30.4.14
25.4.14
25 de Abril
Tenho a honra de estar hoje em testemunho no Diário de Notícias.
Tive a 'sorte' de ter já 25 anos nesta altura, um curso superior quase terminado, já professora, casada, mãe. Também tive a 'sorte' de trabalhar em pleno Chiado e ter testemunhado a caça aos "pides" a partir de 26 de Abril de 1974. Também de ter tido "pides" e carcereiros entre os meus alunos adultos da época...
Mas não foi por isso que fui entrevistada: foi por ser uma cristã evangélica baptista, que viveu os tempos de desprezo e perseguição antes do 25 de Abril.
Gostei muito da minha conversa com Miguel Marujo, muito para além do que publicou no seu artigo. Disse-lhe que essa conversa fez um pouco de justiça a tudo o que o meu pai, Pastor Joaquim Lopes de Oliveira,(e toda a sua geração de crentes) sofreu por parte de autoridades civis e eclesiásticas, para além da população cegamente católica.
Disse-lhe também que isso não foi nada em comparação com o que sofrem hoje tantos cristãos pelo mundo inteiro, por crerem no mesmo Senhor em quem creio.
Por esta liberdade em Portugal dou hoje graças a Deus.
Que este meu país se entregue a este Senhor é a minha petição.
Tive a 'sorte' de ter já 25 anos nesta altura, um curso superior quase terminado, já professora, casada, mãe. Também tive a 'sorte' de trabalhar em pleno Chiado e ter testemunhado a caça aos "pides" a partir de 26 de Abril de 1974. Também de ter tido "pides" e carcereiros entre os meus alunos adultos da época...
Mas não foi por isso que fui entrevistada: foi por ser uma cristã evangélica baptista, que viveu os tempos de desprezo e perseguição antes do 25 de Abril.
Gostei muito da minha conversa com Miguel Marujo, muito para além do que publicou no seu artigo. Disse-lhe que essa conversa fez um pouco de justiça a tudo o que o meu pai, Pastor Joaquim Lopes de Oliveira,(e toda a sua geração de crentes) sofreu por parte de autoridades civis e eclesiásticas, para além da população cegamente católica.
Disse-lhe também que isso não foi nada em comparação com o que sofrem hoje tantos cristãos pelo mundo inteiro, por crerem no mesmo Senhor em quem creio.
Por esta liberdade em Portugal dou hoje graças a Deus.
Que este meu país se entregue a este Senhor é a minha petição.
22.4.14
Parabéns, José!
O nosso netinho mais novo completa hoje o seu primeiro aniversário! Estamos longe para lhe dar aquelas beijocas, mas elas seguem via net, com o grande desejo que o Senhor Jesus sempre vá adiante dele toda a sua vida!
20.4.14
18.4.14
17.4.14
Dizer adeus
De facto, não foi tão fácil assim despedir-nos da nossa filha e sua família, que partiram no passado dia 15 para a sua missão na República Checa. Piorou também pelo facto de eles partirem de nossa casa. A casa tão vazia logo a seguir... "Olha, ficou cá a planta da Joana. Olha, este casaco... As meias da Luísa..."
Arrumar a casa depois de vários dias a abrigar 8 pessoas também teve as suas interrogações: para que precisamos agora de 2 caminhas de bebé? e de 2 cadeiras altas de comer? Para quê os babetes e as fraldas, se os dois bebés da família se foram embora?
No entanto, o que escrevi há dias continua tão de pé como quando o escrevi: somos abençoados por podermos entregar a nossa família para a obra de Deus. E é nas Suas mãos que os deixamos, sabendo que Ele sabe e faz o que é melhor.
Arrumar a casa depois de vários dias a abrigar 8 pessoas também teve as suas interrogações: para que precisamos agora de 2 caminhas de bebé? e de 2 cadeiras altas de comer? Para quê os babetes e as fraldas, se os dois bebés da família se foram embora?
No entanto, o que escrevi há dias continua tão de pé como quando o escrevi: somos abençoados por podermos entregar a nossa família para a obra de Deus. E é nas Suas mãos que os deixamos, sabendo que Ele sabe e faz o que é melhor.
5.4.14
31.3.14
Partir
Eu devia ter 6, 7 anos. Foi na
Igreja Baptista de Viseu que foi projectado um filme que me impressionou
vivamente. Perdoem-me se alguns pormenores estão já esbatidos. Era um jovem
casal que sentiu que Deus o chamava para uma missão. Durante um certo tempo,
eles foram-se preparando para seguir a chamada. Mas o tempo foi correndo,
nasceu uma criança e eles habituaram-se à rotina diária, deixando o sonho da
missão para trás. Mas a criança adoeceu e foi essa doença que os fez despertar
para a missão esquecida. Já não recordo se a criança sobreviveu ou não;
lembro-me bem da parte final do filme, quando o casal volta a entregar-se de
coração para partir para outra terra, cantando o hino nº 298 do Cantor Cristão:
Nem sempre será para o lugar que
eu quiser
Que o Mestre me tem de mandar.
É tão grande a seara já a
embranquecer
A qual eu terei de ceifar.
Se pois a caminho que nunca segui
A voz a chamar-me eu ouvir
Direi: “Meu Senhor dirigido por
Ti
Irei Tua ordem cumprir.”
Eu quero fazer o que queres, Senhor
Farei sustentado por Ti
E quero dizer o que queres, Senhor,
Que o servo Teu deva dizer.
Alguém dentre nós partir em
missão não é de modo algum novidade para mim: o meu próprio pai também foi
missionário. Toda a minha vida convivi com missionários estrangeiros, que
tinham deixado o conforto das suas terras e famílias para vir ajudar-nos em
Portugal.
Por isso, saber que a minha filha
Sara e sua família se preparam para partir em missão para a República Checa não
me é especialmente penoso, até antes pelo contrário. Se é Deus quem os envia,
só posso estar feliz que eles obedeçam. Num país que vê emigrar tantos jovens
em busca de melhores oportunidades, sinto que me coube a melhor parte.
“Como te sentes?”, perguntaram-me
ontem, depois de uma despedida na nossa igreja.
“Sinto-me bem”, respondi por
todas estas razões. Claro, as saudades vão apertar, mas o Senhor que os leva
também mora aqui.
29.3.14
25.3.14
22.3.14
Viva a Primavera!
Não tive oportunidade de vir cá saudar a chegada da Primavera no dia próprio (este ano, a 20), mas aqui estou eu com a primeiríssima tulipa da minha criação a assinalar a data. Boa Primavera para todos!
21.2.14
Ucrânia!
Estas mais recentes imagens da Ucrânia deixam-me o coração pequenino. É que nós, pessoal da Igreja Baptista de Queluz, amamos os ucranianos! De facto, há uma Igreja Baptista Ucraniana que convive connosco nas nossas instalações.
A coisa começou há muitos anos com um jovem ucraniano que apareceu na nossa igreja. Não falava português, não falava inglês, nem alemão, nem francês. Um irmão nosso angolano arranhava russo. Entendemo-nos.
Uma família da nossa igreja arranjou-lhe casa e, muitas vezes, alimentação.
Agora, era necessário que ele aprendesse português. Ele e mais alguns e algumas que entretanto se lhe tinham juntado. Formou-se então uma turminha na igreja e um grupo de professores, ao qual me orgulhei de pertencer. Durante uns largos meses eles aprenderam. Nós também: a conhecê-los, a estimá-los e até algumas palavritas de ucraniano...
Muitos desse grupo original já regressaram à sua terra. E é também por eles e pelas famílias de todos a minha preocupação. Que Deus os guarde e traga a paz a esta terra bem depressa.
A coisa começou há muitos anos com um jovem ucraniano que apareceu na nossa igreja. Não falava português, não falava inglês, nem alemão, nem francês. Um irmão nosso angolano arranhava russo. Entendemo-nos.
Uma família da nossa igreja arranjou-lhe casa e, muitas vezes, alimentação.
Agora, era necessário que ele aprendesse português. Ele e mais alguns e algumas que entretanto se lhe tinham juntado. Formou-se então uma turminha na igreja e um grupo de professores, ao qual me orgulhei de pertencer. Durante uns largos meses eles aprenderam. Nós também: a conhecê-los, a estimá-los e até algumas palavritas de ucraniano...
Muitos desse grupo original já regressaram à sua terra. E é também por eles e pelas famílias de todos a minha preocupação. Que Deus os guarde e traga a paz a esta terra bem depressa.
15.2.14
Eric Barker
Tive o prazer de conhecer este homem já nos últimos anos da sua vida. Eric Barker foi um dos pioneiros da evangelização no nosso país, à qual dedicou toda a sua vida. Com os devidos respeitos, transcrevo aqui o artigo sobre ele publicado pela minha amiga Mimi no seu blog "maria-elevive.blogspot.com".
"Para mim é uma honra ter conhecido e
privado com grandes servos de Deus que, vivendo em condições sociais, políticas
e religiosas bem diferentes das actuais, nunca deixaram de lutar pela
divulgação do evangelho.
Hoje venho cumprir uma promessa que aqui fiz (20.10.12) e falar de Eric Barker.
Nascido num lar cristão, em Inglaterra, a 23 de Janeiro de 1899, entregou a sua vida a Cristo quando tinha 7 anos de idade.
A partir daí, apesar de ainda criança, fez da oração a sua arma. Este foi o homem que, com uma doçura incomparável, se dirigia a Deus com o seu belo sotaque inglês: “Aba, Pai, meu Paizinho querido”.
Desde a adolescência colaborou activamente na igreja, a nível da Escola Dominical e na realização de cultos ao ar livre, mas foi aos 21 anos, depois de ter servido na marinha durante a I Guerra Mundial, que decidiu dedicar a sua vida à obra do Senhor.
Entretanto, sentindo-se atraído pelo campo missionário, veio para Portugal, por influência do testemunho de seu pai que tinha estado no nosso país e conhecia as carências espirituais aqui existentes.
Uma vez em Portugal, teve contacto com outros dedicados obreiros ingleses a residir no nosso país, aprendeu português com José Ilídio Freire (Igreja das Amoreiras - Lisboa) e ao fim de três meses já pregava na nossa língua. Foi nessa altura que rumou ao norte, para a zona de Ílhavo, onde já havia alguns crentes e começou a fazer cultos nas casas e ao ar livre.
Aos 24 anos, depois de ter alargado a sua acção a outras localidades do distrito de Aveiro, fixou ali residência e deslocou-se a Inglaterra para casar.
Numa altura em que Portugal vivia no obscurantismo espiritual e havia perseguição religiosa, Eric Barker foi um dos bravos que nada temeram, mesmo perseguido, insultado e apedrejado, continuou fiel ao seu Deus. Com uma carroça puxada por uma mula (oferta de alguns crentes da zona sul), percorreu vários lugares do país para distribuir folhetos, vender Bíblias, pregar o Evangelho e cantar hinos tocando ao som do seu bandolim.
Com todos os obstáculos, o trabalho ia dando frutos, almas rendiam-se aos pés de Cristo e formavam-se comunidades de culto.
Entretanto, teve de arranjar um trabalho secular (contabilista) para sustentar a família que estava a aumentar (chegou a ter oito filhos), mas nunca deixou o serviço para que Deus o chamara. Em 1935 fixou residência na Foz do Douro e adaptou o piso inferior da casa a salão de cultos.
Em 1941, no apogeu da II Guerra Mundial, aceitou a sugestão do consulado britânico e embarcou toda a sua família (mulher, filhos e outros parentes) com destino a Inglaterra. Porém, o barco foi torpedeado por um submarino alemão e afundou-se. Toda a família sucumbiu.
Eric Barker recebeu a notícia a um Domingo… quando chegou a hora do culto foi para a igreja, pregou e, serenamente, participou: “Todos os meus queridos já chegaram ao lar Celestial!”
Sem se deixar afundar na tristeza das perdas, sem medo da repressão político-religiosa, sem temer as dificuldades sociais provenientes da guerra, manteve-se firme, dedicando todo o seu tempo à defesa do Evangelho e à salvação de almas. Toda a zona de Coimbra, Aveiro e Porto, foi alvo preferencial da sua acção e muitas das igrejas existentes tiveram a sua influência.
Em 1946 Eric Barker casou em segundas núpcias com a jovem Beryl (18 anos mais nova) e Deus deu-lhe mais cinco filhos. Juntos prosseguiram na realização da obra, dando formação, pregando e dirigindo vários trabalhos de consolidação do ministério.
Hoje venho cumprir uma promessa que aqui fiz (20.10.12) e falar de Eric Barker.
Nascido num lar cristão, em Inglaterra, a 23 de Janeiro de 1899, entregou a sua vida a Cristo quando tinha 7 anos de idade.
A partir daí, apesar de ainda criança, fez da oração a sua arma. Este foi o homem que, com uma doçura incomparável, se dirigia a Deus com o seu belo sotaque inglês: “Aba, Pai, meu Paizinho querido”.
Desde a adolescência colaborou activamente na igreja, a nível da Escola Dominical e na realização de cultos ao ar livre, mas foi aos 21 anos, depois de ter servido na marinha durante a I Guerra Mundial, que decidiu dedicar a sua vida à obra do Senhor.
Entretanto, sentindo-se atraído pelo campo missionário, veio para Portugal, por influência do testemunho de seu pai que tinha estado no nosso país e conhecia as carências espirituais aqui existentes.
Uma vez em Portugal, teve contacto com outros dedicados obreiros ingleses a residir no nosso país, aprendeu português com José Ilídio Freire (Igreja das Amoreiras - Lisboa) e ao fim de três meses já pregava na nossa língua. Foi nessa altura que rumou ao norte, para a zona de Ílhavo, onde já havia alguns crentes e começou a fazer cultos nas casas e ao ar livre.
Aos 24 anos, depois de ter alargado a sua acção a outras localidades do distrito de Aveiro, fixou ali residência e deslocou-se a Inglaterra para casar.
Numa altura em que Portugal vivia no obscurantismo espiritual e havia perseguição religiosa, Eric Barker foi um dos bravos que nada temeram, mesmo perseguido, insultado e apedrejado, continuou fiel ao seu Deus. Com uma carroça puxada por uma mula (oferta de alguns crentes da zona sul), percorreu vários lugares do país para distribuir folhetos, vender Bíblias, pregar o Evangelho e cantar hinos tocando ao som do seu bandolim.
Com todos os obstáculos, o trabalho ia dando frutos, almas rendiam-se aos pés de Cristo e formavam-se comunidades de culto.
Entretanto, teve de arranjar um trabalho secular (contabilista) para sustentar a família que estava a aumentar (chegou a ter oito filhos), mas nunca deixou o serviço para que Deus o chamara. Em 1935 fixou residência na Foz do Douro e adaptou o piso inferior da casa a salão de cultos.
Em 1941, no apogeu da II Guerra Mundial, aceitou a sugestão do consulado britânico e embarcou toda a sua família (mulher, filhos e outros parentes) com destino a Inglaterra. Porém, o barco foi torpedeado por um submarino alemão e afundou-se. Toda a família sucumbiu.
Eric Barker recebeu a notícia a um Domingo… quando chegou a hora do culto foi para a igreja, pregou e, serenamente, participou: “Todos os meus queridos já chegaram ao lar Celestial!”
Sem se deixar afundar na tristeza das perdas, sem medo da repressão político-religiosa, sem temer as dificuldades sociais provenientes da guerra, manteve-se firme, dedicando todo o seu tempo à defesa do Evangelho e à salvação de almas. Toda a zona de Coimbra, Aveiro e Porto, foi alvo preferencial da sua acção e muitas das igrejas existentes tiveram a sua influência.
Em 1946 Eric Barker casou em segundas núpcias com a jovem Beryl (18 anos mais nova) e Deus deu-lhe mais cinco filhos. Juntos prosseguiram na realização da obra, dando formação, pregando e dirigindo vários trabalhos de consolidação do ministério.
Foi,
juntamente com outros crentes de todo o país, um dos grandes impulsionadores da
Convenção Beira-Vouga, onde algumas vezes o ouvi pregar.
Também, até à minha juventude, o ouvi e mantive contacto, sempre que se deslocava ao sul.
Era uma inspiração!
O meio evangélico português muito deve a este servo de Deus, gratidão que se estende a vários outros missionários ingleses que trouxeram a Palavra de Deus até nós no princípio do século passado.
Erick Barker morreu a 09 de Julho de 1989."
Também, até à minha juventude, o ouvi e mantive contacto, sempre que se deslocava ao sul.
Era uma inspiração!
O meio evangélico português muito deve a este servo de Deus, gratidão que se estende a vários outros missionários ingleses que trouxeram a Palavra de Deus até nós no princípio do século passado.
Erick Barker morreu a 09 de Julho de 1989."
“E o seu Senhor lhe
disse: Bem está, servo bom e fiel. Sobre o pouco foste fiel, sobre muito te
colocarei; entra no gozo do teu Senhor.” – Mateus 25:21
6.2.14
Praxes
Na época em que frequentei a Faculdade de Letras da Universidade Clássica de Lisboa, entre os últimos anos da década de 60 e os primeiros da de 70, as praxes eram um resquício do passado que tinha permanecido em Coimbra, mas que, à época, estava completamente fora de moda.
Nesse tempo, a maioria do pessoal na Universidade de Lisboa em geral e na Faculdade de Letras em particular ocupa-se e muito das lutas políticas, pela liberdade de reunião de estudantes, contra a Pide, contra os 'gorilas' que infestavam as RGAs na Faculdade ou na Cantina. Eu própria, que não me metia em confusões, assisti pelo menos uma vez, do alto da Biblioteca, à invasão da polícia da nossa Faculdade.
Praxes? Ridículo pensamento...
Claro que após os anos vivos do pós-25 de Abril a massa estudantil teve que arranjar uma forma de se divertir e inventou as praxes.
Dizem que servem para integrar os novos alunos. Acredito que sim, em parte. No meu tempo, de facto, ninguém se preocupou em me mostar a Faculdade, a Reitoria, a Cantina. Mas lá fui dando com a coisa.
Acredito que será a opinião pública que tão ocupada tem estado com este assunto que virá a arrefecer os ânimos mais assanhados no próximo ano lectivo e que, finalmente, cada aluno poderá decidir livremente se quer entrar no rebanho das praxes ou ficar na sua.
Na minha época também não havia bênçãos de pastas, nem Queima de Fitas, nem nada disso. Era-se muito mais livre e penso que não se bebia tanto como hoje, a desgraça das festas estudantis.
Nesse tempo, a maioria do pessoal na Universidade de Lisboa em geral e na Faculdade de Letras em particular ocupa-se e muito das lutas políticas, pela liberdade de reunião de estudantes, contra a Pide, contra os 'gorilas' que infestavam as RGAs na Faculdade ou na Cantina. Eu própria, que não me metia em confusões, assisti pelo menos uma vez, do alto da Biblioteca, à invasão da polícia da nossa Faculdade.
Praxes? Ridículo pensamento...
Claro que após os anos vivos do pós-25 de Abril a massa estudantil teve que arranjar uma forma de se divertir e inventou as praxes.
Dizem que servem para integrar os novos alunos. Acredito que sim, em parte. No meu tempo, de facto, ninguém se preocupou em me mostar a Faculdade, a Reitoria, a Cantina. Mas lá fui dando com a coisa.
Acredito que será a opinião pública que tão ocupada tem estado com este assunto que virá a arrefecer os ânimos mais assanhados no próximo ano lectivo e que, finalmente, cada aluno poderá decidir livremente se quer entrar no rebanho das praxes ou ficar na sua.
Na minha época também não havia bênçãos de pastas, nem Queima de Fitas, nem nada disso. Era-se muito mais livre e penso que não se bebia tanto como hoje, a desgraça das festas estudantis.
4.2.14
Parabéns, Luísa!
A nossa netinha Luísa completa hoje 2 anos! Podem ver como ela gosta da mousse de chocolate do avô... Deus te acompanhe pela vida fora, Luisinha, te proteja e seja o teu grande Amigo!
31.1.14
Sou tia-avó!
E, pela primeira vez, de uma menina do meu lado da família: a Joana nasceu hoje e estamos todos felizes! Que Deus te abençoe, pequenina!
30.1.14
Eu, os Gatos, as Visitas
Não vou pendurar este cartaz em minha casa e explico porquê.
1. Sim, esta casa também pertence às minhas gatas, eu sou o que se pode chamar "a cat lover", mas gosto que os meus amigos se sintam bem recebidos aqui.
2. Para os amigos se sentarem, eu tiro as gatas dos sofás e das cadeiras.
3. Antes de os amigos chegarem, retiro os pelos dos sofás e das cadeiras.
4. Se os amigos têm medo de gatos, eu levo as minhas gatas para a marquise.
5. Se algum amigo é alérgico a gatos, eu mesma vou buscar um anti-histamínico.
6. Os meus amigos não precisam de enxotar as minhas gatas, basta dizer-me.
7. Se uma das minhas gatas escolhe o colo de um amigo, é sinal de confiança nele. Mas pode sempre colocá-la no chão.
8. Também eu não gosto que as minhas gatas andem sobre a mesa posta ou arranhem os sofás.
9. Sim, elas são só gatas. Embora parte da família, os humanos vêm sempre primeiro.
10. Alimento e cuido das minhas gatas e gosto muito delas. Também falo com elas. Mas os amigos serão sempre mais importantes.
1. Sim, esta casa também pertence às minhas gatas, eu sou o que se pode chamar "a cat lover", mas gosto que os meus amigos se sintam bem recebidos aqui.
2. Para os amigos se sentarem, eu tiro as gatas dos sofás e das cadeiras.
3. Antes de os amigos chegarem, retiro os pelos dos sofás e das cadeiras.
4. Se os amigos têm medo de gatos, eu levo as minhas gatas para a marquise.
5. Se algum amigo é alérgico a gatos, eu mesma vou buscar um anti-histamínico.
6. Os meus amigos não precisam de enxotar as minhas gatas, basta dizer-me.
7. Se uma das minhas gatas escolhe o colo de um amigo, é sinal de confiança nele. Mas pode sempre colocá-la no chão.
8. Também eu não gosto que as minhas gatas andem sobre a mesa posta ou arranhem os sofás.
9. Sim, elas são só gatas. Embora parte da família, os humanos vêm sempre primeiro.
10. Alimento e cuido das minhas gatas e gosto muito delas. Também falo com elas. Mas os amigos serão sempre mais importantes.
28.1.14
Oração da Cozinha
Deus dos tachos e panelas:
Não tenho tempo para estar
Envolvida em santidade
Durante horas a orar,
Em leituras e cantares
Junto do céu a sonhar.
Faz-me santa na cozinha
A lavar e a cozinhar.
Faz que eu tenha as mãos de Marta
E o coração de Maria.
Enquanto engraxo sapatos
Contemplar-te só queria.
Vejo a terra que pisavas
Enquanto eu lavo o chão
Não tenho tempo para mais.
Te entrego a minha oração.
Aquece a minha cozinha
Com teu amor, Tua paz.
Perdoa-me a resmunguice
Que a preocupação me traz.
Tu que alimentaste tantos
Sentados junto do mar
Aceita o meu pobre serviço
Com que Te quero adorar.
de Klara Munkres (minha tradução)
Não tenho tempo para estar
Envolvida em santidade
Durante horas a orar,
Em leituras e cantares
Junto do céu a sonhar.
Faz-me santa na cozinha
A lavar e a cozinhar.
Faz que eu tenha as mãos de Marta
E o coração de Maria.
Enquanto engraxo sapatos
Contemplar-te só queria.
Vejo a terra que pisavas
Enquanto eu lavo o chão
Não tenho tempo para mais.
Te entrego a minha oração.
Aquece a minha cozinha
Com teu amor, Tua paz.
Perdoa-me a resmunguice
Que a preocupação me traz.
Tu que alimentaste tantos
Sentados junto do mar
Aceita o meu pobre serviço
Com que Te quero adorar.
de Klara Munkres (minha tradução)
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