13.2.08

Lavadeiras

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(Museu da Lourinhã)

Falou-se ontem de lavadeiras no programa da Júlia que, pelos vistos, pensava que isso era só coisa dos filmes.
Quando eu era criança, tínhamos uma lavadeira, aliás como quase todas as famílias de classe média. Uma senhora ia lá a casa buscar a trouxa e o respectivo rol, que trazia uma semana depois, limpíssima e com um cheirinho a sabão e a sol como já não há. De vez em quando, o rol não correspondia à roupa entregue e a coisa era esmifrada até à última cueca.
Essa instituição desapareceu para nós no dia em se comprou a primeira máquina de lavar, algures no final dos anos sessenta.
É interessante que, quando comecei a namorar com o que hoje é o meu marido, a minha sogra ocupava-se ainda desses afazeres para a sua família, em pleno ribeiro da Marinha Grande.
Mas ela é uma outra instituição!

5 comentários:

Viviana disse...

Eu não era da classe média e por isso não tínhamos lavadeira.
Lavei muita roupinha no Rio Lis, em Leiria e nas várias fontes que por lá havia como por ex. a Fonte quente, que era uma nascente de água quente e onde íamos lavar no Inverno.
Lembro-me de uma vez no Rio Lis, deixar escapar uma camisa do meu pai e ter ido atrás dela e quando dei por mim estava a entrar num fundão de onde tiveram que me ajudar a sair.
Ainda existe em Maceira - Pero - Pinheiro, a fonte da Segueteira , que é um lugar muito lindo,e ainda está lá a pedra onde lavei muitas fraldas do meu filho mais velho, o Pedro.
Quando passo lá tenho imensas saudades.
Tive a minha primeira máquina de lavar há 39 anos,quando nasceu o meu filho Miguel em 1968.

Rute CS disse...

Pois em plena cidade do Porto, e também nos concelhos limítrofes, ainda há lavadouros públicos, onde até se vêm quando em vez umas senhoras. Mas no Porto há coisas que não se encontram em Lisboa, como hortas metidas por entre os prédios, em plena baixa.

Nostálgica disse...

Tempos a recordar para vocÊs, sem duvida alguma.

Beijinho

Margarida disse...

Olá avózinha.
Bela foto que nos faz recordar.
Eu também não tinha lavadeira, e enquanto criança ía com a miha mãe lavar à FONTE NOVA que fica no Val do Homem, o caminha era entre os pinhais e esse nome sempre me imtrigou e me fazia medo, eu ia sempre perto da minha mãe, enquanto os meus irmãos corriam lá pelos pinhais com os outros miúdos.
Mais tarde já casada fui lavar muita roupinha ao rio Alcoa em Chiqueda, tinha dias que ficava com as minhas mãozinhas em sangue, enquanto eu lavava com as pernas dentro da àgua corrente, o meu filho brincava a pescar peixinhos , ele adorava.
Mas o problemas maior era a falta de àgua canalizada, logo que as autarquias resolveram esse problema, felizmente tambem tive a minha máquina de lavar. GRAÇAS A DEUS
Da avó guida

Verme de Canteiro disse...

Na minha casa só tivemos (mesmo motivo da classe não ser média da avó guida) nossa máquina de lavar em meados dos anos 90! Era artigo de luxo (nem preciso dizer). Como sou homem (não sei se é só por isso) fui poupado de lavar roupa nesse tempo. Mas o artigo (a postagem do blogue) chamou-me a atenção pela foto, fazendo-me lembrar da música cantada por Dulce Pontes: "Povo que lavas no rio". Amo Dulce Pontes! Apesar dela não ser muito conhecida (popular) aqui no Brasil.
Bem, sem querer ser chato, mas acho sinceramente que ela (Dulce) também é artigo de luxo aqui...

Com carinho,
do Patrício,

Mauricio