1.5.08

Maio


O verdadeiro mês da Primavera.

30.4.08

Comida Africana

Como todos sabem, a minha escola tem muitos alunos africanos. Hoje, na aula de Alemão, falávamos de alimentação. O meu aluno A., angolano, falava de funge e de como gosta da sua comida natal. Concordei em como é boa. Mas só quando lhe disse que o meu marido tinha aprendido e fazia uma moamba óptima é que os olhos lhe sorriram!

28.4.08

História IX

Passou-se numa daquelas vilas alentejanas que já parecem esquecidas de todos, incluindo as autoridades, aquelas em que, se paramos a caminho do Algarve, foi apenas porque nos passou algo pela cabeça e saímos da auto-estrada a despropósito. Como todas as terrinhas deste país, esta era também habitada quase exclusivamente por idosos, daqueles que padecem solitariamente a falta de saúde própria dos anos e do abandono a que foram votados.
Um dia, um grupinho deles, que as cataratas e a lista de espera no hospital da sede de distrito tinham deixado às apalpadelas, foi chamado à Casa do Povo, que havia um senhor que queria falar com eles.
A conversa deixou-os perplexos e ansiosos: o benfeitor propunha levá-los a Cuba, destino da moda, onde essas operações se faziam de empreitada e com resultados garantidos. E tudo de graça!
Garantida a sua anuência, os preparativos foram realizados e a viagem marcada.
Conforme vemos pelos telejornais, a viagem decorreu com o sucesso desejado: os idosos voltaram rejubilantes, descobrindo pormenores jamais vistos, ansiosos por rever os rostos conhecidos.
Ansiosos voltaram à terrinha, felizes retomaram a suas vidas, exultantes contaram cada pormenor da viagem, dos aeroportos, do hospital aos familiares mais próximos.
No mesmo dia da chegada, um deles, o mais velho talvez e pertencente à etnia cigana, correu à casa do benfeitor. Levava consigo as fotografias tiradas depois da operação, postais, uma lembrancinha de Cuba, a sua profunda alegria e enorme gratidão. Depois de uma horita de conversa e de trocados os abraços devidos, pergunta-lhe o benfeitor:
-Diga-me lá, ó sr. Romani: onde ficaram os outros nove?

(Esta história sobre a gratidão parece ter um fim absurdo, mas podem ler o respectivo original aqui.)

25.4.08

Não Pisem os Cravos!


Quem como eu pertence à geração que desejou ansiosamente ver este dia, que o viveu intensamente e sonhou, talvez com um pouco de ingenuidade, com terras de fraternidade, cravos nas mãos e gaivotas esvoaçantes, este feriado é sempre uma ocasião para celebrar. Talvez também porque ainda nos lembramos demasiado bem de como era dantes.
Por isso repito: não pisem os cravos!

22.4.08

Esclerose Múltipla

Vi há pouco um pedaço da Sociedade Civil na RTP2 acerca desta doença. Dizia-se, entre outras coisas, que hoje qualquer mulher que sofra desta doença pode ter os filhos que quiser, havendo até benefício para a mãe durante a gravidez, sendo que não há problemas para a criança.
Fez-me lembrar a minha amiga e antiga colega F., que sofria tanto por causa de um aborto que a levaram a fazer por padecer de esclerose múltipla.
Como a 'verdade' científica muda em tão pouco tempo!

21.4.08

Cuba

Parece que, desde que Raul Castro subiu ao poder e permitiu o acesso a alguns bens de consumo, os cubanos foram ao colchão, desencavaram as notitas com que o forravam há dezenas de anos e correram para as lojas a comprar torradeiras, micro-ondas, motoretas, telemóveis, tudo o que o regime de Fidel lhes negou durante décadas.
Nós sorrimos, superiores.
Mas não será o mesmo que fazemos, quando sai o novo modelo de telemóvel ou o super plasma das revistas?

20.4.08

Pensamentos


"Que as minhas palavras Te sejam agradáveis, assim como os pensamentos do meu coração, Senhor, rocha minha e meu libertador." (Salmo 16:14)

Os meus pensamentos são aquilo que digo a Deus.

14.4.08

Brinquedos de Outrora


Esta caixa de Lego, pertença original da Ana, foi por ela oferecida para as netas cá da casa brincarem. As bonecas incluem pecinhas tão pequeninas como sapatos e brincos minúsculos, razão mais do que suficiente para, por enquanto, só a Maria, a nossa neta mais velha, ter acesso a ela. Basta que a Marta esteja acordada para eu já não ir buscar "a caixa roxa", não vá ela engolir alguma das peças.
No entanto, esta velha caixa já meio desengonçada e recolada por mais que uma vez oferece aquela magia especial do que já não há à venda.
Ana, vais-te arrepender de teres dado esta caixa!

13.4.08

O Deus Que Me Toca


"Um dos serafins voou sobre o altar e com uma tenaz tirou uma brasa a arder. Tocou-me os lábios com ela e disse: 'A partir de agora és considerado não culpado porque esta brasa tocou a tua boca. Os teus pecados são perdoados'."
(Isaías 6: 6-7)

12.4.08

Vitória! Cedência! Recuo!

São os títulos sobre o 'entendimento' entre a Ministra da Educação e os sindicatos. Eu rio-me. Não vejo que o modelo de avaliação acordado para funcionar a partir de agora seja mais inovador que o anterior. No anterior, para além da frequência de Acções de Formação, o professor tinha que escrever um relatório crítico da sua actividade nos anos escolares em causa, relatório esse que era então submetido à aprovação de uma comissão eleita para o propósito. Agora, o professor preenche umas cruzinhas numa ficha de auto-avaliação, o Conselho Executivo junta-lhe umas outras, acrescentando-lhe uma vista de olhos à sua assiduidade. Está feito. Ok.
Continuo descontente. Continuamos separados em titulares e não titulares, com base em critérios absurdos. Continuamos a ter que "fazer" horário na escola, mesmo que para isso se inventem umas actividades, para regressar a casa e preparar aulas até às tantas. O Estatuto do Aluno, interrompido este ano lectivo, ameaça regressa em força no próximo Setembro, com toda a sua panóplia de burocracia ineficaz e muito difícil de entender, que fará de pôr em prática! Os alunos continuam a ter horários cada vez mais sobrecarregados, que parece que é o intuito primário deste governo. Os alunos continuam a ter o horário sobrecarregado com uma série de "disciplinas" que não servem para nada, e o Inglês, por exemplo, tem apenas um bloco de 90 minutos no 8º ou no 9º ano. A propósito, continua a haver aulas de 90 minutos. Até os futebolistas param a meio dos seus 90 minutos. Como não há-de haver indisciplina? Continua a haver grande incentivo a passar os alunos, quer saibam, quer não saibam. Os alunos continuam a ter que fazer oral obrigatória nos Exames de Equivalência à Frequência das Línguas, com o peso de 30 %, embora a maior parte deles precise de obter mais de 20 valores para passar.
Enfim: qualquer colega poderá acrescentar mais das muitas razões pelas quais continuo insatisfeita.

9.4.08

Geração Descartável

A colega de quem falei há dias já experimentou de tudo a ensinar Inglês: esteve na nossa escola a leccionar 7º e 9º ano, já substituiu muitos professores, já foi contratada e paga por uma Câmara para dar Inglês ao 1º ciclo, já deu aulas ao 1º ciclo a recibo verde. É professora há 7 anos, mas não soma mais que uns três de tempo de serviço. Neste momento, não sabe onde vai estar e o que estará a fazer no próximo ano ou até no próximo mês...

8.4.08

Moderno é...

... explicar por telefone como funciona o Messenger...

7.4.08

3 anos


desde que me iniciei nestas lides. Dou os parabéns a mim própria com esta seara de Berthe Morisot.

6.4.08

Sinal dos Tempos

Dos 7 adolescentes que hoje "caíram" na minha classe de Jovens da igreja, por falta do seu professor, dois eram africanos, uma brasileira, dois ucranianos e dois portugueses...

5.4.08

A Sericaia


faz hoje um ano!

4.4.08

Ainda na escola

No final do 1º período, uma colega do meu grupo pediu 3 meses sem remuneração, cansada das turmas que lhe tinham cabido, penso eu. No final de Janeiro, outra jovem colega foi nomeada para a substituir. Foi mais bem sucedida com as turmas.
Os 3 meses passaram, a colega retirada meteu baixa e fez saber que não voltaria este ano à escola. O lógico seria que a colega que a substituiu, e que já tinha passado este ano por outras 2 escolas antes da nossa, ficasse com as turmas até ao final do ano lectivo. Digo mais: seria o ideal para os alunos, para a colega, para a escola. Mas não. Nas escolas a lógica é uma batata.
Como esta colega termina o contrato no final deste mês, tem que sair e a escola tem que abrir novo concurso. Até talvez, quem sabe, a colega volte a ser seleccionada. Mas também pode acontecer que ela entretanto encontre outra substituição mais perto de casa dela. Parece que os alunos vão ficar mais um mês sem aulas.
Alguém entende isto?

3.4.08

Baixas

Afinal, os trabalhadores da função pública não faltam assim tanto como se dizia! Segundo o DN de hoje, têm menos baixas que os do sector privado. O pessoal da Educação falta até menos que o da Saúde, da Economia e das Finanças!

2.4.08

Filhos!

Queixa-se a minha filha Sara dos disparates da sua filha Joana, como, por exemplo, meter flores no nariz. Relembro-lhe alguns das suas múltiplas asneiras de criança. Quando engoliu um gancho metálico e tivémos que vigiar o bacio durante três dias até explodirmos de alegria ao recuperar o objecto...
Devia sentir-me vingada ao ver os meus filhos sofrer com os deles. Devia.
Então por que razão não me sinto?

28.3.08

Os Professores e a Indisciplina

Está-se muito só numa sala de aula com uma turma indisciplinada. Tem-se muitas vezes a sensação de que só nos acontece a nós, que só nós não conseguimos dominar a situação. Frequentemente, os próprios colegas nos olham com comiseração, como se isso nunca lhes tivesse sucedido.
Aconteceu-me há uns anos, num colégio de boas famílias de Lisboa, dos tais "onde isto nunca podia acontecer". Um aluno tinha-me 'alvejado' com algo como giz enquanto eu estava no quadro. Fiz a respectiva participação. Mas tive que suportar os olhares e conversas entre dentes dos colegas, que discutiam se tinha sido giz ou um pedaço de borracha...
É uma área que temos que mudar nas escolas: precisamos de ser mais solidários e compreender melhor os colegas (habitualmente mais jovens) que são, quase literalmente, lançados às feras das turmas mais difíceis.
Quando, por obra e graça das aulas de substituição, sou forçada a fazer uma visita a essas turmas, muitas vezes me interrogo como é possível dar aulas ali, onde o problema menor serão os telemóveis...

26.3.08

Netos

Hoje, o Joaquim tem 4 meses; a Rebeca tem o dobro, 8 meses; a Marta tem o dobro, 16 meses; a Joana tem o dobro, 32 meses. Só a Maria não dobra a idade de ninguém, com quase 4 anos.

25.3.08

A Migas


faz hoje 3 anos!

24.3.08

O Vídeo

Não consigo evitar comentar o já célebre vídeo da aluna e da professora.
Por um lado, foi bom que se desse a sua publicação, para que a generalidade dos portugueses compreenda a brutalidade da falta de educação que temos que enfrentar no dia a dia. Este tipo de situação é, infelizmente, muito comum.
Com toda a solidariedade para com a colega, eu não faria como ela. Jamais lutaria com uma aluna com o dobro do meu tamanho pela posse de um objecto. Se me acontecer um aluno rebelar-se contra o facto de eu ter que lhe retirar o telemóvel, deixo-lho imediatamente na mão. Mando-o sair e faço a respectiva participação disciplinar. Não me arriscaria nunca ser arrastada pela sala fora só para manter o objecto na minha posse. Mas compreendo que no calor dos acontecimentos nem sempre agimos da melhor forma.
Vejo alguns comentários na comunicação social que afirmam que os professores deram um mau exemplo de comportamento na célebre Marcha da Indignação. Não aceito de modo algum: todos temos o direito à manifestação pública ordeira (como foi) e até o Mário Soares disse que temos o direito à indignação!

19.3.08

Dia do Pai


(byart.wordpress)
Ao meu pai, na recordação dos pinhais onde ele tanto gostava de nos levar, onde tanto brinquei enquanto ele lia a uma sombra. Na zona de Viseu, cada um de nós seis filhos tinha um pinhal "seu".
Na esperança do futuro.

17.3.08

Estatuto do Professor

Aconteceu hoje com a minha colega T.
Ao receber a folha para marcar as férias, verificou que lhe tinham retirado um dia aos que tinha direito. Motivo? No ano lectivo anterior, ela, que nunca falta, nem quando teve o marido a morrer, tinha-se sentido indisposta um dia de manhã e telefonara para a escola a avisar que ia chegar atrasada à primeira aula, Educação Cívica. Assim aconteceu. Melhorou e deu as seis aulas seguintes do seu horário, Inglês. Marcaram-lhe falta a um tempo. Por esse motivo, perdeu direito a um dia de férias.
Ficou furiosa, ela. Vários colegas lhe disseram o óbvio: na próxima, faltas o dia inteiro!

16.3.08

Páscoa


Da morte irrompe a Vida!

13.3.08

Avaliações

Estou a falar da dos alunos.
O que mais me custa neste processo é ser acusada de injustiça, já que me esforço ao máximo para ser justa. As minhas classificações são milimetricamente calculadas no Excel, rigorosamente conforme os parâmetros adoptados para a disciplina na escola.
Há sempre uma boa dose de subjectividade, à qual eu fugiria, se pudesse.
Admito que qualquer aluno proponha uma classificação diferente, se for capaz de a explicar. E frequentemente acabo por concordar com ele/a, sobretudo porque, por exemplo, entre um 11 e um 12 num dos parâmetros, não há uma enorme diferença.
Não posso admitir é que no meio desta negociação uma aluna seja malcriada comigo. E foi o que me aconteceu hoje, ao ponto de ter que a expulsar da aula.
Isto já não me acontecia há um bom tempo. As minhas turmas são, em geral, cordatas.
E fiquei de rastos.

11.3.08

World Wide Web

Que vasto universo é a net!
Imaginem que acabo de ser convidada, por via de ser uma avozinha internáutica, para ir ao programa da Júlia Pinheiro!
Feliz ou infelizmente, não correspondo ao perfil em questão.

10.3.08

Porque será...

... que há ano e meio ficávamos com os cabelos em pé com as duas netas em casa e no fim de semana permanecemos impávidos e serenos com quatro em casa mais uma sobrinha-neta?

8.3.08

Marcha da Indignação


A minha primeira manifestação.
O espanto da massa humana que enchia o Terreiro do Paço quando ainda havia autocarros a descarregar gente na Fontes Pereira de Melo.
A grata surpresa de sermos recebidos com palmas pelos transeuntes, em tantos sítios ao longo do percurso.

6.3.08

Mensagem Recebida por Email

Gosto de imaginar que tenha sido escrita por algum antigo aluno /a meu:

"Obrigado Professores!

Não sou professor pelo que escrevo esta carta de forma livre e desprendida. Acompanho o problema do ensino e estas alterações desde o ano passado. Julgo que estas mudanças foram más e incompletas. Fizeram-se pelos motivos errados.
No entanto não escrevo este artigo por esse motivo, o que me leva a escrever estas palavras é a parte pior deste processo todo: o lado humano. Ao longo deste ano li os mais diversos comentários, ouvi debates e assisti à tremenda injustiça que muitos fizeram.
O que eu vi do lado de quem defendeu esta mudança (a contar com a ministra) foi um ataque ao sistema antigo e por conseguinte aos professores e às suas capacidades. Li, de uma forma triste devo adiantar, "esses" defensores da mudança a desqualificarem uma profissão (e as pessoas que a exercem) que é das mais dignas e uma das mais importantes para garantir um futuro mais risonho para Portugal.
Pior que isso, esse ataque caiu sobre a franja de professores que têm uma carreira mais longa e por isso está em breve reformado(a). É a pior forma de acabar uma carreira entregue ao Ensino e à causa pública. Este é o verdadeiro motivo que escrevo a estes professores.
Quero agradecer a todos eles por me permitirem ser quem sou hoje (não foram os únicos mas também contribuiram), por poder escrever estas linhas. Obrigado pelas horas incontáveis que despenderam a preparar as minhas aulas. Obrigado pela forma inventiva como muitas vezes deram as aulas e permitiram que eu aprendesse matérias interessantes. Obrigado por terem contribuido para o meu espiríto critico e para o meu futuro.
Quero que saibam que eu estou muito orgulhoso do vosso trabalho, da verdadeira revolução que operaram nos anos 70 e principalmente nos anos 80, permitindo, com o vosso brio e capacidade de esforço, que o ensino chegasse a todos e não fosse apenas acessível a uma franja diminuta da sociedade.
Ignorem quem quer branquear todo esse passado e todo esse trabalho. Julgo que não sou unico neste sentimento e espero que quando terminarem as vossas carreiras saibam que existem milhares de pessoas que como eu estão muito gratas pelo vosso trabalho.
A todos os professores
Meu ENORME AGRADECIMENTO!!!"

5.3.08

Na Escola

Hoje surgiu a indicação na escola que afinal devemos considerar as faltas dos alunos até final do ano lectivo segundo o anterior Estatuto.
Grande alívio deles e também meu, sua directora de turma.
Sim, que isto de mudar as regras a meio do campeonato estava a causar a maior confusão para eles e para nós. Ainda bem que o ministério recuou.
Para o próximo ano lectivo, há tempo de preparar tudo com calma.
Este constante sair de leis e contra-leis é que está a deixar as escolas de rastos!

3.3.08

Jeová El Roi

"Tu és o Deus que me vê!" (Génesis 16:13)


(Helix Nebula)

28.2.08

DN Hoje

Vale sempre a pena saber o que diz a nova geração de profissionais sobre o ensino e as escolas. Neste caso, o mais interessante é que eu conheci o Pedro Lomba em miúdo, colega de 2º ciclo dos meus filhos.
Como o tempo passa!

27.2.08

Abuso?

Foi há mais de 20 anos, numa época em que ainda não se falava "destas coisas".
Eu era a Directora de Turma da A., aluna acabada de chegar ao 10º ano. Em breve descobriríamos que ela tinha graves deficiências cognitivas e não só. Era uma miúda com muita dificuldade de se relacionar com os seus pares, dava-se com as funcionárias, sobretudo. Também logo descobrimos que tendia a mentir ou a fabular, ou às duas coisas juntas. Era difícil separar umas das outras.
Na primeira reunião com os pais, no início do ano lectivo, salientou-se o pai, pessoa bem falante, cheia de ideias para melhorar o sistema, para ajudar a turma e os outros alunos, além da sua própria filha. Não costuma haver muitos pais destes, sempre presente na escola.
Em breve descobrimos que, na presença do pai, a aluna ficava muda. Talvez por causa das suas dificuldades perante o 'brilhantismo' do pai.
Foi muito para o final do ano lectivo que ela começou a contar a uma e outra funcionária que o pai "abusava dela". Ficámos estupefactos e duvidosos, já que ela contava tantas histórias. Pedi ajuda à psicóloga da escola. Tentámos tirar a coisa a limpo, sem alertar o pai, que a retiraria imediatamente da escola, receávamos.
A psicóloga falou pelo telefone com a mãe, que se recusou a vir à escola. Falou depois com a avó, grande apoio da miúda em casa. Recusou-se a vir à escola.
Ficámos sem saber bem o que fazer e, nestas andanças, chegou o fim do ano escolar. A A. não voltou mais à escola.
Ainda hoje sinto o peso de não ter podido ajudar mais esta garota. Com todas as possibilidades de hoje, teria sido muito mais fácil estender-lhe a mão, no caso de ser verdade o que contava.

26.2.08

Ainda o Debate

A Fátima Campos Ferreira 'passou-se' várias vezes com as palmas dos professores. Mas isso só evidenciou a unanimidade presente de uma plateia de professores frente à Ministra.

Debate na RTP sobre a Educação

Espero bem que tenha sido esta a última vez que a Ministra me tirou o sono...

25.2.08

Diferenças sociais

Pedi aos meus alunos de Alemão que fizessem uma colagem sobre o tema Vestuário. A ideia era recortarem peças de vestuário de revistas, montarem-nas sobre alguns personagens e fazerem a respectiva legendagem em Alemão. Nada de mais simples. Pensava eu.
No dia da entrega do trabalho, o A. não o trazia. Então? "Pensava que a minha tia tinha revistas, mas não tinha." Os pais vivem em Angola, ele vive cá com essa tia.
De facto, apesar de mais de 37 anos 'disto', não me tinha ocorrido que alguém tivesse dificuldade em arranjar revistas velhas. Não se trata propriamente de uma questão de pobreza, já que o rapaz tem um telemóvel melhor que o meu. É mesmo fraqueza social, que põe em causa muitas outras componentes da formação deste rapaz.
Claro que já pus de lado umas tantas revistas para dar ao A. E já aprendi mais qualquer coisa.

24.2.08

Sagrada Escritura


"Todos os dias estendo as minhas mãos a um povo rebelde e contradizente."

23.2.08

Marcelo Rebelo de Sousa

Dizia ontem o professor no Programa do Malato que gostaria de terminar a sua carreira como professor do Secundário ou do Básico.
Lamento informá-lo, Professor, mas não tem habilitações suficientes para isso.
Poderá dar Direito ao Secundário, mas precisa de fazer a Profissionalização, isto é, o novo Estágio não remunerado. Além disso, precisará de fazer provas públicas de admissão à carreira, nas quais não poderá ter classificação inferior a catorze valores.
Se quer a minha opinião, deixe-se estar como está, que está bem.

22.2.08

Aquela Instituição

Disse aqui há dias que a minha sogra é, só por si, uma instituição! Mulher valente, de grande força exterior e interior, disfarçada por uma lamúria "ai a minha coluna, ai a minha vista"...
Ninguém a leva a fazer o que ela não quer. Diz que sim a tudo e a todos, mas faz só o que lhe dá na real gana. A ela, ninguém a leva!
Tem apenas mais 20 anos que eu e mais 18 que o primeiro filho, o meu marido, o mais velho entre 8 que deu à luz, de que restam apenas cinco. Foi criada no campo, na zona de Leiria e aos 5 anos a mãe "deu-a" para servir. Nunca mais voltou a casa.
Aos 14, apaixonou-se e foi viver com aquele que seria o pai dos seus filhos, com quem casaria de papel passado uns bons anos mais tarde. Um belo dia, decidiu acrescentar ao nome um que achava que devia ter. Ainda hoje há documentos oficiais com ele, que inclusivamente passou aos filhos!
Trabalhou a lavrar a terra, o filho mais novo metido num poceirão que levava à cabeça e pousava à sombra de uma árvore. Trabalhou em casa de "senhoras". Ao ficar viúva aos 30 e poucos anos, foi trabalhar para uma fábrica.
Era temida na sua juventude, entre a vizinhança. É que a Maria Russa (por ser loira) não deixava o crédito por mãos alheias! Ai de quem se metesse com um dos filhos: virava leoa!
A um médico da "Caixa" que jurou não lhe passar o medicamento que precisava, "puxou a mão atrás" e deu-lhe valente bofetada.
Ajudou-me muito, quando os meus filhos eram pequenos: vinha até cá a casa por uma ou duas semanas, (ela não aguentava mais), e nesse tempo eu aproveitava o prazer de chegar da escola e sentar-me à mesa. Deixava a casa toda num brinquinho, deixava-me o congelador cheio e mimava-me os miúdos com "casadinhos" de manteiga e outras iguarias.
Ainda hoje, ela não é mulher para estar parada. Muito doente do coração há décadas, jura sempre que não verá "o filho mais novo casado" (foi há mais de 20 anos...), ou que não assistirá a um qualquer evento familiar.
Graças a Deus, continua connosco, embora lá na sua casinha que não deixa nem por mais uma, igual a si mesma, dizendo que sim a tudo e fazendo só o que lhe convém...
Sempre me dei muito bem com ela. Esta é a minha humilde homenagem, Avó P.

18.2.08

Cheias em Lisboa


(foto do Público)
Ao contrário do que aconteceu em 1967 e que aqui narrei no próprio 25 de Novembro, desta vez não me apercebi nada destas abundantes e fatídicas águas. Terá sido pelas novas janelas duplas da nossa casa? Pela otite que me ensurdece o ouvido esquerdo? Ou pela bênção das drogas que me foram receitadas?
Só no Centro de Saúde onde aguardei horas o médico atrasado pelas cheias é que fui entendendo pormenores da desgraça de hoje.

16.2.08

Hoje

não estive no Rato. Nem por um lado, nem por outro.
Mas faz muito mal o nosso primeiro em atribuir tudo aos comunistas. O que é certo é que os professores começam a estar cansados, muito cansados. Nunca sabemos que novidades nos aguardam ao iniciar cada novo dia de trabalho. Ele é o Estatuto de Professores, ele é o novo Estatuto do Aluno, ele é a Avaliação dos Professores...
Não é possível fazer um trabalho sério assim!
Os professores começam a ficar cansados, muito cansados. E isso é muito mau sinal, mesmo muito!

14.2.08

Quando temos uma neta em casa


podemos ser apanhadas a calçar umas pantufas da Minnnie...

13.2.08

Lavadeiras

A imagem "http://www.museulourinha.org/images/etno_prof_lava..jpeg" não pode ser mostrada, porque contém erros.
(Museu da Lourinhã)

Falou-se ontem de lavadeiras no programa da Júlia que, pelos vistos, pensava que isso era só coisa dos filmes.
Quando eu era criança, tínhamos uma lavadeira, aliás como quase todas as famílias de classe média. Uma senhora ia lá a casa buscar a trouxa e o respectivo rol, que trazia uma semana depois, limpíssima e com um cheirinho a sabão e a sol como já não há. De vez em quando, o rol não correspondia à roupa entregue e a coisa era esmifrada até à última cueca.
Essa instituição desapareceu para nós no dia em se comprou a primeira máquina de lavar, algures no final dos anos sessenta.
É interessante que, quando comecei a namorar com o que hoje é o meu marido, a minha sogra ocupava-se ainda desses afazeres para a sua família, em pleno ribeiro da Marinha Grande.
Mas ela é uma outra instituição!

12.2.08

Da Arte


Desta vez não fui à Estrela. Mas há tempos descobri que me tinha cruzado lá com a minha colega C., sem nos termos visto. Desde então, a cada feira ela procura afanosamente descobrir a minha sobrinha "Ilustrana".
Hoje, na escola, mostrei-lhe o seu blog e sua arte. Em breve se juntou um grupinho de profs de Artes e não só a apreciar os desenhos da Ana. E valem bem a pena!

11.2.08

Viagens


Fazer uma viagem Porto-Lisboa de comboio é relaxante e dá tempo até para ler aquele livro há muito à nossa espera. Dá ainda para apreciar este céu e este mar, na zona de Espinho.

10.2.08

Quando...

... uma mãe dá um repelão e duas sonoras bofetadas num garoto de uns 5 ou 6 anos, à frente de funcionários, enfermeiras e utentes num Centro de Saúde e nem o primeiro nem os circunstantes esboçam a mínima reacção, sabemos que estamos no norte!

8.2.08

Não Me Dêem de Comer!

Fez-me pensar este artigo.
É algo que enfrento tanto na escola como na igreja, resultado de uma certa cultura de comodidade e facilidade que aceitámos na nossa sociedade.
Na escola, os alunos em geral esperam que o ensino seja fácil, indolor, divertido. Provavelmente preciso de os desafiar (ainda) mais para usarem o dicionário, procurarem na Internet, lerem livros e revistas.
Na igreja, precisamos também de desafiar o clima de "ir à igreja para se encher", precisamos de nos desafiar a viver mais aquilo em que cremos.
Leiam o artigo.

5.2.08

Carnaval

Sempre detestei o carnaval, especialmente quando era miúda. Sim, que nessa época era bem pior que hoje. Sair à rua era arriscar apanhar sustos com bombinhas, levar com bichas busca-pés ou, o mais comum e detestado, ser encharcada com a água possivelmente fétida das bisnagas.
Era eu jovem quando, nesta altura, fui subitamente apanhada por uma bisnagadela em plena cara. Estava tempo de chuva e eu nem pensei duas vezes: dei com o guarda-chuva em cheio no rapaz e, de seguida, corri pela vida até casa, que felizmente já era bem perto.
Morávamos numa velha vivenda com jardim à frente e eu ainda recordo o ar frustrado do rapaz ao portão, enquanto eu abria a porta de casa, já fora do alcance dele!

4.2.08

Que tal...

começar a fazer as compras de Natal em Fevereiro?

1.2.08

Avó = Mãe a Dobrar

As dores dos meus filhos com os filhos deles, quer sejam as preocupações das doenças, quer aquelas inerentes ao crescimento deles, como as de ter que os deixar para ir trabalhar, fazem-me doer duas vezes: pelo que sofro agora como avó e pela recordação do que sofri quando os pais deles eram pequeninos! Quando um deles nasce, já disse várias vezes, preferia ser eu lá a dá-los à luz, em vez das minhas filhas ou da minha nora.
Deve ser por isso que se diz que ser avó é ser mãe duas vezes!

29.1.08

"Conta-me Como Foi"




na velha casa dos meus pais, agora na posse da minha irmã.

27.1.08

Hoje, na minha igreja

Uma senhora brasileira despediu-se de nós, ao voltar para o seu país. Passou junto de nós um par meses. Poucos recordávamos a sua cara, ainda menos conhecíamos o seu nome.
Quis falar-nos. Disse:
"Enquanto passei aqui na vossa igreja, sentada nos vossos bancos a ouvir os vossos líderes, fui abençoada e Deus falou comigo. Quando vierem à igreja, lembre-se que Ele fala convosco, aqui."
Eu quase que ia dizer: "Deus estava aqui e nós não o sabíamos."
Mas não. Eu sabia.

26.1.08

Já 6 meses?


Não é de surpreender, porque a menina Rebeca que hoje os completa há muito que conversa, dá gargalhadas e só quer estar de pé como uma menina crescida!
Deus te abençoe, minha querida netinha!

25.1.08

Carta Aberta à Senhora Ministra da Educação

Ex.ma Sra. Ministra:
Apesar de todos os seus esforços no sentido contrário, as notícias de hoje parecem contradizer algo daquilo que tem afirmado à boca cheia: que os profs são uma cambada de faltosos irresponsáveis, com a mania de chumbar alunos a torto e a direito, de que o país bem faria em se livrar.
Pois parece que o país mais depressa se livraria de V. Ex.a e nos sentaria a nós nos altos cargos da nação!
E esta, heim?

24.1.08

Biblioteca (2ª Parte)

Rectifico o que ontem disse: os meninos afinal vão para a Biblioteca quando não têm aulas. O castigo é nos seus tempos livres, a partir das 8 da manhã. O caso muda inteiramente de figura.
Peço desculpa pela minha precipitação ou má compreensão.

23.1.08

Na Biblioteca

Ontem foi dia de eu prestar serviço na Biblioteca da Escola. Uma colega informou-me que, incluído no serviço habitual de ajuda aos alunos que precisam de utilizar a Biblioteca, ia estar 'tomar conta' de seis meninos do 8º ano que estavam toda a semana de castigo, sem poderem frequentar as aulas. Minha função: mandá-los entrar, sentarem-se, distribuir uma ficha de trabalho, cuidar que estivessem sossegados e, no fim, recolher a ficha feita e entregá-la à minha colega, directora dessa turma.
Assim fiz: dos seis, só cinco vieram, foram para o fundo da sala e lá estiveram entretidos com a ficha, em amena cavaqueira, toda a manhã.
Pergunto: isto é um castigo?
É óbvio que cinco alunos preferem ficar uns com os outros num lugar confortável, podendo passar o tempo todo à conversa, sem ter que assistir à chatice das aulas...

22.1.08

Primavera?


(foto de Peter Moulding)

E eis que no meio do inverno surge o sol e com ele um ar quente de primavera. Já é Primavera?

19.1.08

Coisas! Coisas! Coisas!

É impressionante a quantidade de coisas que acumulamos durante a vida e que não valem nada!
Há tempos, acompanhei o meu marido, na sua qualidade de quem trata da Assistência na nossa igreja, à casa de uma senhora viúva recentemente falecida. A ideia era ver que objectos e mobílias podiam ser aproveitadas para outras pessoas.
Impressionou-me aquilo. A cozinha estava como se a senhora tivesse apenas saído para as compras: um pano da louça pendurado, uns alhos numa caixinha, as pegas ao lado do fogão, um copo emborcado.
Pareceu-me um sacrilégio que nós, estranhos, pudéssemos devassar a intimidade de alguém que havia partido.
Essa visita fez-me pensar na inutilidade de acumularmos coisas e coisas, que de repente deixamos para trás e não têm valor para quem cá fica.
Faz-me lembrar o homem da parábola de Jesus, que construiu e armazenou e se dispôs a gozar a merecida reforma, a quem Deus disse:
"Louco! Esta noite vais morrer; e para quem fica tudo isso?"

18.1.08

Roupa

Há dias vesti uma minha 'parka' que há uns anos habita o meu roupeiro, comprada em Lisboa, no C&A.
Por coincidência, uma colega levava uma extremamente semelhante: o mesmo corte, as mesmas beiradas nas mangas, as mesmas mangas 'raglan', o mesmo estilo de botões e fecho eclair, o mesmo capuz amovível. Só que numa cor totalmente diferente.
"Temos 'parkas' quase iguais?", perguntei-lhe. "Pois, parece que sim", disse-me ela. "A minha comprei-a há uns anos em Nova Iorque."
Como é possível?!

17.1.08

Premiada!


Fui premiada quase em simultâneo por dois blogs: Livro Virtual e Apontamentus.

As regras para o prémio são:
1. Este prémio deve ser atribuído aos blogs que considerem serem bons (entende-se como bom os blogs que costumam visitar regularmente e onde deixam comentários);
2. Somente se recebeu o "Diz que até não é um mau blog", deve escrever um post contendo: a indicação da pessoa que lhe deu o prémio com um link para o respectivo blog, a tag do prémio, as regras e a indicação de outros 7 blogs para receberem o prémio;
3. Deve exibir a tag do prémio no seu blog, de preferência com um link para o post em que fala dele.

Passo o prémio a:
1. A Professorinha
2. Alecrim
3. The Dream Will Come True
4. Meus Rapazainhes
5. O Essencial
6. Photoandmore
7. Uma Família Como Tantas Outras



16.1.08

Gabinete do Aluno

Pertenço na escola ao chamado Gabinete do Aluno, que é uma salinha onde fico num determinado horário, para o caso de algum aluno ser expulso de uma aula. Recebo-o, converso com ele, tento compreender bem o que se passou e motivou a expulsão, levo-o a reconhecer onde agiu mal e a pedir desculpa ao professor ou colegas, no caso disso.
No período passado, recebi o mesmo aluno duas vezes, por problemas com uma das suas professoras. Fiquei contente quando vi a avaliação feita ao caso na reunião dessa turma, onde se dizia que o referido aluno demonstrava progressos no seu comportamento.
Ora, foi isto mesmo que estive a contar a uns amigos há dias, orgulhosa do meu pequeno papel nessa alteração.
Para castigo do meu orgulho, na manhã seguinte, estava eu no Gabinete do Aluno e lá volta o mesmo rapaz, com um problema idêntico com a mesma professora!

15.1.08

Acção de Formação

Na sexta-feira passada participei de uma Acção de Formação dada pelo meu amigo Neil Mason. Como sempre, muito interessante e recheada de sugestões práticas. Como eu gosto.
Qual não é o meu espanto quando hoje, ao entrar na escola, uma colega me diz que fui falada no mesma Acção, repetida no sábado! Pelos vistos, todo o mundo ficou a conhecer a existência deste humilde blog!
Como disse à minha colega, agora já não posso dizer mal dos colegas!

13.1.08

Dedicação do Joaquim ao Senhor


"Bendito seja o Senhor que te deu este netinho." (Rute 4:14)

12.1.08

Querem que eu dê aulas?!

Faço projectos, planos, planificações;
> Sou membro de assembleias, conselhos, reuniões;
> Escrevo actas, relatórios e relações;
> Faço inventários, requerimentos e requisições;
> Escrevo actas, faço contactos e comunicações;
> Consulto ordens de serviço, circulares, normativos e legislações;
> Preencho impressos, grelhas, fichas e observações;
> Faço regimentos, regulamentos, projectos, planos, planificações;
> Faço cópias de tudo, dossiers, arquivos e encadernações;
> Participo em actividades, eventos, festividades e acções;
> Faço balanços, balancetes e tiro conclusões;
> Apresento, relato, critico e envolvo-me em auto-avaliações;
> Defino estratégias, critérios, objectivos e consecuções;
> Leio, corrijo, aprovo, releio múltiplas redacções;
> Informo-me, investigo, estudo, frequento formações;
> Redijo ordens, participações e autorizações;
> Lavro actas, escrevo, participo em reuniões;
> E mais actas, planos, projectos e avaliações;
> E reuniões e reuniões e mais reuniões!...
>
> E depois ouço,
> alunos, pais, coordenadores, directores, inspectores,
> observadores, secretários de estado, a ministra
> e, como se não bastasse, outros professores,
> e a ministra!...
>
> Elaboro, verifico, analiso, avalio, aprovo;
> Assino, rubrico, sumario, sintetizo, informo;
> Averiguo, estudo, consulto, concluo,
> Coisas curriculares, disciplinares, departamentais,
> Educativas, pedagógicas, comportamentais,
> De comunidade, de grupo, de turma, individuais,
> Particulares, sigilosas, públicas, gerais,
> Internas, externas, locais, nacionais,
> Anuais, mensais, semanais, diárias e ainda querem mais?
> - Que eu dê aulas!?...

(circulando na net)

10.1.08

À Porta da Escola

Já há tempos aqui falei da mãe de um aluno meu do ano passado que passava (e continua a passar) os dias agarrada literalmente às grades da escola, na vã tentativa de vigiar o filho - um matulão de 17 anos - para que nada lhe aconteça.
Há dias, ia eu a sair da escola e verifiquei mais uma vez a triste situação da pobre mãe, tentando certamente vislumbrar o filho na confusão de pessoas dentro da escola.
Mais à frente, na rua, deparo com o próprio rapaz que vinha com um grupo de colegas de algum passeio entre aulas! Afinal ele não podia ser vigiado na escola, porque não estava lá!
O rapaz entrou na escola sem passar cartão à mãe, que, por sua vez, ficou certamente o resto da tarde agarrada às grades.

8.1.08

A Formiga e a Cigarra


(foto de www.media.truerwords)

Alguém pode por favor explicar a estes insectos que esta não é a altura de invadirem a minha cozinha e despensa? Pelo menos, a fábula declarava que a formiga trabalhava no verão para amealhar para o inverno. A geração delas que me coube em sorte não respeita prazos nem épocas, ignora insecticidas e escolhe doces e salgados indiscriminadamente.
Pode ser que no verão me deixem em paz!

7.1.08

Efeito perverso


da Lei do Fumo é que agora apanhamos inevitavelmente com ele nos passeios, andando a ver montras...

5.1.08

Irlanda-Portugal

Ouvido ontem na RTP:
Aquando da entrada na CEE, a Irlanda apostou na educação e nas pessoas, nós nas estradas.
Na Irlanda, uma escola tem 19 professores efectivos nas turmas e 12 para apoio individual aos alunos. Nós, construímos estradas.
Na Irlanda, um professor em início de carreira ganha 32000 € por ano. Nós, temos estradas.
A Irlanda é um país desenvolvido. Nós, espatifamo-nos nas nossas estradas.

4.1.08

Lisboa - Dakar

Agora, que me preparava para repetir as aventuras dos anos transactos com as minhas amigas T. e J., cancelaram a coisa? Sem nos avisar? Que havemos de fazer no mês de Janeiro?

1.1.08

2008


Quando eu era miúda, eu e os meus irmãos dávamos muita importância às primeiras coisas que aconteciam no novo ano, estilo a primeira comida, a primeira bebida, a primeira palavra pronunciada.
Este ano, posso mostrar-vos o meu primeiro café de 2008, tomado em casa no sossego da família, fotografado pela minha filha Sara.

31.12.07

Feliz Ano!


À medida que os ponteiros se aproximam inexoravelmente de um novo ano, agradeço a Deus tudo o que me deu viver em 2007 e desejo a todos um óptimo 2008!

Último Domingo do Ano


Hoje fomos convidados a deixar as cadeias que nos amarram a todos, sejam aquelas produzidas por outros em nós, ou as que nós produzimos em outros. Ou, talvez mais, aquelas que derivam da falta de confiança em Deus.
Muitos, homens, mulheres, crianças, responderam ao apelo e, com lágrimas ou em toda a simplicidade, levantaram-se do seu lugar e foram deixar as suas cadeias. Aos pés da cruz.

28.12.07

Descendência

Ter os cinco netos netos em casa pode significar andar a dar iogurte a duas em simultâneo e tentar enfiar uma colherada na boca de uma terceira, por engano!

26.12.07

O Filme de Natal


Por que razão um membro do Parlamento inglês se envolve por décadas numa luta aparentemente sem fim e sem sucesso?
Nos cinemas a partir de amanhã.

25.12.07

Citação de Natal

"Evitemos a todo o custo a tentação de tornar a nossa adoração de Natal uma fuga do stress e das amarguras da vida para um reino de beleza irreal. Foi para o mundo real que Cristo veio, para uma cidade onde não havia lugar para Ele e para um país onde o rei era Herodes, o assassino de inocentes.
Ele vem para nós, não para nos abrigar da dureza do mundo, mas para nos dar a coragem e a força para a suportar; não para nos arrancar por milagre dos conflitos da vida, mas para nos dar paz - a Sua paz - nos nossos corações, pela qual podemos estar calmamente firmes enquanto os conflitos rugem e podemos trazer ao mundo despedaçado a cura que é a paz."
Our Daily Bread

23.12.07

O Cartão de Natal


"Cristo Jesus, embora por natureza sendo Deus, não reivindicou o ser igual a Deus, mas desfez-se das suas regalias próprias, e tornando-se um ser humano, tomou uma posição de dependência, humilhando-se a ponto de se sujeitar voluntariamente à morte; não a uma morte vulgar, mas à morte da cruz".
(O Livro - A Bíblia para Hoje - Filipenses 2:6)

Aproveito a imagem e o texto para desejar um Feliz Natal a todos os que por aqui passarem .

21.12.07

20.12.07

Decoração de Natal



Em nossa casa.
O arranjo pendurado na nossa porta foi feito e oferecido pela D. J., funcionária da escola, numa atitude de grande simpatia que me deixou comovida.

19.12.07

Iluminações de Natal


(Câmara Municipal de Sintra)

18.12.07

17.12.07

Doce de Natal


(www.culinaria.terra.com.br)

As azevias de grão, principalmente aquelas feitas pela minha vizinha alentejana D. A., são um óptimo doce de Natal.

15.12.07

Uma Forma Diferente de Celebrar o Natal


Dedico este vídeo aos "meninos de chocolate" da minha igreja.

14.12.07

Infância


Não sei se em miúda eu era tão gira como esta boneca. Só sei que fui muito aguardada, enquanto a minha mãe dava à luz rapaz após rapaz (4) e que, quando nasci, trazia muito cabelo preto. Logo me ofereceram laços que me punham na cabeça. Sei que era calminha, que vi a luz do dia numa fria manhã de Dezembro na cidade da Guarda, há precisamente 59 anos.

13.12.07

Festa de Natal


Ontem fui à festa de Natal da escolinha das minhas netas Maria e Marta. Gira, a festa, realizada nas grandes instalações de uma igreja evangélica da zona.
Inopinado foi descobrir na fila atrás da nossa o meu antigo colega do Externato Acrópole, R.P.! Fomos colegas durante quase duas décadas e eu já não o via há mais de uma! Por grande coincidência, a neta dele é colega de sala da minha Maria e até são grandes amigas!
Irónico nisto tudo foi encontrar um colega que tanto entrava comigo pelos meus valores religiosos / espirituais e que se confessava ateu, na festa de uma escola evangélica, realizada numa igreja!

11.12.07

Titulares

Por ocasião do concurso de profs titulares, todo o pessoal lá na escola foi contra, esbravejou, ameaçou de tudo um pouco, desde não concorrer até metê-los todos em tribunal. Quando os resultados sairam, fomo-nos todos aquietando, rendidos à lei do mais forte. Eu própria reclamei pelas vias legais (que ainda não obtiveram resposta) e tive que me submeter.
No entanto, uma das nossas colegas de Línguas não fez assim. Foi a única que cumpriu o que prometera e meteu o caso em tribunal. Há dias, todo o pessoal da lista das Línguas em que ela mesma estava colocada começou a receber uns postalinhos do tribunal.
Foi o escândalo: que ela era má colega, que tinha posto os restantes em maus lençóis, "que vamos agora fazer ao tribunal", etc.
Ainda alvitrei que ela fez o que lhe era de direito, o que provavelmente todos deveríamos ter feito, e que o incómodo causado aos colegas não era certamente intenção dela , nem sequer talvez ela contasse com isso.
Não adiantou muito a minha opinião: os ânimos arrefeceram, de facto e há agora uma campânula de gelo em volta da pobre E.

10.12.07

No Porto


Regresso de mais um fim de semana no Porto, onde, além de visitar a família, vou ver a célebre "árvore de Natal mais alta" do país, da península, da Europa, quiçá do mundo. (A nossa parolice em anunciar sempre que temos o mais alto, o maior, etc....)
Por pura inépcia, captei também um qualquer letreiro de rua, que não me deixa mentir, pois a fotografia foi de facto tirada ontem.

6.12.07

A Caminho da Escola



As traseiras dos prédios dão para um ribeirito mal cheiroso no verão e enlameado no inverno, vista sem graça. Mas, se nos concentrarmos no 'graffitto' feito há dias por dois jovens no muro, o caso muda de figura e a beleza surge!

5.12.07

Encarregados de Educação

Receber a mãe de um aluno significa ouvir os problemas dele desde pequenino, os casamentos e descasamentos da mãe e seus efeitos no filho, a impotência dela perante a aparente indiferença do rapaz pela escola e por fim, eu tentar convencê-la que o rapaz nem está assim tão mal e tem a coisa controlada à maneira dele.

4.12.07

Descolamento do Vítreo

Foi o que me aconteceu na noite de sábado passado, quando subitamente comecei a ver umas manchas escuras no olho direito. Ida às urgências no Hospital da Luz e nova consulta hoje com especialista em Retina confirmou a benignidade do diagnóstico. O descolamento do vítreo, ao contrário do da retina, é benigno e não tem importância de maior. Tenho apenas que habituar-me às "nuvens" e "teias de aranha" que passaram a vogar no meu olho direito. Se quiserem saber mais, podem ver aqui.

1.12.07

Ontem no DN

Notícia de uma série de casos graves passados nas universidades recentemente, ou com praxes ou com excesso de bebida puro e simples. Já é tempo de acabar com o mito que a diversão juvenil só pode acontecer com álcool. Já é tempo de fazer passar a mensagem que a praxe é uma invenção recente e decadente. No meu tempo de estudante universitária, tal coisa não acontecia em Lisboa, só havia uns resquícios patetas em Coimbra.