
Rude cruz se erigiu,
Dela o dia fugiu,
Como emblema de vergonha e dor;
Mas contemplo esta cruz.
Porque nela Jesus
Deu a vida por mim, pecador.
Sim, eu amo a mensagem da cruz
'té morrer eu a vou proclamar;
Levarei eu também minha cruz
'té por uma coroa trocar.
Desde a glória dos céus,
O Cordeiro de Deus,
Ao Calvário humilhante baixou;
Essa cruz tem p'ra mim
Atractivos sem fim,
Porque nela Jesus me salvou.
Nesta cruz padeceu
E por mim já morreu,
Meu Jesus, para dar-me o perdão
E eu me alegro na cruz,
Dela vem graça e luz,
Para minha santificação.
Eu aqui com Jesus,
A vergonha da cruz
Quero sempre levar e sofrer;
Cristo vem me buscar,
E com Ele, no lar,
Uma parte na glória hei de ter.
01.04.2009, Natália Faria Jovens de Barcelos não chegam acordo: ela reivindica o direito aos 15 milhões, ele não abdica de metade. O dinheiro continua "congelado" "Vou continuar com isto até ao fim: nem que demora vinte ou trinta anos." Voz tranquila, mãos dentro dos bolsos no fato de bombazina azul, Luís Ribeiro não parece alguém que acabou de sair de um tribunal, onde disputa com a ex-namorada os 15 milhões de euros ganhos no Euromilhões em Janeiro de 2007. in "Público", 1 de Abril de 2009 A esta história não falta nada para se transformar numa tragédia de Shakespeare: nem o casal apaixonado, nem os pais dela, nem o veneno que é o vil metal, nem o destino contrário. Melhor dizendo, será mais Camões: "Naquele engano d'alma ledo e cego Que a fortuna não deixa durar muito". |



A mãe negra embala o filho.
Canta a remota canção
Que seus avós já cantavam
Em noites sem madrugada.
Canta, canta para o céu
Tão estrelado e festivo.
É para o céu que ela canta,
Que o céu
Às vezes também é negro.
No céu
Tão estrelado e festivo
Não há branco, não há preto,
Não há vermelho e amarelo.
- Todos são anjos e santos
Guardados por mãos divinas.
A mãe negra não tem casa
Nem carinhos de ninguém...
A mãe negra é triste, triste,
E tem um filho nos braços...
Mas olha o céu estrelado
E de repente sorri.
Parece-lhe que cada estrela
É uma mão acenando
Com simpatia e saudade...





By Nuno Fonseca

