25.4.05

Onde estava você no 25 de Abril?

Eu era uma jovem mãe e professora, já vivia na Amadora, mas dava aulas mesmo no Chiado. Vivi aquela época de forma intensa: vi apanhar pides, alguns eram meus alunos (adultos, claro...) e cheguei a correr à frente das balas.
Foi um dia muito ansiado pela minha geração e pelas precedentes. Por muito mau que isto agora esteja, não tem nada a ver!
Só vivido.

2 comentários:

coheleth disse...

Eu tinha ido às aulas de musica no Conservatório de Lisboa com os meus 2 Irmãos. Vinhamos a passar a pé junto ao Carmo mesmo ao cimo das centenas de escadas q nos levavam ao combóio do Rossio. Vimos por ali soldados e um tanque, mas como às vezes passávamos em frente ao quartel, ficámos ali a espreitar atrás de um carro pois não deixavam passar nimguem para o combóio. Um ou outro tiro no ar mas pensámos q fossem treinos militares , nem nos apercebemos bem do perigo. fomos dar a volta por outro lado até ao rossio , parssear e mais tarde quando chegamos a casa é q percebemos o q se tinha passado.Eu tinha no liceu um prof de musica q já antes nos ensinava canções revolucionárias, mas q não podiamos cantar na rua.Em casa tinha perguntado ao meu pai no porquê e percebi logo o caso, até pq os meus avós tinham passado mal por serem pastores evangélicos nesse regime .E se não fosse esse dia, aquele q hoje é meu marido não teria sido enfiado com 2 irmãs num avião em Luanda para um paìs desconhecido.Bj...Bela

coheleth disse...

Eu tinha ido às aulas de musica no Conservatório de Lisboa com os meus 2 Irmãos. Vinhamos a passar a pé junto ao Carmo mesmo ao cimo das centenas de escadas q nos levavam ao combóio do Rossio. Vimos por ali soldados e um tanque, mas como às vezes passávamos em frente ao quartel, ficámos ali a espreitar atrás de um carro ,pois não deixavam passar ninguem para o combóio. Um ou outro tiro no ar, mas pensámos q fossem treinos militares , nem nos apercebemos bem do perigo. Fomos dar a volta por outro lado até ao rossio , passear e mais tarde quando chegamos a casa é q percebemos o q se tinha passado.Eu tinha no liceu um prof de musica q já antes nos ensinava canções revolucionárias, mas q não podiamos cantar na rua.Em casa tinha perguntado ao meu pai o porquê e percebi logo o caso, até pq os meus avós tinham passado mal por serem pastores evangélicos nesse regime .E se não fosse esse dia, aquele q hoje é meu marido não teria sido enfiado com 2 irmãs num avião em Luanda para um paìs desconhecido.Bj...Bela