4.11.08

USA


Norman Rockwell

Aos meus amigos do lado de lá do Atlântico desejo hoje uma boa escolha.

3.11.08

"A Turma"


Pela primeira vez desde que o ano lectivo começou, tive hoje um dia (de semana) livre: sem aulas nem reuniões, sem trabalhos para ver, aulas da semana já preparadas, testes prontos para serem dados.
Decidimos dar uma volta ao Corte Inglês e ver um filme, que já não íamos ao cinema há séculos. Pois qual o filme que me apeteceu ver? Esse aí de cima, tal e qual! Já parece mania!
Interessante, o filme, numa escola de subúrbio em França, como a minha cá. Os mesmos alunos fracos e alheios ao trabalho, o mesmo tipo de problemas disciplinares, as mesmas lutas entre diferentes origens...
No filme, o prof até consegue dar umas aulas e fazer-se ouvir pelos alunos... Em várias turmas da minha escola, a coisa é bem mais complicada! Ah! Cá, a escola não pode decidir a expulsão de um aluno.

1.11.08

"For November"


de Katherine Montstream

Sei que para muitos dos que me acompanham, Novembro é um mês triste, de frio, chuva e doenças. Mas deixo-lhes esta pintura para demonstrar que mesmo o tempo desagradável pode trazer alegria ao nosso espírito!

31.10.08

Dia de Reforma


Celebra-se hoje o dia de 1517 em que Lutero, impressionado pela leitura da Bíblia, afixou na porta do Castelo de Wittenberg as suas 95 teses de oposição a práticas da Igreja Católica. Com isto e com a perseguição da Igreja, iniciou um movimento de Reforma que viria a ter grandes implicações religiosas e culturais no mundo inteiro, até aos dias de hoje.
Apesar dos erros e problemas que se apontam a Lutero e aos outros reformadores, é de assinalar a sua coragem de, numa época de religião obrigatória, se levantar pela Verdade. "Sou escravo da Verdade", terá dito.
Exemplo para os nossos dias.

29.10.08

Direcção de Turma

A aluna veio falar comigo, por causa das faltas.
Ralhei com ela:
"Então estás na escola toda a manhã e o princípio da tarde e depois vais-te embora? Que se passou?"
Ela (15 anos):
"Ó setora: isso aconteceu quando a minha mãe andou à pancada com a minha irmã mais velha. A minha mãe chamou-me para a ajudar. Voltou a acontecer no dia x. No dia y, eu já não saí das aulas. Disse à minha mãe que chamasse o meu irmão."
Sem comentários.

26.10.08

Bolo do Caneco!



A minha amiga J. enviou-me a receita deste bolo da caneca por email e resolvi experimentá-la este fim de semana. É fácil: Juntam-se 4 colheres de sopa de farinha, com 4 colheres de acúçar, mais 2 de chocolate em pó, 1 ovo, 3 colheres de leite e 3 de óleo. Mistura-se tudo numa caneca, mete-se no micro-ondas na potência máxima durante 3 minutos e... voila!
A coisa é comestível e é bom ser pequeno, porque no dia seguinte já está um pouco seco.
Experimentem!

25.10.08

Hora de Mudança


Aproveito o tic-tac do coração da Ana Oliveira, minha sobrinha, para lembrar a todos que esta noite muda a hora!

22.10.08

Reuniões Intercalares

Reunião hoje na escola, de uma turma do 10º ano. Como desta turma só tenho dois alunos que se misturam com mais 21 de outras 3 turmas, fico surpreendida com a queixa geral da indisciplina generalizada. No final da reunião, fico mais uns minutos com a respectiva Directora de Turma e Secretária, a dar algum apoio e sugestões de como lidar com a situação. É já no decorrer de uma frase que me ocorre e sai "quando vocês nasceram, eu já andava nisto". Elas sorriem, eu pasmo perante a enormidade do que isto lhes deve parecer. Não hei-de eu ser chamada de avozinha?

21.10.08

O pecado e os pecadores

Devo detestar o pecado, mas amar o pecador.
Corro o risco de detestar o pecado e, por consequência, o pecador. Ou ainda, amar o pecador e tolerar o seu pecado.

20.10.08

Ricos e Pobres

Quando eu era criança, a sociedade era muito mais estratificada do que é hoje. Conheciam-se as pessoas da cidade das do campo, os ricos dos pobres, pelo vestuário, pelo penteado ou pela maneira de falar.
Um dia perguntei ao meu pai se nós éramos pobres ou ricos. Respondeu-me que não éramos nem uma coisa nem outra, que éramos remediados. Fiquei contente, porque já que não tinha a sorte de ser rica e termos, por exemplo, carro, eu não era pobre e portanto não andava descalça na rua, nem tinha que pedir esmola.
E assim vivi descansada os meus dias de infância remediada.
Não tínhamos carro, nem férias, nem sofá, nem fogão eléctrico. Usávamos roupa dada, comíamos úbere e sangue frito, mas éramos remediados.
Que alívio!

18.10.08

Torcicolo


Por causa das emoções de ontem, por pegar nos netos ao colo, da mais leve à mais pesada, sabe-se lá por que motivo, acordei hoje com um poderoso torcicolo no esternocleidomastoideu! Enfim! Olhar só para a direita (sem intenções políticas!), descansar um pouco mais e amanhã será um novo dia.

14.10.08

O grau de civilidade de um povo mede-se pela forma como trata os animais


Ao passar pelo consultório das veterinárias onde às vezes levo as minhas gatas, deparei com um letreiro pendurado na porta, que dizia mais ou menos isto:
"Quem cobardemente aqui abandonar animais fique a saber que eles serão imediatamente entregues aos serviços camarários para eutanásia."
Fiquei tristemente surpreendida. E pensei no RSPCA inglês que costumo ver no "Animal Hospital" na Sic Mulher, e nos cuidados e preocupações demonstrados com qualquer animal maltratado ou abandonado, incluindo os selvagens, a ponto de arranjarem um lar para cada um deles.
Quando é que chegaremos lá?

10.10.08

Horário Lectivo

O melhor do meu horário deste ano é que não tem aulas de substituição! Venham as horas na Biblioteca, os Apoios aos alunos, as Salas de Estudo, o Gabinete do Aluno, qualquer coisa, menos as famigeradas.

9.10.08

Dia Mundial dos Correios


Os carteiros ganharam este ano o 1º lugar na consideração dos portugueses.
Certamente que não perguntaram a opinião às pessoas da minha zona, porque aqui a distribuição do correio continua a ser uma desgraça!
Num tempo de emails e telemóveis e mensagens instantâneas, será que ainda havemos de sentir saudades do velhinho carteiro da nossa infância, que nos conhecia a todos um por um, ao distribuir boas e más notícias?

6.10.08

Independentemente


das nossas opções políticas, de esquerda ou de direita, ou de simpatia democrática ou republicana, o que nos incomoda na senhora Palin é o seu desafio às nossas convicções e atitudes em relação ao aborto. E isto duplamente, já que não abortou o seu filho com trissomia 21, nem levou a abortar a sua filha adolescente, mãe solteira.

5.10.08

Dia do Professor


Um professor é um estudante que gostou tanto da escola que decidiu ficar lá para sempre!

4.10.08

Nasceu a Júlia!


Depois de tanto se fazer esperar, a Júlia veio rapidamente ao mundo esta tarde, com 3 kg 480, no Hospital dos Lusíadas em Lisboa. Correu tudo bem e a família está toda feliz!

3.10.08

41 Semanas à Espera de Júlia


Esta nossa 6ª neta é, para já, a que mais se faz esperar.
Há semanas que durmo com o telemóvel à cabeceira. No silêncio da casa, parece-me ouvir o som de uma mensagem recebida: vou ver e nada!
Ai que ansiedade por te conhecermos, Júlia!

1.10.08

"October Light"


Lydia Johnston

30.9.08

Outono


na Marinha Grande.

28.9.08

80 anos!


É a bela idade que hoje completa a senhora minha sogra, que foi mãe de 8 filhos, hoje apenas 5, é avó de 16 netos e bisavó de 21 bisnetos, contando com a Júlia!
Muitos parabéns!

26.9.08

Lavores


A escolinha pediu e aqui a avozinha fez: um saco para a roupa de cama da Joana.

25.9.08

Recebido por Email

Tenho cinquenta e tal anos de idade, trinta e muitos dos quais como docente no ensino secundário e no ensino superior.

Fiz a Licenciatura com 16 valores, o Estágio Pedagógico com 18 e um mestrado em Ciências da Educação com Muito Bom.
Dediquei a minha vida à Escola Pública. Fui Presidente do Conselho Executivo (dois mandatos), orientador de estágio pedagógico (3 anos), delegado de grupo / coordenador de departamento (dois mandatos), Presidente do Conselho Pedagógico (um mandato) e director de turma durante vários anos.

Nos últimos tempos leccionei no ensino superior, com ligação permanente à formação de professores.Desempenhei vários cargos pedagógicos, participei em múltiplos projectos e desenvolvi dois trabalhos de elevado valor científico.
Entretanto, regressei ao ensino secundário e à minha escola de origem.
Alguns dos antigos colegas, embora mais novos do que eu e com menos tempo de serviço (compraram o tempo, explicaram-me depois) já se tinham reformado. Eu também já tinha idade, mas faltavam-me alguns meses para o tempo necessário quando mudaram as regras do jogo. E como se não bastasse a alteração dessas regras, é aprovado, entretanto, um novo estatuto para a carreira docente. E logo de seguida é aberto o concurso para professores titulares. Um concurso para uma nova categoria onde eu não tinha lugar!
Não reunia condições. Mesmo com um Mestrado em Ciências da Educação e sem ter dado uma única falta nos últimos sete anos, o meu curriculum valia, apenas, 93 pontos! Faltavam 2 pontos para o mínimo exigido a quem estivesse no 10º escalão.

Com as novas regras, o meu departamento passou a ser coordenado, a partir do presente ano lectivo, por um professor titular. Um professor que está posicionado no 8º escalão. Tem menos 15 anos de serviço do que eu. Foi meu aluno no ensino secundário e, mais tarde, meu estagiário. Fez um bacharelato com média de 10 valores e no estágio pedagógico obteve a classificação de 11 valores. Recentemente concluiu a licenciatura numa estabelecimento de ensino privado, desconhecendo a classificação obtida. É um professor que nunca exerceu qualquer cargo pedagógico, à excepção de director de turma. Nos últimos sete anos deu 84 faltas, algumas das quais para fazer 15 dias de férias na República Dominicana (o atestado médico que utilizou está arquivado na secretaria da escola, enquanto os bilhetes do avião e a factura do hotel constam de um outro processo localizável). O seu curriculum vale 84 pontos, menos 9 pontos do que o meu. Contudo, este docente foi nomeado professor titular.

De acordo com o Senhor Primeiro Ministro e demais membros do seu Governo, com o apoio do Senhor Presidente da República e, agora, com o apoio dos dirigentes sindicais, este professor está em melhores condições do que eu para integrar ' (...) um corpo de docentes altamente qualificado, com mais experiência, mais formação e mais autoridade, que assegure em permanência as funções de organização das escolas para a promoção do sucesso educativo, a prevenção do abandono escolar e a melhoria da qualidade das aprendizagens.'

A conclusão, embora absurda, é clara: se eu estivesse apenas no 9º escalão, e com os mesmos pontos, seria considerado um docente altamente qualificado, com mais experiência, mais formação e mais autoridade. Como estou no 10º escalão, e não atingindo os 95 pontos, eu já não sou nada.

Isto é o resultado de uma selecção feita com base na '(...) aplicação de uma grelha de critérios objectivos, observáveis e quantificáveis, com ponderações que permitam distinguir as experiências profissionais mais relevantes (...)[onde se procurou] reduzir ao mínimo as margens de subjectividade e de discricionariedade na apreciação do currículo dos candidatos, reafirmando-se o objectivo de valorizar e dar prioridade na classificação aos professores que têm dado provas de maior disponibilidade para assumir funções de responsabilidade.' É assim que 'reza' o DL 200/2007, de 22 de Maio. Admirável!

Agora consta por aí (e por aqui) que aquele professor (coordenador do meu departamento) me irá avaliar...
Não, isso não será verdade. Esse professor irá, provavelmente, fazer de conta que avalia, porque só pode avaliar quem sabe, quem for mais competente do que aquele que se pretende avaliar.
O título de 'titular' não é, só por si, suficiente. Mesmo que isto seja só para fazer de conta...

Conhecidos que são os meus interesses, passo ao principal objectivo desta carta, que é, simplesmente, pedir perdão!

Pedir perdão, em primeiro lugar, aos meus alunos. Pedir perdão a todos os Pais dos meus alunos. Pedir perdão porque estou de professor, mas sem me sentir professor. Tal como milhares de colegas, humilhados e desencorajados, sinto-me transformado num funcionário inútil, à espera da aposentação.
Ninguém consegue ser bom professor sem um mínimo de dignidade. Ninguém consegue ser bom professor sem um mínimo de paixão.

As minhas aulas eram, outrora, coloridas, vivas e muito participadas. Com acetatos, diaporamas, vídeos, powerpoint, etc. Hoje é, apenas, o giz e o quadro. Só a preto e branco, com alguns cinzentos à mistura.
Sinto-me desmotivado, incapaz de me empenhar e de estimular. Receio vir a odiar a sala de aulas e a própria escola. Receio começar a faltar para imitar o professor titular e coordenador do meu departamento (só não irei passar férias para a República Dominicana porque tenho outras prioridades...). Receio que os professores deste País comecem a fingir que ensinam e a fingir que avaliam. Sim, porque neste país já tudo me parece a fingir.

Cumprimentos.

(Um professor anónimo e humilhado, tal como milhares de outros professores)

24.9.08

A Senhora Ministra da Educação

anuncia como objectivo o sucesso a 100% de todos os alunos no 9º ano.
Não explicou se também se exigirá que todos saibam ler / escrever e fazer contas. Ainda bem!

23.9.08

Gatos e Flores


Foi desta varanda que a Sericaia caiu há um ano e tal. Sobreviveu, mas ficou com uma pata mais curta que a outra. Por essa causa, subimos a vedação da varanda, para o abismo poder ficar mais inacessível.
Continuaram a saltar para o parapeito. Daí ter que o encher de vasos e, logo, de flores, como há dias falei.


Esta é a "portulaca", uma planta de origem brasileira, com a particularidade de dar flores do mesmo pé de diferentes cores, como podem testemunhar.


Não sei o nome desta, mas ficou linda com as gotinhas da chuva.


A "dipladenia" é trepadeira e dá estas flores de um vermelho vivo.


Esta é a "lamprantus" de folhinhas gordas para aguentar o sol da varanda.

Ah! As gatas não voltaram a tentar dar o salto!

22.9.08

Outono


Para os meus amigos que ficam tristes com o fim do Verão, deixo esta fotografia de Luís Brites, que mostra bem como o Outono pode ser uma estação de maravilha. Gosto muito do Outono!

20.9.08

As Minhas Gatas


Migas

Sericaia

... continuam lindas!

19.9.08

Foi Há 37 Anos!


Éramos os jovens que a foto ainda consegue documentar, apesar das deformações que lhe introduzi.
Só há pouco me apercebi que já ultrapassámos em 2 anos o casamento dos meus pais, que na altura do nosso me parecia uma meta inatingível...
Continuamos juntos e contentes, pela graça de Deus!

18.9.08

Trabalho de Férias


Duas fraldinhas para a Júlia, prestes a chegar. A da esquerda representa os gatinhos lá de casa, o Renhau e a Mia.

17.9.08

Oferta


A mãe de um antigo aluno tem uma hortinha por estes lados, onde cultiva vários legumes que me vai oferecendo. Há dias, entre o feijão verde, uns pezinhos de salsa e outras verduras, vinham uns tomates de um tamanho fora do comum. Aí está um deles, comparado com o tamanho de uma colher de chá.
O sabor, esse então, não se fotografa!

16.9.08

Oprah

Ao ver de passagem um dos programas da Oprah, assisto à cena de uma família candidata a perder peso a ter a casa revistada de alto a baixo por um fulano, que aproveita para pôr quase tudo no lixo! Isto de, para se emagrecer, ter que ter alguém a vasculhar a nossa cozinha e a deitar fora os nossos apetrechos a custo reunidos nas lojas dos 300 ao longo de décadas, tem muito que se lhe diga!

13.9.08

Comemoração

Foi hoje que tivemos o almoço de comemoração do centenário do meu pai, com a presença de todos os seis filhos e respectivos cônjuges, dos onze netos e respectivos cônjuges e dos seis bisnetos. Foi uma ocasião de nos alegrarmos por aqueles que nos precederam e de convivermos uns com os outros na alegria da união familiar. Foi muito bom!

11.9.08

9.9.08

Escola

Horas e horas em reuniões sobre a avaliação dos professores, como se os alunos fossem uma mera desculpa para avaliar os profs.

6.9.08

Facilidades


Hoje não resisto a copiar do meu colega Anterozóide esta resposta aos nossos brilhantes governantes.

5.9.08

O poder da persuação

Releio no livro de Actos o encontro de Paulo acorrentado com o poder político da época, neste caso encarnado no Rei Agripa, que responde ao seu discurso com a irónica afirmação: "Por pouco me persuades a fazer-me cristão..." A resposta de Paulo é exemplar: "Peço a Deus que, daqui a pouco tempo, não só tu, mas todos os que hoje me estão a ouvir, se tornem naquilo que sou, mas sem estas correntes."
Hoje chamar-lhe-íamos talvez proselitista ou algo ainda pior.
Mas arrisco afirmar que, apesar do meu feitio pouco 'pregador', eu mesma gostaria de agarrar o rosto de alguns parentes e amigos, olhá-los nos olhos e dizer-lhes sem rebuços o quanto gostaria de os ver caminhar no mesmo Caminho que sigo.
Não possuindo o poder de retórica de Paulo, deixo a Deus a persuação.

3.9.08

Green Fingers


Incluído no pacote da alegria de voltar a casa e ao trabalho (está bem, mais uma semanita de férias em casa não seria mau...) veio também um ataque de jardinagem. Eis aí em cima o seu resultado.

2.9.08

Trabalho

Tão ansiosa estou por voltar às rotinas diárias que, por engano, me fui apresentar na escola um dia mais cedo...

1.9.08

"Home, Sweet Home"


Sandra Hampson

30.8.08

100 anos


Nasceu a 30 de Agosto de 1908, no início do século XX, que foi a sua casa, com as suas inovações e as suas guerras. Nasceu em Ranhados, arredores de Viseu, numa humilde família do campo. O seu pai ainda tentou emigrar para França durante a infância dos filhos António e Joaquim, mas não teve sorte nenhuma. Voltou como havia partido.
Por esses motivos, ele teve que começar a trabalhar cedo, numa casa de electrodomésticos e numa relojoaria. A arte dos relógios viria a ser o seu ganha-pão durante boa parte da sua vida.
Tinha 16 anos quando algo surgiu na pacata Viseu que viria a mudar o seu destino por completo: chegaram os protestantes!
Nascido numa família tradicionalmente católica como quase todas as do país rural de então, tinha até chegado a ajudar à missa em miúdo. A chegada dos protestantes a Viseu causou grande agitação e mais tarde, perseguição. O adolescente Joaquim foi com um amigo espreitar o que faziam os protestantes. De tal forma que viria a ser 'agarrado', transformado, impelido para fora da sua terra, para estudar para pastor, o que veio a fazer em Lisboa e no Porto.
Por volta dos 30 é consagrado pastor, casa-se com a Ana, jovem de Matosinhos, e vai iniciar o seu pastorado em Chança, terra alentejana ainda muito em bruto nessa época, onde nem casas de banho havia ainda! É lá que nasce o Joel, seu primeiro filho.
Um ano e tal depois, mudança para Gouveia, agora na Serra da Estrela, onde nasce o Fernando, e pouco depois nova mudança para a Guarda, onde nascem sucessivamente o Silas, o Samuel, a Eunice e a Rute. Fica completa a família.
O seu ministério vai levá-lo ainda a Viseu como pastor e a Guimarães, a iniciar um trabalho missionário pioneiro no difícil Minho. É aí que se acumulam as perseguições, gerando-se um interessante debate entre os dois jornais da terra, um a favor dos protestantes, outro contra.
Já os filhos vão a caminho da idade adulta quando faz a sua última mudança de terra, desta vez para a zona de Lisboa, onde pastoreará as igrejas de Campolide e de Morelena.
Em 1975 perde a sua esposa, um choque de que recuperará com dificuldade. Entretanto, os filhos vão casando e os netos nascendo: Rute, Cristina, David, André, Tiago, Sara, Ana, Ana Isabel, Cláudia, Raquel. A Sara será uma última neta póstuma.
No verão de 1989 conta já com muita canseira e está doente. Não tem muito tempo para sofrer: cai ao hospital e parte para o Senhor que serviu quase toda a sua vida. Foi no dia 2 de Agosto.
Deixou um enorme silêncio no lugar das histórias que gostava tanto de repetir aos netos, mas também um exemplo de dedicação e fé.
Este homem foi Joaquim Lopes de Oliveira, meu pai. Faz hoje 100 anos. Parabéns, paizinho!

28.8.08

À Espera


Não tenhas pressa, Júlia, mas já tens babete!

27.8.08

Testemunha

Ao escrever o meu post de há dois dias sobre o incêndio do Chiado, ocorreu-me que tenho sido testemunha presencial de muito do que tem sucedido em Lisboa desde a a década de 60 do século passado. Assisti (e já aqui escrevi sobre isso) ao 25 de Abril e suas consequências, às cheias de 67, ao tremor de terra de 69, ao incêndio do Chiado. Viver na zona e trabalhar em Lisboa, mais especificamente na zona do Chiado, permitiu-me tudo isso.
Começo a sentir-me como um memorial ambulante...

26.8.08

Quando se passam férias com netos


podem encontrar-se patinhos na casa de banho!

25.8.08

Foi há 20 anos


Acordei com a notícia de que o Chiado estava arder. Precisava de ir à escola, pois estava de serviço ao secretariado de Exames, que mesmo em Agosto recebia documentação. A escola era o Externato Acrópole, que se localizava perto do Chiado, na Rua das Chagas.
Corri para o comboio e do comboio em direcção à escola. Ao chegar ao Largo do Carmo, toda a parafernália estendida dos bombeiros e de tendas de socorro. Chegada à Rua Garrett, vi o que a foto documenta e muito mais, até onde os bombeiros permitiam chegar.
Muitos lisboetas olhavam a cena, de coração partido e mãos postas.
Fui para a escola, onde passei o resto da manhã, com dois dos Directores, olhando ansiosamente pelas janelas mais altas, vendo a coluna de fogo e fumo aumentar em direcção ao rio e ouvindo o rebentar de botija após botija de gás.
Ao final desse dia, saíamos de Lisboa em direcção a Melides, onde íamos passar o fim de semana. Da ponte vimos o elevar da coluna de fumo que pairou na zona durante dias.
Foi assim o termo de uma era para quem vivia ou trabalhava no velho Chiado.

22.8.08

Morreu a Pentax Optio 50L


Viva a Panasonic Lumix FS3!

21.8.08

Aposentação

A minha colega E. mandou-me uma mensagem a dizer que acabava de se aposentar. Nada de surpresa, claro, algo que ela antecipava há um tempo. Liguei-lhe e perguntei-lhe qual a sensação. Ela está feliz e aliviada por não ter que se levantar cedo e aproveitou para pôr um monte de testes no lixo!
Esta perspectiva fez-me colocar um pouco nos 'sapatos' dela...
E foi uma sensação estranhíssima a que imaginei quando já não tiver uma ocupação profissional para desempenhar, quando não tiver que ir para a escola todos os dias. Como encherei o meu tempo? Como olharei para o material escolar nas lojas? Vou deitar fora todos os meus materiais? Que vou fazer às prateleiras de gramáticas inglesas? Como viverei sem enfrentar diariamente uma turma de jovens mais ou menos dispostos a aprender Inglês ou Alemão?
Ai! Ainda estou longe, mas já sinto a nostalgia!

20.8.08

Férias com Netos

À companhia da Joana seguiu-se a da Rebeca, com 12 meses certos. Uma casa cheia! A Rebeca anda por todo o lado, tenta trepar às coisas e diz muita coisa, tal como:
- Olá.
- Mamã.
- Papá.
- Papa.
- Tu-tu (cu-cu).
- Algo parecido com Vó.
- Não.
- Pão.
- Má.
- Água.
- Bebé / menino / menina.
- Ão-ão (cão).
- Uahhh (leão).
- Tá tá (já está).
- Tá? (ao telefone)
- Uau!

É incrível acompanhar a velocidade a que esta miúda se desenvolve!

19.8.08

Dia da Fotografia


Quero comemorar o dia com esta minha fotografia tirada no lugar onde gosto mais de passar um bocadito da tarde: a esplanada à sombra.

18.8.08

Bandeira


Por que razão o país enche as janelas da bandeiras a propósito do futebol e nem umazinha em honra das várias dezenas de atletas nossos nos Jogos Olímpicos, representando uma enorme variedade de modalidades?
Pois já que não estou em casa para desfraldar uma bem grande à minha janela, aqui fica esta!

17.8.08

Os Pontos Negros

Hoje, ao folhear a revista do "Sol", dou com estes meninos.
Chamo-lhes meninos, não por serem novos. Mais por conhecê-los a (quase) todos desde o berço. Chamo-lhes meninos por poder contar habitualmente com eles na minha classe de Escola Bíblica Dominical.
Estou muito orgulhosa de vocês!
Rock on, boys!

16.8.08

15.8.08

Férias


Praia da Rocha e Portimão além do Arade.

13.8.08

Férias


à entrada de Portimão

12.8.08

De Religiones

Comentava há dias com um amigo que o cristianismo é uma religião muito pouco politicamente correcta e difícil de ser apresentada como conveniente a este pessoal de hoje, em que todas as religiões são boas, "cada um tem a sua", vão todas dar ao mesmo, ou, pelo menos, têm todas a mesma intenção de base.
(Não é novidade nenhuma, isso até já era moda no séc. XVIII... ver "Nathan der Weise" de Lessing).
Mas o cristianismo apresenta Cristo como o único caminho e sem Ele não há salvação. E está tudo dito.
Os amigos ficam desconfortáveis e nós quase que queremos pedir-lhes desculpa...
Mas, pensando bem, se Deus é um Ser Criador e infinitamente Superior, não é normal que seja Ele a ditar as regras? E por que motivo é que as regras hão-de ter que agradar ao pessoal?

11.8.08

À Noite

no centro de Ferragudo, na pracinha rodeada de esplanadas onde todo o mundo se reúne, surgiram ontem os saltimbancos do fogo, como lhes chamo. Fizeram um espectáculo pirotécnico de arcos a arder e engole-fogo e, no fim, distribuíram balões pelas (muitas) crianças presentes.
Interessante o efeito que o espectáculo teve entre as crianças: no fim, já todos os miúdos brincavam uns com os outros, portugueses, ingleses, alemães e até um chinês!

9.8.08

Ferragudo, Algarve


Esta, sim, tirada por mim.

8.8.08

Férias com Netos

A Joana aos pulinhos, a mãe a mandá-la ficar quieta. Acontece o inevitável: escorrega no pavimento e cai. A mãe, desesperada: "Mas porque é que tu não consegues ficar quieta um bocadinho, sem saltar?"
Sorrio de mim para mim: esta minha filha era bem pior que é agora a neta! Incalculáveis trambolhões, algumas passagens por hospitais para ver se estava tudo no lugar, incapaz de não correr em casa ou de se sentar a ver televisão.
Para não falar da altura em que se especializou em trepar pelas portas acima até ao tecto!

5.8.08

Férias com Netos

No supermercado, dizia o avô que para os adultos qualquer coisa servia, enquanto que para a neta, tinha que ser algo de bom. Comentei: "Sim, para a Joana tem que ser o melhor que houver no supermercado!"
A Joana (3 anos): "Eu só tenho um jogo da Dora..."

2.8.08

Algarve


(algarve-portal)

Há já muitos anos que eu não vinha passar férias a este Algarve das praias maravilhosas. E este lugar onde me encontro é sem dúvida um desses lugares de eleição.
E desta vez trouxe o portátil...

1.8.08

InterRail

Quando, aí em baixo, deixei expresso o meu anseio de fazer um InterRail pela Europa, fui desafiada a fazê-lo mesmo! Bem, só me falta tornar-me sexagenária: já não falta muito.
Agora desafio eu: quem quer vir comigo?