5.2.08

Carnaval

Sempre detestei o carnaval, especialmente quando era miúda. Sim, que nessa época era bem pior que hoje. Sair à rua era arriscar apanhar sustos com bombinhas, levar com bichas busca-pés ou, o mais comum e detestado, ser encharcada com a água possivelmente fétida das bisnagas.
Era eu jovem quando, nesta altura, fui subitamente apanhada por uma bisnagadela em plena cara. Estava tempo de chuva e eu nem pensei duas vezes: dei com o guarda-chuva em cheio no rapaz e, de seguida, corri pela vida até casa, que felizmente já era bem perto.
Morávamos numa velha vivenda com jardim à frente e eu ainda recordo o ar frustrado do rapaz ao portão, enquanto eu abria a porta de casa, já fora do alcance dele!

5 comentários:

Vilma disse...

Somos duas!
A não gostar do carnaval desde criança, claro.. que nunca cheguei a dar com o guarda chuva a ninguém, embora vontade não me faltasse!! hehehehhehehe :))

Maria disse...

Já somos três.. Também detesto o Carnaval :)

beijinho

Maria disse...

Já somos três.. Também detesto o Carnaval :)

beijinho

Anónimo disse...

Já somos quatro, mas confesso que, agora, me sabe muito bem a pausa de três dias...DP

Verme de Canteiro disse...

Somos cinco!
Mas no meu caso, há um agravante: Eu moro no Brasil. Aqui a coisa fica mais feia (mas num outro sentido - infelizmente)...
Se a senhora me permitir contar o que fiz uma vez:
Era adolescente, na faixa dos 13 para 14 anos. Aqui (onde moro) é bem quente. Saímos com bisnagas. Calma, era somente água pura (na verdade da bica de uma mina de água próxima).
Todos estavam (eram cerca de 4 amigos de turma) “armados” quando eu decidi me posicionar em um local mais acima (estratégico – julgava eu) para poder melhor visualizar a vítima. Pasme a senhora (o que é não ter juízo mesmo), de onde nós estávamos não se via totalmente a rua logo abaixo. Por isso eu me adiantei. Mas apenas para sinalizar quando deviam jogar a água.
Só jogávamos em carros. O pessoal (na época) já sabia do risco de ser alvo em toda a cidade. Então os carros, prevenidos, fechavam as suas janelas em trechos suspeitos. Ah minha vózinha (permita-me chamá-la assim, infelizmente não tenho mais avó – sinto saudades, eu era um neto querido) eu apenas avistei a cor de um automóvel, mas não pude identificá-lo. Havia muitos arbustos na minha frente, justamente a idéia era não alertar aos motoristas da minha presença. Então os usei como camuflagem. Quando de repente eu sinalizei para que jogassem a água, pois avistei um carro azulzinho. A turma com muita ansiedade, não jogou a água da bisnaga, mas resolveram despejar logo os baldes que usávamos para abastecer as mesmas. Quando eu identifiquei o veículo o meu coração quase parou. Era um carro de polícia (eles eram todos azulzinhos)! Mas já era tarde para fazê-los parar. Sim, eles despejaram os baldes, todos eles! A patrulha parou, retornou. Nós corremos para a casa de um colega de turma. Eu não sabia nomear ainda o termo ‘enfarto’, mas quase tive um. Ora, carros de polícia não costumam ser alvo de água no carnaval. Então trafegavam pela cidade (na época, eram poucos os carros que tinham ar condicionado – aqui no meu bairro, era artigo de luxo naquele tempo) com as janelas abertas. Sim, eles nos procuraram, mas foi por pouco tempo. Estávamos escondidos com o coração a sair pela boca. Nunca mais esqueci esse fato. Bem, eu cresci e deparei-me com a outra realidade do carnaval. Como dizia no início, aqui, o que ocorre no carnaval é barra pesada. Mas isso é uma outra história. Felizmente, por temer a Deus, dessa eu não participo. Fique com Deus!

Do seu Patrício,
Um beijinho no coração,
Do Brasil,

Mauricio Moreira