7.6.08

Um Preto a Caminho da Casa Branca?



os pais de Obama

Não vejo mais razões para o considerar preto do que branco, já que a mistura a 50% é evidente.

5.6.08

Uma certa nostalgia

ao acabar as aulas com os alunos da minha Direcção de Turma, após dois anos de convivência. Ao despedir-me deles e desejar-lhes as maiores felicidades para o seu futuro, não pude deixar de sentir um nó na garganta. Deve ter sido só do meu lado, porque eles me pareceram na maior, ansiosos pelas férias...

4.6.08

Que faremos com esta liberdade?

Sobretudo quando lemos no DN de hoje que irmãos nossos são condenados na Argélia pelo único motivo de serem cristãos.

3.6.08

Música II





As nossas gatas também decidiram participar das minhas incursões pela música, começando por dentro! De nada valeu o papelão com que tentámos trancar a abertura do pedal...
Estou a pensar em mudar-lhes os nomes para algo como Chopin e Beethoven!

2.6.08

Música


Este velho órgão, depois de várias vicissitudes, veio parar a nossa casa, por não caber na do seu legítimo dono, o meu filho.
Tem sido então uma oportunidade de eu voltar a ensaiar os acordes dos velhos hinos do Cantor Cristão, que tocava há décadas atrás. Diga-se de passagem que nunca toquei assim tantos...
Durante poucos anos fui 'eleita' organista da nossa velha igreja baptista em Guimarães, na altura por ausência do resto do clã: os meus quatro irmãos mais velhos, que foram vindo viver e trabalhar ou estudar em Lisboa.
A coisa era simples: eu é que escolhia os hinos e o pastor, meu pai, tinha que concordar comigo. Mais tarde, a minha irmã, mais nova, ultrapassou-me nos conhecimentos. A vida, essa então afastou-me totalmente das teclas.
Eis-me agora de regresso aos laboriosos acordes, esperando com eles não acordar a vizinhança!

1.6.08

30.5.08

Para Quem Gosta de Gatos


Este blog é um 'must'.

29.5.08

Tal Nora, Tal Sogra

Ela está fartinha do Euro 2008. Eu já só quero saber quando é que acaba!

28.5.08

Sem Escalão

Devido à reforma do Estatuto do Professor, a carreira foi alterada e os professores re-escalonados de acordo com uma nova nomenclatura. A lista dos profs da escola, de acordo com a sua nova tabela, foi publicada há dias. Todos os professores que estavam nos antigos 9º e 10º escalões e que não passaram a Titulares (o meu caso), não têm agora qualquer escalão. Vivemos assim no limbo: somos Professores não incluídos na nova carreira. E, só lá na escola, somos muitos!
Alguém será capaz de explicar como isto é possível?

26.5.08

22.5.08

E Hoje...


é o benjamim da família que completa seis meses! Parabéns!

21.5.08

Hoje


a Marta, minha 3ª neta, completa o seu ano e meio! Parabéns!

20.5.08

20 de Maio


Há 30 e tal anos, num assomo de arte, fiz este pobre desenho à vista que tentava reproduzir o perfil do homem que me acompanha há mais tempo que isso. É este homem que hoje faz anos.
O ano passado estávamos na Suíça e festejávamos o aniversário conjunto dele com o Yari, pai de uma sobrinha-neta. Parabéns aos dois!

17.5.08

Senhoras

Andam os ânimos exaltados numa terrinha do nosso pais, por causa do nome atribuído à santa padroeira que dá o nome à igreja lá do sítio: Nossa Senhora da Salvação.
Parece que o actual padre leu a Bíblia ou as actas do Concílio Vaticano II e descobriu que não pode a salvação ser atribuída à senhora. Daí a mudar-lhe o nome para Nossa Senhora Mãe do Salvador foi um instante. Ora o povo não gostou. De tal forma tem sido a contenda que estão suspensos os actos religiosos e até se diz na terra que tudo isto contribui para encher as "outras" igrejas que também há lá.
Se a Senhora é só uma e os vários nomes lhe realçam facetas da mesma personalidade, não há grande problema que passem a chamar-lhe coisas diferentes. Eu posso ser chamada avó, professora, mãe, etc. Não deixo de ser eu.
Acontece que o catolicismo popular acalentado há séculos em Portugal distingue cada senhora como sendo fundamentalmente diferente. Não é o mesmo pedir uma graça a Nossa Senhora de Fátima ou a Nossa Senhora da Conceição, da Penha ou da Boa Hora. Uma mulher lá da terra, entrevistada para a televisão, afirmava que era Luísa e nunca seria Maria. Assim sendo, não se pode mudar o nome a uma santa.
Está pois mal parado o culto pretensamente dedicado à mulher que um dia disse:
"Fazei tudo quando Ele (Cristo) vos disser."

15.5.08

Progresso é...


... ensinar a neta Rebeca a fazer festinhas na mãe através de uma webcam!

14.5.08

Israel - 60 anos


(Virtual Tour of Israel)

"Águas arrebentarão no deserto (...) e onde outrora viviam os chacais crescerá a erva com canas e juncos." (Isaías 35:6-7)

Independentemente de políticas mais ou menos ortodoxas, admiro a capacidade de os israelitas erguerem um país florescente no meio do nada, juntando o remanescente do holocausto nazi à terra de sua origem.
Israel completa hoje 60 anos, a minha idade exacta mais sete meses.
Shalom!

13.5.08

Robert Rauschenberg


Faleceu o pintor Robert Rauschenberg. Não o conhecia. Fui pesquisá-lo na net e descobri esta sua obra, uma colagem referente aos Sixties, a década em que fui jovem. Assinalável.

8.5.08

A Gata Inteligente


Já há dias tinha desconfiado, ao dar com o telefone fora do descanso. Mas hoje foi mesmo à minha frente: quando o telefone tocou, a Migas encaminhou-se para o auscultador e tirou-o do descanso com a pata. Fez isso duas vezes, em dois telefonemas seguidos! Acho que ela não aprecia muito o som do telefone e já descobriu que assim faz parar o ruído.

7.5.08

2ª Circular

Aconteceu com o avô cá de casa, meu marido, esta semana. Ia ele a conduzir a sua carrinha de trabalho, tipo furgão, pela 2ª Circular, quando percebeu uns barulhos estranhos. Abrandou, saíu e voltou a entrar nessa estrada para voltar a casa, quando de repente vê a roda esquerda da frente a rolar pela estrada fora até bater no separador... A carrinha afocinhou, ele saiu e foi à pesca da roda, que entretanto um outro condutor tinha gentilmente ido apanhar. Como ele já vinha muuuiiiito devagar, os carros que o seguiam pararam sem problemas.
Foi colocar o triângulo à distância prescrita e passou a telefonar para o seguro. O pronto-socorro demorou. Podem imaginar a 2ª Circular por volta do meio-dia, com uma grande carrinha parada à frente do respectivo triângulo...
80 km hora? Sim, sim!
O primeiro carro a ter problemas bateu de raspão no triângulo. O meu marido saiu da carrinha, foi ver, o triângulo ainda se aguentava, mandou o homem seguir.
O segundo carro a ter problemas atropelou o triângulo e deixou-o feito num oito. O meu marido saiu da carrinha, foi falar com o condutor e demostrou-lhe a impossibilidade de ficar sem triângulo, naquelas condições, a meio da 2ª Circular...
Não houve problema: o condutor concordou em ceder o seu próprio triângulo, que foi para a distância regulamentar.
Felizmente, o reboque chegou rapidamente e a carrinha foi rebocada para o lugar apropriado. Veio a saber-se que, na montagem dos pneus novos se esqueceram de apertar bem os parafusos...
A quem conduz na 2ª Circular: é preciso contar que a seguir a uma curva pode estar um triângulo ou um carro acabadinho de avariar!

6.5.08

Arigato!

Ontem, no Canal Odisseia, vi um documentário sobre a cultura japonesa. Parece que o que as jovens mais adoram é casar de véu e grinalda, numa cerimónia tipicamente ocidental. Adeus, tradições nipónicas, 'saionara' kimono e flor de cerejeira. O que está a dar é imitar o que provavelmente vêm nos filmes americanos.
Levam esta ideia tão a sério, que estes casamentos de xintoístas ou até de ateus têm que ter a obrigatória presença de um padre, mesmo que este seja falso! Qualquer ocidental pode ser 'padre' de um destes casamentos, desde que seja cristão (?), saiba como dirigir a cerimónia e fale japonês.
Falar japonês nem será tão necessário. Dizia uma candidata a noiva depois de observar uma demonstração de casamento:
"O padre falar em inglês é muito melhor! Parece que está muito mais perto de Deus!"
Volta, Charleston Heston! Tu é que sabias, nos "Dez Mandamentos"!

5.5.08

Do Domínio da Linguagem

A minha neta Maria, 4 anos acabados de fazer, está comigo na cozinha e olha para a nossa fruteira, carregada de nêsperas.
Ela: Que é isto, avó?
Eu: Nêsperas!
Ela: Eu sei dizer 'ostras'!
Eu: Sim, mas isto não são ostras, são nêsperas! Diz lá: 'nêsperas'.
Ela: Ostras!
Eu: Não! Nêsperas! Diz lá: Nês...
Ela: ...peras!
Eu: Nês...
Ela: ...peras!
Eu: Nês...
Ela: Nêsperas!

Claro que sabia dizer. Estava era a fazer-se rogada!

4.5.08

Dia da Mãe


É com este desenho da Ana que homenageio todas as que acham que hoje é o seu dia. Para os evangélicos, como no resto da Europa e EU, será só no próximo domingo.
Mas hoje é para mim exactamente o dia da minha mãe, aquele em que ela completaria 98 anos se continuasse deste lado da eternidade. Um dia inesquecível.

3.5.08

4 anos!


À minha querida neta Maria, a primogénita, que nos tornou avós há 4 anos, desejo uma vida muito abençoada e tão linda como ela o é hoje. Em todos os sentidos!

2.5.08

Tiago Guillul

Ao ler o Público de hoje, descubro que afinal não é só para os de casa que o meu filho é muito bom. Lá terei que começar a comprar-lhe os CDs!

1.5.08

Maio


O verdadeiro mês da Primavera.

30.4.08

Comida Africana

Como todos sabem, a minha escola tem muitos alunos africanos. Hoje, na aula de Alemão, falávamos de alimentação. O meu aluno A., angolano, falava de funge e de como gosta da sua comida natal. Concordei em como é boa. Mas só quando lhe disse que o meu marido tinha aprendido e fazia uma moamba óptima é que os olhos lhe sorriram!

28.4.08

História IX

Passou-se numa daquelas vilas alentejanas que já parecem esquecidas de todos, incluindo as autoridades, aquelas em que, se paramos a caminho do Algarve, foi apenas porque nos passou algo pela cabeça e saímos da auto-estrada a despropósito. Como todas as terrinhas deste país, esta era também habitada quase exclusivamente por idosos, daqueles que padecem solitariamente a falta de saúde própria dos anos e do abandono a que foram votados.
Um dia, um grupinho deles, que as cataratas e a lista de espera no hospital da sede de distrito tinham deixado às apalpadelas, foi chamado à Casa do Povo, que havia um senhor que queria falar com eles.
A conversa deixou-os perplexos e ansiosos: o benfeitor propunha levá-los a Cuba, destino da moda, onde essas operações se faziam de empreitada e com resultados garantidos. E tudo de graça!
Garantida a sua anuência, os preparativos foram realizados e a viagem marcada.
Conforme vemos pelos telejornais, a viagem decorreu com o sucesso desejado: os idosos voltaram rejubilantes, descobrindo pormenores jamais vistos, ansiosos por rever os rostos conhecidos.
Ansiosos voltaram à terrinha, felizes retomaram a suas vidas, exultantes contaram cada pormenor da viagem, dos aeroportos, do hospital aos familiares mais próximos.
No mesmo dia da chegada, um deles, o mais velho talvez e pertencente à etnia cigana, correu à casa do benfeitor. Levava consigo as fotografias tiradas depois da operação, postais, uma lembrancinha de Cuba, a sua profunda alegria e enorme gratidão. Depois de uma horita de conversa e de trocados os abraços devidos, pergunta-lhe o benfeitor:
-Diga-me lá, ó sr. Romani: onde ficaram os outros nove?

(Esta história sobre a gratidão parece ter um fim absurdo, mas podem ler o respectivo original aqui.)

25.4.08

Não Pisem os Cravos!


Quem como eu pertence à geração que desejou ansiosamente ver este dia, que o viveu intensamente e sonhou, talvez com um pouco de ingenuidade, com terras de fraternidade, cravos nas mãos e gaivotas esvoaçantes, este feriado é sempre uma ocasião para celebrar. Talvez também porque ainda nos lembramos demasiado bem de como era dantes.
Por isso repito: não pisem os cravos!

22.4.08

Esclerose Múltipla

Vi há pouco um pedaço da Sociedade Civil na RTP2 acerca desta doença. Dizia-se, entre outras coisas, que hoje qualquer mulher que sofra desta doença pode ter os filhos que quiser, havendo até benefício para a mãe durante a gravidez, sendo que não há problemas para a criança.
Fez-me lembrar a minha amiga e antiga colega F., que sofria tanto por causa de um aborto que a levaram a fazer por padecer de esclerose múltipla.
Como a 'verdade' científica muda em tão pouco tempo!

21.4.08

Cuba

Parece que, desde que Raul Castro subiu ao poder e permitiu o acesso a alguns bens de consumo, os cubanos foram ao colchão, desencavaram as notitas com que o forravam há dezenas de anos e correram para as lojas a comprar torradeiras, micro-ondas, motoretas, telemóveis, tudo o que o regime de Fidel lhes negou durante décadas.
Nós sorrimos, superiores.
Mas não será o mesmo que fazemos, quando sai o novo modelo de telemóvel ou o super plasma das revistas?

20.4.08

Pensamentos


"Que as minhas palavras Te sejam agradáveis, assim como os pensamentos do meu coração, Senhor, rocha minha e meu libertador." (Salmo 16:14)

Os meus pensamentos são aquilo que digo a Deus.

14.4.08

Brinquedos de Outrora


Esta caixa de Lego, pertença original da Ana, foi por ela oferecida para as netas cá da casa brincarem. As bonecas incluem pecinhas tão pequeninas como sapatos e brincos minúsculos, razão mais do que suficiente para, por enquanto, só a Maria, a nossa neta mais velha, ter acesso a ela. Basta que a Marta esteja acordada para eu já não ir buscar "a caixa roxa", não vá ela engolir alguma das peças.
No entanto, esta velha caixa já meio desengonçada e recolada por mais que uma vez oferece aquela magia especial do que já não há à venda.
Ana, vais-te arrepender de teres dado esta caixa!

13.4.08

O Deus Que Me Toca


"Um dos serafins voou sobre o altar e com uma tenaz tirou uma brasa a arder. Tocou-me os lábios com ela e disse: 'A partir de agora és considerado não culpado porque esta brasa tocou a tua boca. Os teus pecados são perdoados'."
(Isaías 6: 6-7)

12.4.08

Vitória! Cedência! Recuo!

São os títulos sobre o 'entendimento' entre a Ministra da Educação e os sindicatos. Eu rio-me. Não vejo que o modelo de avaliação acordado para funcionar a partir de agora seja mais inovador que o anterior. No anterior, para além da frequência de Acções de Formação, o professor tinha que escrever um relatório crítico da sua actividade nos anos escolares em causa, relatório esse que era então submetido à aprovação de uma comissão eleita para o propósito. Agora, o professor preenche umas cruzinhas numa ficha de auto-avaliação, o Conselho Executivo junta-lhe umas outras, acrescentando-lhe uma vista de olhos à sua assiduidade. Está feito. Ok.
Continuo descontente. Continuamos separados em titulares e não titulares, com base em critérios absurdos. Continuamos a ter que "fazer" horário na escola, mesmo que para isso se inventem umas actividades, para regressar a casa e preparar aulas até às tantas. O Estatuto do Aluno, interrompido este ano lectivo, ameaça regressa em força no próximo Setembro, com toda a sua panóplia de burocracia ineficaz e muito difícil de entender, que fará de pôr em prática! Os alunos continuam a ter horários cada vez mais sobrecarregados, que parece que é o intuito primário deste governo. Os alunos continuam a ter o horário sobrecarregado com uma série de "disciplinas" que não servem para nada, e o Inglês, por exemplo, tem apenas um bloco de 90 minutos no 8º ou no 9º ano. A propósito, continua a haver aulas de 90 minutos. Até os futebolistas param a meio dos seus 90 minutos. Como não há-de haver indisciplina? Continua a haver grande incentivo a passar os alunos, quer saibam, quer não saibam. Os alunos continuam a ter que fazer oral obrigatória nos Exames de Equivalência à Frequência das Línguas, com o peso de 30 %, embora a maior parte deles precise de obter mais de 20 valores para passar.
Enfim: qualquer colega poderá acrescentar mais das muitas razões pelas quais continuo insatisfeita.

9.4.08

Geração Descartável

A colega de quem falei há dias já experimentou de tudo a ensinar Inglês: esteve na nossa escola a leccionar 7º e 9º ano, já substituiu muitos professores, já foi contratada e paga por uma Câmara para dar Inglês ao 1º ciclo, já deu aulas ao 1º ciclo a recibo verde. É professora há 7 anos, mas não soma mais que uns três de tempo de serviço. Neste momento, não sabe onde vai estar e o que estará a fazer no próximo ano ou até no próximo mês...

8.4.08

Moderno é...

... explicar por telefone como funciona o Messenger...

7.4.08

3 anos


desde que me iniciei nestas lides. Dou os parabéns a mim própria com esta seara de Berthe Morisot.

6.4.08

Sinal dos Tempos

Dos 7 adolescentes que hoje "caíram" na minha classe de Jovens da igreja, por falta do seu professor, dois eram africanos, uma brasileira, dois ucranianos e dois portugueses...

5.4.08

A Sericaia


faz hoje um ano!

4.4.08

Ainda na escola

No final do 1º período, uma colega do meu grupo pediu 3 meses sem remuneração, cansada das turmas que lhe tinham cabido, penso eu. No final de Janeiro, outra jovem colega foi nomeada para a substituir. Foi mais bem sucedida com as turmas.
Os 3 meses passaram, a colega retirada meteu baixa e fez saber que não voltaria este ano à escola. O lógico seria que a colega que a substituiu, e que já tinha passado este ano por outras 2 escolas antes da nossa, ficasse com as turmas até ao final do ano lectivo. Digo mais: seria o ideal para os alunos, para a colega, para a escola. Mas não. Nas escolas a lógica é uma batata.
Como esta colega termina o contrato no final deste mês, tem que sair e a escola tem que abrir novo concurso. Até talvez, quem sabe, a colega volte a ser seleccionada. Mas também pode acontecer que ela entretanto encontre outra substituição mais perto de casa dela. Parece que os alunos vão ficar mais um mês sem aulas.
Alguém entende isto?

3.4.08

Baixas

Afinal, os trabalhadores da função pública não faltam assim tanto como se dizia! Segundo o DN de hoje, têm menos baixas que os do sector privado. O pessoal da Educação falta até menos que o da Saúde, da Economia e das Finanças!

2.4.08

Filhos!

Queixa-se a minha filha Sara dos disparates da sua filha Joana, como, por exemplo, meter flores no nariz. Relembro-lhe alguns das suas múltiplas asneiras de criança. Quando engoliu um gancho metálico e tivémos que vigiar o bacio durante três dias até explodirmos de alegria ao recuperar o objecto...
Devia sentir-me vingada ao ver os meus filhos sofrer com os deles. Devia.
Então por que razão não me sinto?

28.3.08

Os Professores e a Indisciplina

Está-se muito só numa sala de aula com uma turma indisciplinada. Tem-se muitas vezes a sensação de que só nos acontece a nós, que só nós não conseguimos dominar a situação. Frequentemente, os próprios colegas nos olham com comiseração, como se isso nunca lhes tivesse sucedido.
Aconteceu-me há uns anos, num colégio de boas famílias de Lisboa, dos tais "onde isto nunca podia acontecer". Um aluno tinha-me 'alvejado' com algo como giz enquanto eu estava no quadro. Fiz a respectiva participação. Mas tive que suportar os olhares e conversas entre dentes dos colegas, que discutiam se tinha sido giz ou um pedaço de borracha...
É uma área que temos que mudar nas escolas: precisamos de ser mais solidários e compreender melhor os colegas (habitualmente mais jovens) que são, quase literalmente, lançados às feras das turmas mais difíceis.
Quando, por obra e graça das aulas de substituição, sou forçada a fazer uma visita a essas turmas, muitas vezes me interrogo como é possível dar aulas ali, onde o problema menor serão os telemóveis...

26.3.08

Netos

Hoje, o Joaquim tem 4 meses; a Rebeca tem o dobro, 8 meses; a Marta tem o dobro, 16 meses; a Joana tem o dobro, 32 meses. Só a Maria não dobra a idade de ninguém, com quase 4 anos.

25.3.08

A Migas


faz hoje 3 anos!

24.3.08

O Vídeo

Não consigo evitar comentar o já célebre vídeo da aluna e da professora.
Por um lado, foi bom que se desse a sua publicação, para que a generalidade dos portugueses compreenda a brutalidade da falta de educação que temos que enfrentar no dia a dia. Este tipo de situação é, infelizmente, muito comum.
Com toda a solidariedade para com a colega, eu não faria como ela. Jamais lutaria com uma aluna com o dobro do meu tamanho pela posse de um objecto. Se me acontecer um aluno rebelar-se contra o facto de eu ter que lhe retirar o telemóvel, deixo-lho imediatamente na mão. Mando-o sair e faço a respectiva participação disciplinar. Não me arriscaria nunca ser arrastada pela sala fora só para manter o objecto na minha posse. Mas compreendo que no calor dos acontecimentos nem sempre agimos da melhor forma.
Vejo alguns comentários na comunicação social que afirmam que os professores deram um mau exemplo de comportamento na célebre Marcha da Indignação. Não aceito de modo algum: todos temos o direito à manifestação pública ordeira (como foi) e até o Mário Soares disse que temos o direito à indignação!

19.3.08

Dia do Pai


(byart.wordpress)
Ao meu pai, na recordação dos pinhais onde ele tanto gostava de nos levar, onde tanto brinquei enquanto ele lia a uma sombra. Na zona de Viseu, cada um de nós seis filhos tinha um pinhal "seu".
Na esperança do futuro.

17.3.08

Estatuto do Professor

Aconteceu hoje com a minha colega T.
Ao receber a folha para marcar as férias, verificou que lhe tinham retirado um dia aos que tinha direito. Motivo? No ano lectivo anterior, ela, que nunca falta, nem quando teve o marido a morrer, tinha-se sentido indisposta um dia de manhã e telefonara para a escola a avisar que ia chegar atrasada à primeira aula, Educação Cívica. Assim aconteceu. Melhorou e deu as seis aulas seguintes do seu horário, Inglês. Marcaram-lhe falta a um tempo. Por esse motivo, perdeu direito a um dia de férias.
Ficou furiosa, ela. Vários colegas lhe disseram o óbvio: na próxima, faltas o dia inteiro!

16.3.08

Páscoa


Da morte irrompe a Vida!

13.3.08

Avaliações

Estou a falar da dos alunos.
O que mais me custa neste processo é ser acusada de injustiça, já que me esforço ao máximo para ser justa. As minhas classificações são milimetricamente calculadas no Excel, rigorosamente conforme os parâmetros adoptados para a disciplina na escola.
Há sempre uma boa dose de subjectividade, à qual eu fugiria, se pudesse.
Admito que qualquer aluno proponha uma classificação diferente, se for capaz de a explicar. E frequentemente acabo por concordar com ele/a, sobretudo porque, por exemplo, entre um 11 e um 12 num dos parâmetros, não há uma enorme diferença.
Não posso admitir é que no meio desta negociação uma aluna seja malcriada comigo. E foi o que me aconteceu hoje, ao ponto de ter que a expulsar da aula.
Isto já não me acontecia há um bom tempo. As minhas turmas são, em geral, cordatas.
E fiquei de rastos.

11.3.08

World Wide Web

Que vasto universo é a net!
Imaginem que acabo de ser convidada, por via de ser uma avozinha internáutica, para ir ao programa da Júlia Pinheiro!
Feliz ou infelizmente, não correspondo ao perfil em questão.

10.3.08

Porque será...

... que há ano e meio ficávamos com os cabelos em pé com as duas netas em casa e no fim de semana permanecemos impávidos e serenos com quatro em casa mais uma sobrinha-neta?

8.3.08

Marcha da Indignação


A minha primeira manifestação.
O espanto da massa humana que enchia o Terreiro do Paço quando ainda havia autocarros a descarregar gente na Fontes Pereira de Melo.
A grata surpresa de sermos recebidos com palmas pelos transeuntes, em tantos sítios ao longo do percurso.

6.3.08

Mensagem Recebida por Email

Gosto de imaginar que tenha sido escrita por algum antigo aluno /a meu:

"Obrigado Professores!

Não sou professor pelo que escrevo esta carta de forma livre e desprendida. Acompanho o problema do ensino e estas alterações desde o ano passado. Julgo que estas mudanças foram más e incompletas. Fizeram-se pelos motivos errados.
No entanto não escrevo este artigo por esse motivo, o que me leva a escrever estas palavras é a parte pior deste processo todo: o lado humano. Ao longo deste ano li os mais diversos comentários, ouvi debates e assisti à tremenda injustiça que muitos fizeram.
O que eu vi do lado de quem defendeu esta mudança (a contar com a ministra) foi um ataque ao sistema antigo e por conseguinte aos professores e às suas capacidades. Li, de uma forma triste devo adiantar, "esses" defensores da mudança a desqualificarem uma profissão (e as pessoas que a exercem) que é das mais dignas e uma das mais importantes para garantir um futuro mais risonho para Portugal.
Pior que isso, esse ataque caiu sobre a franja de professores que têm uma carreira mais longa e por isso está em breve reformado(a). É a pior forma de acabar uma carreira entregue ao Ensino e à causa pública. Este é o verdadeiro motivo que escrevo a estes professores.
Quero agradecer a todos eles por me permitirem ser quem sou hoje (não foram os únicos mas também contribuiram), por poder escrever estas linhas. Obrigado pelas horas incontáveis que despenderam a preparar as minhas aulas. Obrigado pela forma inventiva como muitas vezes deram as aulas e permitiram que eu aprendesse matérias interessantes. Obrigado por terem contribuido para o meu espiríto critico e para o meu futuro.
Quero que saibam que eu estou muito orgulhoso do vosso trabalho, da verdadeira revolução que operaram nos anos 70 e principalmente nos anos 80, permitindo, com o vosso brio e capacidade de esforço, que o ensino chegasse a todos e não fosse apenas acessível a uma franja diminuta da sociedade.
Ignorem quem quer branquear todo esse passado e todo esse trabalho. Julgo que não sou unico neste sentimento e espero que quando terminarem as vossas carreiras saibam que existem milhares de pessoas que como eu estão muito gratas pelo vosso trabalho.
A todos os professores
Meu ENORME AGRADECIMENTO!!!"

5.3.08

Na Escola

Hoje surgiu a indicação na escola que afinal devemos considerar as faltas dos alunos até final do ano lectivo segundo o anterior Estatuto.
Grande alívio deles e também meu, sua directora de turma.
Sim, que isto de mudar as regras a meio do campeonato estava a causar a maior confusão para eles e para nós. Ainda bem que o ministério recuou.
Para o próximo ano lectivo, há tempo de preparar tudo com calma.
Este constante sair de leis e contra-leis é que está a deixar as escolas de rastos!

3.3.08

Jeová El Roi

"Tu és o Deus que me vê!" (Génesis 16:13)


(Helix Nebula)

28.2.08

DN Hoje

Vale sempre a pena saber o que diz a nova geração de profissionais sobre o ensino e as escolas. Neste caso, o mais interessante é que eu conheci o Pedro Lomba em miúdo, colega de 2º ciclo dos meus filhos.
Como o tempo passa!

27.2.08

Abuso?

Foi há mais de 20 anos, numa época em que ainda não se falava "destas coisas".
Eu era a Directora de Turma da A., aluna acabada de chegar ao 10º ano. Em breve descobriríamos que ela tinha graves deficiências cognitivas e não só. Era uma miúda com muita dificuldade de se relacionar com os seus pares, dava-se com as funcionárias, sobretudo. Também logo descobrimos que tendia a mentir ou a fabular, ou às duas coisas juntas. Era difícil separar umas das outras.
Na primeira reunião com os pais, no início do ano lectivo, salientou-se o pai, pessoa bem falante, cheia de ideias para melhorar o sistema, para ajudar a turma e os outros alunos, além da sua própria filha. Não costuma haver muitos pais destes, sempre presente na escola.
Em breve descobrimos que, na presença do pai, a aluna ficava muda. Talvez por causa das suas dificuldades perante o 'brilhantismo' do pai.
Foi muito para o final do ano lectivo que ela começou a contar a uma e outra funcionária que o pai "abusava dela". Ficámos estupefactos e duvidosos, já que ela contava tantas histórias. Pedi ajuda à psicóloga da escola. Tentámos tirar a coisa a limpo, sem alertar o pai, que a retiraria imediatamente da escola, receávamos.
A psicóloga falou pelo telefone com a mãe, que se recusou a vir à escola. Falou depois com a avó, grande apoio da miúda em casa. Recusou-se a vir à escola.
Ficámos sem saber bem o que fazer e, nestas andanças, chegou o fim do ano escolar. A A. não voltou mais à escola.
Ainda hoje sinto o peso de não ter podido ajudar mais esta garota. Com todas as possibilidades de hoje, teria sido muito mais fácil estender-lhe a mão, no caso de ser verdade o que contava.

26.2.08

Ainda o Debate

A Fátima Campos Ferreira 'passou-se' várias vezes com as palmas dos professores. Mas isso só evidenciou a unanimidade presente de uma plateia de professores frente à Ministra.

Debate na RTP sobre a Educação

Espero bem que tenha sido esta a última vez que a Ministra me tirou o sono...

25.2.08

Diferenças sociais

Pedi aos meus alunos de Alemão que fizessem uma colagem sobre o tema Vestuário. A ideia era recortarem peças de vestuário de revistas, montarem-nas sobre alguns personagens e fazerem a respectiva legendagem em Alemão. Nada de mais simples. Pensava eu.
No dia da entrega do trabalho, o A. não o trazia. Então? "Pensava que a minha tia tinha revistas, mas não tinha." Os pais vivem em Angola, ele vive cá com essa tia.
De facto, apesar de mais de 37 anos 'disto', não me tinha ocorrido que alguém tivesse dificuldade em arranjar revistas velhas. Não se trata propriamente de uma questão de pobreza, já que o rapaz tem um telemóvel melhor que o meu. É mesmo fraqueza social, que põe em causa muitas outras componentes da formação deste rapaz.
Claro que já pus de lado umas tantas revistas para dar ao A. E já aprendi mais qualquer coisa.

24.2.08

Sagrada Escritura


"Todos os dias estendo as minhas mãos a um povo rebelde e contradizente."

23.2.08

Marcelo Rebelo de Sousa

Dizia ontem o professor no Programa do Malato que gostaria de terminar a sua carreira como professor do Secundário ou do Básico.
Lamento informá-lo, Professor, mas não tem habilitações suficientes para isso.
Poderá dar Direito ao Secundário, mas precisa de fazer a Profissionalização, isto é, o novo Estágio não remunerado. Além disso, precisará de fazer provas públicas de admissão à carreira, nas quais não poderá ter classificação inferior a catorze valores.
Se quer a minha opinião, deixe-se estar como está, que está bem.

22.2.08

Aquela Instituição

Disse aqui há dias que a minha sogra é, só por si, uma instituição! Mulher valente, de grande força exterior e interior, disfarçada por uma lamúria "ai a minha coluna, ai a minha vista"...
Ninguém a leva a fazer o que ela não quer. Diz que sim a tudo e a todos, mas faz só o que lhe dá na real gana. A ela, ninguém a leva!
Tem apenas mais 20 anos que eu e mais 18 que o primeiro filho, o meu marido, o mais velho entre 8 que deu à luz, de que restam apenas cinco. Foi criada no campo, na zona de Leiria e aos 5 anos a mãe "deu-a" para servir. Nunca mais voltou a casa.
Aos 14, apaixonou-se e foi viver com aquele que seria o pai dos seus filhos, com quem casaria de papel passado uns bons anos mais tarde. Um belo dia, decidiu acrescentar ao nome um que achava que devia ter. Ainda hoje há documentos oficiais com ele, que inclusivamente passou aos filhos!
Trabalhou a lavrar a terra, o filho mais novo metido num poceirão que levava à cabeça e pousava à sombra de uma árvore. Trabalhou em casa de "senhoras". Ao ficar viúva aos 30 e poucos anos, foi trabalhar para uma fábrica.
Era temida na sua juventude, entre a vizinhança. É que a Maria Russa (por ser loira) não deixava o crédito por mãos alheias! Ai de quem se metesse com um dos filhos: virava leoa!
A um médico da "Caixa" que jurou não lhe passar o medicamento que precisava, "puxou a mão atrás" e deu-lhe valente bofetada.
Ajudou-me muito, quando os meus filhos eram pequenos: vinha até cá a casa por uma ou duas semanas, (ela não aguentava mais), e nesse tempo eu aproveitava o prazer de chegar da escola e sentar-me à mesa. Deixava a casa toda num brinquinho, deixava-me o congelador cheio e mimava-me os miúdos com "casadinhos" de manteiga e outras iguarias.
Ainda hoje, ela não é mulher para estar parada. Muito doente do coração há décadas, jura sempre que não verá "o filho mais novo casado" (foi há mais de 20 anos...), ou que não assistirá a um qualquer evento familiar.
Graças a Deus, continua connosco, embora lá na sua casinha que não deixa nem por mais uma, igual a si mesma, dizendo que sim a tudo e fazendo só o que lhe convém...
Sempre me dei muito bem com ela. Esta é a minha humilde homenagem, Avó P.

18.2.08

Cheias em Lisboa


(foto do Público)
Ao contrário do que aconteceu em 1967 e que aqui narrei no próprio 25 de Novembro, desta vez não me apercebi nada destas abundantes e fatídicas águas. Terá sido pelas novas janelas duplas da nossa casa? Pela otite que me ensurdece o ouvido esquerdo? Ou pela bênção das drogas que me foram receitadas?
Só no Centro de Saúde onde aguardei horas o médico atrasado pelas cheias é que fui entendendo pormenores da desgraça de hoje.

16.2.08

Hoje

não estive no Rato. Nem por um lado, nem por outro.
Mas faz muito mal o nosso primeiro em atribuir tudo aos comunistas. O que é certo é que os professores começam a estar cansados, muito cansados. Nunca sabemos que novidades nos aguardam ao iniciar cada novo dia de trabalho. Ele é o Estatuto de Professores, ele é o novo Estatuto do Aluno, ele é a Avaliação dos Professores...
Não é possível fazer um trabalho sério assim!
Os professores começam a ficar cansados, muito cansados. E isso é muito mau sinal, mesmo muito!

14.2.08

Quando temos uma neta em casa


podemos ser apanhadas a calçar umas pantufas da Minnnie...

13.2.08

Lavadeiras

A imagem "http://www.museulourinha.org/images/etno_prof_lava..jpeg" não pode ser mostrada, porque contém erros.
(Museu da Lourinhã)

Falou-se ontem de lavadeiras no programa da Júlia que, pelos vistos, pensava que isso era só coisa dos filmes.
Quando eu era criança, tínhamos uma lavadeira, aliás como quase todas as famílias de classe média. Uma senhora ia lá a casa buscar a trouxa e o respectivo rol, que trazia uma semana depois, limpíssima e com um cheirinho a sabão e a sol como já não há. De vez em quando, o rol não correspondia à roupa entregue e a coisa era esmifrada até à última cueca.
Essa instituição desapareceu para nós no dia em se comprou a primeira máquina de lavar, algures no final dos anos sessenta.
É interessante que, quando comecei a namorar com o que hoje é o meu marido, a minha sogra ocupava-se ainda desses afazeres para a sua família, em pleno ribeiro da Marinha Grande.
Mas ela é uma outra instituição!

12.2.08

Da Arte


Desta vez não fui à Estrela. Mas há tempos descobri que me tinha cruzado lá com a minha colega C., sem nos termos visto. Desde então, a cada feira ela procura afanosamente descobrir a minha sobrinha "Ilustrana".
Hoje, na escola, mostrei-lhe o seu blog e sua arte. Em breve se juntou um grupinho de profs de Artes e não só a apreciar os desenhos da Ana. E valem bem a pena!

11.2.08

Viagens


Fazer uma viagem Porto-Lisboa de comboio é relaxante e dá tempo até para ler aquele livro há muito à nossa espera. Dá ainda para apreciar este céu e este mar, na zona de Espinho.

10.2.08

Quando...

... uma mãe dá um repelão e duas sonoras bofetadas num garoto de uns 5 ou 6 anos, à frente de funcionários, enfermeiras e utentes num Centro de Saúde e nem o primeiro nem os circunstantes esboçam a mínima reacção, sabemos que estamos no norte!

8.2.08

Não Me Dêem de Comer!

Fez-me pensar este artigo.
É algo que enfrento tanto na escola como na igreja, resultado de uma certa cultura de comodidade e facilidade que aceitámos na nossa sociedade.
Na escola, os alunos em geral esperam que o ensino seja fácil, indolor, divertido. Provavelmente preciso de os desafiar (ainda) mais para usarem o dicionário, procurarem na Internet, lerem livros e revistas.
Na igreja, precisamos também de desafiar o clima de "ir à igreja para se encher", precisamos de nos desafiar a viver mais aquilo em que cremos.
Leiam o artigo.

5.2.08

Carnaval

Sempre detestei o carnaval, especialmente quando era miúda. Sim, que nessa época era bem pior que hoje. Sair à rua era arriscar apanhar sustos com bombinhas, levar com bichas busca-pés ou, o mais comum e detestado, ser encharcada com a água possivelmente fétida das bisnagas.
Era eu jovem quando, nesta altura, fui subitamente apanhada por uma bisnagadela em plena cara. Estava tempo de chuva e eu nem pensei duas vezes: dei com o guarda-chuva em cheio no rapaz e, de seguida, corri pela vida até casa, que felizmente já era bem perto.
Morávamos numa velha vivenda com jardim à frente e eu ainda recordo o ar frustrado do rapaz ao portão, enquanto eu abria a porta de casa, já fora do alcance dele!

4.2.08

Que tal...

começar a fazer as compras de Natal em Fevereiro?

1.2.08

Avó = Mãe a Dobrar

As dores dos meus filhos com os filhos deles, quer sejam as preocupações das doenças, quer aquelas inerentes ao crescimento deles, como as de ter que os deixar para ir trabalhar, fazem-me doer duas vezes: pelo que sofro agora como avó e pela recordação do que sofri quando os pais deles eram pequeninos! Quando um deles nasce, já disse várias vezes, preferia ser eu lá a dá-los à luz, em vez das minhas filhas ou da minha nora.
Deve ser por isso que se diz que ser avó é ser mãe duas vezes!