mercado onde podíamos despejar todo o lixo supérfluo que as máquinas inexoráveis produziam hora a hora, para criar dinheiro e emprego?"

10.4.11

Política

Há muito tempo que nem tenho coragem para aqui incluir uns 'bitaites' sobre este assunto tão lamentável nos tempos que correm no nosso desgraçado país.
Eu, que durante anos votei PS, espanto-me com as pantomimas e as pantominas de Matosinhos.
Como é possível descer tão baixo? E não haver ninguém que se erga e mude o rumo das coisas?
Não é que tenha muita fé nos "outros", mas sem dúvida que escolherei um deles a 5 de Junho!

7.4.11

6 anos de blogue!


É inevitável comparar o mundo dos blogues de há 6 anos atrás com o de hoje. Se se tornou mais acessível esta possibilidade de manter um 'diário' electrónico, também a moda esfriou um pouco, devido, penso eu, à enorme expansão do Facebook, mais simples, menos ambicioso, mais imediato. Eu própria também não tenho vindo aqui com tanta assiduidade e, tristeza maior, quase não me deixam comentários!
Apesar de tudo, viva o blogue!

31.3.11

Rasga Meus Versos


Já Bocage não sou!... À cova escura
Meu estro vai parar desfeito em vento...
Eu aos céus ultrajei! O meu tormento
Leve me torne sempre a terra dura.

Conheço agora já quão vã figura
Em prosa e verso fez meu louco intento.
Musa!... Tivera algum merecimento,
Se um raio da razão seguisse, pura!

Eu me arrependo; a língua quase fria
Brade em alto pregão à mocidade,
Que atrás do som fantástico corria:

Outro Aretino fui... A santidade
Manchei!... Oh! Se me creste, gente ímpia,
Rasga meus versos, crê na eternidade!

Bocage

28.3.11

Na Mão de Deus





I
Na mão de Deus, na sua mão direita,
Descansou afinal meu coração.
Do palácio encantado da Ilusão.
Desci a passo e passo a escada estreita.
II
Como as flores mortais, com que se enfeitam
A ignorância infantil, despojo vão,
Depus do Ideal e da Paixão
A forma transitória e imperfeita.
III
Como criança, em lôbrega jornada,
Que a mãe leva ao colo agasalhada
E atravessa, sorrindo vagamente,
IV
Selvas, mares, areias do deserto...
Dorme o teu sono, coração liberto,
Dorme na mão de Deus eternamente!

Antero de Quental

26.3.11

Não se esqueçam!


Na próxima madrugada adiantamos o relógio para a hora de verão.

25.3.11

Parabéns, Migas!


Completas 6 anos!

22.3.11

"Spring Poppies"


de Susan Hazard

19.3.11

Dia do Pai


Relembro com saudade o meu, na antevisão de um novo encontro na casa do Pai.

17.3.11

Caminhando

Iniciei-me hoje nas caminhadas matinais na mata perto de casa, para descobrir que há toda uma irmandade que circula por trás daquelas árvores, já que todos se cumprimentam!

13.3.11

História da Carochinha


(de um livro da Texto)

Esta não é a história tradicional da Carochinha, que encontra uma moeda, casa com o João Ratão e o deixa morrer dentro do caldeirão.
Não! Esta é a história da Carochinha que perdeu uma das suas únicas 10 moedas de um longínquo tempo de crise e que não descansou, não dormiu, nem comeu, enquanto não a encontrou, a moeda perdida, no meio do pó e do lixo da sua casa.
E o que fez de seguida a nossa Carochinha? Convidou toda a carocharia da sua rua e fez uma grande festa, porque a sua moeda perdida tinha sido achada!

"Assim também há alegria entre os anjos de Deus quando um pecador se arrepende." (Lucas 15:10).

12.3.11

Mensagem do/a Céu

Partamos do pressuposto que eu sei que a minha amiga e irmã Céu se encontra no "gozo do seu Senhor" e que Ele não permite comunicações fantasmagóricas. Saibamos ainda que eu tenho uma conta no Hi5 há muito abandonada.
Hoje, recebi um email que dizia o seguinte:
"Céu enviou-te uma mensagem Hi5".
Segui o link e encontrei isto:

A mensagem tinha-me sido enviada em Novembro e eu não a tinha aberto...
Obrigada, Céu!

8.3.11

Dia da Mulher


Nunca apreciei isto de nos darem um dia, enquanto eles ficam com os restantes 364. Mas, vá lá! Senhoras: encomendem um controlo remoto destes e ofereçam-no aos vossos homens!

3.3.11

Então agora é assim:


dedico-me às prendas domésticas e ao computador...

28.2.11

Agora, sim! Reformada!

Esperei quase um ano por este dia, desde que "meti os papéis".
No entanto, o momento em que esvaziei o cacifo, me despedi de colegas e alunos e fechei atrás de mim o portão da escola foi um momento agridoce.
Há, é certo, o cansaço de 40 anos de aulas, com condições cada vez piores e alunos cada vez mais difíceis. Mas haverá também o vazio dos dias sem horário, nem campainhas, sem testes, nem sumários, e sem os alunos que me conquistaram o coração.
Há ainda o inexorável do último capítulo da vida profissional: a aposentação.
Ok: amanhã volto à escola!

26.2.11

A Fada dos Dentes


Esta imagem vai para a minha primeira neta, que perdeu o seu primeiro dente e ficou à espera da respectiva fada...

19.2.11

Nas notícias

Os cristãos pertencem à religião mais perseguida em todo o mundo.
Como cristã em Portugal, agradeço a Deus a liberdade de que usufruímos. E peço pelos meus irmãos perseguidos e mortos pelo mundo fora, só por seguir o mesmo Deus.

16.2.11

Em Ruas de Ouro

A minha amiga Céu partiu para o Senhor, que ela amou acima de tudo nesta terra. Em segundo lugar estavam os filhos, os netos e o bisneto pequenino. Em terceiro, esteve o seu marido de uma vida, que partiu à sua frente.
Numa conversa recente, ela confidenciou-me a gravidade do seu estado. Vivia cada dia em que a respiração se lhe encurtava pela fé no Senhor.
Deixa-nos esse grande exemplo de fé.
Até logo com Jesus, Céu!

15.2.11

Aos meus netos


"As gerações futuras servirão o Senhor e falarão Dele à geração seguinte."

7.2.11

Ai as minhas pernas!


A todos os que acreditam nas propriedades benéficas da sopa de urtigas, o meu pedido sincero de desculpas. Passei 2 dias a catá-las do meu jardim e foram todinhas para o lixo. Algumas já atingiam uns bons 40 cm de altura!
Ai as minhas pernas!

6.2.11

Aluno 1 - Professora 0

Chamei a atenção do meu aluno R., pela 99ª vez, que estava a falar alto e a impedir-me de dar a aula.
Ele: - Ó setora, mas a esta aula falta animação!
Eu: - R.! Uma aula não é um circo, não tem que ter animação!
Ele: - Mas também não tem que ser uma morgue!

1.2.11

O Pe-pe Pródigo


A nossa gata Migas tem, há anos, o objecto documentado na foto chamado Pe-pe, que lhe foi feito pela minha irmã. Acontece que a Migas adora o Pe-pe, o considera como filhote e, se o atirarmos para longe, vai buscá-lo e trá-lo na boca.
Pois o Pe-pe desapareceu há largos meses. Pensamos mesmo que tivesse sido devorado pelas entranhas do aspirador, na época desatinada da nossa última mulher a dias.
Há alguns dias atrás, ouvimos o miado insistente da Migas, tal e qual o grito de chamamento de filhote de uma gata mãe. Fomos ver: na boca ela trazia triunfante o seu Pe-pe! Onde o encontrou, não sabemos. Mas agora não o deixa escapar mais!

31.1.11

Acções de Formação

A mais deliciosa definição da função das Acções de Formação para professores é de Flannery O'Connor (descontada a diferença cultural):
"Nos últimos vinte verões, quando devia era estar a descansar, tinha antes que carregar com um baú no calor escaldante do Verão e frequentar a escola estadual para os professores; e embora quando regressasse, no Outono, continuasse sempre a ensinar da forma como lhe diziam que os professores não deviam ensinar, esta vingança era demasiado moderada para satisfazer o seu sentido de justiça."

29.1.11

Antigo Aluno

O J., meu antigo aluno de 1989-90, encontrou-me pela net e deixou-me uma mensagem que me aqueceu o coração, em que dizia que lhe "marquei a vida". Algum exagero, por certo...
Gostaria apenas que, no tempo que me resta como professora, eu pudesse ainda tocar a vida de algum dos meus alunos.

27.1.11

O Nosso Casamento


visto pela nossa neta Maria (6 anos).

19.1.11

Cachecol de Dedo


Comprei um novelo e sentei-me a aprender com esta senhora.
Numa hora fiz este pequeno cachecol duplo para uma neta.
Trabalho proveitoso, não?

18.1.11

O meu bairro

Quando viemos viver para este bairro, há 30 e muitos anos, éramos um casalinho muito jovem num ambiente mais adulto. Os mais idosos morreram todos um a um, e agora há poucos jovens a mudar-se para cá.
Há dias contemplei mais uma vez o dr. A., antigo pediatra de renome cá na zona, que sempre foi um grande caminheiro, rua acima, rua abaixo, atrás dos seus pacientes. Notei uma certa rigidez no seu andar, que é nova, para quem tinha o passo tão ginasticado.
Isso levou-me a pensar que o meu bairro está inexoravelmente a envelhecer. E eu também.

6.1.11

Na escola

Pensava que já não teria que aprender mais uma data de processos informáticos chamados "Livro de Ponto Digital", que uma reforma (merecida) me livraria dessa inutilidade para o resto da minha vida. Não. Tenho uns dias para fazer esse tirocínio.
Pensava que um último ano lectivo poderia ser passado com umas turmas calmas e sem grandes arrelias. Não. Tinha que desbravar umas turmas de 10ºs anos de Cursos Profissionais, com meninos metidos a engraçadinhos a tentarem dar-me cabo dos nervos.
Ok.
Mas não estava nada preparada para ouvir o maior elogio de toda a minha vida profissional, vindo de um dos meninos (bem grandes):
"Se a setora fosse para Presidente, este país saía da crise!"

28.12.10

No Inverno


as gatas sabem onde encontrar calor...

23.12.10

Feliz Natal para todos os que por aqui passarem!


"O Natal vira a mesa e aponta para a luta inerente ao momento em que o Senhor do mundo invisível e do mundo material desce para viver segundo as regras do segundo. Em Belém, os dois mundos encontram-se, realinhados. Aquilo que Jesus veio realizar no planeta Terra tornou possível que Deus um dia resolva todas as desarmonias em ambos os mundos. Não é de admirar que um coro de anjos tenha irrompido em cântico espontâneo, perturbando não só uns pastores, mas o universo inteiro." (Phillip Yancey in Our Daily Bread)

22.12.10

Winter


de Alfred Sisley

21.12.10

Mary, did you know?


Uma das mais belas músicas de Natal!

18.12.10

Andar na Feira da Ladra



numa manhã muito fria

15.12.10

Flannery O'Connor

"Já leste Flannery O'Connor?", perguntou ele há dias.
"Não, nunca li nada dela", respondi.
"Como é que tiraste o curso que tiraste e nunca leste Flannery O'Connor?" perguntou ele mais uma vez, como sempre faz, quando se apaixona por um escritor anglo-saxónico. 'Ele' é o segundo homem da família, o meu filho.
Ontem, ao regressar de um passeio pela baixa lisboeta, encontrei Flannery O'Connor em cima da minha secretária. O meu filho tinha passado por cá.
Aguardo com impaciência que ele se apaixone por Shakespeare, Sterne, Nathaniel Hawthorne, Edgar Allen Poe, Scott Fitzgerald, etc, etc, etc, e eu possa responder pacientemente: "Já li, claro!"

14.12.10

Na folhinha de hoje do calendário


"Quem dera que os meus caminhos fossem dirigidos a observar os Teus mandamentos!" (Salmo 119:5)

É Hoje!


Estão todos convidados!

13.12.10

Michael Faraday e a Luz


Falámos ontem na igreja de Michael Faraday. O nome dele estava na minha cabeça como grande cientista do séc. 19, ligado às aventuras da electricidade. Fiquei a saber que ele dedicou muito da sua vida à luz. Sendo um crente fiel em Cristo, posso dizer que a sua vida foi dedicada também à Luz, o que tem tudo a ver com a época que atravessamos.
Sobre ele, tirei isto da Wikipédia:

De uma obra de Isaac Watts intitulada The Improvement of the Mind (A melhoria da mente), que leu quando tinha catorze anos, Michael Faraday adotou seis principios:
  • Sempre levar consigo um pequeno bloco com o fim de tomar notas a qualquer momento.
  • Manter abundante correspondência.
  • Ter colaboradores com o fim de trocar ideias.
  • Evitar as controvérsias.
  • Verificar tudo o que lhe diziam.
  • Não generalizar precipitadamente, falar e escrever da forma mais precisa possível.

10.12.10

Cursos Profissionais

Costumo dizer que os critérios gerais destes cursos são de encomenda para os alunos fraquinhos, mas muito dedicados, que não conseguem positiva nos testes, mas compensam com a dedicação nas aulas, em casa, nos materiais. Digo isso em todas as turmas, no início do ano, ao apresentar os critérios específicos para a minha disciplina, que atribuem 40% da classificação apenas às atitudes e aos materiais.
Feliz ou infelizmente, estes alunos são raros. Aparecem mais os que têm capacidades, mas querem fazer o mínimo possível. As aulas - são boas para a conversa e a brincadeira. Materiais? Tenho turmas inteiras sem manual e do Portfolio obrigatório, nem cheiro.
Acabo sempre por me irritar com o ar furioso que põem nas aulas de avaliação, quando os confronto com classificação negativa por estes mesmos motivos.
Mas não me comovem!

9.12.10

Montar uma árvore do Natal

numa casa com duas gatas é sinónimo de andar debaixo dos sofás à procura dos enfeites que ouvimos andar a rolar pela sala. Debaixo do sofá dá para apanhar o enfeite, mais umas meias de bebé e uma bisnaga de Lutsine...

5.12.10

2º Domingo do Advento


"Olhando para Jesus, autor e consumador da nossa fé" (Hebreus 12:2).

3.12.10

Recordações de Hospital

Já lá vão mais de 3 semanas desde que abandonei a minha (felizmente curta) estadia no hospital. Mas a cada noite lembro-me dele. Chamemos-lhe Paulo.
Estava na cama ao lado da minha, nos Cuidados Intermédios de Pneumologia, mistos - três homens e três mulheres, onde passei de dois para três dias. Entre os quarentas e os cinquentas, tinha sofrido um AVC no início de Setembro, que lhe paralisou o centro cerebral que comanda a respiração. Teve que ser submetido a uma traqueostomia. Em recuperação no hospital, a ver se lhe repunham a respiração autónoma, sofreu o ataque de um bicharoco que o levou para a Pneumologia. Tinha que ser constantemente aspirado para não sufocar. Não podia falar. Não comia, nem bebia. Tudo era feito através do pavoroso buraco no pescoço. Ali ficava, paciente, fazendo rir as enfermeiras com as suas tentativas de se fazer entender por movimento de lábios e gestos. No dia em que eu saí, descobriram-lhe mais um bicharoco. Entrou em isolamento.
Não soube mais nada dele. Mas os meus pensamentos e orações acompanham-no.

2.12.10

A Pessoa da minha Vida

No mês de Novembro, aquando do Dia da Escola, a Biblioteca levou a cabo uma exposição de textos de alunos, professores e funcionários, com base no tema acima mencionado. Aqui reproduzo a minha humilde contribuição:

A Pessoa da Minha Vida

Nasceu de uma família humilde, em condições precárias, mas, mais ou menos por acaso, numa terra de antigas e nobres tradições. No entanto, o seu nascimento esteve marcado nas estrelas.

Era um menino e todos se alegraram especialmente por este facto, que à época, as meninas eram pouco mais que a garantia da vida física e do prolongamento da família.

Com poucos dias de vida, a sua família teve que experimentar as agruras dos refugiados em terra estranha, que os tempos eram cruéis e violentos.

O seu pai exercia uma profissão manual, que o menino foi adquirindo como aprendiz. Era assim a tradição. Mas, singularmente, este rapaz cedo se dedicou ao estudo, surpreendendo pela sua precocidade em conhecimento a sociedade humilde em que se inseria.

Ao tornar-se adulto, saiu de casa, abandonou a profissão familiar e começou a percorrer a terra, com uma estranha forma de pensamento e acção, que surpreendia todos quantos o conheciam.

Em breve havia uma multidão à sua volta, à procura das boas palavras ou, talvez mais, das suas benfeitorias. Que era um homem de poder, diziam: que as suas mãos tinham artes curativas, que as suas palavras iriam libertar o povo da tirania.

Ora, os poderes públicos não gostam de ajuntamentos, nem que se fale de libertação. Um plano foi gizado para o apanhar, um traidor foi escolhido para o entregar.

Uma vez preso o homem, onde estava a multidão que o seguia? Reclamando, talvez, a sua condenação...

Foi morto. As autoridades e o povo agitado sossegaram.

Mas, num arrepio às leis cósmicas que nos governam, a morte não conseguiu retê-lo e ele voltou à vida. Para sempre.

Ainda hoje, ele é a pessoa da minha vida. O seu nome é Jesus.

28.11.10

William Booth


Falámos hoje na igreja de William Booth, cidadão britânico que viveu na Inglaterra do séc. 19, onde conheceu a Cristo na sua juventude e se entregou a Ele. Tornou-se de imediato pregador. Ao mudar-se para Londres com a sua esposa Catherine, Booth ficou chocado com a pobreza e a miséria, morais e financeiras, dos seus habitantes. Começou a pregar e a ajudar todas aquelas pessoas. Foi assim que nasceu o Exército de Salvação, que viria a estender-se ao mundo inteiro.
Na sua última pregação, em Junho de 1912, Booth disse:

Enquanto as mulheres chorarem, como choram agora, eu lutarei;
Enquanto criancinhas passarem fome, como passam agora, eu lutarei;
Enquanto homens passarem pelas prisões, entrando e saindo, entrando e saindo,
Como eles o fazem agora, eu lutarei;
Enquanto há um bêbado remanescente,
Enquanto há uma pobre menina perdida nas ruas,
Enquanto restar uma alma que seja nas trevas, sem a luz de Deus - eu lutarei,
Eu lutarei até ao último instante.

27.11.10

A Minha Horta


Alecrim

Coentros e salsa

Mangericão

Rúcula