16.4.09

Dia Mundial da Voz

Regalem-se com as fantásticas vozes dos Oak Ridge Boys, a melhor Boys' Band do sítio!

14.4.09

Deus na Biblioteca da Escola

Os dois alunos entraram e eu perguntei se queriam ir para os computadores, que é o que (quase) todos querem. Que não, que iam apenas ler um livro. E da mochila um deles puxa de uma muito usada Bíblia com o seu nome e um outro escritos na lombada. "De quem é a Bíblia?", pergunto. "Era do meu pai, mas agora é minha." Sentam-se ambos. O outro que entrou sem Bíblia vai à estante buscar uma outra ilustrada pertencente à Biblioteca e ficam os dois a ler e a trocar impressões.
Será por acaso que estes meus alunos, apesar de terem que ser ajudados para a compra dos manuais e visitas de estudo, são conhecidos e elogiados pelo seu bom comportamento, pela sua correcção e pelas suas boas classificações?
Quase que me sinto tentada a dizer que "Deus estava ali e eu não o sabia." Mas sabia, sim.

13.4.09

Regressando do Porto


Primavera a pleno vapor, apesar do frio!

9.4.09

The Old Rugged Cross


com Johnny Cash

A Letra que cantamos em português:

Rude cruz se erigiu,
Dela o dia fugiu,
Como emblema de vergonha e dor;
Mas contemplo esta cruz.
Porque nela Jesus
Deu a vida por mim, pecador.

Sim, eu amo a mensagem da cruz
'té morrer eu a vou proclamar;
Levarei eu também minha cruz
'té por uma coroa trocar.

Desde a glória dos céus,
O Cordeiro de Deus,
Ao Calvário humilhante baixou;
Essa cruz tem p'ra mim
Atractivos sem fim,
Porque nela Jesus me salvou.

Nesta cruz padeceu
E por mim já morreu,
Meu Jesus, para dar-me o perdão
E eu me alegro na cruz,
Dela vem graça e luz,
Para minha santificação.

Eu aqui com Jesus,
A vergonha da cruz
Quero sempre levar e sofrer;
Cristo vem me buscar,
E com Ele, no lar,
Uma parte na glória hei de ter.

7.4.09

Aos meus amigos de Guimarães

Recordo esta velha história verídica, do tempo em que "história" era assim mesmo que se escrevia e não se via por cá o abrasileirado termo "estória".
Éramos todos adolescentes e eu achava que gostava de escrevinhar umas coisas. Houve uns Jogos Florais lá no Liceu, o que na época significava um concurso de textos, prosa ou poesia, e eu decidi aventurar-me. Enviei um pretenso poema e um conto. Como pseudónimo obrigatório escolhi "Violeta".
Acontece que o concurso só teve dois opositores, ou melhor, opositoras, já que eu e a colega F. éramos as únicas, como veio a saber-se. Ora a colega F., com o pseudónimo de "Alma", tinha um grave problema para a época: pensava bem, discorria bem, mas era disléxica, algo que ainda não tinha sido inventado no reino da educação em Portugal. Portanto, ela simplesmente dava muitos e cabeludos erros!
Já estão a ver que os méritos em ganhar tal concurso não eram muitos... e lá ganhei os Jogos Florais com o conto.
No dia aprazado para eu receber o prémio numa festa do Liceu, parece que estava tudo preparado para eu não ser convidada a ler o conto e sim, a F. ser convidada, extra concurso, a ler o dela, que tinha sido excluído dos Jogos. Foi-me ainda sussurrado que a colega me criticava por eu ter escolhido um pseudónimo pretencioso...
Como em muitas outras circunstâncias da minha vida, eu não tinha percebido nada da marosca, eu até gostava da F., mas a amiga M., tu mesmo, M., que andas por aqui de vez em quando, veio alertar-me em cima do acontecimento e obrigou-me a ir a casa buscar uma cópia do meu conto para o ler quando fosse receber o prémio. E foi assim que aconteceu.
A F. foi ao palco ler o conto dela, assim muito a despropósito, e eu fui receber o prémio e li o meu, amplamente aplaudida pela corte de colegas admiradores da minha arte, ou, sei lá, pelos que por qualquer motivo não apreciavam a F.!
Com isto tudo e com todos os antigos colegas que em Guimarães me lêem, só espero que a F. não apareça por aí...

6.4.09

Olhares


Da neta Maria, do neto Joaquim e meu.

5.4.09

Sericaia - 2 Anos!


Na véspera do seu 2º aniversário


Com pouco mais de 1 mês

3.4.09

Namorados com Euromilhões vão para tribunal
01.04.2009, Natália Faria
Jovens de Barcelos
não chegam acordo:
ela reivindica o direito aos
15 milhões, ele não abdica
de metade. O dinheiro continua "congelado"

"Vou continuar com isto até ao fim: nem que demora vinte ou trinta anos." Voz tranquila, mãos dentro dos bolsos no fato de bombazina azul, Luís Ribeiro não parece alguém que acabou de sair de um tribunal, onde disputa com a ex-namorada os 15 milhões de euros ganhos no Euromilhões em Janeiro de 2007.
in "Público", 1 de Abril de 2009

A esta história não falta nada para se transformar numa tragédia de Shakespeare: nem o casal apaixonado, nem os pais dela, nem o veneno que é o vil metal, nem o destino contrário. Melhor dizendo, será mais Camões:
"Naquele engano d'alma ledo e cego
Que a fortuna não deixa durar muito".



2.4.09

É Só Rir!

Redução de faltas poderá não ser real
01.04.2009, Clara Viana Os alunos do ensino básico e secundário estão a faltar menos ou são as escolas que estão a contabilizar menos faltas do que aquelas que foram dadas? A polémica estalou na sequência dos dados divulgados segunda-feira, pelo ME, apontando para uma redução, no primeiro período, de 22,5 por cento nas faltas registadas no 3.º ciclo e de 22,4 por cento no secundário.
A ministra da Educação atribui o feito ao novo Estatuto do Aluno, que obriga os faltosos à prestação de provas de recuperação. Os números revelam que há meios mais racionais para combater o absentismo do que a "ameaça de chumbo", disse Maria de Lurdes Rodrigues. "Um progresso absolutamente extraordinário", comentou o primeiro-ministro.
Mas nas escolas o anúncio está a ser recebido com alguma "perplexidade". Responsáveis contactados pelo PÚBLICO recordam, a propósito, que, por força do novo Estatuto do Aluno, aos estudantes que fizeram provas de recuperação e tiveram positiva são retiradas as faltas registadas, o que não quer dizer que, na prática, tenham faltado menos. "Podem ir acumulando faltas, acumulando provas e ir voltando sempre à estaca zero", resume Isabel le Gê, presidente do conselho executivo da Escola D. Amélia, em Lisboa. É uma das "perversidades" que aponta ao novo Estatuto: "Promove-se o oportunismo." Nos blogues de professores, a coberto do anonimato, são vários os docentes que admitem estar a marcar menos faltas para evitar, assim, a proliferação de provas de recuperação.
"A minha percepção é de que se registou uma redução, mas não no grau anunciado", adianta Álvaro Santos, presidente do Conselho das Escolas, um órgão consultivo do ME. Frisa que a questão merecia "um estudo mais detalhado" já que existem muitas variáveis a ter em conta e não só o Estatuto do Aluno. Um exemplo: devido à maior diversidade de currículos e à multiplicação da oferta de cursos profissionais nas escolas, os alunos que no ensino regular eram tradicionalmente os mais faltosos estão agora "mais presentes".
No primeiro período, a média de faltas injustificadas por aluno do terceiro ciclo foi de cinco. Luís Fernando, presidente do agrupamento Fernando Pessoa, nos Olivais, não se surpreende: "O absentismo continua a ser um dos grandes problemas da educação", do país, e "reflecte antes do mais a atitude das famílias para com a escola". O PÚBLICO tentou em vão obter mais informações do Ministério da Educação.
A ministra Maria de Lurdes Rodrigues defende que "não é com a ameaça de chumbo" que o absentismo se resolve.
in "Público", 1 de Abril de 2009

O pomposo anúncio do sr. Primeiro Ministro e da sua Ministra da Educação de que tinha baixado (e muito) o número de faltas dos alunos até ao Secundário só pode fazer rir a quem anda nisto das escolas. O que acontece é exactamente o que descreve o artigo acima. Então agora é assim:
- O aluno falta.
- O professor marca a falta.
- O Director de Turma passa a falta para o sistema informático.
- Se se der esse caso, o aluno entrega justificação da falta.
- O DT justifica a falta.
- O aluno continua a faltar.
- O DT marca uma prova para substituir as aulas de ausência.
- O prof prepara a prova (pode ser um teste ou não).
- O aluno vai fazer a prova.
- Se o aluno tem positiva na prova, são-lhe relevadas as faltas (até ficarem apenas 50% do total permitido).
- O DT vai ao sistema informático e apaga as faltas.

Voila.

1.4.09

Na TV

Entrevistadora: Então anuncia como plano roubar uma carteira no Metro?
Entrevistada: Exactamente!
Entrevistadora: Mas qual é o seu objectivo?
Entrevistada: O meu objectivo é fazer um estudo sociológico!
Entrevistadora: Ah! Pensava que era só pelo dinheiro... Se é um estudo, então já é outra coisa!
Entrevistada: Pois! Também quero afirmar o direito das mulheres a fazerem o que querem.
Entrevistadora: Sou o máximo possível a favor das mulheres poderem fazer o que querem!

31.3.09

Recomeçando


a bordar uma fralda para o 7º neto.

30.3.09

Tapioca


Meio à brasileira (via meu genro), meio à minha moda:
Fazer como diz o pacote. No final, em vez de açúcar, incluir uma latinha de leite condensado. Cobrir com coco.
Fica muito cremosa e deliciosa. Não é demasiado doce.

29.3.09

Fim de Semana com Duas Netas

Maria, a caminho dos 5 anos, oração ao deitar:
"Obrigada, Deus, por fazermos asneiras, que andámos a saltar em cima da cama e o avô não deixa."

28.3.09

Fim de Semana com as Netas Mais Velhas


Tchim-tchim!
Maria (4 anos) e Joana (3 anos)

25.3.09

A Migas Faz 4 Anos!


Migas Hoje


Migas com menos de um mês

23.3.09

Desejos


Leio numa revista que todas as mulheres desejam ter uma extensão de cabelo, mas a maior parte não tem, porque não a pode pagar, já que custa para aí uns 500 euros.
Pasmo. Eu não sabia que queria uma extensão de cabelo. Vou às fotos do Google e encontro-as, de todas as cores e encaracolados, com imagens de como são tecidas nos próprios (massacrados) cabelitos. Hmmm. Ná. Não me parece que queira uma coisa destas. Risquem-me da lista. Há pelo menos uma mulher no mundo que prefere usar o seu próprio (mais ou menos) curto cabelo ao vento, o mais simples e prático penteado que houver.

20.3.09

A Primavera Chega com o Dia da Poesia


Lá na escola, o Grupo de Português decidiu comemorar o Dia da Poesia, oferecendo um poema a cada professor, colando-o na porta do seu cacifo.
Aqui vai o que me coube em sorte, com os meus agradecimentos pela gentileza.

Soneto da Chuva

Quantas vezes chorou no teu regaço
a minha infância, terra que eu pisei:
aqueles versos de água onde os direi,
cansado como vou do teu cansaço?
Virá abril de novo, até a tua
memória se fartar das mesmas flores
numa última órbita em que fores
carregada de cinza como a lua.
Porque bebes as dores que me são dadas,
desfeito é já no vosso próprio frio
meu coração, visões abandonadas.
Deixem chover as lágrimas que eu crio:
menos que chuva e lama nas estradas
és tu, poesia, meu amargo rio.

Carlos de Oliveira, in "Terra de Harmonia"

19.3.09

Father!



Podem ler a história deste pai e deste filho aqui.

16.3.09

Reconstituinte


Eu não devia ter mais que 1 ou 2 anos quando ouvi falar do Ceregumil pela primeira vez. Morávamos então na Guarda e o xarope reconstituinte milagroso vinha de Espanha, cá não havia.
Muitos anos depois, descobri que se vendia cá. Tenho-o recomendado a várias pessoas amigas, em recuperação depois de uma doença. Tinha que o vir a experimentar também. E foi o que fiz, aquando da minha mais recente maleita.
O Ceregumil funciona!

13.3.09

APA

Essa sigla aí no título significa "apoio pedagógico acrescido", nome pomposo para algo existente nas escolas e de que acabo de ser vítima...
Acontece que me deram três grupos de 12 alunos de 7º e 9º anos, que é suposto eu "apoiar" 45 minutos por semana. Uma medida destas apenas é eficaz com um grupo reduzido de 2 ou 3 alunos e é preciso que eles queiram realmente aproveitar! Enfim...
Na primeira aula com um grupo do 7º ano, vieram apenas 4 miúdos, um deles muito pequeno e irrequieto, com ar de querer tudo, menos aprender Inglês. Às tantas, digo-lhe: "S., sabes quanto é que terias que pagar por esta oportunidade que a escola te dá, se fosse uma explicação lá fora? 15 euros! Vê bem a vantagem!"
Ele, olhos arregalados de espanto: "15 euros por 45 minutos? Nas obras só ganham 3 euros..."

10.3.09

Na Quinta da Regaleira


Fui em Vista de Estudo da escola à Quinta da Regaleira, em Sintra, que já conhecia da estrada, mas nunca tinha visitado.
Lugar verdadeiramente mágico, pela conjugação da maravilhosa paisagem com a imaginação esotérica delirante de quem fez construir o palácio e os jardins na mistura dos sentidos cristãos e mitológicos.
Visita conduzida e muito bem explicada pelo Guia, mais ou menos indiferente à irreverência e óbvia ignorância dos jovens que acompanhávamos...

9.3.09

O Dia do Prémio

Vivi em Guimarães dos 10 aos 17 anos, onde fiz desde a 4ª classe ao último ano do Liceu, como se dizia na época.
Pois logo na 4ª classe, e graças à minha boa avaliação como estudante, me começaram a perguntar uns dias antes do 9 de Março: "Vais ao prémio?"
E sim, fui ao prémio logo nesse ano e nos outros que se seguiram.
Em Guimarães comemorava-se nessa época o dia 9 de Março como o dia de Martins Sarmento, estudioso de História e Arqueologia, tanto quanto sei. A Sociedade Martins Sarmento dedicava este dia a receber os melhores alunos de todas as escolas do concelho e dava-lhes um prémio, que constava de um livro, um lanchito e uma sessão de cinema grátis no Cine-Teatro Jordão para toda a miudagem da cidade.
Era um dia memorável, já porque não havia aulas...
Não me lembro já de quantas vezes fui ao prémio. Só sei que o melhor foi aquele em que já não estava lá para o receber: o de melhor aluna da cidade de Guimarães, que me foi atribuído pelas classificações dos exames do 7º ano, quando eu estava já na Faculdade: 500 escuditos, tanto quanto me lembro...

5.3.09

Hospital Público

Esta história verídica foi-me contada recentemente pela mãe de uma aluna adolescente.

A J. andou várias semanas a queixar-se de dores de barriga, nas aulas e fora das aulas, até ao ponto de a mãe se resolver a levá-la ao hospital. Um antibiótico depois, a rapariga cada vez pior. Outro hospital, outro antibiótico. Continuação das dores. Ainda outro hospital e outro antibiótico. Mais dores. Até que, num dia de desespero em que a rapariga quase se ficava nos braços da mãe, de volta ao primeiro hospital, ficou internada. Veredicto: grave infecção nas trompas. De imediato para a cirurgia.
No dia seguinte, é o próprio cirurgião que vai falar com a J., contando-lhe que tinha as trompas tão infectadas que teve que lhas tirar, aos 16 anos. Que não vai poder ter filhos de modo natural, terá mais tarde que fazer inseminação, mas o que importa é recuperar, etc. Choque e lágrimas da parte da J,. tão novinha para se deparar com esta possibilidade.
Vai para casa, voltam as dores. Mais dores e mais dores. Volta ao hospital. A infecção permanecia, na zona operada. Mais antibióticos, nada. Fica de novo internada, sujeita a medicação mais violenta. Começa a melhorar lentamente.
Aí, uma outra médica vem explicar-lhe a sua situação: que não, não lhe tiraram nada as trompas, que foram limpas, mas ainda lá estão. Está tudo bem agora.
A J. voltou às aulas, está de saúde, que é o que interessa, o susto esquecido.
Tem as trompas intactas ou não? Quem sabe? Um hospital público português, pois então!

4.3.09

Na Escola

Aula de 10º ano Profissional.
Tema: União Europeia, perante o mapa da dita EU aberto perante os alunos
Professora: Então cada aluno vai escolher um país da UE e fazer um trabalho sobre ele.
Aluno 1: Eu quero fazer sobre a Jamaica.
Professora: Terá que ser sobre um país da UE e a Jamaica fica na América!
Aluno 2: Eu faço sobre Angola!
Professora: Angola não fica na Europa!
Aluno 3: Então eu faço sobre a Suíça.
Professora: A Suíça não pertence à UE!
Aluno 3: Como?! Então a Suíça não está na Europa?
Professora: Sim, no continente europeu, mas não pertence à UE!
Aluno 3: Como é possível?

Meu comentário: Como é possível?!

2.3.09

Primavera




Eu já sabia, da época em que vivi em Guimarães, que no Norte a Primavera simplesmente invade o tempo e o espaço de um momento para o outro. Nos dias que passei no Porto pude testemunhar essa exuberância magnífica aqui muito simplesmente testemunhada.

18.2.09

O PS parece querer caminhar rapidamente para a auto-extinção: começou pela eliminação livre dos bebés até às 10 semanas. Agora, quer casar os meninos com meninos e as meninas com meninas, o que, presume-se, não costuma dar origem a nada. E já começam a pôr a hipótese de se auto-eutanasiarem...

16.2.09

Como é possível?!



Pois toda esta história de uma garota e um miúdo a terem uma filha, mais os entretanto aparecidos candidatos à paternidade, mais os comportamentos aparentemente amorais dos respectivos pais é tão, mas tão semelhante a esta!
A única diferença é que cá ainda não oferecem ££!

15.2.09

Das Vantagens de um Blog

Estes meus últimos 'posts' trazem comentários de alguém novo, por aqui, que se assina como Vanessa Gualberto. Sabe Deus como é a que a Vanessa cá chegou... mas enviou-me também um email a confirmar a minha identidade. É que a Vanessa foi minha aluna de Alemão entre 2003 e 2006, ainda muito presente para me ter esquecido! Além disso, a "Minha Agenda do Professor" não iria permiti-lo.
Sê bem-vinda, Vanessa (e com marido e filha, ai...), e escreve aí no sumário:
"Wiederholung".

13.2.09

Quem inventou o computador? Babbage?! Naaaaão!



(Com a minha vénia ao Jorge e ao Pedro.)

11.2.09

Vantagem de estar doente...

... é conhecer o serviço de urgência do Centro de Saúde da residência. Isto porque, não podendo trabalhar, preciso do papelinho mágico: o atestado. Coisa que já nem me lembro de ter apresentado, graças a Deus!
O horário das urgências diz que é das 20h às 22h, mas o funcionário informa o marido pressuroso a investigar que é melhor ir mais cedo, porque se esgotam as senhas...
Chego às 18h10 e já sou a paciente nr. 18. Sei pelo número do ticket da maquinazinha lá ao fundo da sala de espera? Naaaaaaão, que essa não se pode usar! Cada pessoa que chega pergunta "Quem é o último?" e fica a saber apenas que o seu lugar é a seguir àquela pessoa. Se esta decidir desaparecer de pura exaustão, como aconteceu ao rapaz antes de mim, não se fica a saber quase nada... Esperamos as horas necessárias numa sala minúscula, colados uns aos outros, onde não há lugar para todos se sentarem. O funcionário vem distribuir as senhazinhas à mão 20 minutos antes da consulta. E aí, depois de alguma troca de opiniões sobre quem deve ter realmente o número quatro, lá se vai estabelecendo a ordem e eu fico a saber que sou o 18, ou melhor, o 17, já que o rapazito que me antecedia desapareceu de vez. Há gente que, depois de esperar meia hora, vai ter que ir embora, já não há senhas! Mandam-nos para o Hospital Amadora-Sintra e todos os olham com comiseração, incluindo os próprios funcionários...
Quando a funcionária chega para as inscrições e os 4 médicos se instalam, então sim, entra tudo sobre rodas. Sou atendida depois de uma espera de uma horita por uma médica espectacular que me atende bem e ainda tem tempo para trocar umas lamentações sobre o fim do relacionamento entre o Centro de Saúde e a minha Escola, que começava a dar frutos há pouco tempo.
Pode dizer-se que no que é importante fui muito bem atendida, mas no resto...
Ah e sim, já estou melhor.

7.2.09

Aguinaldo Fonseca

Há dias, no Centro de Recursos da escola, ajudei uma aluna a encontrar algo sobre este poeta da sua terra, Cabo Verde. Acontece que eu nada sabia sobre ele e adorei conhecer. Aguinaldo ou Agnaldo nasceu no Mindelo, São Vicente, em 1922. Viveu em Cabo Verde e vive agora em Lisboa. Aqui vai um poema seu:



Mãe negra - Aguinaldo Fonseca

A mãe negra embala o filho.

Canta a remota canção

Que seus avós já cantavam

Em noites sem madrugada.

Canta, canta para o céu

Tão estrelado e festivo.

É para o céu que ela canta,

Que o céu

Às vezes também é negro.

No céu

Tão estrelado e festivo

Não há branco, não há preto,

Não há vermelho e amarelo.

- Todos são anjos e santos

Guardados por mãos divinas.

A mãe negra não tem casa

Nem carinhos de ninguém...

A mãe negra é triste, triste,

E tem um filho nos braços...

Mas olha o céu estrelado

E de repente sorri.

Parece-lhe que cada estrela

É uma mão acenando

Com simpatia e saudade...

6.2.09

Avaliação de Professores

Agora é que se entornou o caldo lá na escola, ao chegar ao fim o prazo para entrega dos objectivos individuais de cada um. Há de tudo: grupos que combinam não entregar nada, grupos que deixam ao critério pessoal, profs que já entregaram, profs que jamais entregarão, profs que querem obrigar os outros a manter a suspensão, profs que não querem ser obrigados a nada pelos colegas, (já bem basta o Ministério), etc.
Diga-se de passagem que aqueles que entregam os seus objectivos é no receio do futuro, do que pode e vai ser inventado para nos prejudicar. Entre os que não entregam estarão talvez aqueles que menos têm a perder, não sei.
Até aqui, todos estávamos em pé de igualdade, pesando embora a diferença de escalão; todos trabalhávamos em cooperação em tudo o que fosse necessário, quer nas turmas, a efectuar provas de exame, em matrículas, horários ou formação de turmas. Agora estamos todos uns contra os outros. Lamentável!

5.2.09

Alunos

Ando há tempos ansiosa por apanhar o Encarregado de Educação de uma menina que falta que se farta, mas nada! A cartas sem fim responde apenas o silêncio.
Tentei o telefone: ao único número dado na ficha da aluna responde a própria. Vou à sala de recursos médicos, onde há um ficheiro com os números de telefones para usar em caso de acidente com o/a aluno/a. Encontro um número de telefone fixo, mais um outro de telemóvel. "Ah ah!", penso. "Agora é que te apanho!"
Ligo para o fixo. Nada. Ligo para o móvel e... atende mais uma vez a própria aluna, que me diz: "Setora, estou na aula!" E, em jeito de pano de fundo, ouço a voz do meu colega...

4.2.09

Afinal...

... há socialistas mais socialistas que os outros...

3.2.09

Fim do Lido


Foi assim que acabou o cinema de há décadas atrás, que foi também centro comercial onde íamos comer uns óptimos gelados, e, mais tarde, parcialmente igreja Maná, ultimamente, abrigo de indigentes. Parece que , na sua voragem, o incêndio destruiu também o Chimarrão nas suas traseiras, que, esse sim, tinha grande clientela.

2.2.09

Estranha Forma de Testemunho

Aquela em que, em resposta a uns minutos do nosso filho no Jornal da Noite da Sic, tanta gente nos interpela em reconhecimento da família: parentes, amigos, colegas, vizinhos.
Que a sua mensagem passe.

28.1.09

Das Novas Oportunidades ou O Rei Vai Nu

Em conversa com a colega que lá na escola dá Inglês nas Novas Oportunidades, ou melhor, certifica os conhecimentos destes formandos, vejo-a muito abatida e triste. Diz-me ela:
"O que mais me aborrece nem é a avaliação de professores; é esta coisa das Novas Oportunidades, em que vou ter que passar todos os alunos, que não sabem mesmo nada de Inglês, nem querem aprender. Já dei a mesma ficha com umas palavrinhas sobre alimentação 4 vezes na turma e os alunos continuam a não acertar uma! É um desespero! Revolta-me saber que vão sair daqui com o 12º ano feito e concorrer com os alunos mais esforçados do ensino regular!"

27.1.09

Cenas da Escola

Durante um teste de verbos na aula de Inglês, apanhei uma cábula ao D.. Disse-lhe imediatamente: "Tudo o que estiver nesta cábula, vai ser-te descontado no teste" . O rapaz nem tugiu nem mugiu. No final do tempo, entregou e saiu.
Já cá fora, vejo-o a encaminhar-se de novo para mim e penso: "É agora: vem pedir-me desculpa."
O rapaz chega junto de mim e diz-me: "Setora, viu lá dentro da sala o meu chapéu?"

26.1.09

Homenagem



à nossa colega I., que, depois de muitos anos no Conselho Executivo da nossa escola, acabou por ceder à Aposentação antecipada. Várias dezenas de professores e funcionários juntámo-nos para um jantar de reconhecimento por quem era a alma da escola, já que era ela quem entendia de tudo sobre os professores e sobre os alunos, um por um.
Obrigada, I.!

25.1.09

Crise é...

... quando os imigrantes no nosso meio imigram de novo para outras paragens.

24.1.09

Graças


(Norman Rockwell, "Saying Grace")

Você dá graças antes das refeições,
Muito bem.
Mas eu dou graças antes de uma peça teatral e de uma ópera,
E dou graças antes de um concerto e de uma patomima,
E dou graças antes de abrir um livro,
E dou graças antes de actuar como actor, antes de pintar,
De nadar, de esgrimir, de lutar boxe, de andar, de brincar e de dançar;
E dou graças antes de começar a escrever.

G. K. Chesterton

23.1.09

Testes e mais testes

Creio que nunca nos meus quase 39 anos de ensino fiz tantos testes por unidade de tempo. Para as turmas de Alemão, que são grandes, Teste A e Teste B. Para os alunos dos cursos regulares que se atrevem a andar a faltar, ao abrigo das novas leis, mais um Teste de Recuperação. Para as turmas profissionais, mais uma prova supletiva no final de cada módulo e um mês depois, nova Prova Supletiva para os alunos que não atingem a positiva. Chega a ser complicado fazer tantos testes sobre a mesma matéria, com o mesmo grau de dificuldade e fundamentalmente diferentes.

21.1.09

O Presidente Branco


Não sei por que motivo chamam a Obama o 1º Presidente americano negro. De negro americano ele tem muito pouco, nada de avós / bisavós escravos nas plantações do Sul, nada do crescimento em Harlem, New York, nada de escola miserável para pobres no centro de uma grande cidade.
O que Barack tem mais (e talvez seja isso que atrai mais no estrangeiro) é de imigrante nos States, alguém que cresce na Indonésia, passa por África e Havai e, a pulso, entra numa universidade americana, forma-se, arranja um bom emprego e torna-se no Self-made Man.
E essa é a essência do sonho americano: se alguém que cresce na Indonésia com padrasto asiático depois de abandonado pelo pai pode tornar-se no homem mais poderoso da terra, então também qualquer um de nós pode qualquer coisa.

19.1.09

18.1.09

Vá lá!

Ouçam ! É o meu filho.

16.1.09

O Calendário

No final do ano de 2008, comprei uns singelos calendários que trazem um versículo da Bíblia e indicações de leitura para cada dia. Fui dando a várias pessoas das minhas relações e um deles odereci-o a uma funcionária da escola, muito prestativa e que aprecio muito. Expliquei-lhe o que era e como se usava.
Hoje, ao vê-la logo de manhãzinha, diz-me:
"Sabe? Hoje já rezei o calendário!"

15.1.09

Na escola

A desconfiança começou com uma das suas professoras: conversa puxa conversa, lá acabou por confessar que não sabia se estava grávida ou não. Uma ida a um daqueles centros que apoiam adolescentes depois, veio a confirmação para a própria, para a tal professora e para a Directora de Turma. Segue-se uma difícil conversa com a mãe da aluna, que de nada desconfiava, mas que aceitou sem reservas. Já tinha acontecido o mesmo com o irmão...
A procura do promitente pai revelou-se mais complicada: a rapariga não sabe qual dos dois será. Um deles disse que usou preservativo, o outro que retirou antes...
Aluna de 14 anos, grávida de 14 semanas.

11.1.09

Aqui , como estou, alvo da Graça de Deus

Entre a Graça e o Karma.

By Nuno Fonseca

O Karma diz que temos por direito o quanto damos.
A Graça diz que a nada temos direito, e o que nos é dado é imerecido.

O Karma diz que o nosso bem é sempre retribuído.
A Graça diz que não somos capazes de bem nenhum; nem tão-pouco o de recebê-lo.

O Karma diz que só é malvado quem faz o mal.
A Graça diz que todos são malvados; e é por ser-se mau de nascença que se é capaz desse mal.

O Karma enche todo o homem de dignidade, e é fácil de aceitar a qualquer um.
A Graça mostra todo o homem como indigno, e é uma ofensa para todos.

O Karma é possível de ser amado por toda a criatura viva.
A Graça é impossível de ser amada pelos homens; e só por um acto de Graça do Deus omnipotente é que pode o homem fazer o impossível - e amá-la.

O Karma opera para a glória, honra e louvor do ser humano.
A Graça tem como fim a glória, honra e louvor de Deus.

(Retirado, com permissão, daqui.)

SOLI DEO GLORIA.

10.1.09

A Gata Migas


A gata gosta de passear-se entre os braços do dono, enquanto este trata dos seus papeis na secretária. Neste caso, o dono carimba documentos, a almofada de carimbos aberta. A gata passa por cima da almofada e logo a seguir passeia-se sobre os documentos.
Foi assim que obtive estas inesperadas impressões digitais, que me apressei a emoldurar.

8.1.09

Adeus, gafanhoto!


O amigo saltitão teve mesmo que ser desalojado à força da varanda onde viveu uns tempitos, já que me deixou as sardinheiras todas esburacadas.

4.1.09

Lepidópteros


(Foto de fotonatureza.blogs.sapo.pt)

A propósito do comentário da Ana no meu post anterior, fui à procura da devida identificação da "minha" borboleta e descobri que se trata de uma 'iphiclides feisthamelii', vulgarmente chamada de Flâmula ou Zebra. A semelhança com a da foto neste post é flagrante, não? É uma borboleta diurna, com uma envergadura que atinge 8 centímetros, e continua a existir na Península Ibérica. A que a Ana menciona é muito semelhante, mas não exactamente a mesma.

3.1.09

Na Varanda



Quando se quer ter um mini-jardim na varanda, corre-se o risco de atrair todo o tipo de população. E se há alguns, caso da borboleta, que ficam apenas por uma hora, outros há, caso do gafanhoto, que parecem ter escolhido uma nova residência entre os ramos de um cacto.

1.1.09

Acabou-se o Natal

Há 3 anos, os nossos enfeites de Natal não chegaram lá, por causa da fera Migas. A partir daí, ela passou a mostrar-se uma gata bem comportada. Até hoje.
Quando entrámos na sala pela manhã, a árvore jazia de novo por terra. Foi a deixa para arrumar tudo nas caixinhas.
Acabou-se o Natal. Pelo menos, o da decoração.