9.2.07

11 de Fevereiro

Todos os que vão votar SIM são filhos de mães que optaram pelo NÃO.

18 comentários:

Vilma disse...

Boa citação! Great! :D

Karla disse...

Opção essa que pode continuar a ser feita se o Sim ganhar :)

rotten_apple disse...

Precisamente!*

rotten_apple disse...

Precisamente! **

SJ disse...

Eu fui uma filha desejada, de uma mãe muito doente, o meu irmão também, eu não pretendo fazer qualquer aborto na minha vida que já vai nos quase 30anos, eu não ando aí no tira e mete!
eu que ainda não tenho filhos, mas que pretendo ter voto sim e a minha mãe que nos teve aos 2 também!!curioso não é?

Joana disse...

Muito giro!

Dulce disse...

Avozinha, há uma coisa muito elementar que as pessoas esquecem: quem vota sim à despenalização não é necessariamente um(a) abortista.

Sara disse...

"Ah eu sou contra o crime mas sou a favor que seja livre! Ah eu sou contra a poluição mas sou a favor que cada um faça o que quer..." "Ah eu sou contra o aborto mas podem faze-lo à vontade nao me diz respeito!"
Por favor...MAIS INCONGRUENCIA NAO HA!

Dulce disse...

Sou contra o aborto, mas não necessariamente a favor de que quem o tenha praticado deva ir preso.
É assim tão incongruente?

Dum lado e de outro há argumentos absolutamente parvos, e isso resulta em quê? Que temos que votar em branco para sermos coerentes, só se for...

Sara disse...

Não ha ninguém preso neste momento por ter feito aborto! Nem haverá!

Também não acho que deva haver uma consequencia tão severa. De todo. Mas dizer "façam à vontade...cada um sabe de si" não faz sentido nenhum e não é solução! Em vez de gastarem o NOSSO dinheiro a pagar abortos e matar fetos (num país que fecha maternidades e urgencias por falta de dinheiro) deviam investi-lo em educaçao e formação, planeamento e aconselhamento!!
Para que o aborto não seja a saída preferida....é o caminho mais fácil!

Sara disse...

É 1/4 de um gravidez!! Ou tambem acham como a Lidia jorge que o feto não é um ser é uma "coisa humana"?
Lembrem-se de quando estavam grávidas de 10 semanas...era uma COISA ou um FILHO um SER HUMANO em desenvolvimento?
Onde estão os direitos do feto? Quem o defende? Como é que é possivel haver pessoas super correctas com o ambiente, a achar, sei lá.. que devemos proteger os ninhos de cegonha ou ambientes protegidos e mais nao sei quê e depois a achar que o aborto deve ser liberalizado!! Incrivel!
E o pai da criança o que diz no meio disto tudo?

Dulce disse...

Gostava de ter as tuas firmes convicções, Sara. As tuas ou outras.
Mas firmes convicções não moram aqui.
Considero o aborto um acto nefando, e o feto sem dúvida uma vida humana. E nisto estamos de acordo.
Mas, mais do que a prisão (que a lei prevê, mas não tem sido efectiva) doem-me na consciência as mulheres que morrem em consequência de abortos clandestinos. E essas não são poucas.

Sara disse...

Eu percebo mas...e as que morrem por suicidio e depressao por te-lo feito? São mais!! E as marcas que o aborto deixa...Para toda a vida!!!

Se houvesse uma politica de apoio à maternidade, de valorização da maternidade, os abortos clandestinos diminuiriam logo!
É aqui que tem de se investir...
E não ir pelo caminho mais fácil.

E as crianças que deixam de nascer? Não podemos votar SIM e ficar de consciencia tranquila sabendo que abrimos portas para que muitas crianças deixem de continuar o seu desenvolvimento normal...estamos a dizer sim à morte de fetos por opção da mãe! Isto não pode ser...

Esta não é a solução!
Além disso, muitas das situações já estão previstas na lei! E as estatisticas mostram que quase 100% das mulheres que queria mas decidiu não abortar, não se arrependeu! É no acompanhamento que devemos investir! Não em clinicas de aborto estatais! Claro! É investir Na VIDA! :)

hadassah disse...

Estão na moda as políticas do facilitismo e do comodismo... Neste momento o mais fácil para qualquer Governo é a opção do Aborto. E as pessoas votam felizes e contentes...

O que nós devíamos de estar a exigir ao Estado eram políticas que apoiassem mais a maternidade!

Está tudo preocupado com o aborto clandestino ... mas não vejo ninguém indignado com o facto de uma mãe deixar aos 5 meses o seu bébé entregue a estranhos, ou que as empresas penalizem quem decide dar prioridade à família, ou que não existam pediatras no nosso sistema de saúde, ou que se não recebam subsídios dignos para apoio na educação, ou que se não aposte em horários laborais de apoio às mães, ou que se não tabelem os preços dos infantários que são uma barbaridade! etc etc Agora... vamos todos abortar porque as políticas estão todas mal articuladas????

Serão os filhos de quem optou por "sofrer" um bocadinho para os ter, que vão sustentar as reformas das futuras idosas que amanhã vão votar SIM!

Injusto não é?

Daniela Mann disse...

É mesmo!

Anónimo disse...

A minha mãe a minha avó votaram SIM (tanto ontem como no referendo de 98) e eu, o meu irmão, os meus tios cá estamos. Sou pela despenalização e tenho uma linda filha.
Não é por o Sim ter ganho que toda a gente vai correr fazer um aborto!
Aliás, creio que este passo era necessário para se avaliar a real situação, e para se apostar cada vez mais na educação sexual, no planeamento familiar para que o aborto se torne cada vez mais raro.
Não foi empurrando as mulheres para a clandistinidade que se resolveu este problema.
Carla

Rute disse...

não vou comentar...

dora disse...

Isso é uma manipulação que não esperava ver neste blog. Provavelmente, a maior parte das pessoas que votaram "Sim" são filhos de mães que nem sequer pensaram em não os ter. O aborto não é a primeira coisa que vem à cabeça da grande maioria das mulheres que engravidam. A grandessíssima maioria das mulheres engravidam de filhos desejados ou desejam muito as suas gravidezes.
Conheço muitas mães que desejaram muito os seus filhos e votaram "sim" porque não podem julgar os outros, não podem consentir que se julgue os outros e porque acham que uma mulher desesperada tem direito a uma segunda oportunidade e a não ficar com o útero perfurado ou a vida ameaçada.
É por causa de argumentos como esse que o "não" foi menos votado. Foi o "não" extremista que convenceu os indecisos a votar "sim". Eu votei "sim" e concordo com muitas posições do "não".