Não, desta vez não senti nada. Estava em Lisboa numa Acção de Formação e fiquei feliz por saber que a terra tinha dado um solavanco sem eu o sentir.
Não foi assim há 38 anos.
Era solteira, dormia com a minha irmã em casa dos nossos pais, na Amadora. Acordei com o rugido que vinha do subsolo, algo que nunca mais esquecerei. Abri os olhos e o roupeiro ao fundo da minha cama dançava, ameaçando cair sobre mim. A minha irmã, na cama ao meu lado, gritava. Saí da cama para a ir consolar e caí sobre ela. O nosso quarto parecia um navio em mar encapelado. Abri a porta aos meus irmãos e ficámos juntos, a ver o que se seguiria.
Parou. Surgiram os nosos pais, que, ao cair um frasquito no seu quarto, se tinham preparado para morrer abraçados.
Não foi desta.
Durante dias não conseguia conciliar o sono. Durante meses, anos foi o meu receio maior.
Uma amiga contou-me que, na véspera à noite, tinha lido o Salmo 46: "Deus é o nosso refúgio e a nossa força, é a nossa ajuda nos momentos de angústia. Por isso, não teremos medo, ainda que a terra se ponha a tremer, mesmo que as montanhas se afundem no mar; mesmo que as águas rujam furiosas e os montes tremam com o seu embate."
Nunca mais esqueci.
13.2.07
12.2.07
Maria
A minha neta Maria de novo a passar uma noite em nossa casa. Converso com ela e vou-lhe contando o primeiro dia em que a conheci (e fui avó).
"Então a mamã foi para o hospital para a Maria nascer. A Maria nasceu e ficou a dormir numa caminha ao lado da mamã.
A avozinha chegou lá e cumprimentou a mamã, o papá, a avó T., o avô J. e depois olhou para a Maria, a dormir na caminha: era tão linda, tão linda!"
Maria:
"A Maria estava a sonhar com a avozinha."
"Então a mamã foi para o hospital para a Maria nascer. A Maria nasceu e ficou a dormir numa caminha ao lado da mamã.
A avozinha chegou lá e cumprimentou a mamã, o papá, a avó T., o avô J. e depois olhou para a Maria, a dormir na caminha: era tão linda, tão linda!"
Maria:
"A Maria estava a sonhar com a avozinha."
11.2.07
10.2.07
9.2.07
8.2.07
Por Que Razão
terão mais direitos os filhos dos que optam pelo NÃO do que os filhos dos que optam pelo SIM?
7.2.07
Citação
"Cada criança ao nascer traz a mensagem de que Deus não perdeu a esperança nos homens".
E quantas vezes recusamos receber essa sua mensagem!
E quantas vezes recusamos receber essa sua mensagem!
6.2.07
Eutanásia?
O idoso pai de uma colega minha está praticamente acamado. A minha colega desvela-se em cuidados para que ele se mantenha em sua própria casa e nada lhe falte. Sendo a única cuidadora, a solução que arranjou foi contratar umas senhoras que tratam dele, uma de dia, outra de noite, investindo nisso o seu salário quase todo. Por estes dias, na iminência de perder a senhora que fica de noite, tem envidado esforços para encontrar-lhe uma substituta. Narrava-me ela hoje a conversa telefónica que teve com uma candidata.
Minha colega: Sabe, o meu pai está acamado, temos que o levantar da cama até ao sofá e voltar a deitá-lo. Usa fraldas.
Candidata: Mas afinal que problemas de saúde é que ele tem?
Minha colega: Teve um AVC, é diabético e por causa da diabetes quase não vê.
Candidata: E ele ainda quer viver?
Minha colega: Sabe, o meu pai está acamado, temos que o levantar da cama até ao sofá e voltar a deitá-lo. Usa fraldas.
Candidata: Mas afinal que problemas de saúde é que ele tem?
Minha colega: Teve um AVC, é diabético e por causa da diabetes quase não vê.
Candidata: E ele ainda quer viver?
5.2.07
Mitos na Questão do Aborto
1º Mito
"Todos somos contra o aborto."
Mentira! Muita gente é mesmo a favor do aborto.
Basta ver as afirmações da directora da clínica abortista dos Arcos em Badajoz: diz ela que, quer mude a lei em Portugal, quer não mude, vai abrir uma filial em Lisboa. Não é, certamente, para convencer as grávidas a terem os seus bebés...
2º Mito
"As mulheres sofrem muito quando decidem fazer um aborto."
Mentira! Nem todas: já conheci algumas que trataram o caso como se tivessem ido arrancar um dente.
3º Mito
"As mulheres sabem sempre fazer as suas opções".
Mentira! Nem as mulheres, nem os homens optam sempre bem. Todos nós fazemos coisas de que nos arrependemos. Eu, por exemplo, estou arrependidíssima de ter votado PS nas últimas legislativas. E não é só por causa do aborto!
"Todos somos contra o aborto."
Mentira! Muita gente é mesmo a favor do aborto.
Basta ver as afirmações da directora da clínica abortista dos Arcos em Badajoz: diz ela que, quer mude a lei em Portugal, quer não mude, vai abrir uma filial em Lisboa. Não é, certamente, para convencer as grávidas a terem os seus bebés...
2º Mito
"As mulheres sofrem muito quando decidem fazer um aborto."
Mentira! Nem todas: já conheci algumas que trataram o caso como se tivessem ido arrancar um dente.
3º Mito
"As mulheres sabem sempre fazer as suas opções".
Mentira! Nem as mulheres, nem os homens optam sempre bem. Todos nós fazemos coisas de que nos arrependemos. Eu, por exemplo, estou arrependidíssima de ter votado PS nas últimas legislativas. E não é só por causa do aborto!
2.2.07
Portugueses
Diz o DN de hoje que os estrangeiros entre nós nos consideram sérios, pouco convictos do nosso valor, tristes.
Mas não! Nós somos muito felizes!
De manhã, levantamo-nos e encaramos logo o belo sol de que os estrangeiros tanto falam. Ficamos contentes. Mas, é claro, vamos a caminho do emprego e a cara fecha-se.
Somos felizes em ter emprego: mas o patrão, os clientes, os fornecedores são o nosso castigo!
Vamos almoçar: adoramos um cozido à portuguesa. Mas quando temos que pagar a conta...
Saímos finalmente do emprego: são 6 horas e o pôr-do-sol é lindo. Mas os transportes públicos, senhores! Amarramos o olhar.
Finalmente em casa: família linda! Mas tanto trabalho à nossa frente, o jantar por fazer, os miúdos com os TPCs, os banhos, a televisão que só dá desgraças!
Deitamo-nos exauridos.
Mas somos felizes, lá isso somos!
À nossa maneira, talvez.
1.2.07
31.1.07
As Minhas Respostas à Questão do Aborto
Trato aqui apenas de algumas coisas que eu responderia a alguns argumentos invocados em favor da despenalização / liberalização do aborto.
Dizem: "Devemos ver isto apenas pela razão e pela ciência."
Minha resposta: É exactamente a ciência e a razão que cada vez mais nos permitem ver um ser humano vivo a partir de muito cedo, muito antes das 10 semanas. Quem tenha visto as imagens de uma ecografia de 7 semanas pode ter alguma dúvida?
Dizem: "Uma sociedade moderna permite o aborto por opção. Devemos ser uma sociedade moderna."
Minha resposta: Não sei bem o que se entende por "sociedade moderna". Se é aquela em que a vida não tem valor, então não quero viver numa "sociedade moderna". Os EUA são uma "sociedade moderna", onde se permite além do aborto, a pena de morte. E ouço tantas vozes contra esta "sociedade moderna"!
Dizem: "Não queremos ver as mulheres que abortaram arrastadas pelos tribunais".
Minha resposta: Vamos continuar a ver arrastadas pelos tribunais as mulheres que abortarem às 11, 12, 13, 14 semanas, que as há e muitas. Bem como as que continuarem a abortar fora do sistema legal.
Dizem: "Vamos mandar para a cadeia as mulheres que abortaram em desespero de causa?"
Minha resposta: Não sei se vamos, como também não o sei nos casos de quem rouba por ter fome, ou de quem mata por ser ameaçado de morte. Há , certamente, outras formas de penalizar quem vai contra a lei. Também não gosto de ver preso quem cometeu outros delitos. Mas essa é uma questão mais à frente, a das penalizações. Lamento, mas não é isso que me perguntam no referendo.
Dizem: "Não é justo que as mulheres ricas possam abortar em Espanha com todas as condições e as pobres no vão de escada."
Minha resposta: Concordo, mas também não é justo que os grandes possam fugir ao fisco com todo o à vontade, que possam roubar e até mandar matar em condições de segurança, enquanto os pobres se arriscam não só a ser imediatamente apanhados, mas até a correr risco de vida.
Dizem: "Não é justo para as crianças nascerem sem ser desejadas."
Minha resposta: Não me façam rir! Se só nascessem crianças planeadas, a humanidade tinha acabado há muitas gerações! Aliás, muitas das nossas crianças que hoje vão nascendo não foram planeadas, mas são recebidas com muito amor.
Dizem: "O aborto ilegal é um convite ao desenvolvimento de esquemas marginais, da lucros ilicítos, de criminalidade."
Minha resposta: É verdade, mas acontece com qualquer lei. A lei que proibe o roubo, a que proibe as drogas, a que proibe a condução sem carta, todas elas levam a que se desenvolva um esquema de o fazer de forma ilegal. Nem por isso decidimos descriminalizar o roubo, a droga ou a condução não habilitada.
Dizem: "O descriminalização do aborto não é uma questão moral, é uma questão de saúde pública."
Minha resposta: Como não é uma questão moral? Não é toda a lei uma questão moral e de ética? Tratar da vida não é uma questão moral? Mas sim, é também uma questão de saúde pública das mulheres que abortam e dos nascituros que são mortos.
Dizem: "A natureza desfaz-se muitas vezes dos embriões e fetos até às 12 semanas. Portanto, não se trata de um crime."
Minha resposta: A natureza também "se desfaz" de todos nós a longo prazo, e nem por isso achamos bem matar alguém.
Como todos sabemos, não somos capazes de criar a vida: ela é-nos concedida. Mas já temos a possibilidade de a tirar, embora não esse direito.
Penso que a questão fundamental é esta: o embrião / feto é ou não é um ser humano?
Se é, não podemos permitir que seja morto, só porque convém.
Dizem: "Devemos ver isto apenas pela razão e pela ciência."
Minha resposta: É exactamente a ciência e a razão que cada vez mais nos permitem ver um ser humano vivo a partir de muito cedo, muito antes das 10 semanas. Quem tenha visto as imagens de uma ecografia de 7 semanas pode ter alguma dúvida?
Dizem: "Uma sociedade moderna permite o aborto por opção. Devemos ser uma sociedade moderna."
Minha resposta: Não sei bem o que se entende por "sociedade moderna". Se é aquela em que a vida não tem valor, então não quero viver numa "sociedade moderna". Os EUA são uma "sociedade moderna", onde se permite além do aborto, a pena de morte. E ouço tantas vozes contra esta "sociedade moderna"!
Dizem: "Não queremos ver as mulheres que abortaram arrastadas pelos tribunais".
Minha resposta: Vamos continuar a ver arrastadas pelos tribunais as mulheres que abortarem às 11, 12, 13, 14 semanas, que as há e muitas. Bem como as que continuarem a abortar fora do sistema legal.
Dizem: "Vamos mandar para a cadeia as mulheres que abortaram em desespero de causa?"
Minha resposta: Não sei se vamos, como também não o sei nos casos de quem rouba por ter fome, ou de quem mata por ser ameaçado de morte. Há , certamente, outras formas de penalizar quem vai contra a lei. Também não gosto de ver preso quem cometeu outros delitos. Mas essa é uma questão mais à frente, a das penalizações. Lamento, mas não é isso que me perguntam no referendo.
Dizem: "Não é justo que as mulheres ricas possam abortar em Espanha com todas as condições e as pobres no vão de escada."
Minha resposta: Concordo, mas também não é justo que os grandes possam fugir ao fisco com todo o à vontade, que possam roubar e até mandar matar em condições de segurança, enquanto os pobres se arriscam não só a ser imediatamente apanhados, mas até a correr risco de vida.
Dizem: "Não é justo para as crianças nascerem sem ser desejadas."
Minha resposta: Não me façam rir! Se só nascessem crianças planeadas, a humanidade tinha acabado há muitas gerações! Aliás, muitas das nossas crianças que hoje vão nascendo não foram planeadas, mas são recebidas com muito amor.
Dizem: "O aborto ilegal é um convite ao desenvolvimento de esquemas marginais, da lucros ilicítos, de criminalidade."
Minha resposta: É verdade, mas acontece com qualquer lei. A lei que proibe o roubo, a que proibe as drogas, a que proibe a condução sem carta, todas elas levam a que se desenvolva um esquema de o fazer de forma ilegal. Nem por isso decidimos descriminalizar o roubo, a droga ou a condução não habilitada.
Dizem: "O descriminalização do aborto não é uma questão moral, é uma questão de saúde pública."
Minha resposta: Como não é uma questão moral? Não é toda a lei uma questão moral e de ética? Tratar da vida não é uma questão moral? Mas sim, é também uma questão de saúde pública das mulheres que abortam e dos nascituros que são mortos.
Dizem: "A natureza desfaz-se muitas vezes dos embriões e fetos até às 12 semanas. Portanto, não se trata de um crime."
Minha resposta: A natureza também "se desfaz" de todos nós a longo prazo, e nem por isso achamos bem matar alguém.
Como todos sabemos, não somos capazes de criar a vida: ela é-nos concedida. Mas já temos a possibilidade de a tirar, embora não esse direito.
Penso que a questão fundamental é esta: o embrião / feto é ou não é um ser humano?
Se é, não podemos permitir que seja morto, só porque convém.
30.1.07
Wie viel Uhr ist es?

Hoje, na aula de Alemão, ao rever o tema "horas" para o próximo teste, fui pela primeira vez confrontada com a dificuldade dos alunos entenderem todos algo como, em português, dez para as seis, nove e um quarto. Convém relembrar que os meus alunos do 10º ano de Alemão têm origens tão diversas como vários PALOPs, Roménia, Brasil.
Mas o que mais me espantou foi a dificuldade que alguns têm de saber as horas nos reloginhos acima representados! Só as entendem nos digitais!
29.1.07
10ª Razão Por Que Somos Contra o Aborto
O ABORTO É CONTRA DEUS
Para além de todas as razões atrás mencionadas, consideramos que o aborto é uma clara violação da vontade de Deus, revelada nas Escrituras Sagradas. O quinto mandamento declara precisamente: "não matarás" (Êxodo 20:13).
Encontramos na Bíblia a revelação inequívoca de que Deus valoriza a vida humana desde a concepção e que está envolvido no processo criativo, como p. e. no texto seguinte de autoria do rei David (Salmo 139:13-16):
"Foste tu que formaste todo o meu ser; formaste-me no ventre de minha mãe (...) Conheces intimamente o meu ser. Quando os meus ossos estavam a ser formados, sem que ninguém o pudesse ver; quando eu me desenvolvia em segredo, nada disso te escapava. Tu viste-me antes de eu estar formado. Tudo isso estava escrito no teu livro; tinhas assinalado todos os dias da minha vida, antes de qualquer deles exitir."
Dr. Jorge Cruz, Médico
Para além de todas as razões atrás mencionadas, consideramos que o aborto é uma clara violação da vontade de Deus, revelada nas Escrituras Sagradas. O quinto mandamento declara precisamente: "não matarás" (Êxodo 20:13).
Encontramos na Bíblia a revelação inequívoca de que Deus valoriza a vida humana desde a concepção e que está envolvido no processo criativo, como p. e. no texto seguinte de autoria do rei David (Salmo 139:13-16):
"Foste tu que formaste todo o meu ser; formaste-me no ventre de minha mãe (...) Conheces intimamente o meu ser. Quando os meus ossos estavam a ser formados, sem que ninguém o pudesse ver; quando eu me desenvolvia em segredo, nada disso te escapava. Tu viste-me antes de eu estar formado. Tudo isso estava escrito no teu livro; tinhas assinalado todos os dias da minha vida, antes de qualquer deles exitir."
Dr. Jorge Cruz, Médico
28.1.07
De novo, a neve!
27.1.07
A Prova do Crime
26.1.07
9ª Razão Por Que Somos Contra o Aborto
O ABORTO É CONTRA A ÉTICA
O aborto, o infanticídio, o suicídio e mesmo a eutanásia eram relativamente comuns e socialmente aceites no mundo antigo greco-romano. O abortamento provocado ocasionava, geralmente, a morte da mãe. No século IV a.C. Hipócrates de Cós, com o seu juramento, impõe uma ruptura com a cultura da morte que prevalecia nessa época. Mais tarde, após a humanização do Direito, por influência do Cristianismo, o aborto passou a ser considerado um crime no mundo ocidental. Deste modo, a norma ética, ao longo dos séculos, tem sido a defesa da vida humana desde a concepção. O aborto induzido é, assim, contra a ética, pois colide com o princípio fundamental da inviolabilidade da vida humana.
Nos raríssimos casos-limite em que a continuação da gravidez põe em risco a vida da mãe, o aborto poderá ser a única forma de salvar a sua vida, o que a actual lei já prevê.
Dr. Jorge Cruz, Médico
O aborto, o infanticídio, o suicídio e mesmo a eutanásia eram relativamente comuns e socialmente aceites no mundo antigo greco-romano. O abortamento provocado ocasionava, geralmente, a morte da mãe. No século IV a.C. Hipócrates de Cós, com o seu juramento, impõe uma ruptura com a cultura da morte que prevalecia nessa época. Mais tarde, após a humanização do Direito, por influência do Cristianismo, o aborto passou a ser considerado um crime no mundo ocidental. Deste modo, a norma ética, ao longo dos séculos, tem sido a defesa da vida humana desde a concepção. O aborto induzido é, assim, contra a ética, pois colide com o princípio fundamental da inviolabilidade da vida humana.
Nos raríssimos casos-limite em que a continuação da gravidez põe em risco a vida da mãe, o aborto poderá ser a única forma de salvar a sua vida, o que a actual lei já prevê.
Dr. Jorge Cruz, Médico
25.1.07
Hoje Como no Início do Século Passado...
'There's your little mob in there,' said Grimes.; 'you let them out at eleven.'
'But what am I to teach them?' said Paul in sudden panic.
'Oh I shouldn't try to teach them anything, not just yet, anyway. Just keep them quiet.'
'Now that's a thing I never learned to do,' sighed Mr. Prendergast.
Paul watched him amble into his classroom at the end of the passage, where a burst of applause greeted his arrival. Dumb with terror he went into his own classroom.
"Decline and Fall", Evelyn Waugh
'But what am I to teach them?' said Paul in sudden panic.
'Oh I shouldn't try to teach them anything, not just yet, anyway. Just keep them quiet.'
'Now that's a thing I never learned to do,' sighed Mr. Prendergast.
Paul watched him amble into his classroom at the end of the passage, where a burst of applause greeted his arrival. Dumb with terror he went into his own classroom.
"Decline and Fall", Evelyn Waugh
24.1.07
8ª Razão Por Que Somos Contra o Aborto
O ABORTO É CONTRA O DIREITO À DIFERENÇA
Em muitos países ocidentais, a liberalização do abortamento provocado tem impedido o nascimento de crianças com anomalias cromossómicas, das quais a trissomia 21 (síndrome de Down) é a mais frequente, bem como com malformações congénitas perfeitamente compatíveis com a vida, e muitas delas com correcção cirúrgica pós-natal, como é o caso do lábio leporino ou do pé boto. Situações mais graves e complexas, como certas malformações cardíacas, podem também ser tratadas cirurgicamente, por vezes mesmo antes do nascimento.
O abortamento destas crianças contribui para uma desvalorização e discriminação de pessoas com deficiências sensoriais, motoras e/ou cognitivas, que vivem vidas adapatadas e felizes, apesar das limitações.
Dr. Jorge Cruz, Médico
Em muitos países ocidentais, a liberalização do abortamento provocado tem impedido o nascimento de crianças com anomalias cromossómicas, das quais a trissomia 21 (síndrome de Down) é a mais frequente, bem como com malformações congénitas perfeitamente compatíveis com a vida, e muitas delas com correcção cirúrgica pós-natal, como é o caso do lábio leporino ou do pé boto. Situações mais graves e complexas, como certas malformações cardíacas, podem também ser tratadas cirurgicamente, por vezes mesmo antes do nascimento.
O abortamento destas crianças contribui para uma desvalorização e discriminação de pessoas com deficiências sensoriais, motoras e/ou cognitivas, que vivem vidas adapatadas e felizes, apesar das limitações.
Dr. Jorge Cruz, Médico
23.1.07
A 34
Durante um mês da minha vida, um mês muito duro, eu fui conhecida não pelo meu nome, mas pela 34.
Isto aconteceu em 1974, entre Novembro e Dezembro, e eu estava internada na cama número 34, na Maternidade de Santa Bárbara, em Lisboa, com ameaça de aborto.
As condições eram deprimentes: uma área enorme, dividida por pequenos tabiques para 8 mulheres cada, recebia cerca de 40 mulheres. Os colchões eram feitos de raspas de cortiça e a casa de banho tinha um grande buraco no tecto, onde entrava o frio daquele inverno.
Todas as mulheres tinham abortado ou estavam em vias de abortar. Muitas, porque tinham feito um aborto no exterior, vinham tratar as sequelas. Outras faziam tudo por tudo para manterem os seus bebés vivos.
Por ser um lugar de abortos, não havia visitas nos 5 primeiros dias, e depois disso, só para quem pudesse ir à sala respectiva. Assim, era da janela que pedíamos aos maridos que trouxessem uns chinelos, um roupão, umas cuecas.
Ali tive uma boa escola do que é realmente o mundo das mulheres. Lembro-me de uma rapariga que tinha feito um aborto: tinham-lhe abortado um bebé, mas ela estava grávida de gémeos e um deles sobrevivia ainda. Em Santa Bárbara, faziam tudo para salvar os bebés. Assim, ela assinou a alta, saiu, abortou o segundo bebé e voltou para tratar as sequelas.
Uma outra rapariga, grávida de cinco meses, perdeu a bebé praticamente à nossa frente.
Interessante foi que nunca vi nem médicos, nem enfermeiras, nem outro pessoal tratar menos bem quem tivesse (ou não) provocado o seu próprio aborto.
A maior parte das mulheres estava lá 3 ou 4 dias e ia-se embora já recuperada. Mas os casos como o meu em que, ou continuava a ameaça de aborto, ou se tratava de uma coisa mais complicada, iam ficando.
Eu, descobriu-se depois, tinha uma mola hidatiforme. Corria a versão que era um bicho que quando nascia, subia pelas paredes.
Quem ia subindo pelas paredes fui eu, quando finalmente decidiram fazer-me expulsar a dita mola. Não tanto pelas dores, que as tive e muitas quando acordei a meio da anestesia geral, mas pela fraqueza geral em que fiquei.
Fizeram-me a curetagem na Magalhães Coutinho e foi aí, na sala de recuperação, que uma rapariga abortou espontaneamente um feto de 3 meses. A enfermeira pegou nele numa gaze e andou a mostrar-nos às outras internadas: um bebé minúsculo, mas completo, com um rostinho perfeito, dedos nas mãos e pés, um rapazinho.
Voltei para casa no dia 19 de Dezembro, e já nem entendia tudo o que a minha filha R. dizia, tanto que ela se desenvolveu num mês, mês esse em que tinha completado 2 anos de vida.
Foi uma experiência terrível, mas que jamais esquecerei.
Isto aconteceu em 1974, entre Novembro e Dezembro, e eu estava internada na cama número 34, na Maternidade de Santa Bárbara, em Lisboa, com ameaça de aborto.
As condições eram deprimentes: uma área enorme, dividida por pequenos tabiques para 8 mulheres cada, recebia cerca de 40 mulheres. Os colchões eram feitos de raspas de cortiça e a casa de banho tinha um grande buraco no tecto, onde entrava o frio daquele inverno.
Todas as mulheres tinham abortado ou estavam em vias de abortar. Muitas, porque tinham feito um aborto no exterior, vinham tratar as sequelas. Outras faziam tudo por tudo para manterem os seus bebés vivos.
Por ser um lugar de abortos, não havia visitas nos 5 primeiros dias, e depois disso, só para quem pudesse ir à sala respectiva. Assim, era da janela que pedíamos aos maridos que trouxessem uns chinelos, um roupão, umas cuecas.
Ali tive uma boa escola do que é realmente o mundo das mulheres. Lembro-me de uma rapariga que tinha feito um aborto: tinham-lhe abortado um bebé, mas ela estava grávida de gémeos e um deles sobrevivia ainda. Em Santa Bárbara, faziam tudo para salvar os bebés. Assim, ela assinou a alta, saiu, abortou o segundo bebé e voltou para tratar as sequelas.
Uma outra rapariga, grávida de cinco meses, perdeu a bebé praticamente à nossa frente.
Interessante foi que nunca vi nem médicos, nem enfermeiras, nem outro pessoal tratar menos bem quem tivesse (ou não) provocado o seu próprio aborto.
A maior parte das mulheres estava lá 3 ou 4 dias e ia-se embora já recuperada. Mas os casos como o meu em que, ou continuava a ameaça de aborto, ou se tratava de uma coisa mais complicada, iam ficando.
Eu, descobriu-se depois, tinha uma mola hidatiforme. Corria a versão que era um bicho que quando nascia, subia pelas paredes.
Quem ia subindo pelas paredes fui eu, quando finalmente decidiram fazer-me expulsar a dita mola. Não tanto pelas dores, que as tive e muitas quando acordei a meio da anestesia geral, mas pela fraqueza geral em que fiquei.
Fizeram-me a curetagem na Magalhães Coutinho e foi aí, na sala de recuperação, que uma rapariga abortou espontaneamente um feto de 3 meses. A enfermeira pegou nele numa gaze e andou a mostrar-nos às outras internadas: um bebé minúsculo, mas completo, com um rostinho perfeito, dedos nas mãos e pés, um rapazinho.
Voltei para casa no dia 19 de Dezembro, e já nem entendia tudo o que a minha filha R. dizia, tanto que ela se desenvolveu num mês, mês esse em que tinha completado 2 anos de vida.
Foi uma experiência terrível, mas que jamais esquecerei.
22.1.07
7ª Razão Por Que Somos Contra o Aborto
O ABORTO É CONTRA A DIGNIDADE HUMANA
A tradição moral judaico-cristã sempre se preocupou com a defesa dos mais fracos e vulneráveis, como é o caso das crianças, dos órfãos, dos idosos e das viúvas. O aborto nunca é uma solução dignificante, nem para quem o pratica, nem para a mulher que a ele se submete, e muito menos para a criança inocente.
Concordamos com o relatório-parecer sobre a experimentação no embrião, do Conselho Nacional de Ética para as Ciências da Vida (1996) que afirma que "a vida humana merece respeito, qualquer que seja o seu estádio ou fase, devido à sua dignidade essencial."
É também um facto indiscutível que o número de abortos aumentou, por vezes exponencialmente, em todos os países que despenalizaram a sua prática.
Dr. Jorge Cruz, Médico
A tradição moral judaico-cristã sempre se preocupou com a defesa dos mais fracos e vulneráveis, como é o caso das crianças, dos órfãos, dos idosos e das viúvas. O aborto nunca é uma solução dignificante, nem para quem o pratica, nem para a mulher que a ele se submete, e muito menos para a criança inocente.
Concordamos com o relatório-parecer sobre a experimentação no embrião, do Conselho Nacional de Ética para as Ciências da Vida (1996) que afirma que "a vida humana merece respeito, qualquer que seja o seu estádio ou fase, devido à sua dignidade essencial."
É também um facto indiscutível que o número de abortos aumentou, por vezes exponencialmente, em todos os países que despenalizaram a sua prática.
Dr. Jorge Cruz, Médico
21.1.07
Lisboa-Dakar
Acabou-se. Desistimos!!!
Íamos muito bem na sexta-feira passada a passar dunas e desertos, quando encontrámos os senhores e senhoras representados nesta página:
http://multimedia.rtp.pt/index.php?vid=1
Cliquem no vídeo WMU do Contra-Informação de 19 de Janeiro e entendam que, com semelhante companhia, nos recusámos a andar um quilómetro que fosse!
Assim, demos meia volta e voltámos para o aconchego dos nossos lares.
Íamos muito bem na sexta-feira passada a passar dunas e desertos, quando encontrámos os senhores e senhoras representados nesta página:
http://multimedia.rtp.pt/index.php?vid=1
Cliquem no vídeo WMU do Contra-Informação de 19 de Janeiro e entendam que, com semelhante companhia, nos recusámos a andar um quilómetro que fosse!
Assim, demos meia volta e voltámos para o aconchego dos nossos lares.
20.1.07
6ª Razão Por Que Somos Contra o Aborto
O ABORTO É CONTRA A CONSCIÊNCIA
É um facto incontestável que ao longo da história da humanidade, por influência do cristianismo, o aborto era considerado um crime, passível de punição. Contudo, nas últimas décadas, tem-se assistido a uma tendência no sentido da desvalorização da vida humana.
A nível individual, é indiscutível a sensação de culpa que a realização de um aborto acarreta, tanto à mulher que a ele recorre como à pessoa que o pratica. Tal facto deve-se à consciência que cada ser humano possui, e que o ajuda na tomada de decisões morais. Como afirma um provérbio francês, "não há travesseiro mais macio do que uma consciência limpa."
Dr. Jorge Cruz, Médico
É um facto incontestável que ao longo da história da humanidade, por influência do cristianismo, o aborto era considerado um crime, passível de punição. Contudo, nas últimas décadas, tem-se assistido a uma tendência no sentido da desvalorização da vida humana.
A nível individual, é indiscutível a sensação de culpa que a realização de um aborto acarreta, tanto à mulher que a ele recorre como à pessoa que o pratica. Tal facto deve-se à consciência que cada ser humano possui, e que o ajuda na tomada de decisões morais. Como afirma um provérbio francês, "não há travesseiro mais macio do que uma consciência limpa."
Dr. Jorge Cruz, Médico
19.1.07
18.1.07
Inacreditável
mesmo é esta história do pai biológico e dos pais adoptivos.
Quanto a mim, se o pai biológico foi avisado da paternidade ainda durante a gravidez e não quis saber, se foi avisado já com a menina nascida, e não quis saber, como é que a justiça lhe quer entregar a criança depois de tê-lo forçado a fazer análises para determinar a paternidade?
E se a mãe biológica também decidisse uns anos depois reaver a criança, entregavam-lha?
Acho que num caso destes, não deveria subsistir qualquer dúvida sobre quem são (há 5 anos) os verdadeiros pais da criança.
Quanto a mim, se o pai biológico foi avisado da paternidade ainda durante a gravidez e não quis saber, se foi avisado já com a menina nascida, e não quis saber, como é que a justiça lhe quer entregar a criança depois de tê-lo forçado a fazer análises para determinar a paternidade?
E se a mãe biológica também decidisse uns anos depois reaver a criança, entregavam-lha?
Acho que num caso destes, não deveria subsistir qualquer dúvida sobre quem são (há 5 anos) os verdadeiros pais da criança.
17.1.07
Pilhão?
16.1.07
5ª Razão Por Que Somos Contra o Aborto
O ABORTO É CONTRA A FAMÍLIA
Os filhos são uma parte integrante e significativa de cada família, considerada um dos pilares fundamentais das sociedades civilizadas. A ênfase dada à autonomia da mulher sobre a sua gravidez prejudica o relacionamento conjugal e familiar. Aliás, sabe-se que mais de 80% dos abortos provocados resultam de relações sexuais extra-conjugais.
Sabe-se também que uma percentagem significativa de gravidezes não planeadas e mesmo não desejadas, se não forem interrompidas, levam invariavelmente ao nascimento de crianças que acabam por ser extremamente apreciadas e amadas pelos seus pais.
Por outro lado, ao impedir-se o nascimento de crianças através do aborto está-se a contribuir para o grave problema demográfico resultante da diminuição acentuada da taxa de natalidade, em muitos países ocidentais. O mesmo se verifica actualmente em Portugal, o que acarretará consequências nefastas a nível económico e social.
Dr. Jorge Cruz, Médico
Os filhos são uma parte integrante e significativa de cada família, considerada um dos pilares fundamentais das sociedades civilizadas. A ênfase dada à autonomia da mulher sobre a sua gravidez prejudica o relacionamento conjugal e familiar. Aliás, sabe-se que mais de 80% dos abortos provocados resultam de relações sexuais extra-conjugais.
Sabe-se também que uma percentagem significativa de gravidezes não planeadas e mesmo não desejadas, se não forem interrompidas, levam invariavelmente ao nascimento de crianças que acabam por ser extremamente apreciadas e amadas pelos seus pais.
Por outro lado, ao impedir-se o nascimento de crianças através do aborto está-se a contribuir para o grave problema demográfico resultante da diminuição acentuada da taxa de natalidade, em muitos países ocidentais. O mesmo se verifica actualmente em Portugal, o que acarretará consequências nefastas a nível económico e social.
Dr. Jorge Cruz, Médico
15.1.07
Ontem, na Sic
na belíssima reportagem sobre a Infertilidade, apreciei, para além da corajosa e digna intervenção da Musa, a informação dada pelo Prof. Mário de Sousa, de duas das principais causas do aumento da infertilidade na nossa sociedade:
1ª a promiscuidade desde muito cedo, que leva raparigas e rapazes a terem inúmeros problemas a nível do aparelho genital.
2ª a entrega dos jovens a comportamentos desregrados, no que diz respeito a álcool, tabaco e drogas, especialmente quando isso se efectua por picos de fim de semana.
1ª a promiscuidade desde muito cedo, que leva raparigas e rapazes a terem inúmeros problemas a nível do aparelho genital.
2ª a entrega dos jovens a comportamentos desregrados, no que diz respeito a álcool, tabaco e drogas, especialmente quando isso se efectua por picos de fim de semana.
14.1.07
Dedicação
13.1.07
Tempestade de areia

Não sei se vos disse que, após uns dias de grande calor, temos noites muito frias no deserto. Ainda por cima, dormimos numas tendinhas que não nos isolam grande coisa da temperatura exterior. Uma madrugada destas, como não conseguia dormir por causa do frio, decidi deixar as belas adormecidas das minhas companheiras, vestir-me bem e sair.
O sol nascia grandiosamente sobre o acampamento ainda quase totalmente adormecido. Como tinha deixado a minha máquina fotográfica no carro, estou a usar esta foto dos Saharamet, uns jornalistas que me acompanharam nesta belíssima visão.
Mas, como diz um hino cantado nas igrejas evangélicas, "Bem de manhã, embora o céu sereno / Pareça um dia calmo anunciar / Vigia e ora, o coração pequeno / Um temporal pode abrigar!", no decorrer da viagem desse dia, começou a surgir uma neblina acastanhada muito estranha. Em breve, entrámos no que parecia ser uma núvem densa e o vento começou a açoitar o carro. "Chuva?!", exclamou a minha T. Mas não, não era chuva: era o próprio deserto que se voltava contra nós, em forma de tempestade de areia.
Parámos, fechámos tudo o que podíamos e esperámos. Quando aquilo passou, o nosso carro estava semi-enterrado na areia. Havia areia por todo o lado e passámos umas boas horas a tirá-la como podíamos. Felizmente, o motor tinha ficado voltado na direcção contrária aos ventos e pudémos seguir viagem.
Nunca se fiem num belo amanhecer!
12.1.07
4ª Razão Por Que Somos Contra o Aborto
O ABORTO É CONTRA A CRIANÇA
Já no célebre Juramento de Hipócrates (IV a.C.), ao qual os médicos têm procurado obedecer ao longo dos séculos, é expressamente referido: "não fornecerei às mulheres meios de impedir a concepção ou o desenvolvimento da criança." Condenamos assim, veementemente, a tese de que "as mulheres têm direito ao seu corpo", na medida em que esse suposto direito colide com princípios que consideramos absolutos, como o direito à vida do nascituro, que apresenta identidade genética própria, distinta dos progenitores.
Nos países que despenalizaram o aborto, os seres humanos correm maior risco de terem uma morte violenta nos primeiros nove meses da sua existência do que em qualquer outro período da sua vida. O útero materno, que deveria ser o lugar supremo de protecção da vida humana tornou-se assim tragicamente, nas últimas décadas, num dos locais mais perigosos. Além disso, sabe-se que muitas crianças, quando descobrem que a sua mãe fez um aborto, numa outra gravidez, desenvolvem perturbações mentais que podem requerer apoio psicológico ou psiquiátrico.
Dr. Jorge Cruz, Médico
Já no célebre Juramento de Hipócrates (IV a.C.), ao qual os médicos têm procurado obedecer ao longo dos séculos, é expressamente referido: "não fornecerei às mulheres meios de impedir a concepção ou o desenvolvimento da criança." Condenamos assim, veementemente, a tese de que "as mulheres têm direito ao seu corpo", na medida em que esse suposto direito colide com princípios que consideramos absolutos, como o direito à vida do nascituro, que apresenta identidade genética própria, distinta dos progenitores.
Nos países que despenalizaram o aborto, os seres humanos correm maior risco de terem uma morte violenta nos primeiros nove meses da sua existência do que em qualquer outro período da sua vida. O útero materno, que deveria ser o lugar supremo de protecção da vida humana tornou-se assim tragicamente, nas últimas décadas, num dos locais mais perigosos. Além disso, sabe-se que muitas crianças, quando descobrem que a sua mãe fez um aborto, numa outra gravidez, desenvolvem perturbações mentais que podem requerer apoio psicológico ou psiquiátrico.
Dr. Jorge Cruz, Médico
11.1.07
Perdidas no deserto!

A T. não se cansa de elogiar a co-pilotagem da nossa amiga J., que sabe sempre para onde vamos, que nunca se engana onde é o sul para onde seguimos e onde ficou o norte onde deixou o seu querido. Chego a pensar que se tratem de piadas acerca do meu desacerto na função no ano transacto, que quase nos fez chegar ao corno de África.
Mas foi exactamente a saudade que a nossa amiga J. tem, mantém e retém do seu querido marido que nos ia causando o desastre completo. No meio dos suspiros, pegou nos mapas ao contrário, ou viu o GPS de pernas para o ar e lá fomos nós contra o morro de areia representado na imagem. Diga-se de passagem que a foto não é minha, que a minha máquina se encheu de areia, foi um jornalista chamado Luminescências que a tirou.
Ao sair do banco da areia e completamente humilhada por uma cena destas, a minha amiga T. ignorou mapas e GPSes e conduziu o carrro pelas areias quentes do deserto, como se fôssemos os três reis magos nos camelos atrás de uma estrela. Foi assim que às tantas nos vimos perdidas no deserto!
Eu só me lembrava que, se o filho da Thatcher há uns anos largos também se perdeu no deserto e a British Air Force foi mobilizada para o procurar, não seria demais que a nossa Força Aérea nos fosse buscar também...
A nossa amiga J. prontificava-se já para chamar reforços lá de casa dela, quando a T. finalmente descobriu uma série de outros carros e motas igualmente encalhados no deserto, mas que, esses ao menos, sabiam o caminho do regresso!
10.1.07
3ª Razão Por Que Somos Contra o Aborto
O ABORTO É CONTRA O HOMEM
O aborto não pode reduzir-se a um acto que apenas envolve a mulher que o pratica. Há pelo menos mais dois elementos fundamentais em todo o processso: o pai da criança e obviamente o nascituro.
Ao valorizar-se a vontade da mulher de prosseguir ou não com a gravidez, remete-se para segundo plano ou ignora-se completamente a vontade do homem, co-responsável pela concepção e paternidade. Desse modo, desvaloriza-se a sua participação no processo criativo. Ainda que muitas vezes o elemento masculino do casal não assuma a sua responsabilidade na família, através da despenalização e promoção do aborto livre, descartam-se completamente os deveres do pai da criança.
Sabe-se também, actualmente, que os homens podem sofrer de depressão pós-aborto, especialmente quando tal acto é realizado sem o seu conhecimento e autorização.
Dr. Jorge Cruz, Médico
O aborto não pode reduzir-se a um acto que apenas envolve a mulher que o pratica. Há pelo menos mais dois elementos fundamentais em todo o processso: o pai da criança e obviamente o nascituro.
Ao valorizar-se a vontade da mulher de prosseguir ou não com a gravidez, remete-se para segundo plano ou ignora-se completamente a vontade do homem, co-responsável pela concepção e paternidade. Desse modo, desvaloriza-se a sua participação no processo criativo. Ainda que muitas vezes o elemento masculino do casal não assuma a sua responsabilidade na família, através da despenalização e promoção do aborto livre, descartam-se completamente os deveres do pai da criança.
Sabe-se também, actualmente, que os homens podem sofrer de depressão pós-aborto, especialmente quando tal acto é realizado sem o seu conhecimento e autorização.
Dr. Jorge Cruz, Médico
9.1.07
Lisboa-Dakar
Ganhámos a primeira etapa! O quê? Não ouviram dizer nada? Bom, é porque a ganhámos moralmente. Assim que partimos de Lisboa, a minha amiga T. desatou a conduzir depressa, como se levasse o diabo atrás de nós. Eu a dizer-lhe "Ó T., olha que isto não é nenhum rally", a nossa amiga J. já baralhada com os mapas e com o GPS, eu a agarrar-me com força ao banco e ela nada. Claro que assim nem consegui tirar nenhuma foto. Ainda tentei lembrar-lhe as vezes (recentes) em que bateu, mas ela leva as coisas sempre muito a sério.
Como há malucos ainda mais doidos que a T., é claro que fomos ultrapassadas. E ainda bem. É que eu estava quase a arrepender-me de me ter metido nesta louca aventura, eu que, para além de odiar o calor e os desertos, também odeio carros, estradas e velocidades.
Como há malucos ainda mais doidos que a T., é claro que fomos ultrapassadas. E ainda bem. É que eu estava quase a arrepender-me de me ter metido nesta louca aventura, eu que, para além de odiar o calor e os desertos, também odeio carros, estradas e velocidades.
8.1.07
As minhas netas

As minhas duas netas mais velhas dão-se muito bem, ou melhor: o que uma faz, a outra repete instantaneamente. Se uma corre, correm as duas; se uma grita, gritam as duas; se uma quer colo, as duas querem colo.
Com as três cá em casa, a nossa atenção tem que dividir-se pelas três.
Admiro a forma como a Maria, a mais velha, aprendeu a lidar com a situação de ter deixado de ser a única, primeiro como neta, e agora como filha. Ela brinca e conversa com quem apanha a jeito ou mesmo sozinha. Não há problema. De vez em quando, uma festinha na cabeça da irmã.
Mas, estando a prima Joana, a festa está montada!
6.1.07
Lisboa-Dakar de novo

Pensávamos que tínhamos esgotado a nossa propensão para atravessar desertos no ano passado. A minha amiga T. bem insistiu comigo para nos inscrevermos e eu, népia. Desertos e calor não combinam comigo, disse-lhe.
Mas devo confessar que o relato dos preparativos e as imagens na baixa e arredores mexeram comigo: telefonei à T. e ela foi a correr lavar o carro (quem é que lava o carro quando vai para o deserto?!), fomos rapidamente convidar a nossa amiga J. e zarpámos.
Este ano, como sempre, a T. é a condutora, a J. é a navegante e eu? ora, eu vou no banco de trás, já que sempre me fez confusão encarar com o trânsito de frente. Eu limito-me às fotografias e à escrita. Bom, se necessário, também sou intérprete, isto se no norte de África se falarem as (poucas) línguas que domino.
Para começar, essa foto não é minha, que a minha máquina estava sem pilhas. É de um "compagnon de route" chamado www.pani.com.
5.1.07
Justiça
Comentei aqui há dias como Pinochet se foi, fugindo à justiça humana. Hoje, discute-se apaixonadamente a justiça da justiça infligida a Sadam. E cada vez mais a justiça que é feita cá pela terra nos deixa na boca o sabor amargo da sua ausência.
4.1.07
Manhã de Inverno
3.1.07
2.1.07
2ª Razão Por Que Somos Contra o Aborto
O ABORTO É CONTRA A MULHER
Sejam quais forem os motivos que a originam, alguns permitidos por lei, qualquer interrupção da gravidez é uma agressão para a saúde física, mental e emocional da mulher. Sabe-se actualmente que qulquer mulher que aborta voluntariamente, mesmo nas melhores condições de assistência médica, tem um risco acrescido de lesões no aparelho genital, infertilidade, abortamentos espontâneoas posteriores, prematuridade em gravidezes ulteriores, entre outros. Mais difíceis de quantificar, mas não menos importantes, são as consequências ao nível da saúde mental, nomeadamente depressão, sentimentos de culpa, sentimentos de perda, abuso de substâncias tóxicas e mesmo suicídio. O Colégio da Especialidade de Psiquiatria do Reino Unido (Royal College of Psychiatrists) chamou a atenção, já em 1992, para uma das consequências da liberalização do aborto nesse país.
"Ainda que a maioria dos abortos seja realizada com base no risco para a saúde mental da mulher, não há justificação de natureza psiquiátrica para o aborto. |Pelo contrário|, coloca as mulheres em risco de sofrerem perturbações psiquiátricas, sem resolver qualquer problema dessa natureza já existente."
Por outro lado, a despenalização total do aborto, ainda que nas dez primeiras semanas de gravidez, em vez de valorizar a vontade da mãe da criança pode expô-la a pressões por parte de familiares, do pai da criança, da entidade patronal ou mesmo de profissionais de saúde (p.e. por um alegado risco de malformações no feto que muitas vezes não se verificam), no sentido de interromper a gravidez, mesmo contra a sua vontade. Quanto mais permissiva for a lei, maior é a probabilidade destas situações ocorrerem.
Dr. Jorge Cruz (médico)
Sejam quais forem os motivos que a originam, alguns permitidos por lei, qualquer interrupção da gravidez é uma agressão para a saúde física, mental e emocional da mulher. Sabe-se actualmente que qulquer mulher que aborta voluntariamente, mesmo nas melhores condições de assistência médica, tem um risco acrescido de lesões no aparelho genital, infertilidade, abortamentos espontâneoas posteriores, prematuridade em gravidezes ulteriores, entre outros. Mais difíceis de quantificar, mas não menos importantes, são as consequências ao nível da saúde mental, nomeadamente depressão, sentimentos de culpa, sentimentos de perda, abuso de substâncias tóxicas e mesmo suicídio. O Colégio da Especialidade de Psiquiatria do Reino Unido (Royal College of Psychiatrists) chamou a atenção, já em 1992, para uma das consequências da liberalização do aborto nesse país.
"Ainda que a maioria dos abortos seja realizada com base no risco para a saúde mental da mulher, não há justificação de natureza psiquiátrica para o aborto. |Pelo contrário|, coloca as mulheres em risco de sofrerem perturbações psiquiátricas, sem resolver qualquer problema dessa natureza já existente."
Por outro lado, a despenalização total do aborto, ainda que nas dez primeiras semanas de gravidez, em vez de valorizar a vontade da mãe da criança pode expô-la a pressões por parte de familiares, do pai da criança, da entidade patronal ou mesmo de profissionais de saúde (p.e. por um alegado risco de malformações no feto que muitas vezes não se verificam), no sentido de interromper a gravidez, mesmo contra a sua vontade. Quanto mais permissiva for a lei, maior é a probabilidade destas situações ocorrerem.
Dr. Jorge Cruz (médico)
1.1.07
30.12.06
Cartas de longe
Andei ontem a mexer nuns papéis antigos e descobri esta carta, escrita pela minha mãe à sua cunhada M., pouco depois do meu nascimento. A alegria pela vinda de uma menina era compreensível, depois de 4 (quatro) rapazes...
Guarda, 3 de Fevereiro de 1949
(...) Muito obrigadinha pelos parabéns que nos dá pelo nascimento da nossa menina. Na verdade ficámos radiantes com a sua vinda, pois todos me diziam que ia ter outro rapaz, porém eu tinha pedido ao Senhor que me desse uma menina por isso andava sempre esperançada que era uma menina, porque também sentia alguma diferença dos outros, no período da gravidez.
Esta menina tem sido muito abençoada pelo Senhor em prendas que tem recebido; os outros também recebiam, mas não era nada que se comparasse com esta. Todos me diziam: se for uma menina, dou-lhe isto, outros, dou-lhe aquilo, etc.
De maneira que já tem anel, pulseira de ouro e brincos que são umas argolinhas com uma pérola branca.
Os padrinhos vieram cá de automóvel registar a menina num domingo e à tarde tivemos uma boa reunião com pregação e cânticos de alguns solos pelo irmão Jaime Nipo que é cunhado dos padrinhos. (...) Agora desejam saber como é que se chama a vossa sobrinha, não é verdade?
Chama-se M.(...). É muito engraçadinha e muito esperta, tem os olhos muito lindos e grandes.
(...) O que nos vale aqui é a braseira, se não morríamos gelados mesmo em casa. Por agora, vou-lhe dizer adeus. (...) Desculpe esta ir tão mal escrita pois foi muito à pressa, porque a sua sobrinha está à espera do banho pois já são 11 e meia da noite; ela é muito mansinha, mas também não devemos abusar. (...)
Desta sua mana muito amiga
A.
Guarda, 3 de Fevereiro de 1949
(...) Muito obrigadinha pelos parabéns que nos dá pelo nascimento da nossa menina. Na verdade ficámos radiantes com a sua vinda, pois todos me diziam que ia ter outro rapaz, porém eu tinha pedido ao Senhor que me desse uma menina por isso andava sempre esperançada que era uma menina, porque também sentia alguma diferença dos outros, no período da gravidez.
Esta menina tem sido muito abençoada pelo Senhor em prendas que tem recebido; os outros também recebiam, mas não era nada que se comparasse com esta. Todos me diziam: se for uma menina, dou-lhe isto, outros, dou-lhe aquilo, etc.
De maneira que já tem anel, pulseira de ouro e brincos que são umas argolinhas com uma pérola branca.
Os padrinhos vieram cá de automóvel registar a menina num domingo e à tarde tivemos uma boa reunião com pregação e cânticos de alguns solos pelo irmão Jaime Nipo que é cunhado dos padrinhos. (...) Agora desejam saber como é que se chama a vossa sobrinha, não é verdade?
Chama-se M.(...). É muito engraçadinha e muito esperta, tem os olhos muito lindos e grandes.
(...) O que nos vale aqui é a braseira, se não morríamos gelados mesmo em casa. Por agora, vou-lhe dizer adeus. (...) Desculpe esta ir tão mal escrita pois foi muito à pressa, porque a sua sobrinha está à espera do banho pois já são 11 e meia da noite; ela é muito mansinha, mas também não devemos abusar. (...)
Desta sua mana muito amiga
A.
29.12.06
Tristeza
O ano está de novo a terminar mal com a notícia da pequena Sara espancada pela própria mãe até à morte. Até quando continuaremos a permitir que isto suceda entre nós, sem nos apercebermos? Ou sem fazermos nada?
28.12.06
1ª Razão Por Que Somos Contra o Aborto
O ABORTO É CONTRA A VIDA
A Declaração Universal dos Direitos do Homem afirma que "todo o indivíduo tem direito à vida" (artigo 3º). Também a Constituição da República Portuguesa declara que "a vida humana é inviolável" (artigo 24º).
De acordo com a ciência, a vida humana tem início com a fecundação, resultante da união de um espermatozóide masculino com um óvulo feminino. Cada uma das células sexuais transporta metade da informação genética do progenitor, de modo que a célula resultante da fertilização, denominada ovo ou zigoto, recebe toda a informação genética necessária para orientar o desenvolvimento do novo ser humano.
O aborto provocado, independentemente do momento em que é realizado, acarreta sempre a destruição de uma vida humana, a quem é negada a continuação do seu desenvolvimento, impedindo-se o seu nascimento e a expressão do seu potencial como criança e adulto.
Assim, qualquer referendo ou decreto-lei que legitime a morte de um ser humano indefeso, designadamente a despenalização do aborto, sem qulquer indicação médica que o justifique, é um atentado claro contra a vida humana, e viola a própria constituição portuguesa e os direitos fundamentais do ser humano, expressos na Declaração Universal dos Direitos Humanos.
Dr. Jorge Cruz, Médico
A Declaração Universal dos Direitos do Homem afirma que "todo o indivíduo tem direito à vida" (artigo 3º). Também a Constituição da República Portuguesa declara que "a vida humana é inviolável" (artigo 24º).
De acordo com a ciência, a vida humana tem início com a fecundação, resultante da união de um espermatozóide masculino com um óvulo feminino. Cada uma das células sexuais transporta metade da informação genética do progenitor, de modo que a célula resultante da fertilização, denominada ovo ou zigoto, recebe toda a informação genética necessária para orientar o desenvolvimento do novo ser humano.
O aborto provocado, independentemente do momento em que é realizado, acarreta sempre a destruição de uma vida humana, a quem é negada a continuação do seu desenvolvimento, impedindo-se o seu nascimento e a expressão do seu potencial como criança e adulto.
Assim, qualquer referendo ou decreto-lei que legitime a morte de um ser humano indefeso, designadamente a despenalização do aborto, sem qulquer indicação médica que o justifique, é um atentado claro contra a vida humana, e viola a própria constituição portuguesa e os direitos fundamentais do ser humano, expressos na Declaração Universal dos Direitos Humanos.
Dr. Jorge Cruz, Médico
27.12.06
Família

(Imagem obscurecida para não ofender ninguém)
Este ano decidi fazer para a noite de Natal esta árvore genealógica da minha família. Ao fazê-la, fui-me tornando cada vez mais consciente do lugar que cada membro nela ocupa, incluindo os 'adquiridos' por casamento. Fui ficando também cada vez mais grata a Deus por cada um deles.
Li por estes dias que no norte há a tradição de colocar na mesa de Natal um prato, talheres, copo e tudo para os ausentes, os que partiram. É uma boa ideia. Não esperando por um eventual fantasmagórico regresso, mas como homenagem aos que nos deram origem e já não estão deste lado da eternidade.
Só que a nossa mesa de Natal já nem dava bem para as 29 pessoas ...
26.12.06
23.12.06
Feliz Natal!
A todos os que passam por aqui, deixo os meus desejos de um Natal abençoado com a Sissel em "O Helga Natt" (Oh Noite Santa). Muito simbolicamente, a Sissel está grávida nesta gravação.
22.12.06
7ª e Última Maravilha
21.12.06
6ª Maravilha de Portugal
20.12.06
5ª Maravilha
Palácio da Pena, Sintra

Lugar de sortilégio, no cimo de uma montanha, contemplando a beleza de Sintra até ao mar. Os meus filhos cedo ganharam o hábito de percorrerem esta zona trepando os rochedos, com os amigos da igreja. Uma vez que cheguei lá antes deles, (tinha ido pela estrada, claro) e vi chegar os gémeos, rochedo atrás de rochedo, tão pequenos que, em certas passagens, tinham que ser levados ao colo pelos mais velhos, o meu coração deu um baque.

Lugar de sortilégio, no cimo de uma montanha, contemplando a beleza de Sintra até ao mar. Os meus filhos cedo ganharam o hábito de percorrerem esta zona trepando os rochedos, com os amigos da igreja. Uma vez que cheguei lá antes deles, (tinha ido pela estrada, claro) e vi chegar os gémeos, rochedo atrás de rochedo, tão pequenos que, em certas passagens, tinham que ser levados ao colo pelos mais velhos, o meu coração deu um baque.
19.12.06
4ª Maravilha de Portugal
18.12.06
17.12.06
16.12.06
Decorações de Natal cá de casa
15.12.06
3ª Maravilha

Os Jerónimos
Para mim, a sala de visitas da cidade é esta zona de Belém. Tem tudo: rio, sol, largueza, relva verde, jardim, pastéis e os Jerónimos.
Sítio escolhido para casamentos mais ou menos pretensiosos. Fui uma vez a um casamento aqui. Foi do mais banalizado que se possa imaginar: enquanto um par de noivos estava na entrada, havia outro no altar, outro na mesa das assinaturas e ainda outro na saída. Tipo IC 19 às 19h. A mensagem do padre aos noivos é que foi singular, de tão profunda: pena que só eu e mais uma velhota a estivéssemos a ouvir...
14.12.06
Na escola
Ontem, numa turma de 10º ano, a propósito da Torre de Londres, começo a contar-lhes a história de Henrique VIII: as lutas por um sucessor, as várias mulheres, as filhas, o filho, as lutas religiosas.
Nunca nenhum deles tinha ouvido falar desta história, nem supunha a existência de Henrique VIII. Diz-me às tantas um deles:
"Puxa! Essa história não pode ser verdade!"
E eu:
"Meus amigos, a vida por vezes imita a ficção!"
Diria mais: a vida por vezes ultrapassa qualquer ficção.
Nunca nenhum deles tinha ouvido falar desta história, nem supunha a existência de Henrique VIII. Diz-me às tantas um deles:
"Puxa! Essa história não pode ser verdade!"
E eu:
"Meus amigos, a vida por vezes imita a ficção!"
Diria mais: a vida por vezes ultrapassa qualquer ficção.
13.12.06
Miguel Esteves Cardoso
Português, mas simultaneamente possuidor de um olhar de fora. Ontem, na RTP, fez-me ver em mim mesma algumas características de ser portuguesa. E não forçosamente boas.
12.12.06
11.12.06
Pinochet
Morreu sem prestar contas na justiça.
Foi prestá-las na Verdadeira Justiça.
Onde todos iremos.
Eu vou confiada na misericórdia.
Foi prestá-las na Verdadeira Justiça.
Onde todos iremos.
Eu vou confiada na misericórdia.
10.12.06
9.12.06
Votações
Embalei nas votações e já fiz a minha escolha das Maravilhas de Portugal.
A primeira que escolhi é esta:

O Castelo de Almourol situa-se numa ilhota de sonho, onde seria bom passar uns dias. Rodeia-o o Tejo e chega-se lá de barco. Fiz isso nos anos 80: uma travessia com um barqueiro de lá, que nos levou em toda a volta da ilhota, cheia de mistérios e fantasias, como é próprio de toda a zona dos Templários.
Almourol faz-me sempre lembrar do meu amigo V.
A primeira que escolhi é esta:

O Castelo de Almourol situa-se numa ilhota de sonho, onde seria bom passar uns dias. Rodeia-o o Tejo e chega-se lá de barco. Fiz isso nos anos 80: uma travessia com um barqueiro de lá, que nos levou em toda a volta da ilhota, cheia de mistérios e fantasias, como é próprio de toda a zona dos Templários.
Almourol faz-me sempre lembrar do meu amigo V.
8.12.06
Opinião
Não sei se é ou não a namorada do nosso 1º, mas raramente concordo com o que Fernanda Câncio escreve no DN.
7.12.06
Tal Filho, Tal Pai
Filho para pais: "Vocês viram as chaves do meu carro? Não as deixei cá?"
Pai: "Mas que cabeça têm estes jovens! Nunca sabem onde deixam as coisas!"
Uns dias depois...
Pai para mãe: "Viste as chaves do Fiat?"
Pai: "Mas que cabeça têm estes jovens! Nunca sabem onde deixam as coisas!"
Uns dias depois...
Pai para mãe: "Viste as chaves do Fiat?"
6.12.06
Será possível?
Soube hoje que o governo se prepara não só para deixar de pagar a pequena quantia (cerca de 80 e tal euros) que era dada aos Orientadores de Estágio nas escolas, mas ainda ameaça obrigá-los a devolver o que lhes pagou como justa compensação do trabalho que desempenharam este ano e que tinha previamente acordado com eles.
Tudo começou quando os estagiários, no ano lectivo anterior a este, deixaram de leccionar turmas e passaram a ser meros observadores da vida escolar. Tudo para não lhes pagarem.
Agora o ataque vai às últimas consequências.
Escola de qualidade? Que é isso?
Tudo começou quando os estagiários, no ano lectivo anterior a este, deixaram de leccionar turmas e passaram a ser meros observadores da vida escolar. Tudo para não lhes pagarem.
Agora o ataque vai às últimas consequências.
Escola de qualidade? Que é isso?
5.12.06
A 1ª!
Foi publicada hoje na minha escola a lista de ordenação de professores segundo o seu tempo de serviço total. E, espantem-se, sou a primeira da lista! Não a mais velha, convém acrescentar, mas a que tem mais tempo de serviço.
4.12.06
Deficiência
Numa reportagem da "Sociedade Civil" (RPT2), a propósito do Dia do Deficiente ou lá como se chamou, encontro repentinamento o meu antigo aluno P.B., empregado ao abrigo da lei sobre a deficiência.
O P.B. não tem um braço, que perdeu quando, em bebé, foi atropelado num passeio, dentro do seu carrinho. Foi meu aluno no 9º ano nos Salesianos. Encontrava-o muitas vezes no autocarro e o que havia de especial nele era não haver nada de especial! Ele corria, jogava a bola, escrevia e era um miúdo alegre como qualquer outro. Gostei muito de o rever hoje na TV, já homem, trabalhador e com um sorriso igualmente feliz.
O P.B. não tem um braço, que perdeu quando, em bebé, foi atropelado num passeio, dentro do seu carrinho. Foi meu aluno no 9º ano nos Salesianos. Encontrava-o muitas vezes no autocarro e o que havia de especial nele era não haver nada de especial! Ele corria, jogava a bola, escrevia e era um miúdo alegre como qualquer outro. Gostei muito de o rever hoje na TV, já homem, trabalhador e com um sorriso igualmente feliz.
3.12.06
Juventude
Trazem os jornais de hoje ecos de um estudo ampliado sobre os jovens em Portugal: que saem cada vez mais tarde de casa, que são cada vez mais dependentes dos pais, que se tornam cada vez mais tarde pais por sua própria vez. Pode -se dizer que os pais da minha geração sofrem cada vez mais da "síndrome do ninho cheio".
Não foi o que sucedeu connosco. Os nossos filhos foram saindo rapidamente de casa, mais cedo até do que imaginaríamos. São todos independentes. E vão fazendo de nós avós cada vez mais ricos. Que sorte que tivémos! Assim, de vez em quando até nos podemos dar ao luxo de sofrer da "síndrome do ninho vazio"!
Não foi o que sucedeu connosco. Os nossos filhos foram saindo rapidamente de casa, mais cedo até do que imaginaríamos. São todos independentes. E vão fazendo de nós avós cada vez mais ricos. Que sorte que tivémos! Assim, de vez em quando até nos podemos dar ao luxo de sofrer da "síndrome do ninho vazio"!
2.12.06
Padarias

(Padaria Caprichosa no Bairro Azul, Lisboa)
As velhas padarias como as conhecemos até há bem pouco tempo estão a desaparecer. Essa fotografada aí em cima já nem é bem representativa de uma padaria a sério. Pois que boa tradicional padaria vende sumos?
Quando falo em padaria, falo daquelas de balcão de mármore e calendário na parede, que abriam às 7 e fechavam às 13h45, para voltarem a abrir entre as 17h30 e as 18h45. Que fechavam ao domingo. Aquelas que só vendiam pão e nada mais. Como a da minha rua, que serviu de serviço informativo da zona a gerações de senhoras mais ou menos (des)ocupadas. Tendo adoecido a velha Padeira, foi sendo (mal) substituída por várias outras senhoras, que não aguentaram o impacto do bairro. Fechou. Ao que parece, definitivamente.
Resta-nos agora comprar o pão nos Hipers, nos Lugares ou nos Cafés. Mas o pão já não é o mesmo.
1.12.06
Dezembro
Dizia uma canção antiga que Dezembro é o mês em que os bebés devem nascer. E não digo isto só porque eu nasci em Dezembro, mas também porque é o mês que se convencionou atribuir ao nascimento de Jesus. Assinalo aqui o início desta época, pedindo a todos os que me lêem: Não passem este Natal sem Jesus!
30.11.06
Reunião Geral de Escola
Já conhecia as célebres RGAs dos anos 60 e 70, tanto na Faculdade, como no colégio onde dei aulas aquando do 25 de Abril. Agora RGE, foi a minha primeira ontem.
Trata-se de tomar uma decisão que possa pressionar as autoridades escolares a fazer algo pela normalização da escola. Explico: de um quadro habitual de 40 e tal funcionários, a nossa escola chega a estar a funcionar apenas com 8...
Ou melhor: não funciona. Esses poucos andam a correr de pavilhão em pavilhão, não há quem limpe as salas, para atender telefones, alunos, professores e encarregados de educação é uma epopeia. Com os efeitos que se imaginam sobre os pobres resistentes, que juram que enlouquecem.
A Drel sugere que se feche o bar, como já se fechou o Centro de Recursos. Acresce o problema da abertura recente do Pavilhão Gimno-Desportivo, que só ele precisa de dois funcionários.
Vamos ver as cenas dos capítulos que se seguem.
Trata-se de tomar uma decisão que possa pressionar as autoridades escolares a fazer algo pela normalização da escola. Explico: de um quadro habitual de 40 e tal funcionários, a nossa escola chega a estar a funcionar apenas com 8...
Ou melhor: não funciona. Esses poucos andam a correr de pavilhão em pavilhão, não há quem limpe as salas, para atender telefones, alunos, professores e encarregados de educação é uma epopeia. Com os efeitos que se imaginam sobre os pobres resistentes, que juram que enlouquecem.
A Drel sugere que se feche o bar, como já se fechou o Centro de Recursos. Acresce o problema da abertura recente do Pavilhão Gimno-Desportivo, que só ele precisa de dois funcionários.
Vamos ver as cenas dos capítulos que se seguem.
29.11.06
Fumo
Tornou-se finalmente proibido fumar na minha escola. Ponto final.
Este ano, com os novos profs fumadores,a coisa tinha-se tornado impossível: se às 8 da manhã já se entrava numa núvem densa na sala de profs, no intervalo das 10 todo o pavilhão era uma névoa.
Posta em prática a decisão drástica, observamos a prevaricação de alguns que se debruçam da janela para como que fumar às escondidas, perante o olhar de desaprovação não dos não-fumadores, mas dos fumadores que não se atrevem.
De facto, é injusto criar a ideia que fumar é fixe e crescido quando se é adolescente, para se ser atraiçoado quando se é adulto!
Podem finalmente voltar à sala de profs aqueles mais alérgicos ao tabaco que andaram proscritos estes anos todos.
Este ano, com os novos profs fumadores,a coisa tinha-se tornado impossível: se às 8 da manhã já se entrava numa núvem densa na sala de profs, no intervalo das 10 todo o pavilhão era uma névoa.
Posta em prática a decisão drástica, observamos a prevaricação de alguns que se debruçam da janela para como que fumar às escondidas, perante o olhar de desaprovação não dos não-fumadores, mas dos fumadores que não se atrevem.
De facto, é injusto criar a ideia que fumar é fixe e crescido quando se é adolescente, para se ser atraiçoado quando se é adulto!
Podem finalmente voltar à sala de profs aqueles mais alérgicos ao tabaco que andaram proscritos estes anos todos.
26.11.06
Nicolinas
Fiz o liceu em Guimarães, lugar cheio de tradição e história. Ser estudante do Liceu nessa década de 60 era uma honra. Especialmente entre o mês de Novembro, Dezembro, por causa das Nicolinas, a grande festa dos alunos do liceu.
A coisa começava com o Cortejo do Pinheiro, à noite, muito tarde, sempre acompanhado dos bombos. Aliás, os bombos nunca se calavam nesses dias.
Havia a Roubalheira, noite em que os estudantes percorriam os estendais e quintais da cidade, e tudo o que apanhassem aparecia ao outro dia de manhã, vestido na estátua da praça principal!
Era ainda o Pregão, discurso efectuado por um estudante nas diversas zonas da cidade, na época cheio de mais ou menos subtis piadas políticas e sociais.
Culminava com o desfile das Maçãzinhas, em que os garbosos rapazes ofereciam maçãs às meninas (estudantes) nas janelas do Toural, em troca de pequenas prendas.
Reminiscências medievais tinham estas festas em honra de S. Nicolau, patrono dos estudantes. E ainda hoje eu adoraria voltar lá para assistir!
A coisa começava com o Cortejo do Pinheiro, à noite, muito tarde, sempre acompanhado dos bombos. Aliás, os bombos nunca se calavam nesses dias.
Havia a Roubalheira, noite em que os estudantes percorriam os estendais e quintais da cidade, e tudo o que apanhassem aparecia ao outro dia de manhã, vestido na estátua da praça principal!
Era ainda o Pregão, discurso efectuado por um estudante nas diversas zonas da cidade, na época cheio de mais ou menos subtis piadas políticas e sociais.
Culminava com o desfile das Maçãzinhas, em que os garbosos rapazes ofereciam maçãs às meninas (estudantes) nas janelas do Toural, em troca de pequenas prendas.
Reminiscências medievais tinham estas festas em honra de S. Nicolau, patrono dos estudantes. E ainda hoje eu adoraria voltar lá para assistir!
25.11.06
Cenas da escola
Filme
Dois alunos pediram-me para actuar num filmezinho que estão a fazer para a disciplina de Geografia, tipo entrevista a uma emigrante portuguesa na Alemanha. Entrei bem no papel e acho que eles gostaram da minha representação. Meti-me na pele da minha cunhada M., incluindo palavras em alemão e tudo.
Como é possível?
Nos testes de Inglês nível 6 (10º ano) permito aos alunos a utilização de dicionários. No último teste, diz-me um deles, com o dicionário Português-Inglês na mão: "O dicionário não tem a palavra 'fez'!" E o mais grave é que, logo a seguir, outro não encontrava a palavra 'parece'!
Como é possível?
A minha turma de Iniciação de Alemão foi enriquecida esta semana por uma nova aluna. Na sua primeira aula, correcção do teste anteriormente feito, vou perguntando o significado de várias palavras e é ela que me responde. Pergunto: "S., já tinhas estudado Alemão antes?" Responde: "Não! É que estive a passar o caderno do T.!"
Dois alunos pediram-me para actuar num filmezinho que estão a fazer para a disciplina de Geografia, tipo entrevista a uma emigrante portuguesa na Alemanha. Entrei bem no papel e acho que eles gostaram da minha representação. Meti-me na pele da minha cunhada M., incluindo palavras em alemão e tudo.
Como é possível?
Nos testes de Inglês nível 6 (10º ano) permito aos alunos a utilização de dicionários. No último teste, diz-me um deles, com o dicionário Português-Inglês na mão: "O dicionário não tem a palavra 'fez'!" E o mais grave é que, logo a seguir, outro não encontrava a palavra 'parece'!
Como é possível?
A minha turma de Iniciação de Alemão foi enriquecida esta semana por uma nova aluna. Na sua primeira aula, correcção do teste anteriormente feito, vou perguntando o significado de várias palavras e é ela que me responde. Pergunto: "S., já tinhas estudado Alemão antes?" Responde: "Não! É que estive a passar o caderno do T.!"
24.11.06
Parabéns!
23.11.06
Acção de Graças
22.11.06
Marta
21.11.06
Manias
Muito instada, recordo uma mania que já passei à descendência até à terceira geração: lambemos as tampas dos iogurtes.
A Caixa que Mudou o Mundo

Eu tinha 8 anos quando a televisão chegou à cidade de Viseu, onde eu morava. Era uma caixinha quadrada, mostrando imagens pouco nítidas a preto e branco, na montra de uma loja da Rua do Comércio. Em frente à montra, todas as noites, uma pequena multidão observava, maravilhada.
Aos domingos, havia um café e uma outra casa que recebiam os miúdos que nós éramos e nos permitiam ver o Programa Infantil e os palhaços. Havia uma menina de tranças que nunca mais esqueci.
Passaram muitos anos até que a televisão chegasse a nossa casa e mudasse realmente a nossa vida. Isso só viria a acontecer de uma forma generalizada para todo o povo português no início da década de 70.
20.11.06
35 anos depois
19.11.06
18.11.06
My Technorati
Há meses (anos?) que não me dava um acesso de super-ego e não ia ver ao Technorati quem me mencionava. Fui hoje. E... grande espanto! Sou referida, pelo menos nos links, por muita gente que eu nem sequer sabia que existia. O meu ego ficou mesmo lá em cima.
E foi assim que descobri que ainda em Agosto fui desafiada aqui para mostrar as minhas manias.
Mas não é o que tenho vindo sempre a manifestar?
E foi assim que descobri que ainda em Agosto fui desafiada aqui para mostrar as minhas manias.
Mas não é o que tenho vindo sempre a manifestar?
16.11.06
Mundo da Moda
Triste, esta notícia de hoje.
É inacreditável o mundo que criámos para as nossas adolescentes, que se matam literalmente à fome para ser famosas. Esta modelo foi 'descoberta' aos 13 anos. Isto não é trabalho escravo infantil?
E que dizer dos pais que se guerreiam para que os seus filhos possam fazer um "casting" para uma telenovela?
É inacreditável o mundo que criámos para as nossas adolescentes, que se matam literalmente à fome para ser famosas. Esta modelo foi 'descoberta' aos 13 anos. Isto não é trabalho escravo infantil?
E que dizer dos pais que se guerreiam para que os seus filhos possam fazer um "casting" para uma telenovela?
14.11.06
O valor de uma testemunha
"Quem viu estas coisas é que as conta e tem a certeza do que afirma. Ele sabe que diz a verdade, para que também vocês acreditem".
João 19:35
João 19:35
13.11.06
Coisas

Apanho-me cada vez mais sentimentalmente ligada aos objectos com que convivo. Agora, chegou a hora de trocar esta mesa por uma maior, já que a família está para aumentar e não cabíamos todos nela.
Oferecê-mo-la a uma pessoa amiga, mas uma certa tristeza bateu quando a desarmámos.
Quantos anos de almoços e jantares sobre esta mesa? Quantos amigos recebemos? Quantas confidências escutámos? Quantas vezes a família se afirmou, disciplinou, conversou, riu e chorou a esta mesa? Quantas festas de aniversário das crianças? Quantos natais para a família alargada?
Esperamos que a sua (maior) substituta continue a desempenhar o mesmo papel, sobretudo com a mais recente geração. E que esta continue a crescer!
12.11.06
História VII
Para as pessoas que viviam ou trabalhavam na zona do Chiado, ele era o Louco: desgrenhado, semi-nu, tapado apenas por um velho cobertor nojento, corria toda a zona, assustando as jovens incautas com grandes brados e uivos. Dormia nas traseiras da Estação do Rossio, numa enxerga pior que uma pocilga.
Um dia, o Mestre surgiu na Rua Almeida Garrett: uma tertúlia em breve nasceu à sua volta, quase sempre na esplanada da Brasileira. Os intelectuais e os jovens candidatos a intelectuais enxameavam em roda do que parecia ser o Mestre da moda.
Mas um dia o Louco surgiu e interpelou o Mestre. Ou seria o Mestre que interpelou o Louco? Não se sabe bem o que se passou entre eles, apenas que o contacto foi estabelecido.
Uns dias depois, o Mestre ocupava como de costume a sua cadeira na esplanada da Brasileira e, a seu lado, lavado, penteado, normalmente vestido, calmamente conversando, estava alguém que dificilmente poderíamos idenficar como o Louco. Mas era ele!
O espanto e o temor atingiu toda a população da zona, que vivia ou trabalhava no Chiado: que teria o Mestre feito ao Louco para que ele assim tanto fosse modificado?
O espanto e o temor foram dando lugar à ira: Que fizeram com o nosso Louco? Afinal, qualquer cidade tem direito a conservar as suas figuras típicas, ou não?
Mas em breve, o Mestre foi-se, tal como tinha aparecido: de um dia para o outro. No seu lugar, na tertúlia da Brasileira, marca agora pontos o ex-Louco, o Sábio.
Um dia, o Mestre surgiu na Rua Almeida Garrett: uma tertúlia em breve nasceu à sua volta, quase sempre na esplanada da Brasileira. Os intelectuais e os jovens candidatos a intelectuais enxameavam em roda do que parecia ser o Mestre da moda.
Mas um dia o Louco surgiu e interpelou o Mestre. Ou seria o Mestre que interpelou o Louco? Não se sabe bem o que se passou entre eles, apenas que o contacto foi estabelecido.
Uns dias depois, o Mestre ocupava como de costume a sua cadeira na esplanada da Brasileira e, a seu lado, lavado, penteado, normalmente vestido, calmamente conversando, estava alguém que dificilmente poderíamos idenficar como o Louco. Mas era ele!
O espanto e o temor atingiu toda a população da zona, que vivia ou trabalhava no Chiado: que teria o Mestre feito ao Louco para que ele assim tanto fosse modificado?
O espanto e o temor foram dando lugar à ira: Que fizeram com o nosso Louco? Afinal, qualquer cidade tem direito a conservar as suas figuras típicas, ou não?
Mas em breve, o Mestre foi-se, tal como tinha aparecido: de um dia para o outro. No seu lugar, na tertúlia da Brasileira, marca agora pontos o ex-Louco, o Sábio.
11.11.06
A senhora da secretaria
Há na minha escola uma senhora que costuma fazer a verificação das faltas dos profs e respectivas justificações: trata-se da D. A.
Quando há dias me disseram que a D. A. me pedia para ir falar com ela à secretaria, estremeci por dentro: Não querem lá ver que me marcaram alguma falta que não dei?
Mas não, era só para me entregar um novo cartão da ADSE.
Ontem, estava à minha espera à saída da última aula. Tinha andado a pôr em ordem o meu registo biográfico e perguntou-me se eu tinha sido prof no Externato Acropóle, em Lisboa, na zona do Camões. Respondi afirmativamente, ao que ela, toda sorrisos:
"Eu fui sua aluna!"
E ainda se lembrava dos meus cabelos compridíssimos, dos meus oculinhos e da gravidez da minha primeira filha!
Foi no Externato, ao tempo Leal Conselheiro e Novo Rumo, que conheceu o namorado (também meu aluno), com quem ainda está casada.
Tudo isso no ano lectivo 1972/73...
Quando há dias me disseram que a D. A. me pedia para ir falar com ela à secretaria, estremeci por dentro: Não querem lá ver que me marcaram alguma falta que não dei?
Mas não, era só para me entregar um novo cartão da ADSE.
Ontem, estava à minha espera à saída da última aula. Tinha andado a pôr em ordem o meu registo biográfico e perguntou-me se eu tinha sido prof no Externato Acropóle, em Lisboa, na zona do Camões. Respondi afirmativamente, ao que ela, toda sorrisos:
"Eu fui sua aluna!"
E ainda se lembrava dos meus cabelos compridíssimos, dos meus oculinhos e da gravidez da minha primeira filha!
Foi no Externato, ao tempo Leal Conselheiro e Novo Rumo, que conheceu o namorado (também meu aluno), com quem ainda está casada.
Tudo isso no ano lectivo 1972/73...
10.11.06
A propósito de Ted Haggard
Ainda sobre o que a Voz escreveu ontem.
Quando, há 20 e tal anos, se deu o escândalo americano de vários tele-evangelistas envolvidos em fraudes e sexo, fiquei muito triste, envergonhada e desiludida. Foi o meu pastor à altura que me trouxe de volta ao essencial: a nossa fé não está nos outros cristãos, mas no Deus feito homem - Jesus Cristo.
Hoje, já nem pestanejo ao ler sobre o que se passou. Lamento muito, sim, por ele, mas mais ainda pela sua família. E pela sua igreja.
Virtudes da maturidade.
Quando, há 20 e tal anos, se deu o escândalo americano de vários tele-evangelistas envolvidos em fraudes e sexo, fiquei muito triste, envergonhada e desiludida. Foi o meu pastor à altura que me trouxe de volta ao essencial: a nossa fé não está nos outros cristãos, mas no Deus feito homem - Jesus Cristo.
Hoje, já nem pestanejo ao ler sobre o que se passou. Lamento muito, sim, por ele, mas mais ainda pela sua família. E pela sua igreja.
Virtudes da maturidade.
9.11.06
35 anos depois
8.11.06
35 anos depois
7.11.06
35 anos depois
6.11.06
Tradições de Novembro
O recente Halloween foi mais uma ocasião para pôr alguns pais (evangélicos) em transe, pela insistência dos filhos em mascarar-se de bruxa ou de fantasma e participar na festa da escola. Nada de novo, já sofri com isso pelo carnaval, quando os meus filhos eram pequenos.
Este ano, tinha acabado de traduzir (a pedido) um folheto contra o Halloween, quando me vi de repente, na escola, a ajudar uma colega a pendurar uma faixa que dizia "Happy Halloween"...
Fiquei a pensar que isto do Halloween tem, de facto, um paralelo na nossa cultura: não é coincidência ir-se aos cemitérios no dia 1 de Novembro e, em muito da província e não só, as crianças andarem na rua a pedir "Pão por Deus": "Pão por Deus / Fiel de Deus / Bolinho no saco / Andai com Deus". Penso que, de uma forma geral, a entrada na escuridão do outono faz-nos pensar mais na morte e nos que se foram.
Os evangélicos têm pavor destas festividades, por as atribuirem a Satanás. Até ficamos um pouco embaraçados quando verificamos que C. S. Lewis usa e abusa de feiticeiros e duendes e magia.
Esta minha amiga lamenta que não tenhamos importado antes a tradição da Acção de Graças. Mas nós temos uma celebração de colheitas e mais ou menos na mesma altura da dos americanos. É o S. Martinho, com a alegria pela produção da base alimentar tradicional portuguesa: o vinho e as castanhas.
Precisamos é de saber a quem os agradecemos.
Este ano, tinha acabado de traduzir (a pedido) um folheto contra o Halloween, quando me vi de repente, na escola, a ajudar uma colega a pendurar uma faixa que dizia "Happy Halloween"...
Fiquei a pensar que isto do Halloween tem, de facto, um paralelo na nossa cultura: não é coincidência ir-se aos cemitérios no dia 1 de Novembro e, em muito da província e não só, as crianças andarem na rua a pedir "Pão por Deus": "Pão por Deus / Fiel de Deus / Bolinho no saco / Andai com Deus". Penso que, de uma forma geral, a entrada na escuridão do outono faz-nos pensar mais na morte e nos que se foram.
Os evangélicos têm pavor destas festividades, por as atribuirem a Satanás. Até ficamos um pouco embaraçados quando verificamos que C. S. Lewis usa e abusa de feiticeiros e duendes e magia.
Esta minha amiga lamenta que não tenhamos importado antes a tradição da Acção de Graças. Mas nós temos uma celebração de colheitas e mais ou menos na mesma altura da dos americanos. É o S. Martinho, com a alegria pela produção da base alimentar tradicional portuguesa: o vinho e as castanhas.
Precisamos é de saber a quem os agradecemos.
5.11.06
4.11.06
Regresso
Após uns dias difíceis em que o meu fiel computador me deixou ficar mal e passou uns dias internado na Vobis, eis-me de volta, cheia de ânimo para estas lides, mas (helas) mais uma vez perdida a minha lista de favoritos! Quem me manda não perceber nada destas modernices e não ter-me ainda alistado no "blogline" ou lá o que é?!
Amigos: deixem-me aqui um comentariozinho para eu poder recuperar todos os vossos preciosos endereços, 'tá bem?
Amigos: deixem-me aqui um comentariozinho para eu poder recuperar todos os vossos preciosos endereços, 'tá bem?
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